PRÉ-VENDA da obra ‘Elegia Grega Arcaica: Uma Antologia’, de Giuliana Ragusa e Rafael Brunhara, coedição Ateliê e Mnêma

Capa do livro

Começou a PRÉ-VENDA da obra Elegia Grega Arcaica: Uma Antologia, de Giuliana Ragusa e Rafael Brunhara, uma coedição Ateliê Editorial e Editora Mnêma.

Preço promocional:
de R$95,00 》》》por R$45,00
(O livro estará disponível em 08/11/2021)

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Elegia Grega Arcaica: Uma Antologia apresenta o que para nós é o alvorecer desta tradição poética, cuja recepção até hoje se estende, e os seus principais poetas, no original e em rigorosas traduções de Rafael Brunhara e Giuliana Ragusa. Acompanham-nas textos introdutórios, bem como alentados comentários sobre as nuances poéticas do original e o contexto histórico, linguístico e cultural subjacente a cada poema – esforço raro em antologias deste tipo –, num convite tanto ao leitor contemporâneo de poesia, quanto ao estudante que se inicia nos estudos clássicos.

Das elegias da Grécia Arcaica (sécs. VIII – V a.C.) ouvimos, entre outras, as vozes de Sólon, criticando os excessos das oligarquias e pavimentando a trilha à democracia; de Tirteu, Calino e Simônides, enaltecendo homens comuns ao status de guerreiros épicos; de Arquíloco, dizendo que melhor do que ser épico é estar vivo; de Mimnermo, celebrando o mundo de Afrodite e seus prazeres; de Teógnis, mostrando as alianças, traições e afetos que agitam um mundo em transformação. Como gênero poético destacadamente versátil, a elegia nos permite conhecer os mais variados aspectos da existência do indivíduo na pólis.

AUTORES

Giuliana Ragusa é Professora Associada (Livre-Docente) de Língua e Literatura Grega na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (DLCV) da Universidade de São Paulo, onde ingressou como docente em 2004, e foi aluna de graduação e de pós (1995-2008). Fez estágio de doutorado (Capes, 2006-2007) e pós-doutorado (Fapesp, 2012-2013) nos EUA (University of Wisconsin, Madison). Tem publicado trabalhos científicos e de divulgação científica continuamente. Dos livros, destacam-se Fragmentos de uma deusa (Editora da Unicamp, 2005, apoio Fapesp, Prêmio Jabuti 2006, Teoria/Crítica Literária), Lira, mito e erotismo (Editora da Unicamp, 2010, apoio Fapesp, Prêmio Capes – Menção Honrosa, 2009), Lira grega: antologia de poesia arcaica (Hedra, 2013), e a 2ª edição revista, atualizada e ampliada, bilíngue, Safo de Lesbos. Hino a Afrodite e outros poemas (Hedra, 2021). Integrante do PPG-Letras Clássicas, tem orientado trabalhos de iniciação científica, mestrado e doutorado, centrados na poesia grega arcaica e clássica. E tem se interessado pela recepção dos clássicos, mais recentemente.

Rafael Brunhara é Professor Adjunto de Língua e Literatura Grega na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde atua desde 2013. É Bacharel (2010), mestre (2012) e doutor (2017) em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo. É autor de As Elegias de Tirteu (2014) e de diversos artigos científicos e trabalhos de divulgação em poesia grega antiga.

Trecho da obra ‘Crise em Crise’, de Paulo Franchetti, sobre ‘A Máquina do Mundo Repensada’, de Haroldo de Campos

Haroldo de Campos

O poema a máquina do mundo repensada tem três partes, sendo composto em versos decassílabos dispostos em terça-rima. A primeira parte retoma a representação da “máquina do mundo” em Dante, Camões e Drummond. A segunda expõe os desenvolvimentos da física e da cosmologia moderna (Galileu, Newton, Einstein e Poincaré), que permitiriam superar o modelo ptolomaico presente na construção metafórica daqueles poetas. Na terceira, que tem cerca de metade da extensão total do poema, o poeta propõe erguer-se à contemplação do universo concebido segundo a teoria do Big-Bang.


A forma estrófica, a divisão ternária, a emulação dos modelos e a vontade de apresentar uma visão totalizadora do mundo mostram que o poema é de matriz épica e que A Divina Comédia é sua referência principal. Como a Comédia, este poema se abre no momento do desvio da estrada estreita. Mas, enquanto Dante a perde sem perceber e o seu poema é o relato do périplo necessário à sua reconquista, o poeta de A Máquina, que confessa ser agnóstico e se declara presa da acídia generalizada no fim do milênio, quer voluntariamente extraviar-se da senda monótona do seu tempo, invejando, como antídotos, o perigo e a oportunidade de heroísmo que reconhece no universo de Dante e de Camões. (trecho do texto “Funções e Disfunções da Máquina do Mundo”, de Paulo Franchetti, publicado no livro ‘Crise em Crise: notas sobre a poesia concreta e crítica no Brasil Contemporâneo).

Confira mais sobre a obra no site da Ateliê Editorial.

“Aproveitei o resto do último dia para vagar outra vez pelo deserto” – Leia um trecho da obra ‘A Mão do Deserto’, de Paulo Franchetti

Estrada do deserto do Atacama (Foto de Paulo Franchetti)

“Ao planejar a viagem, eu só tinha desejado uma coisa: ficar sozinho, com a minha moto, a maior parte do tempo”. Este foi o mote de Paulo Franchetti e que deu origem ao livro A Mão do Deserto, publicado pela Ateliê Editorial. De forma literária e de um relato preciso desde o planejamento da viagem, passando pelo trajeto de 11 mil quilômetros, até o final da jornada, o autor nos leva junto na garupa em uma narrativa imersiva e emocional, colaborando para um itinerário de espaço e tempo, do humano e máquina, da imensidão da paisagem da América do Sul, de um estrangeiro em busca de um desafio a duas rodas. Confira mais sobre a obra no site da Ateliê Editorial (Clique aqui).

Estrada do Andes (Foto de Paulo Franchetti)

Leia um trecho da obra:

Aproveitei o resto do último dia para vagar outra vez pelo deserto. Quando era jovem, dediquei-me por algum tempo à prática da meditação. O que então me ensinaram era que eu precisava esvaziar a mente. Parar o pensamento, concentrar-me na respiração. O mais perto que cheguei desse objetivo foi pela redução da consciência ao ruído do ar entrando e saindo dos pulmões. Ou entoando o mesmo mantra monótono, tornado automático pela repetição continuada. Mesmo assim, nos estágios iniciais, muitas frases surgiram sem que eu soubesse de onde. Fragmentos de conversas de outras pessoas, talvez ouvidos e guardados ao longo de um dia desatento, e o tormento da livre associação, quando palavras indesejadas apontavam para algo que não parecia inteiramente visível. Quem fala?, era uma pergunta que surgia, mas que eu tinha de evitar. Depois, ultrapassado esse portal de teste, reinava solitário o vaivém do ar no seu trajeto das narinas aos pulmões. Até ser interrompido por um descuido, uma intromissão indesejada de alguma lembrança ou preocupação. Então era preciso recomeçar.

Andar de moto me pareceu uma experiência mais próxima do que eu tinha vivido na meditação. O ruído do motor embala o pensamento e o faz finalmente dormitar. Então somente o ouvido desperto o segue, a mão o estimula e controla, a voz interior o imita. Sobrevém depois um equilíbrio estranho entre quietação e movimento, olhar externo e introspecção, e por instantes mais longos ou mais curtos nunca se sabe ao certo, apaga-se a conversa interior.

Na Mão do Deserto (Foto de Paulo Franchetti)

Na obra, Franchetti aborda a sua aventura solitária, sobre uma motocicleta, até o Atacama, além de ser uma vontade própria de desbravar, também, o deserto íntimo. “Eu tinha idealizado a viagem para que fosse também (ou principalmente) uma viagem interior”, o que prova que não é apenas um livro de viagem, mas a evocação das memórias junto às instigações que despertam as histórias de um motociclista entre as maravilhas das paisagens aos reveses enfrentados na viagem.

Na Mão do Deserto (Foto de Paulo Franchetti)

A Mão do Deserto é um livro GPS com destino traçado, mas de percursos vislumbrantes de um amante da literatura e da motocicleta. O leitor é conduzido com celeridade narrativa, mas nunca ultrapassando a boa leitura, entrando de vez na história, viajando pelos lugares monumentais, conhecendo personagens memoráveis e relatos emotivos, combinando, enfim, um ponto de encontro com o autor.

Na Mão do Deserto (Foto de Paulo Franchetti)

O AUTOR

Paulo Franchetti foi professor titular no Departamento de Teoria Literária da Unicamp e presidente da editora da mesma universidade por muitos anos. Publicou pela Ateliê Editorial os livros de estudos literários: Estudos de Literatura Brasileira e Portuguesa e Crise em Crise – Notas sobre Poesia e Crítica no Brasil Contemporâneo. Publicou também o livro de ficção O Sangue dos Dias Transparentes e A Mão do Deserto (memória de viagem), além dos livros de poesia: Deste Lugar,  Memória Futura, ente outros. Seu livro de haicais, Oeste, representa uma das mais admiráveis experiências na recente poesia brasileira. Para a coleção Clássicos Ateliê organizou também O Primo Basílio, Dom Casmurro, Iracema, O Cortiço, A Cidade e as Serras, Clepsidra e Esaú e Jacó.

Paulo Franchetti

Leia um trecho da obra ‘Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais’, de Hilário Franco Júnior

Leia um trecho da obra Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais, do premiado historiador Hilário Franco Júnior, publicado em parceria da Ateliê Editorial com a Editora Mnêma. A venda é exclusiva pelo site da Editora Mnêma, com desconto: de R$180,00 》》》Por R$99,00 (envio a partir de 30/10).

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Leia abaixo um trecho:

Também nas relações de gênero manifestava-se o desejo cátaro de igualitarismo. Enquanto o catolicismo interditava o sacerdócio às mulheres argumentando que sua impureza impede o contato com o sagrado, o catarismo pensava de forma diferente. Aceitava ministras mulheres por considerar que elas estavam tomadas pelo Espírito Santo tanto quanto seus colegas masculinos, de maneira que podiam administrar o sacramento da seita (consolament ou consolamentum) e ser objeto do melioramentum (três reverências ou genuflexões que os crentes realizavam diante dos ministros exatamente para venerar o Espírito Santo que neles se encontrava). Em função disso parece ter sido alta a proporção de “boas mulheres”, o que leva um estudo a concluir que a heresia cumpria papel de “nivelamento social”.

A crença cátara na metempsicose, observa René Nelli, também foi importante para tanto: porque a alma podia migrar de um homem para uma mulher e vice-versa, ficavam anuladas “as desigualdades postuladas pela misoginia”; porque a alma podia migrar de um nobre para um camponês e vice-versa, isso esvaziava “toda superioridade de nascimento” e “arruinava a noção de hereditariedade”33. A alma podia mesmo passar de corpo humano para corpo animal, ficando nessa condição mais afastada da salvação, já que somente humanos podem receber o batismo de fogo (isto é, do Espírito Santo) que salva, o consolament. Como quer que seja, o certo é que os cátaros aceitavam a existência da igualdade natural entre os humanos, vendo na conduta de alguns mandando em outros o resultado da intervenção de Lúcifer, criador de reis, condes e imperadores.

O LIVRO

Desde meados do século passado ampliaram-se muitos nossos conhecimentos sobre a Idade Média, na qual se reconhece a matriz da civilização ocidental cristã. Mas ainda subsistem múltiplas facetas interessantes a explorar, uma delas a produção utópica da época, que a historiografia tende a negar.

De um lado, argumenta-se não ser possível falar em utopia antes de Tomás More ter criado a palavra, no começo do século XVI. De outro lado, afirma-se que as pessoas da Idade Média pensavam demais na perfeição do Além para poderem imaginar uma sociedade perfeita nesta vida.

O livro que o leitor terá em mãos mostra, contudo, com refinamento conceitual e erudição, que houve várias utopias na Idade Média, cuja compreensão ajuda a lançar luz sobre não poucos aspectos do Ocidente atual.

O AUTOR

HILÁRIO FRANCO JÚNIOR é professor de pós-graduação de história social na Universidade de São Paulo. Obteve o pós-doutorado em história medieval na École des Hautes Études en Sciences Sociales, na França. Recebeu dois prêmios Jabuti. Tem diversos livros publicados, sempre focando temas medievais. Publicou pela Ateliê Dante – O Poeta do Absoluto e Cocanha – Várias Faces de uma Utopia.

Leia um trecho da obra ‘Por um Cinema Popular – Leon Hirszman, Política e Resistência’, de Reinaldo Cardenuto

Leon Hirszman nos bastidores de ‘Eles Não Usam Black-tie’

No dia 29 de setembro de 1981, duas semanas após ‘Eles Não Usam Black-tie’ ser premiado no Festival de Veneza e um dia depois de entrar em cartaz no circuito paulista de exibição, Leon Hirszman participou de um programa de entrevistas na rádio Jornal do Brasil […] Do ponto de vista de Hirszman, após anos de perseguição política que sufocara a liberdade de expressão e esvaziaria as representações engajadas da classe popular, assistia-se finalmente à reemergência mais ampla de um campo artístico que poderia, com menos receio, manifestar as leituras críticas em torno dos dilemas sociais e do autoritarismo que se mantinha no poder desde 1964. (Trecho do livro ‘Por um Cinema Popular – Leon Hirszman, Política e Resistência’, de Reinaldo Cardenuto).

Leon Hirszman nos bastidores de ‘Eles Não Usam Black-tie’

Reinaldo Cardenuto é professor de cinema da Universidade Federal Fluminense. Doutor pela Universidade de São Paulo, com pesquisas voltadas para as relações entre arte e história, publicou diversos artigos, coordenou dossiês e atuou no corpo editorial de importantes periódicos. Foi organizador do livro Antonio Benetazzo. Permanências do Sensível (2016) e dirigiu filmes como Entre Imagens (Intervalos) (2016).

Saiba mais sobre a obra no site da Ateliê Editorial (CLIQUE AQUI).

Capa de Gustavo Piqueira