Daily Archives: 02/12/2021

Ateliê Editorial anuncia, para 2022, o lançamento do volume II de ‘Orlando Furioso’, com tradução de Pedro Garcez Ghirardi

Cada oitava de Ariosto é uma pequena estrutura primorosa, uma obra-prima em si; é a unidade mínima à qual a tradução deve começar a atender”.

Pedro Garcez Ghirardi

A Ateliê Editorial acaba de receber a tradução do segundo tomo do épico de Ludovico Ariosto (1474-1533). Em 2011 foi lançado o primeiro tomo, com 23 cantos, da tradução do professor Pedro Garcez Ghirardi para o poema publicado em 1516.

O leitor brasileiro desde então aguarda pela conclusão deste trabalho que traz em si todas as características de um épico. Orlando Furioso, com seu segundo volume, junta-se aos monumentos do Palmeirim de Inglaterra, dos cinco volumes do Bom Pantagruel, de François Rabelais, do Tirant lo Blanc e da Divina Comédia já editados pela Ateliê em sua coleção Clássicos Comentados. O segundo volume, como no primeiro, trará as ilustrações de Gustave Doré em edição bilíngue.

A tradução de poesia é um dos mais desafiantes trabalhos literários. Ghirardi procura ser fiel à obra e às suas características métricas:

A meu ver, quem traduz deve, tanto quanto possível, tentar reproduzir essas características originais. No contraste entre a “loucura” temática e “lucidez” métrica está uma das manifestações fundamentais da beleza do poema.

Uma tradução desse porte é trabalho de uma vida: são 46 cantos, 4 822 oitavas e 38 576  versos. Para efeitos de comparação, a Divina Comédia, com seus 100 cantos e 14 233 versos já se apresenta como uma tarefa hercúlea para qualquer tradutor. Apesar disso, é uma obra que justifica todo o tempo a ela dedicado e não pode estar condicionada a prazos comerciais. O resultado final é um livro que se diferencia no catálogo de qualquer editor.

Ludovico Ariosto

Confira o artigo de Cintia Moscovich sobre a obra ‘Presente’, de Ésio Macedo Ribeiro

Em sua coluna no Zero Hora, do Rio Grande do Sul, a premiada escritora Cintia Moscovich escreveu sobre a recente obra poética de Ésio Macedo Ribeiro, intitulada Presente. O livro foi publicado pela Ateliê Editorial (Clique aqui).

Leia na íntegra abaixo:

Aproveite e assista a live de lançamento realizada em outubro, que contou com a presença do poeta e dos escritores Antônio Carlos Secchin, Luiz Ruffato e Nicolas Behr, com a mediação do escritor e jornalista Jorge Ialanji Filholini

Primeiro Passo Depois de Alguma Coisa

“Em 27 de novembro de 2015, num quarto do Palmer Hotel, em Chicago, minha vida virou do avesso com a notícia da morte do meu pai no Brasil. No mesmo dia, tomado por uma vertigem, comecei a expurgar toda a dor que eu sentia, escrevendo poemas em sua lembrança. Sabia que dali para frente nada seria como antes. Dezembro foi um mês de choro e de escrita ininterruptos.

Estes poemas foram, portanto, escritos no calor da emoção. Depois, trabalhados à exaustão no tempero da lucidez. Que eles lhes provoquem o riso, a lágrima e, sobretudo, uma reflexão sobre o bicho esquisito chamado MORTE. Por alegrias que tivemos. Por tristezas que tivemos. Pela VIDA que nos foi dada. Não podia deixar que seus dias por aqui morressem com ele”.  (Da “Apresentação” do Autor).

Ésio Macedo Ribeiro (Frutal – MG, 10/02/1963) é doutor em Literatura Brasileira pela USP, escritor, bibliófilo e fotógrafo. É autor de, entre outros, E Lúcifer Dá Seu Beijo (1993), Marés de Amor ao Mar (1998), Brincadeiras de Palavras: a Gênese da Poesia Infantil de José Paulo Paes (1998), Pontuação Circense (2000), O Riso Escuro ou o Pavão de Luto: um Percurso pela Poesia de Lúcio Cardoso (2006), 40 Anos (2007), Estranhos Próximos (2008), Drama em Sol para o Século XXI (2011), É o que Tem (2018), Um Olhar sobre o que Nunca Foi: (2019), Augusto 90 de Fevereiros Campos (2021); e organizador e editor da Poesia Completa de Lúcio Cardoso (2011), dos Diários de Lúcio Cardoso (2012), de O Vento da Noite, de Emily Brontë, trad. de Lúcio Cardoso (2016), e de Ana Karenina, de Liev Tolstói, trad. de Lúcio Cardoso (no prelo), e, com Marília de Andrade, de Maria Antonieta d’Alkmin e Oswald de Andrade: Marco Zero (2003). Atualmente, vive em Chicago, EUA.

Dia do Samba com Paulinho da Viola

Hoje é o Dia Nacional do Samba. A Ateliê Editorial comemora com o Príncipe do Samba: Paulinho da Viola.


Paulinho da Viola e o Elogio do Amor, de Eliete Negreiros

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Em Paulinho da Viola e o Elogio do Amor, Eliete Negreiros apresenta uma reflexão sobre a representação do amor na obra do compositor e sua inscrição no âmbito da tradição do pensamento e da lírica ocidental.

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