Monthly Archives: dezembro 2021

Leia um trecho de ‘Fiscalização dos Impressores e Livreiros Parisienses no Período dos Últimos Reis da França (1814-1848)’, de Marie-Claire Boscq, presente na revista LIVRO 9/10

No Blog da Ateliê, vamos apresentar trechos dos textos dos autores e autoras que fazem parte do novo número duplo da Livro – Revista do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição/USP). , que foi lançada em dezembro pela Ateliê Editorial.

Livro – a Revista é uma publicação do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição), da USP, juntamente com a Ateliê Editorial. É um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que tem na palavra impressa seu objeto principal.

Leia um trecho de Fiscalização dos Impressores e Livreiros Parisienses no Período dos Últimos Reis da França (1814-1848), de Marie-Claire Boscq, com tradução de Elisa Nazarian.

Sob o Antigo Regime, livreiros e impressores foram incorporados aos “ofícios de perigo” rigidamente controlados. Chega a Revolução Francesa: o decreto Allarde elimina as corporações e a lei Le Chapelier reconhece a liberdade de expressão. Imensas mudanças e novas liberdades das quais irrompe uma “geração espontânea” de homens do livro. Segue-se, então, uma explosão de publicações de toda espécie: panfletos, brochuras, jornais, livros. A concorrência acontece de maneira cada vez mais violenta… e todo setor livreiro vê-se ameaçado de empobrecimento.

Leia um trecho de A Formação das Bibliotecas Científicas na Hungria dos Primórdios da Era Moderna, de István Monok, presente na revista LIVRO 9/10

No Blog da Ateliê, vamos apresentar trechos dos textos dos autores e autoras que fazem parte do novo número duplo da Livro – Revista do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição/USP). , que foi lançada em dezembro pela Ateliê Editorial.

Livro – a Revista é uma publicação do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição), da USP, juntamente com a Ateliê Editorial. É um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que tem na palavra impressa seu objeto principal.

Leia um trecho de A Formação das Bibliotecas Científicas na Hungria dos Primórdios da Era Moderna, de István Monok, com tradução de Claudio Giordano:

Tendemos a crer que a biblioteca científica é um tipo de coleção decididamente moderna, pois hoje este ou aquele setor universitário ou acadêmico, grupo de pesquisa ou mais especificamente esta ou aquela empresa privada, tendo construído uma rede exclusiva de inventores, usuários e funcionários, dispõem muitas vezes de uma coleção assaz especializada, com perfil bem restrito. Não faltam, entretanto, antecessores destas bibliotecas, e para estudar a história de sua formação na Hungria, carecemos de retroagir até a época anterior à criação das universidades e das academias. ¶ Chegando à Europa Central, a maior parte dos povos migrantes do Oriente ao Ocidente via-se coagida a adotar novo modo de vida. No campo econômico, a criação extensiva de animais foi substituída pela agricultura intensiva. Era inevitável que tais povos se cristianizassem. O fato de várias tribos migrantes terem sido previamente batizadas em territórios do Império Bizantino, não afetava em nada o domínio que o cristianismo de natureza ocidental exerceu nessa região depois dos séculos ix ao xiii. Os séculos xiv e xv verão os dois maiores reinos da região – as coroas húngaras e polonesas – ocuparem lugar ilustríssimo entre as grandes potências europeias.

Leia um trecho de ‘Livros à Mancheia’, de Walnice Nogueira Galvão, presente na revista LIVRO 9/10

No Blog da Ateliê, vamos apresentar trechos dos textos dos autores e autoras que fazem parte do novo número duplo da Livro – Revista do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição/USP). , que foi lançada em dezembro pela Ateliê Editorial.

Livro – a Revista é uma publicação do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição), da USP, juntamente com a Ateliê Editorial. É um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que tem na palavra impressa seu objeto principal.

Leia um trecho de Livros à Mancheia, de Walnice Nogueira Galvão:

Entre as leituras da infância, certamente a mais marcante foi a da Odisseia, esse convite à viagem fantástica e iniciática. Pois a Ilíada, que desafia adultos, só descobriria mais tarde. Somada à Eneida latina e a um volume sobre mitologia da Antiguidade, formaria a base de uma perene ligação com as coisas gregas, nunca desmentida. E delas para seus vestígios, gerando um apetite generalizado por umas tinturas de arqueologia: foi uma passagem mais ou menos natural. À mesma época, as histórias maravilhosas de Edgar Allan Poe ajudariam a incutir na leitora o fascínio pelo nomadismo. ¶ Li a Odisseia na tradução de Carlos Alberto Nunes, o grande helenista paraense, pois a inventiva linguística da versão do maranhense Odorico Mendes escapava a minhas parcas forças. Boa parte do apego à Odisseia, às coisas gregas, à arqueologia e às viagens cabe a outra leitura dessa fase, a biografia de Schliemann por Emil Ludwig. Schliemann foi quem escavou Troia e Micenas, assim comprovando, milênios depois, que Homero não era pura ficção. Pude transmitir esse enlevo a meu filho, para quem li a Odisseia em criança, e que também se tornou um fileleno.

Leia um trecho de ‘A Leitura Entre Os Que Não Liam’, de Miguel Sanches Neto, presente na revista LIVRO 9/10

No Blog da Ateliê, vamos apresentar trechos dos textos dos autores e autoras que fazem parte do novo número duplo da Livro – Revista do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição/USP). , que foi lançada em dezembro pela Ateliê Editorial.

Livro – a Revista é uma publicação do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição), da USP, juntamente com a Ateliê Editorial. É um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que tem na palavra impressa seu objeto principal.

Leia um trecho de A Leitura Entre Os Que Não Liam, de Miguel Sanches Neto:

O que nos une, em nossas inúmeras diferenças, é a língua portuguesa, tronco estruturante de uma supranacionalidade, que nos leva além de nossas fronteiras sem nos tirar delas. É pela língua que nos sentimos parte de um tempo e de um espaço que estão fora de nossa experiência histórica de indivíduo e de nação, permitindo que nos dispersemos por outros continentes neste processo contínuo de construir quem somos. ¶ Podemos mudar radicalmente de país, entrando em contato com hábitos novos, mas se estivermos dentro da língua em que fomos amamentados, em que pronunciamos as primeiras palavras de amor, em que fomos informados da morte de entes queridos, ainda estaremos no velho útero. Assim, se meus ouvidos são sensíveis aos belos vocábulos indígenas e africanos do Brasil, aos muitos estrangeirismos vindos com os imigrantes de todas as latitudes, e eu sinta falta deles quando me afasto do convívio cotidiano com meus conterrâneos, o uso da língua portuguesa em outros países, com marcas que podem soar estrangeiras, me dá uma proteção uterina. ¶ Pertence-se a uma língua antes de se pertencer a um país. Uma língua que nos alarga sempre.

Leia um trecho de ‘Leituras Silenciosas [100 Anotações Sobre o Ato de Ler]’, de Marcelino Freire, presente na revista LIVRO 9/10

No Blog da Ateliê, vamos apresentar trechos dos textos dos autores e autoras que fazem parte do novo número duplo da Livro – Revista do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição/USP). , que foi lançada em dezembro pela Ateliê Editorial.

Livro – a Revista é uma publicação do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição), da USP, juntamente com a Ateliê Editorial. É um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que tem na palavra impressa seu objeto principal.

Leia um trecho de Leituras Silenciosas [100 Anotações Sobre o Ato de Ler], de Marcelino Freire:

1] A melhor leitura é a silenciosa. Aquele instante em que você para a leitura do poema para ficar de mãos dadas com o poema.
[2] A viagem da leitura é sem volta.
[3] Entre em um livro como se entrasse em uma floresta. Aqui e ali,
uma trilha, um galho caído, um tombo na água, a fonte de um
rio. O sol, o perigo.
[4] Não sabemos de tudo o que há dentro de uma floresta. Assim como
não sabemos de tudo o que está plantado em um livro.
[5] Tem um papel chamado “pólen”. É bem verdade. Todo leitor é
polinizador.
[6] Escrever é inscrever. Fincar na página, inaugurar. Levantar do chão.
[7] Daí, ler é capinar.
[8] Toda página é um terreno minado.
[9] Daí, ler é desativar minas terrestres. E aéreas.
[10] Não procure pela pontuação de um escritor. Procure pela pulsação.
[11] Um bom livro não é o que prende o leitor, é o que liberta.
[12] Confortável tem de ser a cama, não a leitura.
[13] O leitor lê sempre o livro em primeira pessoa. Todo livro começa
antes no leitor.
[14] Escritor é aquele que leva uma ilha para um livro deserto. O leitor,
aquele que naufraga.
[15] A leitura é um exercício de natação.
[16] Se a toda hora você parar a leitura para ver em que página está, o
escritor terá fracassado.
[17] Não existe escritor fantasma. Existe leitor fantasma.
[18] Não acenda incensos na hora de ler. Você pode espantar os personagens.

Leia um trecho de ‘Ler Ontem e Hoje’, de Ligia Chiappini, presente na revista LIVRO 9/10

No Blog da Ateliê, vamos apresentar trechos dos textos dos autores e autoras que fazem parte do novo número duplo da Livro – Revista do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição/USP). , que foi lançada em dezembro pela Ateliê Editorial.

Livro – a Revista é uma publicação do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição), da USP, juntamente com a Ateliê Editorial. É um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que tem na palavra impressa seu objeto principal.

Leia um trecho de Ler Ontem e Hoje, de Ligia Chiappini.

Você sabe o que é um “produto essencial”? Pois é, parece fácil, mas não é, já que até para quem pretende legislar sobre o tema, para definir direitos e sanções, há controvérsias e indefinições. Em abstrato, todos concordam que seriam essenciais para o ser humano, por exemplo, comer, beber, dormir… essenciais para viver e sobreviver. Mas tampouco é pacífico o que se entende por viver e por sobreviver. Será só estar e permanecer vivo? Respirando e com o coração batendo? Na verdade, se adentramos um pouco nos meandros das pesquisas e discussões da área médica, até isso é controverso.

Leia um trecho de ‘Por Falar em Leitura’, de Carlos Nejar, presente na revista LIVRO 9/10

No Blog da Ateliê, vamos apresentar trechos dos textos dos autores e autoras que fazem parte do novo número duplo da Livro – Revista do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição/USP). , que foi lançada em dezembro pela Ateliê Editorial.

Livro – a Revista é uma publicação do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição), da USP, juntamente com a Ateliê Editorial. É um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que tem na palavra impressa seu objeto principal.

Leia um trecho de Por Falar em Leitura, de Carlos Nejar:

A leitura não é só um exercício de liberdade – porque ler é deixar sem barreiras o espírito ou lindes no pensamento. Mas é também forma de, estando na palavra, estar com todos. Como a pedra no lago, tocamos o inconsciente coletivo. Ou, como o lago na pedra, despertamos a humanidade em nós. Com a experiência e sabedoria da nuvem de gerações. ¶ E a leitura não é inocente, porque a lucidez não é inocente, mesmo que lidemos com certa inocência nos devaneios. ¶ Na poesia descobrimos o mundo, como se pertencêssemos a uma tribo nalgum lugar da imaginação. E não há grande poesia sem a cosmovisão do mundo, sem a inteligência das coisas que nos cercam, ou a intuição da natureza. ¶ Na ficção, convivemos com relatos e personagens, onde se mora, além dos gêneros, na casa da linguagem e ela reside em nós. ¶ E o romance nos transporta, pela autoridade inventiva do autor, à outra dimensão da realidade. Não sei se mais feliz, todavia poderosa e convincente. E a realidade não basta, precisa da imaginação, que é o esplendor da verdade. Ou visualização de criaturas que reconhecemos, com rosto que nos leva a um outro tipo de memória, ou ao idioma dos sonhos, com suas imagens, símbolos, mitos, obstinações. Sonhamos junto com o autor, ou continuamos o sonho dele. E o que é sonhado não perde o tempo da memória ou da soluçada cicatriz do tempo.

Recesso Ateliê Editorial

Aviso de Recesso! A Ateliê Editorial estará em recesso do dia 20/12/2021 a 05/01/2022.

As compras realizadas nesse período serão postadas a partir do dia 06/01/2022.

Desejamos a todos Boas festas e um Feliz Ano Novo!

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Leia um trecho de ‘Vozes dos Altos Ramos’, de Antonio Hélio Cabral, presente na revista LIVRO 9/10

No Blog da Ateliê, vamos apresentar trechos dos textos dos autores e autoras que fazem parte do novo número duplo da Livro – Revista do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição/USP). , que foi lançada em dezembro pela Ateliê Editorial.

Livro – a Revista é uma publicação do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição), da USP, juntamente com a Ateliê Editorial. É um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que tem na palavra impressa seu objeto principal.

Leia um trecho de Vozes dos Altos Ramos, de Antonio Hélio Cabral.

Sonho cair do mais alto galho do jambeiro, árvore de minha infância, caio em pé e descalço, num achego acrobático. Percebo, no giro pivotante do corpo, o cubo que me acolhe, uma sala de dimensões vastíssimas. Chão, paredes, teto, semelham-se a uma gruta revestida de extensa pele, pele tatuada por onda esquizofrênica que dela se apossa e instala fragmentos picturais em toda superfície. Olho meus pés, agora pousados, e percebo-me pisando estranhos retângulos espelhados em contínua pavimentação, alcatifados no conforto da variegada geometria dos quadriláteros silhares, todos dotados de caráter; piso livros. Em sua profusão de imagens e signos gráficos, os rostos-capas, presumíveis olhos, procuram os meus. Livros, livros, livros, revestem o plano horizontal, multiplicam-se no espaço e tomam o hexaedro, não como revestimento, mas como estrutura, carnes e ossos.

Lançamento e sessão de autógrafos da revista LIVRO n. 9/10

Os editores Marisa Midori Deaecto e Plinio Martins Filho durante o lançamento

No último sábado, 18 de dezembro, na Martins Fontes Paulista, aconteceu o lançamento e sessão de autógrafos do novo número duplo da Livro – Revista do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição/USP). O evento contou com a presença dos editores Marisa Midori Deaecto e Plinio Martins Filho.

Publicada pela Ateliê Editorial, comemorar dez números não é tarefa simples, sobretudo nos tempos em que as revistas acadêmicas agitam suas palavras nas telas dos computadores, dos celulares ou dos leitores eletrônicos, sustentadas por tabelas de números e cifras que guardam pouca relação com seus autores e leitores de carne e osso. Sustentar por uma década uma revista impressa, movida pela paixão do ofício do editor e pela crença no livro como alimento da alma, é tarefa para os sonhadores. De sonhos e livros são destaques no editorial escrito pelos coordenadores da revista Marisa Midori Deaecto e Plinio Martins Filho: “Os Editores agradecem, comovidos, às centenas de autores e aos milhares de leitores que sonharam esse sonho e que viveram, nestas páginas, esse sonho. Evoé novas leituras; evoé novos artistas”.

Dividida em seções como “E por falar em leitura…”, “Leituras”, “Dossiê – Editores e Edições”, “Acervo”, “Almanaque”, “Memória”, “Bibliomania”, “Estante Editorial”, “ Debate” e “Letra e Arte”, para este lançamento emblemático, participam do número duplo da LIVRO Adriana Petra, Alex Carolino Francisco, Ana Mae Barbosa, Antonio Hélio Cabral, Bruno Henrique Coelho, Carlos Guilherme Mota, Carlos Nejar, Carolina Bednarek Sobral, Cauê Rebouças, Caludio Giordano, Dainis Karepovs, Edmir Perroti, Eduardo Souza Cunha, Eliza Nazarian, Emanuel Cameira, Ezequiel Saferstein, Fabiana Marchetti, Federico Ferretti, Fernando Paixão, Gustavo Piqueira, Gustavo Sorá, Hernán Pas, István Monok, Jean Gomes de Souza, Jão Antônio Buhrer, José de Paula Ramos Jr., Ligia Chiappini, Lincoln Secco, Luis Fernando Franco Martins Ferreira, Luís Pio Pedro, Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Marcello Rollemberg, Marco Lucchesi, Maria Antonietta Orlandi, Marie-Claire Boseq, Mario Higa, Marisa Midori Deaecto, Michel Fapagne, Miguel Sanches Neto, Mônica Gama, Nuno Medeiros, Ottaviano de Fiore di Caopani, Plinio Martins Filho, Ubiratan Machado, Walnice Nogueira Galvão e Yves Le Guillou.

Para esta edição, a LIVRO também apresenta as imagens de livros artesanais feitas por Flávia Ribeiro, selecionadas pela artista em conjunto com o curador Henrique P. Xavier.

A REVISTA LIVRO

Livro – a Revista – é o primeiro fruto do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (NELE). Resulta, portanto, de esforço coletivo de professores e pesquisadores de diversos campos do conhecimento no sentido de materializar um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que têm na palavra impressa seu objeto principal. Conheça as edições já publicadas (CLIQUE AQUI).

CONFIRA FOTOS DO LANÇAMENTO: