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A Capa do Livro Brasileiro percorre 130 anos de história

Obra do bibliófilo Ubiratan Machado é coedição da Ateliê Editorial e Sesi-SP editora

A capa de um livro – se não o define – é o primeiro contato visual do leitor com a obra. A capa do livro brasileiro é o tema sobre o qual o bibliófilo Ubiratan Machado se debruça nesta obra, percorrendo 130 anos de História, desde a primeira capa encontrada em suas pesquisas, que data de 1820.  Até esse período, as encadernações eram feitas pelos próprios livreiros ou pelos leitores. O objetivo de proteger o miolo do livro, reproduzindo a folha de rosto em um papel mais resistente acabou tornando-se um capítulo à parte. Foram mais de quatro anos de pesquisas em acervo próprio e no acervo de amigos bibliófilos até que A Capa do Livro Brasileiro ficasse pronto. São mais de 1700 capas coloridas reunidas em uma só obra.

“As capas foram selecionadas segundo critérios estéticos, sobretudo nos capítulos dedicados a cada artista, mas também por sua importância na evolução histórica, em seu impacto no momento de publicação, representatividade de um momento das correntes estéticas (expressionismo, modernismo, art déco, art nouveau), pensamento brasileiro  expresso pelo artista etc.”, explica o autor. São mais de 600 páginas ilustradas com capas variadas, algumas anônimas, outras criadas por artistas plásticos importantes, como Di Cavalcanti, J. Carlos, Correia Dias, Belmonte e Santa Rosa.

Também têm espaço na pesquisa assuntos como a produção de papel, as prensas e todo o aparato técnico necessário para recontar a história das capas. “Existe um estilo brasileiro de desenhar capas, inconfundível aos olhos do observador atento”, acredita o autor.

Serviço

Título: A Capa do Livro Brasileiro

Autor: Ubiratan Machado

Editoras: Ateliê Editorial e SESI-SP

ISBN 978-85-7480-777-5

Tamanho: 28 x 30 x 4,3 cm

Número de páginas: 664

Preço: R$ 320,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

 

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Fundada em 1995, a Ateliê Editorial atua principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; e estudos sobre o livro e seu universo.  O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual.

 

Sobre a SESI-SP Editora

A SESI-SP Editora tem o propósito de levar para a sociedade, de forma sistematizada, o conhecimento produzido internamente por suas áreas de atuação, bem como identificar oportunidades editoriais que possam contribuir para o aprimoramento da sociedade como um todo.

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Epigramas: “tweets”da Roma Antiga em edição bilíngue

Ateliê lança edição especial dos Epigramas de Marco Valério Marcial traduzidos por Rodrigo Garcia Lopes

Escrever em poucos caracteres para passar uma mensagem assertiva tornou-se popular com a criação do Twitter, há pouco mais de dez anos. Mas, esse recurso já era usado na Roma Antiga, há quase dois mil anos, por poetas como Marco Valério Marcial, considerado o pai do epigrama (forma poética breve, marcada pelo estilo satírico e engenhoso).

Apesar de sua importância estética, são raras as edições de Marcial no Brasil. Para preencher essa lacuna e trazer ao conhecimento do público esta arte poética, a Ateliê  Editorial lança, em uma edição bilíngue, Epigramas, escritos por Marco Valério Marcial, e traduzidos diretamente do latim por Rodrigo Garcia Lopes.

A edição é composta por doze pequenos “livrinhos”, reunidos em um belo projeto gráfico de Gustavo Piqueira, com 219 poemas escritos entre 86 e 103 d.C.  O livro traz notas explicativas e um posfácio que inclui dados biográficos do autor e contextualiza a poesia de Marcial na Roma Antiga, além de conter informações sobre as questões estéticas de sua poesia.

O tema principal dos Epigramas é a cidade em que vivia o poeta. “Se há alguma musa na poesia de Marcial, ela se chama Roma: é da cidade que ele tira sua matéria-prima. Como um dublê de poeta-humorista-colunista-cronista social — munido de uma câmera portátil e verbal, o epigrama — ele nos convida a espiar os espaços públicos e privados de Roma no século I em todas as suas contradições”, afirma Garcia Lopes.

A seleção traz epigramas cômicos, pornográficos e injuriosos, que fizeram a fama do autor. Mas o tradutor também incluiu poemas de amor e amizade, sobre a boemia, reflexões sobre escravidão, sobre viver o presente, além de epitáfios tocantes e epigramas metapoéticos, em que o poeta reflete sobre sua própria condição de autor.

“Além de ser um grande poeta, Marcial é extremamente moderno ao prenunciar aspectos de nossa sociedade do espetáculo, de comunicação instantâneas (como os 140 caracteres do Twitter), da indústria da fofoca, do consumo (onde tudo está à venda), da superficialidade, exibicionismo, da cultura da imagem, redes sociais, culto às celebridades, fama instantânea e reality shows”, conclui o tradutor.

Serviço

ISBN 978-85-7480-752-2

Tamanho: 14 x 21 cm

Número de páginas: 224 páginas

Preço: R$ 82,00

 

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Edição bilíngue reúne poemas narrativos de Wilhelm Busch traduzidos por Guilherme de Almeida

Antes considerada estritamente literatura infantil, obra do alemão precursor das histórias em quadrinho ganha edição comentada

O objetivo de Simone Homem de Mello ao lançar-se no trabalho de edição de Histórias Em Imagens E Versos – Wilhelm Busch Traduzido Por Guilherme de Almeida – era tirar da restrita esfera da literatura infanto-juvenil a obra do autor alemão que serviu de modelo para a criação de uma das primeiras tiras de quadrinhos feitas nos EUA. Afinal, os vinte poemas narrativos do alemão, traduzidos para o português pelo poeta Guilherme de Almeida, não foram originalmente escritos apenas para o público infanto-juvenil, mas ficaram consagrados a ele por conta do seu formato de “história em quadrinho”, narrativa composta por dísticos, desenhos e por sua forte  característica de humor.

“… a ideia desta edição partiu não apenas das minhas recordações de infância das leituras de Busch e do meu interesse de germanista pela poesia alemã, mas também do meu trabalho como coordenadora do Centro de Estudos de Tradução Literária do museu Casa Guilherme de Almeida”, explica Mello no prefácio. O poeta brasileiro, afinal, traduziu Sófocles, Baudelaire, Verlaine, Oscar Wilde e Sartre, entre outros, algo que por si atesta a qualidade do trabalho feito em relação a Busch.

O volume traz, além das vinte histórias (no original alemão e na tradução para o português), reprodução das imagens em preto e branco feitas pelo próprio Busch para ilustrar os textos; comentários; um texto crítico; e um manuscrito de tradução de Guilherme de Almeida (em fac-símile e em transcrição). Um conjunto excepcional para quem aprecia a obra de Busch, para quem quer conhecê-la e para pesquisadores.

Busch é responsável pela criação dos personagens Max e Moritz, traduzidos por Olavo Bilac como Juca e Chico – e assim popularizados no Brasil, pela Editora Melhoramentos. “Limitar esta edição aos poemas traduzidos por Guilherme de Almeida, sob exclusão de outros tradutores qualificados e representativos da obra buschiana, como Antônio de Pádua Morse e M. T. Cunha Giácomo, proporciona caracterizar com maior detalhamento este capítulo da obra tradutória do poeta paulista”, explica Mello.

Lançamento

Histórias Em Imagens E Versos – Wilhelm Busch Traduzido Por Guilherme de Almeida

Simone Homem de Mello

Data: sexta-feira, 15/09/2017

Local: Casa Guilherme de Almeida

Rua Cardoso de Almeida, 1943 – Pacaembu – São Paulo / SP

Horário: A partir das 19h

 

Serviço

ISBN 978-85-7480-771-3

Tamanho: 18 x 25 cm

Número de páginas: 288

Preço: R$ 70,00

 

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Ateliê Editorial lança Pas de politique Mariô! Mario Pedrosa e a Política, de Dainis Karepovs

Quando se fala em Mario Pedrosa, pensa-se, naturalmente e em primeiro lugar, no renomado crítico de arte, com extensa obra no meio e passagem por museus e bienais no Brasil e ao redor do mundo. Sua obra no campo político, se não é desconhecida, ao menos não teve até hoje uma exposição concisa e coesa que abordasse os fios que ligam todas as suas transformações e guinadas de pensamento e atuação. É por isso que a obra de Dainis Karepovs se oferece como contribuição inestimável ao público.

Como apontado pelo autor e reiterado pela prefaciadora, Isabel Loureiro – maior especialista na obra de Rosa Luxemburgo em terras brasileiras – um dos pontos fundamentais da obra de Dainis Karepovs é nos fazer perceber o fio de continuidade nas guinadas e mutações do pensamento político de Mario Pedrosa, desde sua adesão ao comunismo em meados dos anos 1920, até a sua participação, como filiado número 1, na fundação do Partido dos Trabalhadores. Pedrosa apresentou, por toda sua existência, uma grande coerência no que tange à inseparabilidade entre socialismo e democracia, o que o levou do comunismo ao trotskismo e, deste, ao socialismo, para aterrissar, nos últimos anos de vida, na formação do pt. Nesse meio tempo, foi adversário constante dos veios autoritários, que, segundo seu ponto de vista, permeavam a política de Getulio Vargas, alcunhado populista, e do comunismo de fundamentação stalinista.

Não havia autor mais indicado para o tento. Dainis Karepovs é historiador por formação e reconhecido bibliófilo por paixão. Célebre nos meios acadêmicos de esquerda, sua biblioteca pessoal abriga um sem número de obras raras e raríssimas da literatura política de esquerda; certamente muitas delas não se encontram em nenhum outro lugar. Não à toa, grande parte das capas de obras que ilustram o livro têm origem no acervo pessoal do autor. Além disso, Dainis Karepovs é o principal responsável, atualmente, pelo Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (Cemap), hoje sob custódia do Centro de Documentação e Memória(Cedem-Unesp). Isso, para não esquecer que Dainis Karepovs é, nos dias de hoje, provavelmente o maior conhecedor da história do trotskismo brasileiro, tendo publicado juntamente a Fulvio Abramo, Na Contracorrente da História. Documentos da Liga Comunista Internacionalista. 1930-1933 (Brasiliense, 1987), recentemente republicado, numa edição ampliada em dois volumes (Sundermann, 2015).

O livro, como tem sido o padrão, aparece ao público em belo acabamento da Ateliê Editorial, com cerca de trezentas páginas, incluindo caderno de fotos, anexo com elaborado levantamento de literatura política de Mario Pedrosa (livros e artigos, separadamente), além de rigoroso índice remissivo (nomes, organizações/partidos, periódicos e cidades/estados/países/continentes), marca do coerente trabalho do editor Plínio Martins Filho. A cereja do bolo fica por parte da segunda parte de Pas de Politique Mariô!, composta por sete testemunhos dos companheiros de militância de Mario Pedrosa, entre eles, Cláudio e Fulvio Abramo, Hélio Pellegrino e Júlio Tavares. O livro só não é surpreendente porque menos que um excelente trabalho não se poderia esperar de Dainis Karepovs, da Ateliê  Editorial e de Mario Pedrosa.

Serviço

Pas de politique Mariô! Mario Pedrosa e a Política

Formato: 15,5 x 23 cm

Número de páginas: 296

ISBN: 978-85-7480-768-3

Preço: R$ 46,00

 

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Livro de Lima Barreto, ainda desconhecido do grande público, é publicado pela Ateliê Editorial

Editora resgata Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, um dos livros mais obscuros do autor carioca, que é o homenageado da edição 2017 da FLIP

 

Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá é um caso raro na literatura brasileira. Apesar de escrito por um dos mais importantes autores nacionais, é um livro pouco lido, pouco conhecido, pouco estudado e pouco editado. No ano em que Lima Barreto é escolhido o autor homenageado da FLIP – Festa Literária de Paraty – a Ateliê Editorial repara este equívoco e lança, em uma edição especial, o romance.

O volume organizado por Marcos Scheffel, professor da UFRJ, traz um texto introdutório com importantes informações ao leitor que ainda não teve contato com a obra: histórico da publicação, um resumo sobre  atuação de Lima Barreto como cronista, um estudo sobre os personagens, informações literárias e as razões sobre as quais esta é uma obra que quase caiu no esquecimento.

Lima Barreto iniciou o projeto de Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá em 1906, mas o livro só foi publicado mais de uma década depois, em 1919. Isso porque, com dois projetos de romances em mãos – Vida e Morte e Recordações do Escrivão Isaías Caminha – o carioca resolve apresentar Recordações para seu editor. A razão está em uma carta de Lima Barreto a Gonzaga Duque: “Era um tanto cerebrino, o Gonzaga de Sá, muito calmo e solene, pouco acessível, portanto. Mandei as Recordações do Escrivão Isaías Caminha, um livro desigual, propositalmente malfeito, brutal por vezes, mas sincero sempre”.

De fato, Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá é um romance com um enredo mínimo  e voltado a questões filosóficas e existenciais. O narrador, Augusto Machado, assume uma postura de discípulo de Gonzaga de Sá, um velho funcionário público, e faz do romance uma espécie de uma biografia deste, reproduzindo conversas  sobre vários temas do cotidiano da cidade e sobre as reformas urbanísticas que estavam em curso no início do século na cidade do Rio de Janeiro. Neste ponto: “Lima Barreto apresenta no livro uma visão histórica que se opunha à visão Positivista (teleológica) que predominava em nosso meio intelectual. Quando havia um coro favorável a soterrar nosso passado colonial, ele trazia uma noção relativa do belo e de uma história que não devia ser lida de maneira linear”, explica o organizador.

Apesar da morte prematura, aos 41 anos, o legado de Lima Barreto à literatura brasileira é de grande importância. Por isso, discutir sua obra e colocar sua produção literária à disposição do público é bastante significativo. “[…]Vida e Morte não mereceu tanta atenção da crítica, dos leitores e do mercado editorial – gerando uma espécie de ciclo de esquecimento. Espero que a partir desta edição possamos ver novos estudos sobre esta importante obra”, conclui Scheffel.

Lançamento

O lançamento de Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá faz parte do calendário oficial de atividades da FLIP 2017:

Data: quinta-feira, 27/07/2017

Local: Livraria das Marés –  R. Ten. Francisco Antonio, 52 – Centro Histórico, Paraty – RJ. Tel: (24) 3371-2296

A partir das 15h

Serviço:

ISBN 978-85-7480-765-2

Tamanho: 12X 18cm

Número de páginas: 264

Preço: R$ 39,80

 

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Ateliê Editorial lança Joyce Era Louco?, novo livro de Donaldo Schüler

Tradutor premiado de James Joyce no Brasil e especialista em clássicos gregos, Schüler aborda questões universais à luz da literatura, psicanálise e filosofia

O psicanalista Jacques Lacan declarou certa vez que Finnegans Wake, última obra de James Joyce, reflete sintomas de mania. A partir dessa e de outras teorias, o escritor Donaldo Schüler, professor e tradutor brasileiro, realiza uma análise da escrita de Joyce e leva os leitores a visitarem as significações que ela sustenta, em temas como vitalidade, efemeridade, agressividade, paradoxos, mitos e sonhos, utilizando recursos de uma bagagem intelectual acumulada em mais de meio século de atuação, no livro Joyce Era Louco?, que será lançado pela Ateliê Editorial no dia 20 de maio, às 11h30, na Galeria Bolsa de Arte, em São Paulo (SP).

 

O evento acontecerá simultaneamente à abertura da exposição “Recortar Copiar Colar”, primeira mostra individual da artista plástica Elida Tessler, com trabalhos que propõem realizar uma leitura menos passiva das obras literárias. Instalações, fotografias e leituras revisitam os 15 anos de trajetória de Tessler, dialogando com escritores como Euclides da Cunha, Franz Kafka, Haroldo de Campos, Manoel Ricardo de Lima, Marcel Proust, Orhan Pamuk e Virginia Woolf.

 

Schüler e Tessler são interlocutores de longa data. Textualidade e visualidade se encontram em suas propostas, possibilitando dimensionar narrativas oníricas como em Finnegans Wake, considerada uma prosa equivalente ao que os cubistas executaram em tela. Artes plásticas, cultura grega e psicanálise são elementos presentes no livro de Schüler que ajudam nessa tarefa. O autor conta que a ideia de escrever a obra surgiu, primeiro, com a tradução de  Ulisses feita por Antônio Houaiss: “Como professor de grego, levei meus alunos a saltar do mundo de Homero para a turbulenta Dublin de princípios do século XX, sacudida pela rebeldia das vanguardas”.

 

A isso juntaram-se as lições de Lacan, publicadas em 2005, sob o título “Le Séminaire, livre XXIII”, apresentando análises do psicanalista sobre a obra de Joyce. “Solicitações contínuas para destrinchar o enredado texto de Lacan levaram-me a escrever Joyce Era Louco?, revela. “A loucura é preocupação constante de poetas, escritores e teóricos desde Homero. Psiquiatras ocupam-se com a loucura desde princípios do século XIX. A loucura mereceu a atenção de psicanalistas desde os primeiros anos do século XX. Já que psicanalistas examinam textos literários, a teoria psicanalítica não pode ser ignorada por teóricos da literatura. Meu objetivo é participar da discussão para compreender melhor a invenção literária”, conclui o autor.

 

Sobre Donaldo Schüler

Donaldo Schüler é professor, Doutor em Letras e livre-docente pela UFRGS e pela PUC-RS. Tradutor consagrado de James Joyce, Platão, Ésquilo, entre outros escritores, foi laureado com o Prêmio Jabuti por Finnegans Wake em 2004, obra também vencedora de melhor tradução pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) no ano anterior. É autor de mais de vinte livros, entre ficção e não-ficção, entre eles, “Origens do discurso democrático” (L&PM), literatura infantil, como “O astronauta” (L&PM), e poesia, “Martim Fera” (Movimento), além de traduções do grego, incluindo “Antígona”, de Sófocles, “Odisseia”, de Homero, e “O Banquete”, de Platão (L&PM).

 

Sobre Elida Tessler

Elida Tessler é artista plástica e foi professora do Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS até 2016. Realizou doutorado em História da Arte Contemporânea na Université de Paris I – Panthéon-Sorbonne (França), onde residiu de 1988 a 1993. Entre 2009 e 2010, realizou o Pós-Doutorado na  EHESS-Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales e junto ao Centro de Filosofia da Arte – UFR de Philosophie – Université de Paris I- Panthéon – Sorbonne. Como pesquisadora, desenvolveu sua pesquisa em torno das questões que envolvem arte e literatura, relacionando a palavra escrita à imagem visual.

 

Serviço:
Lançamento do livro Joyce era Louco? (Ateliê Editorial)

Donaldo Schüler

20 de maio, às 11h30
Abertura da exposição RECORTAR COPIAR COLAR
Elida Tessler
Local: Galeria Bolsa de Arte
Exposição: 20 de maio a 15 de julho, das 10h às 16h
Endereço: Rua Mourato Coelho, 790, Pinheiros
Tel.: 3812-7137
Horário de funcionamento: seg. a sex.: 10h às 19h; sáb., 10h às 16h
GRÁTIS

 

 

 

Ateliê Editorial lança a revista Livro nº6

Nova edição da Revista do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição tem contribuições de pensadores internacionais sobre o impresso   

 

Ilustrada por gravuras da artista plástica ítalo-brasileira Maria Bonomi ao longo de suas páginas, a nova edição da revista Livro, uma publicação anual do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição da Universidade de São Paulo (NELE/USP), oferece uma “experiência sensorial vibrante”, nas palavras de seus editores, Marisa Midori Deaecto e Plinio Martins Filho.

Em seu sexto número, a obra traz texto inédito de Donaldo Schüler, mestre-tradutor de Homero e James Joyce; e artigo de Yann Sodert, ex-diretor da Biblioteca Mazarine (França), que apresenta uma abordagem histórica sobre catalografia e suas curiosidades ao longo dos tempos.

Livro no 6 reflete, entre outros pontos, a respeito da leitura do jornal, e traz a reconstrução de um importante capítulo da história editorial brasileira: a trajetória de Jorge Zahar e a revolucionária coleção Biblioteca de Ciências Sociais. Esta edição levanta, ainda, questões relacionadas à crise cultural do impresso, ao analisar a função das bibliotecas atualmente.
Resultado do esforço coletivo de professores, pesquisadores e profissionais dedicados ao estudo da palavra, a publicação tem como finalidade conduzir o leitor a uma reflexão sobre a difusão de pesquisas que têm a palavra impressa como seu objeto principal. Desde seu número de estreia, Livro busca cobrir os ciclos de vida do impresso no Brasil e no mundo. A cada número da revista é escolhido um artista gráfico para ilustrá-la.
Nesta edição, buscando enriquecer o repertório do prazer da leitura e de suas múltiplas formas de contaminação, quer pela política, quer pelo efeito sublimador da literatura, a seção ARQUIVO reúne material precioso e inédito da produção jornalística de Pagu, publicada sob o pseudônimo de Mara Lobo.

 

Os conteúdos propostos pelos editores proporcionam uma grande e deliciosa viagem. A seção DOSSIÊ aborda Edição e Política, enquanto ALMANAQUE reúne aforismos como “A cobiça dos livros é sabedoria”. ACERVO se volta para duas coleções brasileiras da maior importância: a temática de “Servinas”, explorada de um ponto de vista historiográfico e documental e a coleção de Félix Pacheco, cuja fortuna conforma o não menos rico acervo da Biblioteca Mario de Andrade.

 

Já MEMÓRIA rende homenagem a Charles Grivel, professor emérito da Universidade de Manheim, investigador de primeira linha do texto-imagem, das vanguardas artísticas, da fotografia, do romance popular, da narratologia e da literatura de vampiros.

 

Esta edição traz uma série de novidades e conta com artigos de colaboradores como o belga Jacques Hellemans, além de Jean Pierre Chauvin, José de Paula Ramos Jr., Maria Viana, Alexandre Augusto dos Santos Alves, Laura Fernández Cordero, Danilo A.Q. Morales, Lincoln Secco, Flamarion Maués, Nuno Medeiros, Fabiano Cataldo de Azevedo, Kenneth David Jackson, Pablo Antonio Iglesias Magalhães, Rizio Bruno Sant´Ana, Claudio Giordano, Simone Homem de Mello, Emerson Tin, Marcello Rollemberg, Eduardo de Souza Cunha, Vinicius Juberte, Márcia Lígia Guidin, Marisa Midori Deaecto, Antonio Castillo Gomes, Jaa Torrano, Marcelo Tápia, Paulo Martins, Roberto Oliveira, Zepa Ferrer e Geraldo Holanda Cavalcanti.

 

Os interessados em adquirir a Livro nº6 podem fazê-lo pelo site da editora e ou em grandes livrarias.

 

Serviço:

ISSN:2179-801x

Tamanho: 18 × 27 cm

Número de páginas:424

Preço: R$ 80,00

 

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Fundada em 1995, a Ateliê Editorial atua principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; e estudos sobre o livro e seu universo.  O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual.

 

Ateliê lança Quatro Ensaios sobre Oscar Niemeyer

Livro oferece leituras inéditas da obra, do discurso e da influência do arquiteto, dentro e fora do Brasil

“Niemeyer, nunca é demais.” O título escolhido para o texto introdutório da obra Quatro Ensaios sobre Oscar Niemeyer, escrito por Sylvia Ficher, professora da Universidade de Brasília, ganhou total apoio de Ingrid Quintana Guerrero, que junto com Paulo Bruna organizou o trabalho agora lançado pela Ateliê Editorial.

A obra é um esforço coletivo da equipe de pesquisa Arquitetura e Cidade Moderna e Contemporânea – cujos membros possuem abordagens e trajetórias totalmente diferentes – para trazer ao público uma crítica sobre pontos da criação do arquiteto carioca que parecem esgotados, mas não estão: sua obra em São Paulo, suas ligações com Le Corbusier, a crítica internacional e a arquitetura religiosa latino-americana.

Para a organizadora, apesar das inúmeras obras lançadas todos os anos sobre Niemeyer, o legado do arquiteto ainda surpreende: “Quanto mais nos aprofundamos na sua produção, nos seus edifícios e nos seus desenhos, ficamos mais maravilhados pela sua criatividade, disciplina e coragem”, diz ela, que destaca ser impossível negar a condição de Niemeyer como mestre renascentista no meio do século 20. “Sempre haverá uma lição para aprender nos seus bate-papos com sócios e amigos, nos seus croquis e na vitalidade que sua arquitetura oferece ao espaço urbano de cidades como São Paulo ou Belo Horizonte”, completa.

Conheça melhor cada um dos 4 ensaios

A obra traz Hugo Segawa, que apresenta “Entre Dois Pavilhões: a Repercussão Internacional de Oscar Niemeyer”. O texto vai da representação do Brasil na Feira de Nova York, em 1939, ao Serpentine Pavillion no Hyde Park, de 2003, fazendo baldeação na sede da ONU, de 1947. No caminho, expõe os altos e baixos da recepção dada a Niemeyer no exterior, seja em função de alguns de seus projetos realizados fora do Brasil, seja pela crítica europeia da sua obra em diferentes momentos.

Rodrigo Queiroz, em “A Revisão Crítica de Oscar Niemeyer”, propõe um passeio mais curto, porém não menos apurado, indo dos ataques da crítica a que Niemeyer esteve submetido nos primeiros anos da década de 1950 até seus palácios para Brasília. E assim, revela a influência – sempre negada pelo arquiteto – de tal crítica na inflexão que se efetua em seus procedimentos projetuais, operada no breve mas inspirado momento que vai de 1954 a 1958.

Já Paulo Bruna apresenta “A Obra de Oscar Niemeyer em São Paulo”, primeira avaliação em profundidade da sua produção paulista. Nosso estado tem aqui um mapeamento bem mais extenso do que aquele tradicionalmente associado à presença do arquiteto carioca em terras bandeirantes.

Por fim, Ingrid Quintana Guerrero se debruça sobre a arquitetura religiosa de Niemeyer e percorre território pouco explorado: sua influência em realizações latino-americanas, inclusive de profissionais de grande envergadura, como Félix Candela e Carlos Raúl Villanueva.

Serviço

Quatro Ensaios sobre Oscar Niemeyer

Formato: 16 x 18 cm

Número de páginas: 344

ISBN: 978-85-7480-666-2

Preço: R$ 47,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

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