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Amigo a gente escolhe

Até dia 14 de outubro, a Ateliê está com a campanha “Livro Amigo”. E, como amigo é questão de escolha, a editora preparou uma supernovidade: cada pessoa pode ter descontos de 20% no livro que quiser*.

É isso mesmo!

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Todo o site está com 20% de desconto no período da campanha! É a sua chance de levar para a casa aquele livro que você estava querendo há tempos.

Para aproveitar, basta fazer suas compras no site da Ateliê e, na hora de fechar o pedido, utilizar o cupom
de desconto, digitando livroamigo no campo correspondente.
O desconto de 20% será aplicado em todos os livros, exceto nos títulos das categorias outlet, destaques e pacotes promocionais.

APROVEITE E LEVE SEU LIVRO AMIGO PARA CASA.

* exceto os títulos das categorias outlet, destaques e pacotes promocionais.

Regulamento do concurso #tempodeler

O Concurso Cultural #tempodeler é uma iniciativa da Ateliê Editorial com o objetivo de incentivar a leitura no país e estimular as pessoas a compartilhar suas dicas sobre como aproveitar melhor o tempo para ler.

REGULAMENTO
1. O concurso #tempodeler é uma iniciativa da Ateliê Editorial para incentivar o
hábito da leitura. O objetivo é o compartilhamento de ideias e sugestões que
ajudem o leitor a encontrar tempo para inserir esse hábito em sua rotina diária,
pois a falta de tempo é o principal motivo alegado pela maioria das pessoas
segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”.
2. O concurso acontecerá no período de 01/10/2016 a 30/11/2016, sendo dividido
em três fases: lançamento, avaliação e divulgação do vencedor.
3. Poderão participar do concurso quaisquer pessoas que cultivem o hábito da
leitura diário e desejem compartilhar como encontram #tempodeler no seu dia a
dia.
4. A ideia deverá ser passada em formato de texto com um parágrafo de até 5
linhas.
5. Para participar basta preencher o formulário ou enviar um e-mail para atelie.tempodeler@gmail.com entre os dias 01 de outubro a 14 de novembro com o assunto: Concurso #tempodeler, mais nome completo, CPF e texto conforme descrito acima.
6. Não poderão participar pessoas que tenham ligação direta com a Ateliê Editorial
e demais empresas e pessoas envolvidas com a realização do concurso
(funcionários, organizadores, patrocinadores, parceiros etc.).
7. A avaliação do texto será feita por uma comissão julgadora criada por
representantes da Ateliê Editorial e RDA Comunicação Corporativa.
8. A inscrição é única e intransferível e cada participante pode enviar até 3 textos
para avaliação.
9. Ao enviar o texto por e-mail o usuário estará automaticamente participando do
concurso e autoriza a divulgação de seu texto e imagem no site e redes sociais
da Ateliê Editorial sem qualquer ônus.
10. O participante autoriza a inclusão de seu e-mail na lista da Ateliê Editorial para
recebimento de novidades, lançamentos e promoções. Pode posteriormente
solicitar a retirada de seu e-mail da lista, se assim desejar.
11. Premiação: A Ateliê Editorial irá premiar os três primeiros colocados com um
cupom de desconto para cada um. O cupom poderá ser utilizado para comprar
qualquer livro na loja virtual da Ateliê Editorial: www.atelie.com.br, exceto os que
já estiverem em promoção ou fizerem parte das categorias outlet,
destaques e pacotes promocionais. Cada ganhador terá um percentual de
desconto, conforme descrito a seguir:
o 1º colocado – cupom de 60% de desconto
o 2º colocado – cupom de 50% de desconto
o 3º colocado – cupom de 40% de desconto
12. A Ateliê Editorial entrará em contato com os ganhadores para entrega do
prêmio.
13. Quaisquer dúvidas, divergências ou situações não previstas neste regulamento
serão julgadas e decididas de forma soberana e irrecorrível pela Equipe da Ateliê
Editorial.

Mercado editorial brasileiro ainda tem espaço para crescimento

Por Renata de Albuquerque

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O brasileiro poderia ler mais. Segundo o IBGE, a taxa de analfabetismo caiu 4,3% entre 2001 e 2014, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Nas últimas décadas, os esforços para melhorar a escolaridade e facilitar o ingresso ao ensino superior  pago (com iniciativas como FIES e Prouni) e gratuito (com o ENEM sendo levado em conta para a admissão de candidatos) melhoraram as estatísticas. e Mas o Brasil ainda é um dos dez países com maior número de analfabetos adultos.

Em uma edição especial, divulgada recentemente, a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro – divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) – compilou pela primeira vez os números de uma década de atividade editorial no país. A série histórica foi elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP). Os dados, retirados de estudos anteriores, foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) e trazidos a valores de 2015.

A série histórica mostra que as vendas de livros de todos os subsetores do mercado editorial brasileiro apresentaram performance inferior à do PIB do país, no período entre 2006 e 2015.

Luís Antonio Torelli, presidente da CBL, acredita que haja espaço para o crescimento do mercado nesse cenário. “Na última década o mercado editorial passou por mudanças significativas, e os números trazidos pela análise dos 10 anos de Pesquisa Fipe são muito valiosos para refletirmos sobre a evolução do setor e seu reflexo em produção e vendas. O mercado editorial brasileiro já é extremamente relevante, mas ainda tem muito espaço para crescimento. É preocupante ver a suspensão do programa governamental para bibliotecas escolares, que reduziu drasticamente a compra de livros pelo governo, por exemplo. Por isso, seguimos com o desafio de lutar por ações que defendam legitimamente a leitura e o acesso ao livro e que fortaleçam essa indústria tão importante.”

bebe lendoUma das iniciativas é o programa “Bebelê”, que envolve bebês a partir de seis meses e crianças de até 4 anos de idade. A iniciativa se baseia na teoria de Letramento Infantil (Early Literay), que enfatiza a importância do ato de ler e a interação com a leitura para o desenvolvimento infantil.

O programa já foi implantado na Biblioteca de São Paulo e na Biblioteca Parque Villa-Lobos. Agora será desenvolvido em outras dez bibliotecas do Estado de São Paulo.
Participam do projeto equipamentos das cidades de Auriflama, Birigui, Guararema, Jundiaí, Lençóis Paulista, Praia Grande, Presidente Prudente, Igarapava, Itapetininga e Ourinhos. Além de contar com um especialista por unidade, as bibliotecas receberão por doação um kit completo composto por acervo de livros-brinquedo, material pedagógico, tablets, TV, móveis e demais recursos para serem empregados nas ações.

A Ateliê também está contribuindo para a defesa da leitura no Brasil por meio da campanha #tempodeler, que convida os leitores do país a darem suas sugestões sobre a forma como eles encontram mais tempo, no cotidiano atribulado, para ler mais. E você, como consegue mais tempo para ler?

Campanhas sobre leitura movimentam a internet com #diadelertododia e #tempodeler

Por: Renata de Albuquerque

A leitura está em alta no mundo virtual. No próximo dia 20 de setembro é #diadelertododia, uma campanha mundial pela leitura que tem o apoio da CBL e que foi destaque na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que aconteceu até o início do mês.

A campanha mobiliza pessoas do mundo todo, do Paquistão ao Canadá, passando por diversas cidades brasileiras. Para fazer parte da Campanha Mundial pela Leitura basta registrar uma imagem de alguém lendo e enviar para a coordenação. Mais informações no site http://www.diadelertododia.com/

Outra campanha que já está acontecendo é a #tempodeler. A campanha, promovida pela Ateliê Editorial, tem como objetivo incentivar as pessoas a buscarem mais tempo para ler, com dicas sobre como alcançar esse objetivo já que, segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, esta é uma das principais razões para que as pessoas não leiam mais.

Arte de divulgação da campanha #tempodeler

Arte de divulgação da campanha #tempodeler

Qualquer pessoa pode participar. Basta usar a #tempodeler no Twitter e dar a sua dica de como conseguir mais tempo para a leitura, essa atividade tão deliciosa e prazerosa.

Agora, se o problema é não ter o hábito da leitura, a Ateliê também dá uma ajuda. A editora fez uma lista de livros que são perfeitos para quem quer começar a adquirir esse hábito, porque são leituras tão rápidas e agradáveis que vai ficar fácil encontrar um tempinho para elas, mesmo na sua agenda lotada. Confira:

Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século

Organizado por Marcelino Freire, o livro parte do princípio de que, em tempos de Twitter, a linguagem tem de ser renovada, para ser ainda mais concisa e objetiva. O autor de Angu de Sangue convidou cem autores brasileiros (entre os quais Laerte, Manoel de Barros, Glauco Mattoso, Lygia Fagundes Telles, Millôr Fernandes e Marçal Aquino) paras escrever histórias de até 50 letras. O resultado são contos tão curtos quanto interessantes. Perfeito para quem tem apenas poucos minutos disponíveis, já que os contos podem ser lidos de maneira independente e não levam mais que alguns segundos para serem lidos.

 

Silêncios no Escuro

Primeiro livro adulto de Maria Viana reúne 16 contos que têm, como fios condutores, a morte e o silêncio. “Acho que o que me levou a escrever este livro foi o desejo de contar algumas histórias que de alguma maneira estavam esperando o momento certo para tomar forma de palavra escrita, já que povoavam meu imaginário e minha memória há muito tempo”, diz a autora.

 

ASA – Associação dos Solitários Anônimos

Romance ousado e divertido, cheio de sarcasmo, deixado inédito por Rosário Fusco, que morreu em 1976. O romance escrito em 1967 e teve sua primeira edição em 2003. Desde então encanta os leitores com sua  narrativa de andamento veloz, que dialoga com o surrealismo e naturalismo, explorando um recanto especial do cenário brasileiro: a marginalidade acumulada ao longo do cais.

 

Se você quiser conhecer toda a lista de livros em promoção, visite o link http://www.atelie.com.br/publicacoes/promocao/

Realidades e Ficções na Trama Fotográfica ganha nova edição da Ateliê

Publicada pela primeira vez em 1999, obra de Boris Kossoy continua sendo referência, 17 anos depois, para amantes da fotografia e estudiosos de áreas como comunicação, jornalismo, história e ciências sociais

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Segunda obra da trilogia de Boris Kossoy, Realidades e Ficções na Trama Fotográfica apresenta um conjunto de textos que representam as diferentes linhas de pesquisa desenvolvidas pelo pesquisador (as outras são Fotografia & História e Tempos da Fotografia). O livro traz reflexões sobre os mecanismos mentais que regem a representação (produção) e a interpretação (recepção) da fotografia. De maneira didática o autor explica o processo de construção de realidades e, portanto, de ficções que a imagem possibilita.

A 5ª edição da obra traz notas explicativas ao longo do texto com o objetivo de melhor contextualizar determinados temas tratados na narrativa. O livro é dividido em três partes. Na primeira, basicamente teórica, há a retomada de conceitos anteriormente esboçados e discutidos por Kossoy, alguns tratados em Fotografia & História e em outros trabalhos. “A proposta se estende ao estudo das fontes fotográficas, e não poderia ser de outra maneira pois interessa-nos, sobretudo, propiciar elementos para que se perceba em que medida essas fontes têm se prestado para registrar e direcionar nossa compreensão sobre os fatos da história”, esclarece o autor na introdução da obra.

Na segunda parte o autor aplica os conceitos discutidos inicialmente, sobre um dado momento histórico: a passagem do Império para a República. Desmonta o uso ideológico que os donos do poder econômico e político fazem da fotografia, com o objetivo de apresentar o Brasil como terra promissora de “esplendor e progresso”, que vive sua plena modernidade. Na realidade, trata-se de um projeto de divulgação do país no Exterior, planejado e executado como uma peça publicitária, na qual o documento fotográfico é transformado em instrumento de propaganda. Demonstra assim, Kossoy, como são construídas realidades (e ficções) a partir e, em torno da fotografia. Na terceira parte, Kossoy retoma questões ligadas à problemática da memória, um tema sempre presente nas obras do autor.

O cerne da obra está na sua demonstração do processo de criação/construção de realidades que a fotografia proporciona, sempre, e é por todos utilizada, independentemente de lugar, época ou sistema fotográfico. Daí a sua atualidade.

Após 17 anos de sua primeira edição o livro se constituiu em obra de referência aos pesquisadores e estudiosos de várias áreas das Ciências Humanas e Sociais.

 

Serviço

Realidades e Ficções na Trama Fotográfica

Formato:13 x 20 cm

Número de páginas: 152

ISBN: 978-85-7480-730-0

Preço: R$ 39,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

Site: www.atelie.com.br

Blog: blog.atelie.com.br

Twitter: @atelieeditorial

Facebook: https://pt-br.facebook.com/atelieeditorial

 

Contatos para Imprensa:

Milena O. Cruz

imprensa@rda.jor.br

Tel: (11) 4402-3183

Cel: (11) 98384-3500

 

Ateliê lança Palmeirim de Inglaterra, irretocável exemplar de uma novela de cavalaria

PalmeirimQuem foi Francisco de Moraes? O que vem a ser o Palmeirim de Inglaterra? Por que o texto mereceu coedição (Ateliê/Unicamp) tão zelosamente cuidada, planejada nos mínimos detalhes para integrar a coleção “Clássicos Comentados” da Ateliê? Afinal, que interesse o leitor de hoje pode ter em um livro cuja primeira edição é supostamente de 1544?

Comece-se por destacar que o esmero editorial faz jus à trabalhosa tarefa de organizar a atual edição: segundo os professores envolvidos (Lênia Márcia Mongelli, titular de Literatura Portuguesa da USP, Raúl Cesar Gouveia Fernandes (FEI), Fernando Maués (UFPA) e Nanci Romero (UNIFESP), todos doutorados pela USP), essa tarefa demandou em torno de oito anos de pesquisas, metade deles dedicados à transcrição das fontes, pois o grupo tomou por base o exemplar de 1567 (o mais conhecido), que se encontra na Biblioteca da Ajuda, em Portugal, devidamente cotejado com as edições posteriores de 1786, 1852 e 1946, todas baseadas naquela anterior. Ainda foi levada em conta a edição de 1592, bastante mutilada, mas supostamente oriunda da que seria a edição princeps, de 1544, descoberta na Biblioteca Cigarral del Carmen, em Toledo, na Espanha.

Francisco de Moraes teria gostado de ver a atenção dispensada à obra a que ele dedicou o melhor de seu apuradíssimo estilo,  aqui belamente preservado no frescor da estrutura sintática e das escolhas semânticas próprias do século XVI, modernizado apenas o suficiente para atender às necessidades do leitor de hoje. Se a obra teve o raro prestígio das tantas edições consecutivas é porque ela agradava principalmente aos cortesãos, em meio aos quais viveu Moraes, agregado à corte portuguesa de D. João III e como secretário de D. Francisco de Noronha, segundo conde de Linhares. Daí suas duas grandes viagens a Paris, experiências de que impregnou vivamente o Palmeirim, oferecendo-nos deliciosas descrições do modo de vida palaciano quinhentista.

Quando  Miguel de Cervantes, ao queimar todos os livros de cavalarias que teriam sido responsáveis pelas loucuras de D. Quixote, resolveu salvar da fogueira o Palmeirim de Inglaterra; quando Mario Vargas Llosa confessa que a leitura do Tirant lo Blanc, do mesmo gênero, é uma das mais gratas lembranças que ele trouxe da juventude – temos pelo menos dois importantes testemunhos de que a matéria cavaleiresca, cujo interesse, desde a Idade Média Central, se estendeu pelo século XVII afora, é bem mais do que as aventuras do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda ou a busca do Graal. No caso das novelas quinhentistas portuguesas – e o Palmeirim inaugura todo um vasto ciclo de títulos – não há que esquecer que o pano de fundo delas, histórico,  é o período das navegações ibéricas…  Magos, feiticeiras, animais monstruosos e gigantes invencíveis são pura fantasia ou povoaram mesmo o imaginário daqueles navegantes que se punham temerariamente ao mar? Palmeirim de Inglaterra e seu irmão gêmeo Floriano do Deserto, heróis da narrativa, equivalem aos corajosos marinheiros de outrora?  Confira por você mesmo, caro leitor!

Serviço

Palmeirim de Inglaterra

Formato:  18 x 27cm

Número de páginas: 744

ISBN Ateliê Editorial: 978-85-7480-735-5

ISBN Edições da Unicamp: 978-85-268-1335-9

Preço: R$ 182,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

 

Site: www.atelie.com.br

Blog: blog.atelie.com.br

Twitter: @atelieeditorial

Facebook: https://pt-br.facebook.com/atelieeditorial

 

Melodias em Estado Nascente

Por Renato Tardivo*

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A primeira característica a se destacar neste ensaio sobre À Sombra das Raparigas em Flor é o trânsito minucioso empreendido pelo autor entre excertos do segundo volume de Em Busca do Tempo Perdido, manuscritos de Proust e a fina interpretação construída em dezesseis capítulos, divididos em duas partes.

Como se trata de um ensaísta de formação psicanalítica, coloca-se a questão: a que se presta o recurso à psicanálise, visto que se trata de literatura? Muitos são os estudos acerca dessa relação que encerram a obra literária em teorias e conceitos psicanalíticos pré-concebidos. Tal uso, vale dizer, parece servir mais à validação da psicanálise. No ensaioOs Processos de Criação em ‘À Sombra das Raparigas em Flor’”, de Philippe Willemart, por outro lado, o recurso à psicanálise enriquece, e muito, as possibilidades interpretativas do livro analisado e de seu processo de criação.

Isso ocorre, por exemplo, no capítulo “A Arte do Retrato”. Escreve o autor: “Não posso deixar passar este trecho sem observar o paralelo entre ‘a iluminação retrospectiva’ e o ‘só depois’ freudiano. Enquanto este reina na análise e permite ao analisando encontrar uma lógica no seu passado […] o escritor já autor num movimento muito mais amplo dá também uma olhada no passado da escritura para encontrar aí uma lógica que poderia chamar genética”.

É observada a temporalidade freudiana do après-coup, ou só depois, marcada pela mistura de tempos e constantes ressignificações. Célebre nesse sentido são as madeleines do primeiro volume…

Há um capítulo poeticamente intitulado “Como Criar a Lembrança de uma Melodia”, que, além de também aludir ao só depois, remete diretamente ao livro de Proust e à pulsão invocante, expressão contida no subtítulo do ensaio de Willemart. Pulsão invocante é aquela que se refere aos chamamentos: ser chamado, se fazer chamar, chamar.

É por essa trama expressiva que o ensaio aborda o enredo e o seu processo de criação, isto é, o momento em que a obra se apresentava em estado nascente, à espera de ser criada. Com densidade intelectual e escrita fluida, este livro acrescentará ao leitor de Proust e pode ser um convite à leitura deste clássico da literatura.

 

*Escritor, psicanalista, professor universitário e doutor em Psicologia Social pela USP. Publicou, entre outros, os livros Girassol Voltado para a Terra (Ateliê), Do Avesso (Com-Arte/USP) e Silente (7Letras), e o ensaio de Porvir que Vem Antes de Tudo – Literatura e Cinema em Lavoura Arcaica (Ateliê).

Falta de tempo é a principal razão pela qual brasileiros não leem mais

Por Renata de Albuquerque

livros na estante

 

 

Brasileiros alegam falta de tempo para ler, segundo a quarta edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada recentemente – 43% das pessoas entrevistadas não lê mais por falta de tempo. Não há dados anteriores para comparação do número, já que a pergunta “Por que não leu mais?” foi incluída na pesquisa pela primeira vez nesta edição.

Mas, mesmo assim, o dado é interessante, porque aponta que, para além de fatores como altos preços (apenas 7% declararam achar livros caros e apenas 5% disseram não ter dinheiro para comprar livros), o maior impedimento para a atividade da leitura está em um bem que não pode ser comprado, mas sim organizado: o tempo.

Entre os estudantes, o índice cai mais de dez pontos. 32% declararam não ler mais por falta de tempo, apontando para o fato de que priorizar a leitura é um elemento fundamental para que ela se realize. Estudantes encontram mais tempo para ler porque essa atividade já é habitual no seu cotidiano, não necessariamente porque são “obrigados” a ler.

Quanto ao interesse na atividade, a pesquisa – realizada pelo Instituto Pró-Livro e com apoio da ABRELIVROS, CBL, Snel e IBOPE Inteligência – aponta que apenas 5% das pessoas que leram algum livro nos últimos três meses “não gostam de ler”. Esse número sobe para 28% no grupo de pessoas que não leu nenhum livro nos três meses anteriores à pesquisa. Esses números indicam que quem lê livros o faz porque gosta. Sob esse aspecto, então, despertar o interesse pela leitura ainda na infância é fundamental.

 

Influência dos pais no hábito de leitura dos filhos

O percentual total de entrevistados que disse “gostar muito de ler” é de 30%. O número sobe para 45% quando se leva em conta apenas o público leitor (que leu ao menos um livro, total ou parcialmente, no trimestre em que a pesquisa foi realizada). Segundo o levantamento, a mãe tem um papel central na formação do leitor. “A figura da mãe é bastante importante na influência da leitura, especialmente quando se comparada à influência do pai ou de algum parente”, informa a pesquisa.

Como quem lê o faz porque gosta (e não por obrigação), fica claro que incentivar a leitura como um hábito, desde a infância, faz a diferença. “Os resultados da pesquisa reforçam a análise de que o hábito de leitura é uma construção que vem da infância, bastante influenciada por terceiros, especialmente por mães e pais, uma vez que os leitores, ao mesmo tempo em que tiveram mais experiências com a leitura na infância pela mediação de outras pessoas, também promovem essa experiência às crianças com as quais se relacionam em maior medida que os não leitores”, avaliam os pesquisadores.

 

Analfabetismo literário

Entretanto, o grande entrave para a leitura, infelizmente, ainda é o analfabetismo. 20% dos não leitores (que não leram nenhum livro nos três meses anteriores à pesquisa) declararam não saber ler. “De acordo com o INAF, apesar do percentual da população alfabetizada funcionalmente ter passado de 61% em 2001 para 73% em 2011, apenas um em cada 4 brasileiros domina plenamente as habilidades de leitura, escrita e matemática. Ou seja, o aumento da escolaridade média da população brasileira teve um caráter mais quantitativo (mais pessoas alfabetizadas) que qualitativo (do ponto de vista do incremento na compreensão leitora) ”, apontam os pesquisadores.

 

Motivações para a leitura

A boa notícia que “Retratos da Leitura no Brasil” traz é que aumentou a importância dos livros lidos por iniciativa própria em relação aos indicados pela escola, mesmo entre os estudantes. Gosto e atualização cultural, além de conhecimento geral são os principais fatores que motivam os brasileiros a ler. Ou seja: a “leitura por obrigação” ocupa um espaço hoje menor do que antes.

 

E você, gosta de ler? Como encontra tempo para ler mais livros? Deixe um comentário, compartilhe sua experiência com a gente!

Ateliê Editorial inscreve sete obras para o Prêmio Jabuti 2016

A Ateliê Editorial inscreveu sete títulos publicados pela editora no ano passado para concorrer ao Prêmio Jabuti 2016, um dos mais importantes do país. Esta é a 58ª edição do prêmio, promovido pela Câmara Brasileira do Livro, que em 2016 vai premiar obras em 27 categorias diferentes. Confira a seguir a lista dos inscritos da Ateliê:

Antologia da Poesia Erótica BrasileiraAntologia da Poesia Erótica Brasileira – categoria poesia

Esta Antologia da Poesia Erótica Brasileira, fruto de rigorosa pesquisa, apresenta ao leitor as principais figuras de pensamento e formas de criação que compõem nossa lírica erótica desde o século XVII até os dias de hoje. Figuram nela poetas de épocas, estéticas e contextos bastante diversos – de Gregório de Matos a Hilda Hilst, de Gonçalves Dias a Carlos Drummond de Andrade, de Álvares de Azevedo a Ana Cristina César, de Olavo Bilac a Ferreira Gullar, entre muitos outros –, cujos versos se alternam entre a sensualidade meramente alusiva e a obscenidade mais provocante. Lado a lado, eles se reúnem aqui para dar voz a um excesso que é, antes de tudo, o da imaginação.

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Bibliomania – categoria projeto gráfico

“Escrever sobre livros é tarefa sem fim”, diz Marisa MidoriDeacto na abertura de Bibliomania. No entanto, o material que ela e o autor Lincoln Secco produziram sobre o tema nos dois anos que escrevem para a Revista Brasileiros permitiu a criação de uma bela edição, com capa dura e projeto gráfico de Gustavo Piqueira. Os textos, de curto formato, falam sobre todo tipo de assunto, sendo o livro sempre o protagonista: das mudanças no mercado editorial, até sonhos, fé e razão.

 

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Desconhecer contém 40 poemas, escritos ao longo de três anos – todos sem título, sem tema definido e em letras minúsculas. Isso porque, para o autor, o mais importante é a unidade formada por todos eles. “No caso dos meus poemas penso que títulos seriam limitadores, pois iriam sugerir uma leitura, direcionar a interpretação. Além disso, como os poemas são sempre curtos, a inexistência de títulos possibilita uma leitura mais ininterrupta do livro, como se fosse um grande poema”.

Ilustrações Lygia Eluf

 

Girassol Voltado para a Terra– categoria poesiagrassol

A obra traz ao público minicontos, microcontos e poemas que exploram a linguagem em sua potência alusiva. A intenção inicial de Renato Tardivo era a de que seu terceiro livro de ficção fosse um romance. No entanto, ele explica, frases curtas, enredos concisos, mistérios cotidianos e existenciais foram surgindo. Depois de entrar nas redes sociais, diz, passou a se interessar pelo exercício da comunicação imediata e concisa.“Há um ou outro poema também, mas, em que se pese a transgressão de gênero, considero que se trata de um livro escrito em prosa”, define.

 

portaretratoPorta-Retratos– categoria poesia

Porta-retratos reúne poemas escritos de 2011 a 2014. A obra é prefaciada pelo poeta Ricardo Aleixo e tem a contracapa assinada pelo também poeta e compositor Arnaldo Antunes, o que chancela essa estreia.O título vem do poema que abre o livro, “Escolha”, e que fala, no fim, sobre aseleção das fotos do porta-retratos como um ato solitário. Apaixonada por fotografia, Marise Hansen explica que muitos poemas surgem de imagens, momentos, flagrantes.

 

Viagem a um Deserto Interior– categoria poesiaImagem2

Resultado de um processo de produção que levou dois anos para ser concluído, o livro surgiu de um desejo da autora, Leila Guenther, até então com vasta experiência com a prosa, mais especificamente com os contos, de experimentar outro gênero.Reunindo poemas e haicais, Viagem a um Deserto Interior está dividido em cinco partes: Paisagens de Dentro, O Deserto Alheio, Castelo de Areia, Um Jardim de Pedra e A Possibilidade do Oásis.

 

 

voz que cantaA Voz que Canta na Voz que Fala- Poética e Política na Trajetória de Gilberto Gil – categoria teoria/crítica literária

Nesta obra da Ateliê Editorial em coedição com a Editora Universitária Tiradentes, o autor Pedro Henrique Varoni de Carvalho trafega pela análise do discurso e aponta como Gilberto Gil trouxe o seu discurso poético-tropicalista ao ministério, sugerindo e promovendo mudanças até então inéditas no que toca ao tratamento dado à cultura brasileira pelo Estado.