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Falta de tempo é a principal razão pela qual brasileiros não leem mais

Por Renata de Albuquerque

livros na estante

 

 

Brasileiros alegam falta de tempo para ler, segundo a quarta edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada recentemente – 43% das pessoas entrevistadas não lê mais por falta de tempo. Não há dados anteriores para comparação do número, já que a pergunta “Por que não leu mais?” foi incluída na pesquisa pela primeira vez nesta edição.

Mas, mesmo assim, o dado é interessante, porque aponta que, para além de fatores como altos preços (apenas 7% declararam achar livros caros e apenas 5% disseram não ter dinheiro para comprar livros), o maior impedimento para a atividade da leitura está em um bem que não pode ser comprado, mas sim organizado: o tempo.

Entre os estudantes, o índice cai mais de dez pontos. 32% declararam não ler mais por falta de tempo, apontando para o fato de que priorizar a leitura é um elemento fundamental para que ela se realize. Estudantes encontram mais tempo para ler porque essa atividade já é habitual no seu cotidiano, não necessariamente porque são “obrigados” a ler.

Quanto ao interesse na atividade, a pesquisa – realizada pelo Instituto Pró-Livro e com apoio da ABRELIVROS, CBL, Snel e IBOPE Inteligência – aponta que apenas 5% das pessoas que leram algum livro nos últimos três meses “não gostam de ler”. Esse número sobe para 28% no grupo de pessoas que não leu nenhum livro nos três meses anteriores à pesquisa. Esses números indicam que quem lê livros o faz porque gosta. Sob esse aspecto, então, despertar o interesse pela leitura ainda na infância é fundamental.

 

Influência dos pais no hábito de leitura dos filhos

O percentual total de entrevistados que disse “gostar muito de ler” é de 30%. O número sobe para 45% quando se leva em conta apenas o público leitor (que leu ao menos um livro, total ou parcialmente, no trimestre em que a pesquisa foi realizada). Segundo o levantamento, a mãe tem um papel central na formação do leitor. “A figura da mãe é bastante importante na influência da leitura, especialmente quando se comparada à influência do pai ou de algum parente”, informa a pesquisa.

Como quem lê o faz porque gosta (e não por obrigação), fica claro que incentivar a leitura como um hábito, desde a infância, faz a diferença. “Os resultados da pesquisa reforçam a análise de que o hábito de leitura é uma construção que vem da infância, bastante influenciada por terceiros, especialmente por mães e pais, uma vez que os leitores, ao mesmo tempo em que tiveram mais experiências com a leitura na infância pela mediação de outras pessoas, também promovem essa experiência às crianças com as quais se relacionam em maior medida que os não leitores”, avaliam os pesquisadores.

 

Analfabetismo literário

Entretanto, o grande entrave para a leitura, infelizmente, ainda é o analfabetismo. 20% dos não leitores (que não leram nenhum livro nos três meses anteriores à pesquisa) declararam não saber ler. “De acordo com o INAF, apesar do percentual da população alfabetizada funcionalmente ter passado de 61% em 2001 para 73% em 2011, apenas um em cada 4 brasileiros domina plenamente as habilidades de leitura, escrita e matemática. Ou seja, o aumento da escolaridade média da população brasileira teve um caráter mais quantitativo (mais pessoas alfabetizadas) que qualitativo (do ponto de vista do incremento na compreensão leitora) ”, apontam os pesquisadores.

 

Motivações para a leitura

A boa notícia que “Retratos da Leitura no Brasil” traz é que aumentou a importância dos livros lidos por iniciativa própria em relação aos indicados pela escola, mesmo entre os estudantes. Gosto e atualização cultural, além de conhecimento geral são os principais fatores que motivam os brasileiros a ler. Ou seja: a “leitura por obrigação” ocupa um espaço hoje menor do que antes.

 

E você, gosta de ler? Como encontra tempo para ler mais livros? Deixe um comentário, compartilhe sua experiência com a gente!

Ateliê Editorial inscreve sete obras para o Prêmio Jabuti 2016

A Ateliê Editorial inscreveu sete títulos publicados pela editora no ano passado para concorrer ao Prêmio Jabuti 2016, um dos mais importantes do país. Esta é a 58ª edição do prêmio, promovido pela Câmara Brasileira do Livro, que em 2016 vai premiar obras em 27 categorias diferentes. Confira a seguir a lista dos inscritos da Ateliê:

Antologia da Poesia Erótica BrasileiraAntologia da Poesia Erótica Brasileira – categoria poesia

Esta Antologia da Poesia Erótica Brasileira, fruto de rigorosa pesquisa, apresenta ao leitor as principais figuras de pensamento e formas de criação que compõem nossa lírica erótica desde o século XVII até os dias de hoje. Figuram nela poetas de épocas, estéticas e contextos bastante diversos – de Gregório de Matos a Hilda Hilst, de Gonçalves Dias a Carlos Drummond de Andrade, de Álvares de Azevedo a Ana Cristina César, de Olavo Bilac a Ferreira Gullar, entre muitos outros –, cujos versos se alternam entre a sensualidade meramente alusiva e a obscenidade mais provocante. Lado a lado, eles se reúnem aqui para dar voz a um excesso que é, antes de tudo, o da imaginação.

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Bibliomania – categoria projeto gráfico

“Escrever sobre livros é tarefa sem fim”, diz Marisa MidoriDeacto na abertura de Bibliomania. No entanto, o material que ela e o autor Lincoln Secco produziram sobre o tema nos dois anos que escrevem para a Revista Brasileiros permitiu a criação de uma bela edição, com capa dura e projeto gráfico de Gustavo Piqueira. Os textos, de curto formato, falam sobre todo tipo de assunto, sendo o livro sempre o protagonista: das mudanças no mercado editorial, até sonhos, fé e razão.

 

desconhecerDesconhecer – categoria poesia

Desconhecer contém 40 poemas, escritos ao longo de três anos – todos sem título, sem tema definido e em letras minúsculas. Isso porque, para o autor, o mais importante é a unidade formada por todos eles. “No caso dos meus poemas penso que títulos seriam limitadores, pois iriam sugerir uma leitura, direcionar a interpretação. Além disso, como os poemas são sempre curtos, a inexistência de títulos possibilita uma leitura mais ininterrupta do livro, como se fosse um grande poema”.

Ilustrações Lygia Eluf

 

Girassol Voltado para a Terra– categoria poesiagrassol

A obra traz ao público minicontos, microcontos e poemas que exploram a linguagem em sua potência alusiva. A intenção inicial de Renato Tardivo era a de que seu terceiro livro de ficção fosse um romance. No entanto, ele explica, frases curtas, enredos concisos, mistérios cotidianos e existenciais foram surgindo. Depois de entrar nas redes sociais, diz, passou a se interessar pelo exercício da comunicação imediata e concisa.“Há um ou outro poema também, mas, em que se pese a transgressão de gênero, considero que se trata de um livro escrito em prosa”, define.

 

portaretratoPorta-Retratos– categoria poesia

Porta-retratos reúne poemas escritos de 2011 a 2014. A obra é prefaciada pelo poeta Ricardo Aleixo e tem a contracapa assinada pelo também poeta e compositor Arnaldo Antunes, o que chancela essa estreia.O título vem do poema que abre o livro, “Escolha”, e que fala, no fim, sobre aseleção das fotos do porta-retratos como um ato solitário. Apaixonada por fotografia, Marise Hansen explica que muitos poemas surgem de imagens, momentos, flagrantes.

 

Viagem a um Deserto Interior– categoria poesiaImagem2

Resultado de um processo de produção que levou dois anos para ser concluído, o livro surgiu de um desejo da autora, Leila Guenther, até então com vasta experiência com a prosa, mais especificamente com os contos, de experimentar outro gênero.Reunindo poemas e haicais, Viagem a um Deserto Interior está dividido em cinco partes: Paisagens de Dentro, O Deserto Alheio, Castelo de Areia, Um Jardim de Pedra e A Possibilidade do Oásis.

 

 

voz que cantaA Voz que Canta na Voz que Fala- Poética e Política na Trajetória de Gilberto Gil – categoria teoria/crítica literária

Nesta obra da Ateliê Editorial em coedição com a Editora Universitária Tiradentes, o autor Pedro Henrique Varoni de Carvalho trafega pela análise do discurso e aponta como Gilberto Gil trouxe o seu discurso poético-tropicalista ao ministério, sugerindo e promovendo mudanças até então inéditas no que toca ao tratamento dado à cultura brasileira pelo Estado.

Inscrições para Prêmio CNNP 2016 já estão abertas

livro com flor

O Concurso Nacional Novos Poetas (Prêmio CNNP 2016) recebe inscrições até 5 de setembro. O Prêmio é realizado pela Vivara Editora Nacional com apoio cultural da Revista Universidade. Podem participar brasileiros natos ou naturalizados, com mais de 16 anos. Cada candidato pode concorrer com até dois poemas de autoria própria e o tema é livre. A única exigência é que o texto seja escrito em português. Os vencedores participarão de uma antologia poética. Mais informações no site: www.cnnp.com.br

Ateliê lança Os Processos de Criação em À Sombra das Raparigas em Flor

Novo livro de Philippe Willemart aprofunda o estudo do segundo volume de Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust

A Ateliê EditorCapa2ial está lançando Os Processos de Criação em À Sombra das Raparigas em Flor – A Pulsão Invocante e a Psicologia no Espaço em Proust. O livro foi escrito por Philippe Willemart, prof. titular em literatura francesa pela USP, de formação psicanalítica. Na obra, ele analisa a primeira parte do primeiro capítulo de À Sombra das Raparigas em Flor, segundo dos sete volumes do clássico Em Busca do Tempo Perdido, obra-prima de Marcel Proust, escrita entre 1908 e 1922.

“Numa primeira parte, leremos treze análises que percorrem o livro até as numerosas páginas sobre o escritor Bergotte, onde parei”, afirma Willemart na introdução da obra. “Numa segunda parte, aperfeiçoei o que tinha elaborado sobre as rodas da escritura e da leitura nas obras anteriores, com a ajuda das descobertas proustianas e outras”, completa.

Ao longo do processo de criação de Em Busca do Tempo Perdido, Proust escreveu 75 cadernos de rascunho, conhecidos como os cadernos manuscritos. Willemart fez uso deles ao empregar em seu estudo um número considerável de passagens desse material, registrando assim etapas muito diferentes da criação do livro. Segundo o pesquisador, os rascunhos permitem distinguir o essencial da narrativa.

“Como ‘o analista que conclui as palavras do analisando’, faz parte da proposta dos livros de Philippe Willemart sobre Proust conseguir verbalizar o que ficou apenas sugerido pelo escritor”, reflete Guilherme Ignácio da Silva no prefácio do lançamento.

O ensaio teve origem na preparação de uma disciplina para estudantes do último ano da graduação em francês na Universidade de São Paulo, o que faz a obra apresentar um caráter didático sobre Proust.

Serviço

Os Processos de Criação em À Sombra das Raparigas em Flor – A Pulsão Invocante e a Psicologia no Espaço em Proust

Formato:  12,5 x 20,5 cm

Número de páginas: 224

ISBN: 978-85-7480-732-4

Preço: R$ 38,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

 

Site: www.atelie.com.br

Blog: blog.atelie.com.br

Twitter: @atelieeditorial

Facebook: https://pt-br.facebook.com/atelieeditorial

Contatos para Imprensa:

Milena O. Cruz

imprensa@rda.jor.br

Tel: (11) 4402-3183/(11) 98384-3500

Como facilitar o ensino de clássicos na escola?

Por: Renata de Albuquerque

#classiconaescola

Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer e que traz consigo marcas de leituras que precedem as nossas. Por isso, explica Ítalo Calvino, merecem ser relidos. Mas, para professores do Ensino Fundamental e Médio, aproximar os clássicos da realidade dos alunos adolescentes é um imenso desafio. Seja pela barreira do vocabulário – já que muitas vezes os clássicos foram escritos com palavras que já caíram em desuso -, seja pelo simples desinteresse ou  pela “obrigação” da leitura, há uma questão recorrente para quem pensa a educação na escola: como aproximar o aluno dos clássicos?

Uma professora do Chile, por exemplo, estimulou a leitura de Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez) propondo aos alunos que criassem memes sobre o livro. O resultado foi uma atividade não apenas divertida, mas envolvente e didaticamente relevante (leia a matéria sobre os memes aqui)

Para criar um espaço de discussão e ajudar os professores a trocarem ideias e a descobrirem como cumprir com louvor essa árdua tarefa, a Ateliê Editorial está lançando a campanha #classiconaescola

Para participar, mande uma mensagem inbox para o nosso Facebook, contando o que você faz para gerar interesse em seus alunos a respeito dos livros clássicos. Que iniciativas deram certo? Como você mobilizou-os nesse aprendizado?

A Ateliê Editorial convida a todos os professores para uma troca de ideias construtiva, para poder levar ao alcance de todos essas joias da Literatura!

 

Prêmio Escola Voluntária recebe inscrições até o dia 30 de junho

15o escola voluntaria

As inscrições para a  já estão abertas. Projetos de voluntariado realizados por alunos de escolas do Ensino Fundamental e Médio podem ser inscritos na 15ª edição do Prêmio Escola Voluntária. A premiação é uma iniciativa da Fundação Itaú Social e da Rádio Bandeirantes e tem como objetivo formar, incentivar e reconhecer escolas de Ensino Fundamental e Médio, públicas ou privadas, que desenvolvem projetos de voluntariado junto à comunidade. O projeto deve contar com a participação voluntária de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e/ou em qualquer série do Ensino Médio. Podem participar instituições de ensino dos seguintes estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal.

 

Mais informações no site http://www.escolavoluntaria.com.br

 

 

Nheengatu – resgate da língua indígena

Indio

O nheengatu pertence à família linguística tupi-guarani. Surgiu no século XIX, como uma evolução natural da língua geral setentrional, em um desenvolvimento paralelo ao da língua geral paulista, que acabou se extinguindo.  Usado para catequisar os índios e como ação social e política luso-brasileira na Amazônia, o nheengatu foi mais falado que o português no Amazonas e no Pará até 1877. Atualmente, continua a ser falado por aproximadamente 8.000 pessoas na região do vale do Rio Negro.

Nheengatu, a Língua Geral Amazônica

Nheengatu, a Língua Geral Amazônica, no contexto das lutas e conquistas do movimento indígena no Baixo Tapajós, é tema de um documentário, gravado a partir de experiências e reflexões de estudantes, professores e pesquisadores que estão redescobrindo a língua.

“Continuar essa luta que a muito tempo nossos antepassados começaram, e não deixar morrer. Porque depois que o fogo se apaga, sobram só as cinzas. E essas cinzas são levadas pelo vento. Se forem levadas pelo vento fica muito difícil reconstruir aquele fogo. Por isso, sempre que a fogueira estiver apagando, nós povos indígenas e não indígenas que se deparam com a causa, vai lá e acrescente o seu tição (pedaço de lenha ou carvão) para que esse fogo nunca se apague. Vamos lutar!”

Jonas Tapajós – Aldeia de Arimum (Povo Arapium)

O vocabulário de Stradelli

Nascido na Itália, Ermanno Stradelli também buscou resgatar essa língua falada pelos índios que estava se perdendo. Viveu no Brasil por 43 anos, passando a maior parte deste tempo no Amazonas, onde se estabeleceu e conviveu com os missionários franciscanos italianos, participando de suas missões no interior. Foi quando conheceu o nheengatu, cujo estudo e pesquisa abraçou até o fim da vida. Ele mesmo era fluente em nheengatu e conhecia a fundo a cultura regional e indígena. Quando morreu em 1926, Stradelli deixou esta obra inédita, publicada postumamente em formato de revista pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1929.

Vocabulario-Portugues-Nheengatu de Ermano StradelliEm 2014 a Ateliê Editorial lança a obra em formato de livro – Vocabulário Português-Nheengatu – Nheengatu-Português. Preenchendo uma lacuna no conhecimento da língua que falamos hoje no Brasil, essencial para linguistas, professores e indigenistas.

Em Vocabulário Português-Nheengatu/Nheengatu-Português, o nheengatu foi mantido tal e qual o da primeira edição, de 1929. A ideia é que os leitores possam apreciar mais a lógica do texto e a imensa dificuldade – explicitada na “Nota Preliminar” – enfrentada pelo conde ao tentar compor o vocabulário de uma língua cuja versão escrita ainda não havia sido normatizada.

Mais sobre o vocabulário de Stradelli

Comprar o livro

Livros de papel e consciência ecológica combinam?

Dia 5 de junho se comemora o Dia do Meio Ambiente. A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. No Brasil, a Semana Nacional do Meio Ambiente acontece todos os anos, desde 1981, com o objetivo de apoiar a participação da comunidade nacional na preservação do patrimônio natural do País.

Aqui na Ateliê Editorial, a gente leva muito a sério a preservação dos recursos naturais. Mas, você pode estar se perguntando: Como é que uma empresa preza o meio ambiente se usa árvore como matéria-prima para seu negócio?

Bom, esta é uma pergunta bem pertinente. O fato é que, se levarmos em conta que para ler um e-book também se gasta energia elétrica e que a produção de microcomputadores também consome recursos naturais, chegaremos à conclusão de que não dá para produzir livros sem consumir recursos.

Na Ateliê, damos preferência ao livro físico porque acreditamos que, para além de trazer conteúdo, o livro é um objeto importante em si. Tocar, cheirar e folhear tornam a experiência da leitura em papel diferente da experiência da leitura em meios virtuais. O suporte do livro físico muda tudo. Mas nós também temos e-books, que estão à venda em sites como Livraria Cultura, Amazon, Saraiva e outros.

E justamente porque nosso negócio depende de recursos naturais, na editora, temos uma preocupação muito grande com o não-desperdício desses recursos. Aqui, procuramos reciclar tudo o que for possível e só jogar no lixo resto de comida e lixo de banheiro e cozinha.

Temos recipientes próprios para descarte de plástico (copo de água, embalagem de iogurte, bala, bolacha, etc.) e para descarte de papel. Conversamos com os novos funcionários sobre a importância da reciclagem e a política da empresa. Dizemos sempre que um pequeno gesto, como pôr para reciclar uma embalagem de bolacha, evitará que essa embalagem vá para o aterro sanitário, e que sirva de criadouro de mosquitos.

Também queremos que as pessoas se sintam responsáveis pelo uso dos recursos da natureza, por isso coletamos água da chuva em tonéis próprios para uso na lavagem de piso.

Exatamente porque os livros que produzimos precisam de papel para existir, valorizamos muito essa matéria-prima. Sabemos que cada folha de papel branco veio de uma árvore, e que a industrialização do papel envolve muita química e poluição atmosférica.

Temos consciência de que precisamos diminuir esse processo todo. Aqui na Ateliê, toda prova de livro é aproveitada no verso em branco para imprimirmos cópias de nota e documentos para nosso controle. Cada pedaço em branco é utilizado nem que seja em pequenos blocos para anotação.

Nossos funcionários sabem que o papel é um material nobre, tem que ser usado com parcimônia, sem desperdícios. É o chamado “ouro branco”. Foram gastos muitos recursos (árvore, água, eletricidade) para se chegar até ele. Por isso, não podemos descartá-lo para sumir no aterro sanitário, misturado com o lixo comum.

É com orgulho que dizemos que juntamos muito mais material para reciclagem do que lixo comum. Todo o material é levado até um ponto de reciclagem do supermercado Pão de Açúcar, que disponibiliza um espaço em suas dependências para que uma empresa de reciclagem possa recolher esse material. Além de ajudar com a reciclagem de lixo, possibilita a abertura de novos empregos para pessoas que estão afastadas do mercado de trabalho. Quanto mais essa empresa recebe material para reciclagem, mais postos de recebimento ela abre e mais empregos ela oferece.

Nossos computadores, impressoras e no breaks antigos ou quebrados são descartados no prédio da Poli-USP, que utiliza esses equipamentos no seu Laboratório de Sustentabilidade, o Lassu (http://lassu.usp.br/). Lá, os catadores de diversas cooperativas aprendem a desmontar os equipamentos de forma correta, sem poluir o ambiente com os metais pesados presentes nesses equipamentos, como chumbo, mercúrio, cádmio.

E o melhor é que sabemos que essas ações de responsabilidade se espalham, marcam muito. Tanto que a maioria dos nossos funcionários também reciclam seu lixo em suas casas.  E é por isso que, para marcar o Dia do Meio Ambiente, queremos compartilhar com você algumas informações sobre reciclagem, fornecidas pelo próprio Ministério do Meio Ambiente:

Dicas de reciclagem

dicas de reciclagem 2016

Para marcar o Dia do Meio Ambiente, queremos compartilhar com você algumas informações sobre reciclagem, fornecidas pelo próprio Ministério do Meio Ambiente:

 

O que é reciclável?

Folhas e aparas de papel, jornais, revistas, caixas, papelão, PET, recipientes de limpeza, latas de cerveja e refrigerante, canos, esquadrias, arame, todos os produtos eletroeletrônicos e seus componentes, embalagens em geral e outros.

Como separar o lixo doméstico?

Não misture recicláveis com orgânicos – sobras de alimentos, cascas de frutas e legumes. Coloque plásticos, vidros, metais e papéis em sacos separados.
Lave as embalagens do tipo longa vida, latas, garrafas e frascos de vidro e plástico. Seque-os antes de depositar nos coletores. Papéis devem estar secos. Podem ser dobrados, mas não amassados.

Embrulhe vidros quebrados e outros materiais cortantes em papel grosso (do tipo jornal) ou colocados em uma caixa para evitar acidentes. Garrafas e frascos não devem ser misturados com os vidros planos.

O que não vai para o lixo reciclável?

Papel-carbono, etiqueta adesiva, fita crepe, guardanapos, fotografias, filtro de cigarros, papéis sujos, papéis sanitários, copos de papel. Cabos de panela e tomadas. Clipes, grampos, esponjas de aço, canos. Espelhos, cristais, cerâmicas, porcelana. Pilhas e baterias de celular devem ser devolvidas aos fabricantes ou depositadas em coletores específicos.

E as embalagens mistas: feitas de plástico e metal, metal e vidro e papel e metal?

Nas compras, prefira embalagens mais simples. Mas, se não tiver opção, desmonte-a separando as partes de metal, plástico e vidro e deposite-as nos coletores apropriados. No caso de cartelas de comprimidos, é difícil desgrudar o plástico do papel metalizado, então descarte-as junto com os plásticos. Faça o mesmo com bandejas de isopor, que viram matéria-prima para blocos da construção civil.

Outras dicas:

Papéis: todos os tipos são recicláveis, inclusive caixas do tipo longa-vida e de papelão. Não recicle papel com material orgânico, como caixas de pizza cheias de gordura, pontas de cigarro, fitas adesivas, fotografias, papéis sanitários e papel-carbono.

Plásticos: 90% do lixo produzido no mundo são à base de plástico. Por isso, esse material merece uma atenção especial. Recicle sacos de supermercados, garrafas de refrigerante (pet), tampinhas e até brinquedos quebrados.

Vidros: quando limpos e secos, todos são recicláveis, exceto lâmpadas, cristais, espelhos, vidros de automóveis ou temperados, cerâmica e porcelana.

Metais: além de todos os tipos de latas de alumínio, é possível reciclar tampinhas, pregos e parafusos. Atenção: clipes, grampos, canos e esponjas de aço devem ficar de fora.

Isopor: Ao contrário do que muita gente pensa, o isopor é reciclável. No entanto, esse processo não é economicamente viável. Por isso, é importante usar o isopor de diversas formas e evitar ao máximo o seu desperdício. Quando tiver que jogar fora, coloque na lata de plásticos. Algumas empresas transformam em matéria-prima para blocos de construção civil.

Raduan Nassar vence o Prêmio Camões 2016

Por Renata de Albuquerque

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Raduan Nassar é o vencedor do Prêmio Camões 2016, um dos mais importantes prêmios literários do mundo. A premiação foi criada pelos governos de Brasil e Portugal na década de 1980 e é atribuído aos autores que tenham contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa.

Raduan Nassar tem apenas três obras editadas em livro. Além da novela Um Copo de Cólera, publicou o romance Lavoura Arcaica e o conto Menina a Caminho. Apesar de pequena, sua obra é uma das mais interessantes e singulares da literatura nacional do século XX. Tanto assim que é objeto de diversos estudos  críticos, entre eles Porvir que Vem Antes de Tudo: Literatura e Cinema em Lavoura Arcaica, de Renato Tardivo. Ao atribuir o prêmio ao autor, o júri destacou “a extraordinária qualidade da sua linguagem e da força poética da sua prosa”.

Tanto Um Copo de Cólera quanto Lavoura Arcaica foram adaptados para o cinema. A adaptação do romance para o cinema deu origem ao livro Sobre o Filme Lavour’Arcaica