Álvaro Alves de Faria fala sobre livro da Ateliê


Editora Ateliê lança obra sobre Manuel Bandeira

Livro trata das relações entre o poema e a música, que sempre foi assunto do autor

O poeta e jornalista Álvaro Alves de Faria fala sobre lançamento de livros e eventos ligados à Literatura. (escutar Podcast)

“Mais um belo lançamento da Editora Ateliê, Manuel Bandeira e a Música – com três poemas visitados, de Pedro Marques. ”

(Publicado por Bruna Gavioli – 2009)

Retirado do site da Jovem Pan

Promoção Dia dos Namorados

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“No frigir dos ovos, tudo fica às claras” – Orações Insubordinadas, Carlos Castelo
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Contos, humor, ficção, romance, poesia… Uma lista bem-humorada e romântica de 9 livros, especialmente separados pela Ateliê, para todos os tipos de casais.
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Promoção válida até dia 14/06
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Poesia tem lugar de destaque na Ateliê Editorial

Arte difícil de definir, em constante mutação ao longo da história e dotada de grande força expressiva, a poesia é uma das mais antigas e importantes expressões do fenômeno literário. Difundir a poesia brasileira e estrangeira é uma das missões da Ateliê Editorial. Dentre os lançamentos recentes de poesia estão Escrito sobre Jade, em que Haroldo de Campos recria a poesia clássica chinesa; Palavra e Rosto, de Fernando Paixão; Sementes Aladas, antologia poética de Percy Bysshe Shelley, com tradução de Alberto Marsicano e John Milton, e Interior Via Satélite, de Marcos Siscar.

Na apresentação de Palavra e Rosto, Fernando Paixão anota que o livro pode ser encarado como um “álbum de desenhos e pensamentos”, pois o volume agrupa situações, devaneios e reflexões surgidas a partir de estímulos do cotidiano. O tema da poética permeia o percurso, pontuado por gravuras – igualmente poéticas – de Evandro Carlos Jardim.

Sementes Aladas traz os poemas mais representativos de Percy Shelley, um dos maiores nomes do romantismo, em edição bilíngue. O romantismo de Shelley é visceralmente anticonformista: celebra a comunhão com a natureza e as ideias políticas libertárias. Dentre os poemas reunidos na antologia estão o soneto “Inglaterra 1819”, uma crítica impiedosa à monarquia; “Julian e Maddalo: Uma Conversação”, escrito em Veneza, inspirado por conversas que teve com Lord Byron e “Adonais: Uma Elegia sobre a Morte de John Keats”.

Em Interior Via Satélite, Marcos Siscar propõe uma viagem ao leitor, uma reflexão sobre a prática poética em meio ao movimento do cotidiano. Com uma escrita fraturada, cheia de cortes e pontuações heterodoxas, mas também densa e constante, atenta tanto ao detalhe quanto à visão de conjunto, Siscar faz “poesia para quem conhece o peso da palavra”, como diz um de seus versos.

(escrito por Alexandre Fernandez)

Artistas retratam o estilo de vida urbano com suas obras e intervenções

Por entre os inúmeros prédios, pedestres acelerados e trânsito carregado das grandes metrópoles, artistas urbanos exploram os espaços para intervirem na cidade. É o caso do fotógrafo Maurício Simonetti, que recentemente clicou alguns instantes urbanos expostos no Lugar Pantemporâneo, e de Alexandre Orion, que utiliza recursos para mesclar a fotografia com a pintura.

A exposição Fotografias Urbanas, de Maurício Simonetti, exibe fotos que retratam o ritmo veloz de pessoas anônimas da cidade. As pessoas não aparecem de forma nítida nas fotos, pois são ofuscadas pelas luzes, sombras, concreto e carros. Simonetti, que normalmente fotografa a natureza, “mistura-se, para melhor sentir e captar, ao concreto, aos automóveis e às multidões anônimas”, assim explica o poeta e editor Raimundo Gadelha.

Alexandre Orion vai além da fotografia. Em sua série Metabiótica, ele pintou muros e, depois de um tempo, fotografou um instante quando a imagem “interagiu” com uma pessoa que passou em frente ao mesmo muro. Já na série Ossário, Orion utilizou um recurso pelo qual limpa determinada parede, que está suja pela poluição produzida por carros, para formar desenhos de caveiras, como uma forma de crítica ao estilo de vida urbano.

Livros sobre fotografia

Sorteio no Twitter

Vote em um livro para o sorteio!

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Estamos preparando mais um sorteio e contamos com a sua ajuda. Abaixo estão listados 4 livros da Ateliê com temas diversos. Você pode conferir, clicar, perguntar ou comentar, ler sobre os autores no nosso site e ao final do post, votar no livro que gostaria que fosse sorteado.

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  • Início do sorteio: 24/05 (Segunda-feira)
  • Término do sorteio: 28/05 (Sexta-feira)
  • Critério: RT usando o link divulgado

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Dicionário Brasileiro de Insultos

Altair J. Aranha

Para aliviar aquele sentimento negativo em relação a uma pessoa ou situação, nada mais eficiente do que um bom xingamento. Mas como você reagiria se lhe chamassem de liburno ou mancípio? Para acabar com esse tipo de dilema, Altair J. Aranha explica mais de três mil termos potencialmente ofensivos, usados em todas as regiões do país. Com definições esclarecedoras e exemplos de aplicação, o Dicionário Brasileiro de Insultos oferece ao leitor um verdadeiro inventário da riqueza vocabular brasileira.

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Desculpe a Letra

Guto Lacaz

Desculpe a Letra é uma página à parte na vasta e sempre inovadora obra do multiartista, designer, cenógrafo e inventor Guto Lacaz. Dividida em catorze seções temáticas, esta coletânea traz os desenhos em preto e branco que, por muito tempo, ilustraram a coluna de Joyce Pascowitch no jornal Folha de S.Paulo. É uma ótima oportunidade de rever seus traços sagazes e bem-humorados, que marcam presença na história recente do jornalismo brasileiro.

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Escrito sobre Jade – Poesia Clássica Chinesa

Haroldo de Campos

Mais que traduzir: transcriar, reimaginar. Essa é a proposta de Haroldo de Campos ao verter poemas da literatura chinesa clássica. Esta bela edição traz, lado a lado, os textos originais e as versões em português. Para compensar as características formais dos ideogramas, o autor se vale da concisão e da espacialização gráfica. Organizado por Trajano Vieira, o volume traz também um ensaio de Haroldo originalmente publicado na Folha de S.Paulo, seguido de sete outros poemas traduzidos do chinês. [Leia mais]

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Semiótica da Arte e da Arquitetura

Décio Pignatari

Os efeitos culturais e tecnológicos da Revolução Industrial possibilitaram o surgimento do design e daquilo que se convencionou chamar de arquitetura moderna. Tais formas de expressão são também frutos da guerra e das transformações sociais da chamada “era dos extremos”. A partir de conceitos desenvolvidos por Charles Pierce, Pignatari analisa edifícios modernos e objetos para discutir de que modo eles estabelecem novas relações do homem com o espaço em que habita.

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Resenhas na Edição 146 da Revista Cult

Ficção Interrompida

Diógenes Moura

Violência, amor, sexo, tormento e solidão nas grandes cidades brasileiras captados de maneira quase cinematográfica. Eis a explicação para o subtítulo deste livro de contos do pernambucano Diógenes Moura: “uma caixa de curtas”. Nas 41 pequenas narrativas que integram a obra, são expostos os questionamentos e o drama de homens comuns, identificados apenas com as iniciais de seus nomes. Por vezes, dá-se a impressão que passamos de um conto a outro como que num plano-sequência, a plasmar a fatalidade e a contingência dos personagens – recurso talvez explicado pelos conhecimentos de fotografia adquiridos pelo autor, curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Post retirado da Revista Cult

Interior via Satélite

Marcos Siscar

Pode-se dizer que Marcos Siscar (1964) é uma de nossas vozes poéticas inovadoras. Seu percurso mostra um trabalho rigoroso e comprometido com a poesia, que se reflete na atividade como pesquisador e professor de teoria literária (hoje na Unicamp), em uma intensa atuação no que poderíamos chamar de “reflexão-prática” poética. O que vemos neste seu novo livro é um prosseguimento da busca por pensar e experimentar os impasses da poesia, suas possibilidades de acontecimento no contemporâneo, a partir da “crise de verso” (Mallarmé).

Se em Metade da Arte – publicado em 2003, mas reunindo sua produção desde 1990 – prevalece o poema escrito em versos, com cortes e enjambements, e em O Roubo do Silêncio (2006) temos um livro todo composto de poemas em prosa, neste Interior via Satélite, Siscar opta por uma oscilação entre essas “formas”, problematizando mais radicalmente a questão dos cortes e da pontuação no poema. E o jogo que se explicita aqui, logo no título paradoxal, é o próprio gesto poético de inverter e confrontar distâncias, propondo não apenas novos olhares, mas novos mundos: “o mar como um livro rigoroso” (da epígrafe Haroldo de Campos), o livro como um oceano, um planeta. Mas também um lugar (do) vazio: o poema como o “corte que dá forma ao vazio que quer dizer um mundo”.

Post retirado da Revista Cult