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Nuances do real

O Fotógrafo Boris Kossoy aborda os absurdos do cotidiano na Galeria Berenice Arvani

Foto de Boris Kossoy

Fonte: Revista Veja

Figura indispensável para a compreensão da trajetória da nossa fotografia, Boriss Kossoy exibe quarenta imagens na Galeria Berenice Arvani até dia 19 de abril. Feitas sobretudo nos últimos três anos, embora a seleção tenha um ou outro exemplar clicado nas décadas de 70 e 90, as obras foram reunidas pelo curador Diógenes Moura sob o título Busca-me. “ Não existe trabalho artístico sem algo de autobiografia”, defende o paulistano Kossoy, professor da USP e um dos grandes historiadores do gênero no país. Assim, ele leva a câmera a tiracolo em viagens por Europa, Estados Unidos e Brasil e flagra cenas que possam remeter ao próprio passado. “Um ou outro elemento me traz lembranças até da infância. Essas pequenas peças formam um mosaico de recordações, a memória em si”, diz.

A série Viagem pelo Fantástico, do fim dos anos 60, tornou o artista conhecido por abordar elementos absurdos inseridos no cotidiano ― um maestro regendo em um cemitério vazio, por exemplo. Agora, ele deixa de lado as cenas previamente pensadas, próximas da ficção, e aposta no acaso para alcançar o mesmo resultado. O gosto pelos personagens lúgubres e misteriosos, contudo, persiste. Manequins em uma loja de Madri, um vulto escuro num metrô de Washington (idêntico a outro diante de um teatro nova-iorquino) ou uma escultura à sombra de uma janela do palácio Belvedere, de Viena ― tudo remete à impossibilidade de estabelecer um realismo estático e sem nuances na vida humana.

Galeria Berenice Arvani

Rua Oscar Freire, 540, Jardim Paulista.

Tel: 3088-2843. Segunda a sexta, 10h às 19h30.

Até 19 de abril

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Conheça os livros de Boris Kossoy publicados pela Ateliê

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Nossos tesouros barrocos

Livro de renomado arquiteto faz viagem pelo patrimônio do barroco do Brasil do período colonial, incluindo as riquezas da cidade de Goiás, Pirenópolis, Pilar de Goiás e Jaraguá

Rogério Borges | O Popular | 20.02.2013

Esplendor do Barroco Luso-brasileiroJanelas feitas com malacacheta, um tipo de mineral transparente que substitui, com eficiência, os vidros. Adornos de madeira ricamente esculpidos que embelezam e dão uma marca muito particular a portais, altares, oratórios, móveis. Casas e edifícios feitos de taipa e adobe que resistem ao tempo e testemunham a história. O livro O Esplendor do Barroco Luso-Brasileiro, lançado recentemente pelo arquiteto e professor da USP Benedito Lima de Toledo, é uma viagem por soluções e características de um período em que a riqueza do ouro levou influências europeias na arte e na arquitetura para o interior mais profundo do Brasil.

As jazidas de Minas Gerais e Goiás, descobertas e exploradas pelos bandeirantes paulistas, fundaram povoamentos, núcleos urbanos que, na atualidade, transformaram-se em sítios e monumentos de inestimável valor.

A obra fala de joias da arquitetura e da arte colonial e barroca do País, como Ouro Preto e suas suntuosas igrejas, o legado de Aleijadinho, as construções de Olinda, o rococó mineiro, a contribuição das ordens religiosas, como os beneditinos e os franciscanos, os tesouros artísticos de Salvador e os diálogos com Portugal. Entre os locais abordados pelo trabalho, há um capítulo que disserta sobre a arquitetura e a arte da mineração em Goiás, com destaque par a as igrejas e os casarios da cidade de Goiás, Pilar de Goiás, Pirenópolis e Jaraguá.

Em entrevista ao POPUL AR, o autor do livro exalta o patrimônio goiano que ficou daquela época, sobretudo os templos da antiga Vila Boa e o arraial preservado que existe nos prédios antigos de Pilar. Para Benedito Lima, as cidades goianas têm um tesouro antropológico único em sua arquitetura que merece atenção.

Esplendor do Barroco Luso-brasileiro

“PILAR DE GOIÁS É UM FATO DE PRIMEIRA IMPORTÂNCIA”

Em seu mais recente livro, o senhor aborda algumas cidades e construções do barroco, incluindo localidades goianas. De onde vem esse interesse pelo barroco, qual é o legado por ele deixado na época das bandeiras, do ciclo do ouro?

O barroco, em Portugal, foi um movimento de muito relevo e vieram para o Brasil naquela época profissionais de muita qualidade. O barroco tornou-se quase uma arte nacional, uma expressão do Brasil que surgiu no pós-Renascimento. Ele teve grande aceitação porque é uma arte emotiva, que tem grande poder de comunicação. Esses locais de Goiás, que têm uma paisagem belíssima, não podem ficar de fora. Minas Gerais também teve um surto muito importante do barroco e essa comunidade luso-brasileira produziu com muita força, muita vivacidade, uma arte de expressão muito emocional. Portugal era pequeno em extensão territorial, mas tinha um grande império colonial. Afluíram, então, para Portugal, influências do mundo inteiro. Eles passaram essas influências, principalmente para sua principal colônia, o Brasil.

O que há em Minas, Goiás é a expressão desse elemento que Portugal atingiu naquele momento.

Nas descrições que o senhor faz de cidades com construções do barroco em Goiás, há o uso recorrente do adjetivo “singelo”. O patrimônio barroco de Minas Gerais, por exemplo, é mais complexo. Quais são as explicações para essa diferença?

Em Minas Gerais, o descobrimento de ouro levou muita gente de São Paulo e de todo o mundo colonial para a região. Acontece que a arquitetura paulista, de todas, era a mais despojada, com suas casas de pilão. Nós tínhamos cidades inteiras em São Paulo feitas de casas de pilão. Um viajante chegou a dizer que várias cidades paulistas eram feitas de barro. Nós temos aqui o Museu de Arte Sacra que é um remanescente dessa realidade. Essa austeridade, São Paulo levou para outras regiões. Acontece que na região de Ouro Preto, antiga Vila Rica, veio gente diretamente de Portugal a começar pelo pai de Aleijadinho. Essa concentração de riqueza em Minas fez com que houvesse a riqueza correspondente no barroco local.

O senhor chama a atenção para o que encontrou em Pilar de Goiás. O senhor escreve em seu livro que a cidade histórica goiana é um “arraial preservado” em pleno século 21. Qual é a importância de termos um sítio conservado neste nível?

Do ponto de vista antropológico, Pilar de Goiás é um fato de primeira importância. Assim como uma área envoltória aqui em São Paulo, com uma capela muito singela, que é a de São Miguel Paulista, de 1622, esse aldeamento tem, do ponto de vista antropológico, um valor insubstituível. Foi a forma com que a urbanização começou a se desenvolver. Pelos jesuítas, que eram muito metódicos, como nós sabemos, e também por outras ordens religiosas, como os franciscanos, por exemplo. Isso tem, portanto, uma importância muito grande.

O senhor se surpreendeu com o que encontrou aqui em Goiás em suas pesquisas?

Nós tivemos alunos de Goiás aqui na Faculdade de Arquitetura da USP e eles sempre trouxeram dados novos, surpreendentes. Eu viajei aí para Goiás e gosto muito. Independente disso, os alunos que viajam para Goiás sempre trazem informações novas. E é isso o que a gente deseja. Aliás, em todos esses conventos de cidades antigas, há arquivos e esses arquivos contêm informações preciosas sobre os artistas daquela época. Hoje o artista é muito badalado, sai nas colunas de jornais. Na época colonial, não. Nós sabemos de muitos artistas apenas pelos registros das irmandades. Goiás fica devendo essa pesquisa em todos os acervos dessas irmandades.

E essas informações são recuperáveis?

Ah, sim. O acervo é composto, geralmente, por atas que as irmandades são obrigadas a fazer, contratos que firmam com os artistas e que têm de justificar perante os irmãos. Tudo fica lá registrado, às vezes de forma muito singela, mas o nome está lá. E quando se recupera o nome de um desses artistas, isso é para a arquitetura uma festa.

O nível de conservação das construções coloniais que o senhor encontrou aqui em Goiás deixou-o satisfeito ou preocupado?

Na verdade, nós temos um problema nacional. O patrimônio histórico não é prioridade de muitos governos. A conscientização da população é fundamental. A luta é da cultura brasileira, de todos nós. Nunca o pessoal entende que dá prestígio conservar um monumento. Geralmente, e aqui em São Paulo acontece muito, é mais importante fazer um viaduto, um túnel em sua gestão do que preservar o patrimônio. O viaduto dá espaço e o político gosta disso.

Nessa pesquisa pelas cidades coloniais brasileiras, o senhor também estudou o urbanismo desses centros. Há lições ou exemplos que podemos tirar desses núcleos que serviriam para as cidades atuais?

A primeira característica, importantíssima, é a afeição que a população tem pelas cidades. Quando os edifícios de referência — geralmente os das irmandades, da Câmara e Cadeia – ganham a afeição da população, isso é mais importante do que qualquer valor outro. Porque é a própria cultura da população. Isso, em Goiás, eu senti em diversos lugares. Neles, a população gosta desse patrimônio e temos que fazer uma frente única para fazer com que os governos entendam esses anseios do povo.

Perfil

Benedito Lima de Toledo é um dos nomes de maior prestígio da arquitetura brasileira. Livre-docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, sempre ampliou sua área de atuação para a arte e o patrimônio histórico em produções acadêmcias. Autor de 12 livros – em vários deles recupera histórias que pareciam perdidas, sobretudo de recantos menos conhecidos de São Paulo –, Benedito é membro da Academia Paulista de Letras e já ganhou a medalha Rodrigo de Melo Franco de Andrade, nas comemorações dos 50 anos do Iphan, e o Prêmio Vaz de Caminha, do governo de Portugal.

Acesse o livro na loja virtual da Ateliê

Participe da 14a Festa do Livro da USP!

Começou hoje, 12 de dezembro, a Festa do Livro da USP, feira de livros que reúne várias editoras anualmente. Este ano o evento acontecerá nos prédios da Escola Politécnica e a Ateliê estará novamente presente, com 240 títulos e descontos a partir de 50%. Aguardamos pela sua visita no prédio da Engenharia Civil!

Festa da USP 2012.

Informações: flusp2012@gmail.com | www.edusp.com.br/festadolivro

Mapa de localização das editoras

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Participe da Balada Literária 2012!

Balada Literária 2012
Amantes da literatura preparem-se, pois está próxima a chegada da Balada Literária 2012! O evento terá abertura dia 28 de novembro, quarta-feira, no Centro Cultural b_arco, e encerramento dia 2 de dezembro, no SESC Pinheiros. Com realização de Marcelino Freire e Livraria da Vila, a Balada chega ao seu sétimo ano e homenageia, desta vez, o escritor paulista Raduan Nassar, autor dos clássicos Lavoura Arcaica e Um Copo de Cólera.
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As atrações da Balada envolvem conversas descontraídas sobre literatura, apresentações musicais, projeções de filmes, entre outras. A abertura do evento contará com a apresentação de Marcelino Freire e participação especial de Renato Tardivo, que relançará seu livro Porvir que vem antes de tudo – literatura e cinema em Lavoura Arcaica. Todos os eventos da Balada têm entrada gratuita.
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Saiba mais sobre a Balada Literária e sua programação: http://baladaliteraria.zip.net/
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Michel Melot lança Livro, no Simpósio Internacional de Livros e Universidades

Participe do lançamento no Auditório da Biblioteca Mindlin, dia 7 de novembro, quarta-feira, a partir das 19:30.

Convite Eletrônico

Clique na imagem para ampliar

Livro,

Livro, de Michel MelotMichel Melot

Qual seria, pois, o milagre desse objeto, nascido há mais de dois milênios, eminentemente moderno por sua forma cúbica, matemática, industrial muito antes de o ser, que triunfou do rolo até se tornar o “tijolo elementar” do pensamento ocidental?
Contrariamente ao saber digital, o livro, nascido da dobra, fecha-se sobre si mesmo, solidário de sua mensagem. Seu espaço é concebido para produzir uma autoridade, ou mesmo uma transcendência. Confere ao conteúdo a forma de uma verdade e a credita ao autor.
Para compreender o poder fenomenal dessa construção, Michel Melot investigou sua topografia, sua arquitetura. Desceu até sua anatomia profunda, percorreu suas dobras e suas costuras, suas fibras físicas e simbólicas. Interrogou suas relações estranhas com as três religiões chamadas “do Livro”, com o profano, com o comércio, com o político, com a liberdade de pensar, de sonhar, de desejar.
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Fotografia Nicolas Taffin
Prefácio à edição brasileira Marisa Midori Deaecto
Prefácio à edição francesa Régis Debray
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Livros em debate

Simpósio Internacional "Livros e Universidades"
Simpósio Internacional “Livros e Universidades” será o maior encontro internacional de especialistas do mundo editorial e acadêmico já realizado no Brasil. Entre eles, representantes das Universidades de Cambridge, Yale, Leipzig, Buenos Aires e Sapienza di Roma, entre outras.
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Pesquisadores do livro e especialistas do meio editorial e acadêmico do Brasil, Américas e Europa reúnem-se de 5 a 8 de novembro, em São Paulo, no Simpósio Internacional Livros e Universidades, que acontece no auditório da Biblioteca Mindlin, na Universidade de São Paulo (USP). O encontro, gratuito e aberto ao público, cobrirá o amplo universo do livro, da edição ao mercado, da diversidade de conteúdos às novas plataformas, da produção à formação de público.
“Será uma oportunidade para refletir sobre a história do livro e do conhecimento”, explica Marisa Midori Deaecto, curadora do Simpósio, que o dividiu em três eixos temáticos: Editores (reunindo editores de universidades do Brasil, Américas e Europa), Formadores (destinado a formar profissionais na área editorial) e Pesquisadores do livro (acadêmicos renomados no campo da História do livro e da leitura).
O eixo dos Editores contará com representantes das universidades de Cambridge, Oxford, Harvard, Yale, Chicago e Califórnia, e das universidades brasileiras USP, Unicamp, UERJ, UFMG, UFSC e UFPA, além dos presidentes das associações de imprensas universitárias do Brasil, dos Estados Unidos, da Europa, da América Latina e do Caribe.
Entre os Formadores destacam-se especialistas das universidades alemãs Joahnnes-Gutenberg e Leipzig, da canadense Sherbrook, da Universidade de New York e da francesa Arts e Métiers du Livre, de Paris, além das brasileiras USP e UERJ.
Já a História do livro e da leitura reunirá pesquisadores brasileiros e de mais 11 países: Estados Unidos, Canadá, Argentina, México, Inglaterra, França, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália e Hungria. Os temas vão desde a Conglomeração e Monopólio nas Mídias, a ser apresentado por André Schiffrin (The New Press, NY), autor de O negócio dos livros e de O dinheiro e as palavras, até a polêmica que envolve os e-books, apresentada pelo alemão Andreas Degkwitz (Humboldt-Universität zu Berlin), em Livros, Bytes ou Ambos. Veja a programação completa em www.edusp.usp.br.
O Simpósio Internacional Livros e Universidades é promovido pela Edusp, com apoio do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (NELE) e da Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, e integra as comemorações dos 50 anos da Editora da Universidade de São Paulo.
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Informações: Fabio Rigobelo fabio@lufernandes.com.br / Leonardo Neto leonardo@lufernandes.com.br
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Deste Lugar, de Paulo Franchetti

Novo livro de Paulo Franchetti busca o lirismo e se dirige ao leitor comum, fugindo de artifícios eruditos
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Deste Lugar, de Paulo Franchetti
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Num texto recentemente publicado, Paulo Franchetti escreveu: “O lirismo contemporâneo brasileiro, no quadro herdado da tradição cabralina, é um lirismo culpado e regrado por tabus. Em poucos poetas e poucos poemas o eu se oferece, frágil, como algo que se julga no direito de existir e buscar a palavra. De poucos poetas nos perguntamos: quem é a pessoa que escreveu isto, que vê o mundo assim? Por que ele prefere falar desta maneira? E em quantos poetas encontramos algo frente a que pensamos: isso precisava ser dito – e precisava ser dito assim, em poesia? / Travado pela vergonha, pelo medo de se dirigir ao leitor comum e pela necessidade de trazer à vista os andaimes da construção – isto é, as marcas do ‘trabalho duro’ e da especialidade – o exercício da lírica tende a desaparecer ou a ser combatido como inimigo do contemporâneo. Embora pertença a um texto referido aqui e ali, não parece ter calado muito fundo esta formulação de Adorno: ‘o autoesquecimento do sujeito, que se abandona à linguagem como algo objetivo, e a imediatez e involuntariedade da sua expressão são o mesmo’.”
Agora, com a publicação de Deste Lugar, essas mesmas questões retornam, em outro registro: o da prática poética. Dirigido ao leitor comum, fugindo à exibição de erudição ou técnica, bem como à ostensiva recusa ao lírico, este livro constitui um momento singular na poesia contemporânea brasileira. Acesse o livro na Loja Virtual
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Paulo Franchetti é professor titular de literatura da Unicamp. Publicou, entre outros, pela Ateliê, Estudos de Literatura Brasileira e Portuguesa, a novela O Sangue dos Dias Transparentes e os livros de poemas Escarnho, Memória Futura, e Oeste, que representa uma das mais admiráveis experiências na recente poesia brasileira. Já organizou diversos títulos para a Coleção Clássicos Ateliê. Conheça os livros de Paulo Franchetti
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Lançamento do livro de contos de Edu Campos

Edu Campos lançou seu primeiro livro, Até a Margem do Grande Rio, na Livraria FNAC de Campinas

O livro de estreia de Edu Campos lança um olhar duro, ao mesmo tempo generoso e exasperado, sobre os vestígios de um universo em vias de extinção: a paisagem rural, revelando assim o rosto caricatural de nossas pretensões civilizatórias. Para a maior parte dos leitores (e escritores) atuais, a paisagem rural parece congelada nas páginas da literatura regionalista. A ficção contemporânea é urbana e raramente ultrapassa o subúrbio. Sem qualquer sentimentalismo ou melancolia, Edu Campos realiza um livro moderno sobre um universo banido pela modernidade literária.
Edu Campos nasceu em São Paulo, em 1969. É fotógrafo e, atualmente, vive no interior do Estado. Em 1993 graduou-se em cinema na cidade de São Paulo e começou a trabalhar com fotografia. Recém-formado, acreditou ter inclinações agrícolas e transferiu-se para uma fazenda no interior do Estado. Poucos anos depois, percebeu que preferia olhar para terra a cultivá-la. E fotografar seria olhar para sempre. Visite o site do autor: www.educampos.fot.br
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Michel Sleiman está confirmado na Flip 2012

Michel Sleiman, professor de Literatura Árabe na USP, participará da Mesa 8 da Flip, sexta-feira, às 17h15, na Tenda dos Autores. O tema da mesa é “Literatura e liberdade” e tem participação do sírio Adonis e do libanês Amin Maalouf, com mediação de Alexandra Lucas Coelho.
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Michel SleimanMichel Sleiman fez sua carreira estudando a literatura árabe-islâmica de Alandalus (a Península Ibérica medieval quando governada pelos muçulmanos), especialmente a poesia em dialeto árabe-andalusino utilizado no século XII, em meio a outras questões da poética medieval. Concernente a esse período, realizou ensaios e traduções de poemas do poeta cordovês Ibn-Quzman Alqurtubi, que publicou em revistas acadêmicas e magazines, bem como em livros: A Poesia Árabe-Andaluza; As Cidades no Tempo; e A Arte do Zajal. Atualmente leciona e orienta na pós-graduação na Universidade de São Paulo, na Área de Língua e Literatura Árabe. Estuda e traduz poesia árabe medieval e contemporânea e suras do Alcorão. Tem experiência na área de Letras em geral, atuando principalmente em estudos literários e poética. Recentemente publicou o livro de poemas Ínula Niúla. Concebeu a revista Tiraz de estudos árabes e das culturas do Oriente Médio, da qual é diretor desde 2004.