Daily Archives: 18/10/2021

Leia um trecho da obra ‘Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais’, de Hilário Franco Júnior

Leia um trecho da obra Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais, do premiado historiador Hilário Franco Júnior, publicado em parceria da Ateliê Editorial com a Editora Mnêma. A venda é exclusiva pelo site da Editora Mnêma, com desconto: de R$180,00 》》》Por R$99,00 (envio a partir de 30/10).

ACESSE AQUI

Leia abaixo um trecho:

Também nas relações de gênero manifestava-se o desejo cátaro de igualitarismo. Enquanto o catolicismo interditava o sacerdócio às mulheres argumentando que sua impureza impede o contato com o sagrado, o catarismo pensava de forma diferente. Aceitava ministras mulheres por considerar que elas estavam tomadas pelo Espírito Santo tanto quanto seus colegas masculinos, de maneira que podiam administrar o sacramento da seita (consolament ou consolamentum) e ser objeto do melioramentum (três reverências ou genuflexões que os crentes realizavam diante dos ministros exatamente para venerar o Espírito Santo que neles se encontrava). Em função disso parece ter sido alta a proporção de “boas mulheres”, o que leva um estudo a concluir que a heresia cumpria papel de “nivelamento social”.

A crença cátara na metempsicose, observa René Nelli, também foi importante para tanto: porque a alma podia migrar de um homem para uma mulher e vice-versa, ficavam anuladas “as desigualdades postuladas pela misoginia”; porque a alma podia migrar de um nobre para um camponês e vice-versa, isso esvaziava “toda superioridade de nascimento” e “arruinava a noção de hereditariedade”33. A alma podia mesmo passar de corpo humano para corpo animal, ficando nessa condição mais afastada da salvação, já que somente humanos podem receber o batismo de fogo (isto é, do Espírito Santo) que salva, o consolament. Como quer que seja, o certo é que os cátaros aceitavam a existência da igualdade natural entre os humanos, vendo na conduta de alguns mandando em outros o resultado da intervenção de Lúcifer, criador de reis, condes e imperadores.

O LIVRO

Desde meados do século passado ampliaram-se muitos nossos conhecimentos sobre a Idade Média, na qual se reconhece a matriz da civilização ocidental cristã. Mas ainda subsistem múltiplas facetas interessantes a explorar, uma delas a produção utópica da época, que a historiografia tende a negar.

De um lado, argumenta-se não ser possível falar em utopia antes de Tomás More ter criado a palavra, no começo do século XVI. De outro lado, afirma-se que as pessoas da Idade Média pensavam demais na perfeição do Além para poderem imaginar uma sociedade perfeita nesta vida.

O livro que o leitor terá em mãos mostra, contudo, com refinamento conceitual e erudição, que houve várias utopias na Idade Média, cuja compreensão ajuda a lançar luz sobre não poucos aspectos do Ocidente atual.

O AUTOR

HILÁRIO FRANCO JÚNIOR é professor de pós-graduação de história social na Universidade de São Paulo. Obteve o pós-doutorado em história medieval na École des Hautes Études en Sciences Sociales, na França. Recebeu dois prêmios Jabuti. Tem diversos livros publicados, sempre focando temas medievais. Publicou pela Ateliê Dante – O Poeta do Absoluto e Cocanha – Várias Faces de uma Utopia.

Leia um trecho da obra ‘Por um Cinema Popular – Leon Hirszman, Política e Resistência’, de Reinaldo Cardenuto

Leon Hirszman nos bastidores de ‘Eles Não Usam Black-tie’

No dia 29 de setembro de 1981, duas semanas após ‘Eles Não Usam Black-tie’ ser premiado no Festival de Veneza e um dia depois de entrar em cartaz no circuito paulista de exibição, Leon Hirszman participou de um programa de entrevistas na rádio Jornal do Brasil […] Do ponto de vista de Hirszman, após anos de perseguição política que sufocara a liberdade de expressão e esvaziaria as representações engajadas da classe popular, assistia-se finalmente à reemergência mais ampla de um campo artístico que poderia, com menos receio, manifestar as leituras críticas em torno dos dilemas sociais e do autoritarismo que se mantinha no poder desde 1964. (Trecho do livro ‘Por um Cinema Popular – Leon Hirszman, Política e Resistência’, de Reinaldo Cardenuto).

Leon Hirszman nos bastidores de ‘Eles Não Usam Black-tie’

Reinaldo Cardenuto é professor de cinema da Universidade Federal Fluminense. Doutor pela Universidade de São Paulo, com pesquisas voltadas para as relações entre arte e história, publicou diversos artigos, coordenou dossiês e atuou no corpo editorial de importantes periódicos. Foi organizador do livro Antonio Benetazzo. Permanências do Sensível (2016) e dirigiu filmes como Entre Imagens (Intervalos) (2016).

Saiba mais sobre a obra no site da Ateliê Editorial (CLIQUE AQUI).

Capa de Gustavo Piqueira

Trecho da obra ‘Crise em Crise’, de Paulo Franchetti, sobre ‘Poema Sujo’, de Ferreira Gullar

É possível pensar que o ‘Poema Sujo’ seja o ponto alto da poesia de Gullar. No sentido de ser um momento de solidificação, de balanço e resumo de uma poesia que se libertara do peso excessivo que para ela foram os caminhos da vanguarda e os descaminhos da poesia populista, e que exercitava, num poema longo, a sua inteira força. Por isso, é bom que seja devidamente celebrado. Como invenção e construção poética, entretanto, ainda sinto que o marco é ‘Dentro da Noite Veloz’. (trecho do texto “Ferreira Gullar, notas de um heroísmo”, de Paulo Franchetti, publicado no livro ‘Crise em Crise: notas sobre a poesia concreta e crítica no Brasil Contemporâneo).


Confira mais sobre a obra no site da Ateliê Editorial.

Ferreira Gullar

Ésio Macedo Ribeiro sobre a obra ‘Presente’: “Eu chamo esse livro como o meu luto pela morte do meu pai”

Ésio Macedo Ribeiro durante o lançamento

Na última quinta-feira, 14 de outubro, a Ateliê Editorial realizou a live de lançamento do livro de poemas Presente, de Ésio Macedo Ribeiro. Além do autor, o encontro contou com a presença dos escritores Antônio Carlos Secchin, Luiz Ruffato e Nicolas Behr, a mediação ficou a cargo do escritor e jornalista Jorge Ialanji Filholini. O evento teve a direção da TGM Produção. Saiba mais sobre a obra (clique aqui e confira).

No início do bate-papo, o editor e professor Plinio Martins Filho destacou: “Quero agradecer ao Ésio que confiou o seu livro em nossa editora e espero que esteja a altura do poeta”.

Durante a conversa, Ésio explicou o processo de criação do livro: “Por incrível que possa parecer, mesmo com toda a dor que eu estava sentindo, no mesmo dia da morte [de seu pai] eu comecei a escrever poemas, continuei por, praticamente, dois anos, foi uma espécie de luto, eu chamo esse livro como o meu luto pela morte do meu pai”. Ele acrescentou: “Depois eu vim trabalhando o livro durante muito tempo. Eu preferi manter a sequência de escrita dos poemas para que o leitor compreenda o que eu passei, o que eu vi e o que eu lembrei”.

Assista ao lançamento na íntegra abaixo: