Visões da natureza humana dentro e fora do banheiro

“É preciso muita coragem para dar um livro de contos o título Histórias de Banheiro, já que o possível comprador, ao vê-lo nas prateleiras das livrarias, assim como pode ficar intrigado ou curioso, pode também ficar com o receio de escatologias ou, ao menos, de se ver diante de histórias muito prosaicas. Consequentemente, tenderia a rejeitar a idéia de levar o volume recém-lançado pela Ateliê Editorial para casa. Coragem, porém, é o que não falta a Dirce de Assis Cavalcanti, poeta, escultora, escritora e agora também contista. Uma conquista que eu só não ousaria dizer de ‘mão cheia’ por ser Dirce uma mulher delicada, de beleza frágil e diáfana, com o rosto claro aberto para o mundo por duas janelas verdes, emocionadas e sensíveis, mas também espectrais, como é o caso de todos os olhos verdes.

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OU SERÁ QUE Dirce tem os olhos azuis? Não importa. Importa que são olhos que tudo vêem. A eles nada escapa. Sobretudo no que diz respeito à alma humana. Não é qualquer um que tem este dom, mas, sem dúvida, a autora dessas deliciosas Histórias de banheiros o tem. Ela mesma nos confessa, num de seus textos: ‘Saber olhar é como saber ler. Depois que se aprende nunca mais se volta à inocência primeira. Nunca mais se consegue desligar o botão do conhecimento. Lê-se tudo o que se passa pelos olhos. E com os olhos, vê-se, tudo. Mesmo o que não se quer ver. O que é feio ou o que choca. O que fere, o que tenta, o que agride, o que seduz. Tudo, pelos olhos adentro. As pessoas, a paisagem. O carro que passa. O céu por detrás do vidro da janela. A chuva…'”

[Cecília Costa – Jornal do Commercio]

Ateliê lança segundo livro da série Leituras Indispensáveis, de Aziz Ab’Sáber

O processo de construção do conhecimento é necessariamente pluridisciplinar, se faz no diálogo entre diferentes campos do saber. A série Leituras Indispensáveis, organizada pelo professor Aziz Ab’Sáber, foi concebida para apresentar aos estudantes universitários um conjunto de textos fundamentais para a formação de profissionais e cidadãos empenhados no compromisso com a ética e a democracia. O segundo volume da série, que chega às livrarias em junho, apresenta 15 textos – alguns inéditos e outros de difícil acesso – de destacados autores brasileiros e estrangeiros que refletem sobre diversos aspectos da nossa civilização. Os textos esboçam um panorama multifacetado e lançam várias questões importantes e atuais, do aquecimento global à cultura indígena.

O time de autores convocados por Ab’Sáber reúne nomes como o economista alemão Manfred Nitsch, que fala sobre o futuro da Amazônia; o sociólogo Francisco de Oliveira, que recorda sua trajetória intelectual e aponta os atuais desafios da disciplina; uma entrevista com o economista Wilson Cano sobre os ciclos da borracha e do café em 1900; o sociólogo José de Souza Martins analisa a complexidade étnica brasileira; o jornalista Washington Novaes discute a mudança climática na Convenção de Copenhague.

Além dos especialistas, Ab’Sáber incluiu textos de alguns escritores: Jamil Almansur Haddad traça um perfil do Marechal Cândido Rondon; Monteiro Lobato defende a literatura infantil como instrumento pedagógico e Euclides da Cunha, em um relato comovente, conta o ritual da malhação do Judas na Amazônia.

Escrito sobre Jade é sugestão de presente da Marie Claire

Ainda na dúvida sobre o que comprar para a sua namorada? Aí vai uma dica da Marie Claire para os homens…

“PARA ELA:
Mais que traduzir: transcriar, reimaginar. Essa é a proposta de Haroldo de Campos no belo “Escrito sobre Jade – Poesia Clássica Chinesa” (Ateliê Editorial, R$ 32, 152 págs.). Para compensar as características formais dos ideogramas, o autor se vale da concisão e da espacialização gráfica. Organizado por Trajano Vieira, o volume traz também um ensaio de Haroldo originalmente publicado na Folha de S.Paulo, seguido de sete outros poemas traduzidos do chinês. Um verdadeiro mimo para garotas à moda antiga.” [Leia a matéria]

Resenha de Liberalismo e Natureza na ilustrada

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Formado em filosofia pela USP, Rodrigo Cintra investiga os fundamentos do discurso liberal moderno a partir das teorias políticas de John Locke (1632 – 1704). O livro mostra de que forma os conceitos estudados por Locke, como o da propriedade privada e da universalidade de direitos, tornaram-se fundamentos do capitalismo da sociedade atual. Cintra ainda revela contradições por trás dessas ideias que colocam em xeque temas como justiça e igualdade. [Release]

Bloomsday na Ateliê é comemorado com desconto nos volumes bilíngues de Finnegans Wake

Daqui uma semana será o Bloomsday, dia especial para os irlandeses. Acompanhando essa comemoração, a Ateliê inicia uma promoção especial para quem curte James Joyce. Na compra de qualquer volume do romance Finnegans Wake até o Bloosmday, você ganha 30% de desconto.
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O Bloomsday é um feriado comemorado na Irlanda em 16 de junho, dia dedicado à obra Ulisses, de James Joyce, muito conhecido pela sua literatura de vanguarda. Ulisses relata a odisséia do personagem Leopold Bloom durante 16 horas do dia 16 de junho de 1904. Esta data foi escolhida pelo autor por ter sido em 16 de junho a sua primeira relação sexual.
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Em São Paulo tem comemoração do Bloomsday no Finnegan’s Pub todos os anos. Na próxima quarta-feira haverá leitura de trechos dos livros de James Joyce e apresentações musicais. A programação começa a partir das 19h30. [Site do Finnegan’s Pub]
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O nome deste pub irlandes foi dado em homenagem ao último romance de Joyce, o Finnegans Wake. A edição brasileira desta obra foi publicada pela Ateliê Editorial. Trata-se da primeira tradução completa de Finnegans Wake para o português, o mais experimental e intrigante romance de James Joyce.
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A obra, escrita ao longo de 16 anos, levou árduos quatro anos de trabalho para ser traduzido por Donaldo Schüler. Acompanham o texto ainda belas imagens produzidas por Lena Bergstein e Hélio Vinci produzidas especialmente para a edição. O texto original, um fluxo único de 628 páginas, foi dividido com o passar do tempo em 17 capítulos, a fim de facilitar a leitura.
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James Joyce, a partir de um pequeno núcleo de personagens (o taverneiro Humphrey Earqwicker e sua família), tenta contar a história do mundo e da literatura, associando os mitos e ícones antigos e universais aos protagonistas do folclore e da história da Irlanda, terra natal do escritor e cenário deste que é o seu trabalho mais complexo e envolvente. Todos os volumes são bilíngues, sempre acompanhados de notas explicativas do pesquisador e tradutor Donaldo Schüler.

Senac promove pré-estreia de videodocumentário sobre fotojornalismo

O Senac promove a pré-estreia gratuita do videodocumentário Páginas Ilustradas, de Ana Raquel Merighi, Marion Dória e Nathália Cunha, dia 10 de junho no auditório da unidade Santana, às 19h. Após a sessão, haverá um debate aberto ao público sobre fotojornalismo. É necessário fazer inscrição antecipada na própria unidade ou pelo site www.sp.senac.br/santana.

Páginas ilustradas é uma produção inédita sobre os fotojornalistas de jornais impressos diários, que retrata o perfil do profissional ao mostrar a sua rotina, muitas vezes, imprevisível. O documentário não trata de questões técnicas, mas transmite uma visão humanizada dos fotojornalistas, pois destaca as particularidades de cada um dos quatro personagens principais, dois fotógrafos da Folha de S.Paulo e dois do Estadão, respectivamente, Mastrangelo Reino, Letícia Moreira, Paulo Pinto e J. F. Diório. A peça também traz reflexões sobre as tendências da profissão diante da democratização dos meios de produção de imagem. [Blog Páginas Ilustradas]

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Trilogia teórica de Boris Kossoy

O livro Os Tempos da Fotografia complementa a trilogia teórica de Boris Kossoy, iniciada respectivamente com Fotografia & História (1989, 2001) e Realidades e Ficções na Trama Fotográfica (1999, 2000, 2002), títulos esses desta mesma editora.

A desmontagem da informação é a meta a que o autor se propõe nos livros que compõem a sua trilogia. Retoma questões abordadas nos livros anteriores como a reconstituição do processo que deu origem ao documento fotográfico, com o objetivo de determinar a “ocorrência do fato e a gênese do documento”.

O efêmero e o perpétuo estão na base de suas reflexões sobre imagem e memória. Um constante exercício de rebatimentos entre a representação e o fato, o aparente e o oculto, o documento e a memória. Reflexões instigantes que vêm, certamente, contribuir para o debate sobre a fotografia. [Release]