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O Ateneu ganha nova edição da Ateliê Editorial

Clássico do século XIX, que mistura diversos estilos, estava esgotado

Lançada em 1888, O Ateneu é conhecido como uma obra que carrega em si características de diversas manifestações artísticas, que se evidenciam no romance de dimensão autobiográfica do autor, Raul Pompeia. Para Emília Amaral, professora de Literatura e Doutora pela Unicamp, como toda grande obra, o livro continua desafiando os leitores. “Ele (Raul Pompeia) combinou de maneira brilhante estilos díspares e até então impensáveis numa mesma obra: o realismo, o naturalismo, o simbolismo, o parnasianismo”, explica Emília, que assina a apresentação e as notas da obra, nas quais procura desvendar alguns de seus elementos fundamentais.

Além disso, O Ateneu apresenta caricaturas e ilustrações desenhadas pelo próprio autor, algumas das quais não utilizadas pelos editores na publicação original.

Parte da Coleção Clássicos Ateliê, a obra tem como pano de fundo o drama da solidão, o desajuste do indivíduo num ambiente que lhe é hostil. “Como se trata de um romance de formação, ele interessa muito, ao mostrar a passagem da adolescência para a vida adulta e assim trazer muitas questões existenciais pertinentes como objetos de reflexão”, afirma Emília.

 

Conheça a Coleção Clássicos Ateliê

Idealizada pelo professor Ivan Teixeira, a coleção nasceu em 1996. A ideia é apresentar ao vestibulando obras clássicas da literatura brasileira e portuguesa, com um estudo introdutório que facilite o entendimento sobre a época em que foram criadas, seus personagens e o contexto sociocultural.

As obras são sempre ilustradas, apresentam pesquisa iconográfica e a introdução e as notas são escritas por professores de renomadas instituições de ensino. Os textos, sempre na íntegra, buscam respeitar aquilo que seus autores desejaram, utilizando-se de primeiras edições, ou de edições revisadas por cada autor como texto-base.

A Coleção Clássicos Ateliê já tem 30 títulos e está sob a coordenação do professor José de Paula Ramos Jr., da ECA-USP.

 

Serviço

O Ateneu

Formato: 12 x 18 cm

Número de páginas: 335

ISBN: ISBN 978-85-7480-756-0

Preço: R$ 34,50

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

Site: www.atelie.com.br

Blog: http://blog.atelie.com.br/

Twitter: @atelieeditorial

Facebook: https://pt-br.facebook.com/atelieeditorial

 

Contatos para Imprensa:

Milena O. Cruz

imprensa@rda.jor.br

Tel: (11) 4402-3183/(11) 98384-3500

 

 

 

 

 

Obras da Ateliê fazem parte de novo comercial da Renault

Livros foram usados na decoração do cenário. Comercial será veiculado no exterior

A Ateliê Editorial teve alguns dos livros que edita usados na composição de cenário de uma nova propaganda da Renault, uma das mais importantes montadoras de carros francesa. Silvia Cunha, que decorou o cenário durante a produção do comercial, afirma que procurou a Ateliê porque a editora possui livros interessantes, que se encaixavam bem no perfil que ela buscava. “Utilizei os livros para ambientar a casa de uma das personagens, jovem e moderna”, diz.

Além de Clichês Brasileiros (foto), foram usados exemplares de publicações como  O Design do Livro,  A Forma do Livro – Ensaios sobre Tipografia e Estética do Livro, Os Manuais de Desenho da Escrita, Capas de Santa Rosa (vencedor do Prêmio Jabuti 2016 na categoria Projeto Gráfico) e Produção Gráfica para Designers (tradução da obra Production for Print, referência quando o assunto é produção e design). Todos possuem projetos gráficos primorosos e estão à venda no site da editora.

Não é a primeira vez que a Ateliê é escolhida para compor ambientes. Reconhecida pelo cuidado estético e editorial de suas obras, a marca já havia sido convidada pela Cerâmica Portinari – uma das maiores empresas de revestimento cerâmico do Brasil – a colocar alguns de seus títulos em uma estante que fazia parte do estande da marca na Expo Revestir 2016.

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

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Ateliê lança Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa, escrita por Fernando Cabral Martins

Obra de um dos mais importantes críticos pessoanos é excelente roteiro para o entendimento do poeta português

Além de todo o trabalho conhecido de Fernando Pessoa, o autor deixou ainda um conjunto de textos inéditos. Segundo Fernando Cabral Martins, nos últimos anos foi considerável o avanço na publicação desse material, bem como no conhecimento dos vários aspectos de uma obra muito vasta. Por isso, em Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa ele buscou apresentar uma visão geral da escrita e da atividade pública do maior poeta português moderno, cujos documentos originais foram encontrados em 1935, ano de sua morte, em 91 envelopes arquivados numa célebre arca – a que se acrescentavam outros cinquenta guardados numa mala e em um armário.

“Se a obra poética de Pessoa pode ser hoje comparada a um sistema galático, composto de diversas constelações relacionadas aos seus escritos e escolhas estéticas, podemos então afirmar que a presente introdução serve como um verdadeiro mapa celeste”, diz o poeta e crítico Fernando Paixão na orelha da obra.

Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa constitui um excelente roteiro para o entendimento de um dos poetas mais importantes da língua portuguesa. A vida e a obra do autor são apresentadas de maneira integrada, em torno dos temas centrais de sua trajetória, tais como:  a linguagem modernista, a criação dos heterônimos, as ideias políticas e estéticas e os diferentes projetos literários. Ao mesmo tempo em que  oferece, por exemplo, uma leitura nova do intrincado poema cujo fac-símile vem reproduzido no prefácio, Fernando Martins explica que após 75 anos de edições de inéditos, pode dizer-se que pelo menos a poesia de Fernando Pessoa está praticamente toda publicada. Por isso, “o livro tem antes a intenção de apresentar uma panorâmica de Pessoa tal como se conhece hoje”, diz. “Meu objetivo foi propor uma descrição e um comentário coerentes e, tanto quanto possível, completos da obra de Pessoa, à luz das mais recentes publicações, e fazê-lo procurando manter uma exigência de clareza e simplicidade”, completa. Assim, o autor acredita que a obra pode interessar tanto a leitores iniciantes quanto aos antigos conhecedores da obra de Fernando Pessoa.

Fernando Cabral Martins é um crítico de referência nos estudos pessoanos e dedica-se ao autor há mais de duas décadas. No trabalho de pesquisa de Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa ele recorreu tanto ao espólio de Pessoa disponibilizado pela Biblioteca Nacional de Portugal, quanto à biblioteca do autor, que foi digitalizada e hoje pode ser consultada online no site da Casa Fernando Pessoa. Começou a estudar o poeta modernista no início dos anos 1990 e, desde então, sempre esteve envolvido com o acervo do autor, de quem organizou muitas edições para a editora lusitana Assírio &Alvim. Coordenou também um dicionário temático sobre Fernando Pessoa e o modernismo português, obra de referência nos estudos pessoanos. Fernando Cabral Martins também foi um dos organizadores de Poesia é Criação – Uma Antologia, obra da Ateliê que trata de um dos mais importantes artistas portugueses do século XX: Almada Negreiros.

 

Serviço

Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa

Formato: 14 x 21cm

Número de páginas: 264

ISBN:978-85-7480-753-9

Preço: R$ 42,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

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Macunaíma torna-se objeto em livro artesanal da Ateliê

Gustavo Piqueira faz do clássico uma peça de colecionador para bibliófilos; obra será vendida pelo site da editora

 Um dos clássicos da literatura brasileira acaba de receber uma edição para colecionadores. A tiragem, de apenas 350 exemplares exclusivos, está disponível para venda no site da Ateliê Editorial e já nasce para ser rara, um objeto de desejo dos bibliófilos, o que o torna uma ótima sugestão de presente.

Um dos mais premiados designers gráficos do País, além de autor de 17 livros – todos marcados pela livre experimentação entre texto, imagem e design –, Gustavo Piqueira, da casa REX, foi o responsável pela concepção visual e ilustrações da edição. “Como resistir a Macunaíma?”, ele pergunta, no posfácio da obra, ao falar sobre o convite da Ateliê.

Em um ano em que a obra de Mário de Andrade entrou em domínio público, uma das preocupações de Piqueira era não ser redundante frente às edições que já foram publicadas. A opção foi fazer de Macunaíma algo que só a Ateliê, com sua tradição de intenso cuidado com a qualidade editorial de suas publicações, poderia fazer.

O artista, conhecido por testar os limites do livro impresso, recebeu o convite para trabalhar com Macunaíma, um ícone da literatura brasileira, como um grande desafio. “Não queria que minha eloquência gráfica interferisse no texto — não queria criar empecilhos entre o leitor e o texto. Não faria sentido”, diz. Após uma longa série de testes, Piqueira chegou ao formato ‘dobra-desdobra’, que permite uma leitura tanto “bem comportada”, quanto “uma espécie de pavão escandaloso de papel”, como ele mesmo define – mutabilidade que também tem relação com a própria natureza da obra de Mário de Andrade. “Essa múltipla existência do livro, além de torná-lo bastante rico em termos de peça, me deixou totalmente satisfeito ao conciliar riqueza gráfica sem qualquer ‘prejuízo’ ao texto”, explica.

A edição apresenta ainda o texto Macunaíma: ontem, hoje e sempre, de José de Paula Ramos Jr., Doutor em Literatura Brasileira pela USP e coordenador da Coleção Clássicos Ateliê. No texto, o leitor encontra detalhes e curiosidades da obra, como a origem do nome Macunaíma.

Veja os detalhes da edição especial de Macunaíma

CAPA

• 1ª capa e 4ª capa em papel Cartão Couro n° 40, coladas manualmente no livro; impressão em serigrafia, 2 cores; formato 27 x 27 cm.

ILUSTRAÇÕES

• 16 ilustrações impressas em serigrafia sobre o papel Opalina Diamond 180 g/m2 e coladas manualmente no livro; 3 cores.

MIOLO

• 172 páginas no formato 27 x 27 cm, sendo 160 páginas impressas em 1 x 1 cor preta no papel Pólen Bold 90 g/m2 e 12 páginas impressas em 4 x 4 cores em papel Offset Alta Alvura 120 g/m2. Guardas em papel ColorplusMarrocos 180 g/m2.

Veja gif animado da edição especial de Macunaíma: goo.gl/Tq4b1I

Serviço

Macunaíma

Formato: 27 x 27 cm

Número de páginas: 172

ISBN: 978-85-7480-750-8

Preço: R$ 290,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

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Poesia para o fim do ano: Ateliê lança Cicatriz e Novos Poemas

Obras de Eduardo Guimarães e Carlos Vogt terão lançamento conjunto em Campinas, dia 28 de novembro

cicatriz2Pelo segundo ano consecutivo, a Ateliê lança livros de poesia no período que antecede o Natal, oferecendo uma opção sensível de presente. Ao reunir escritos de 1995 a 2015, Eduardo Guimarães, professor titular de Semântica da Universidade de Campinas (Unicamp), apresenta o seu quarto livro de poemas: Cicatriz. Sobre o processo de criação da obra, ele explica ter sido guiado pelo sentido do corte: “Aquilo que nos faz abandonar ou prestar atenção em algo, que faz o ritmo mudar de curso ou nos faz ver o sofrimento incontornável”, diz. São os cortes, as cicatrizes, perceptíveis quando o autor nos faz refletir sobre dor e felicidade, por exemplo, bem como quando nos instiga a questionar sobre a nossa própria condição de ser:

O ser é

o que não é

o não-em-si

a cicatriz

que veio

do choque (p. 71)

 

poemas2Novos Poemas tem autoria do poeta e linguista Carlos Vogt. A obra reúne três pequenas coletâneas: “Bandeirolas”, “Bolinhos de Chuva” e “Dedo de Moça”. As duas primeiras não tinham aparecido em livro, mas os poemas já haviam sido apresentados em canais da internet, como na página de poesia do autor: Cantografia. A terceira, por sua vez, foi publicada em 2011. Desse modo, Carlos Vogt destaca que os poemas chamam-se novos por terem vindo só depois. “Há poemas falando do poema, há os que falam dos outros para falar de si mesmos, há os que falam das coisas e dos seres que habitam a afetividade, mesmo que irônica, de nosso presente e o presente de nossas lembranças, há os abstratos e os concretos, postos sob a geometria rítmica do verso”, diz.

Planeta

Quem é

o irresponsável

por tudo isso? (p.90)

Para celebrar o lançamento dos dois volumes e aproveitando a proximidade entre os poetas, a Ateliê preparou um lançamento duplo, com a presença de ambos os autores.

Lançamento de Cicatriz e Novos Poemas

 Data: 28 de novembro, segunda-feira, a partir das 18h

Local: Alzirão Empório Bar

Rua Francisco de Barros Filho, 432, Campinas, SP

Tel.: (19) 3579-9040

 

Serviço

Cicatriz

Formato: 14 x 21 cm

Número de páginas: 104

ISBN: 978-85-7480-746-1

Preço: R$ 56,00

 

Novos Poemas

Formato: 14 x 21 cm

Número de páginas: 136

ISBN: 978-85-7480-747-8

Preço: R$ 60,00

 

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Ateliê lança Cena Absurdo, de Pedro Marques

Obra foge da leitura tradicional e une poesia e música para tratar dos disparates, às vezes despercebidos, de nosso cotidiano

cenaCena Absurdo – Revisto e Diminuto: 1998-2015 apresenta poemas que revelam os absurdos do dia a dia, nem sempre notados quando se vive em meio a eles. Em alguns momentos, o livro apresenta dois ou três poemas na mesma página, ampliando a possibilidade de leitura simultânea. “Um aspecto que atravessa todos os poemas e que parece garantir uma certa unidade a eles é justamente a denúncia da hipocrisia, do contraditório, da incongruência, que se fazem revelar nas cenas mais corriqueiras: aí reside o desabrochar do absurdo que passa despercebido quando nele estamos inseridos”, escreve Luís Fernando Prado Telles, professor de Teoria Literária da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no posfácio. No entanto, o que também chama atenção na obra é a proposta de uma experiência multimídia, já que Cena Absurdo apresenta clusters sonoros – conjunto de notas e palavras simultâneas em intervalos mínimos, e portanto dissonantes, no limiar do ruído.

Na obra, o poeta, compositor e ensaísta Pedro Marques, que também é professor de Literatura Brasileira da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), diz ter buscado “expandir as fronteiras midiáticas e intelectivas do livro”. Para tanto, contou com a participação de Gustavo Bonin, Micael Antunes e Juliana Amaral para “subverter” e “recosturar”seus versos por meio dos clusters sonoros. Segundo o autor, a obra convida o leitor à audição músico-poética por meio do celular ou computador. As composições podem ser ouvidas por meio do site www.cenaabsurdo.com.br ou por meio de um QRCode (imagem codificada de endereçamento), que acompanha cada cluster no livro. Para ouvi-los, é só posicionar o QRCode em frente à câmera do celular, tablet ou computador a partir de um programa de leitura. “Com cada indivíduo no seu instrumento, Cena Absurdo, no fundo, virou tipo um álbum de banda, só que com a palavra escrita à frente”, diz Pedro Marques.

Pela Ateliê, o autor também lançou Manuel Bandeira e a Música (ensaio, 2008) e Clusters (poesia, 2010).

Lançamento de Cena Absurdo

Data: 24 novembro, das 18h30 às 21h30

Local: Livraria da Vila – Rua Fradique, 915 (piso térreo), Pinheiros, SP

Tel.: (11) 3814-5811

Data: 07 dezembro, das 18h30 às 21h30

Local: Livraria da Vila (Shopping Galleria) – Rod. Dom Pedro I, s/ nº – Jardim Nilópolis, Campinas – SP

Tel.: (19) 3766-5160

Serviço

Cena Absurdo – Revisto e Diminuto: 1998 – 2015

Formato: 21 x 21 cm

Número de páginas: 80

ISBN: 978-85-7480-734-8

Preço: R$ 59,80

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Era no Tempo do Rei traz nova ótica sobre Memórias de um Sargento de Milícias

Obra de Edu Teruki Otsuka investiga “espírito rixoso” presente na narrativa de Manuel Antônio de Almeida

imagem“Era no tempo do Rei”. A primeira frase de Memórias de um Sargento de Milícias foi escolhida como título da nova obra de Edu Teruki Otsuka, fruto de sua tese de Doutorado orientada pelo Professor José Antonio Pasta Júnior. No trabalho, ele mostra como o romance de Manuel Antônio de Almeida se organiza conforme uma lógica regida por conflitos interpessoais, que se manifestam no romance de maneiras diversas, mas que podem ser unificadas na noção de rixa. “São pequenos conflitos entre personagens, que na maior parte pertencem ao setor social dos homens livres e pobres, e ocorrem na forma de disputas pessoais, rivalidades, vinganças, zombarias etc”, explica Otsuka, professor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Segundo essa leitura, a lógica do espírito rixoso desempenha um papel estruturante na obra, sendo o ponto de articulação entre o plano da ficção e a matéria histórica e social que o romance elabora. Além de ser um dado temático, esse princípio “rege a configuração das personagens, modula a prosa, dita o ritmo da narrativa e organiza os episódios, dando consistência ao romance como um todo”, detalha Otsuka.

Como sublinha o próprio pesquisador, há uma diferença entre a leitura que ele propõe em Era no Tempo do Rei e o clássico Dialética da Malandragem, de Antonio Candido. Na interpretação de Candido, a alternância entre ordem e desordem sugere uma imagem da sociedade brasileira caracterizada pela flexibilidade tolerante. Já a obra de Otsuka procura mostrar os conflitos e as relações violentas na camada de homens livres e pobres, acentuando a pouca coesão social decorrente da escassez de trabalho.

O estudo levou o autor a investigar o sentido histórico e social do espírito rixoso, que o conduziu à hipótese de que seu fundamento material está na disputa por trabalho, acentuada na época em que o romance foi escrito. “A rixa será, para as personagens pobres, o precário recurso que prolifera especialmente quando se está fora tanto do circuito econômico do trabalho quanto das relações de favor”, diz o autor.

Serviço

Era no Tempo do Rei – Atualidade das Memórias de um Sargento de Milícias

Formato: 12,5 x 20,5 cm

Número de páginas: 216

ISBN: 978-85-7480-748-5

Preço: R$ 39,50

 

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Ateliê lança Paulinho da Viola e o Elogio do Amor

Obra de Eliete Eça Negreiros investiga algumas modalidades da representação do amor na obra do compositor

paulinho2“Paulinho da Viola e o Elogio do Amor é uma reflexão sobre a lírica amorosa das composições de Paulinho, cujo eixo é a separação dos amantes”, explica Olgária Matos na apresentação da obra que a Ateliê Editorial acaba de lançar. A autora, Eliete Eça Negreiros, além de cantora e escritora, é Doutora em Filosofia pela Faculdade de Filosofia da USP (FFLCH) e uma apaixonada pela obra do compositor. Para ela, Paulinho da Viola é não apenas um inovador, mas também um guardião da memória do samba, “coisa rara e de uma riqueza cultural e brasileira incalculável”, diz.

O livro, que nasceu da tese de doutorado de Eliete Negreiros, é composto de quatro partes. Na primeira, “O Amor Breve”, a autora trata do amor que não resiste à ação do tempo, o amor fugaz. O tema filia-se à tradição do pensamento ocidental, que desde os gregos reflete sobre a fragilidade da condição humana e a brevidade da vida, segundo a autora. Na segunda, “O Amor e a Melancolia”, Eliete Negreiros fala do amor que não consegue se realizar e que fica preso a um mundo de ruínas e perdas, preso na lembrança do que já foi e não é mais. “Para refletir sobre esta intrigante dimensão da alma humana, busquei compreender como o amor e a melancolia se entrelaçam, partindo dos ensinamentos de Freud em seu escrito ‘Luto e melancolia’ e de pensadores que se debruçaram sobre este tema, como Aristóteles, Montaigne, Walter Benjamin, entre outros”, explica Eliete, que cita “Nada de novo”, “Flor esquecida” e “Estou marcado” como sambas de Paulinho da Viola representantes do amor melancólico. Na terceira parte, “O Amor Feliz”, o enfoque fica em torno da busca da felicidade enquanto plenitude associada ao encontro entre amado e amante. Por fim, em “Educação Sentimental”, a autora fala como encontramos, por meio das canções, uma filosofia que nos orienta sobre os movimentos dos sentimentos. “Paulinho da Viola constrói o tema do amor como reflexão que abrange a totalidade da existência, aproximando-se de uma espécie de ’educação sentimental’ que culmina em máximas morais, como experiência e conhecimento”, diz a autora.

Este é o segundo livro que Eliete Negreiros escreve sobre a obra de Paulinho da Viola. O primeiro foi Ensaiando a Canção: Paulinho da Viola e Outros Escritos, também da Ateliê Editorial. No livro anterior, no entanto, ela trabalhou mais a estrutura de algumas canções. Neste, a abordagem é temática, segundo ela mesma explica: “Através de uma ampla reescuta – pois conhecia as canções que escolhi – fui buscando ver como o amor é retratado na obra do Paulinho da Viola. Digamos que neste livro há um viés mais reflexivo, mais filosófico, mais abrangente”, conclui.

Lançamento de Paulinho da Viola e o Elogio do Amor

Dia 9 de novembro (quarta-feira)

Horário: das 18h30 às 21h30

Local: Livraria da Vila

Rua Fradique Coutinho, 915, Pinheiros, São Paulo

Tel.: (11) 3814-5811

Serviço

Paulinho da Viola e o Elogio do Amor

Formato: 14 x 21 cm

Número de páginas: 148

ISBN: 978-85-7480-537-5

Preço: R$ 41,00

 

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Antologia Fantástica da Literatura Antiga compila textos que misturam sonho com realidade

Durante anos Marcelo Cid garimpou trechos de textos antigos que têm características do fantástico, mesmo antes do gênero existir

antologiaÉ na infância, com a leitura dos contos de fadas ou de mitos, que geralmente começa o nosso fascínio pela literatura fantástica, diz Marcelo Cid, diplomata, escritor e organizador da obra Antologia Fantástica da Literatura Antiga. O livro contempla trechos relativamente curtos que podem ser entendidos como literatura fantástica – um gênero que só passa a ter esse nome no século XX, mas é encontrado ao longo de narrativas históricas ou poéticas, ou mesmo em obras filosóficas de séculos passados.

A Antologia reúne trechos de obras que vão do século 7 a.C ao 5 d.C, escritos por nomes como Platão, Virgílio, Horácio, Ovídio e Tales de Mileto. Por outro lado, Marcelo Cid procurou sair da lista de autores antigos mais conhecidos e muitos nomes não são comuns a grande parte dos leitores, como Jâmblico, Aulo Gélio e Artemidoro.

Cid explica que no fantástico quase sempre haverá algum elemento estranho, algum desconforto — mais ou menos leve — em nossas crenças, em nossas expectativas. Uma mistura de sonho com realidade. “O fantástico em literatura tem certa dose de pathos, ausente no maravilhoso. Remete ao insólito, ao onírico, ao inconsistente, e funciona especialmente bem quando o autor diminui o estranhamento do que narra, aumentando sua credibilidade ou sua conexão emocional com o leitor, por meio de artifícios que este logo aprende a reconhecer”, afirma. No entanto, ele acredita que o leitor não dispõe de tempo para a caça dessas miniaturas, escondidas em livros que nem sempre são de fácil acesso. Durante anos, portanto, se dedicou a marcar os trechos do gênero fantástico que encontrava durante suas leituras de Literatura Antiga, com o objetivo de reuni-los em uma Antologia. “Mesmo com toda a tecnologia, com a facilidade das comunicações, ainda queremos ler o que não podemos ver, queremos uma história à beira da fogueira, sobre deuses e monstros e coisas mágicas”, conclui.

Veja um dos trechos que fazem parte da obra:

 OUTROS EXPERIMENTOS DO REI PSAMÉTICO

 […Clearco] relata que o rei egípcio Psamético criou escravos que só comiam peixe, porque ele queria [que esses escravos navegassem sempre rio acima para] descobrir as fontes do Nilo. Ele também tentou treinar escravos para que nunca bebessem água, para assim melhor explorarem o deserto da Líbia. Somente uns poucos sobreviveram. ATENEU DE NÁUCRATIS, O BANQUETE DOS SÁBIOS, VIII, 35.

Serviço

Antologia Fantástica da Literatura Antiga

Organizador: Marcelo Cid

Formato:  17 x 24,5 cm

Número de páginas: 264

ISBN: 978-85-7480-740-9

Preço: R$ 65,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

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