Antologia de contos ‘Corrupção (18 contos)’ completa 20 anos de publicação

Completando 20 anos de publicação, a antologia Corrupção (18 contos), organizada por Rodrigo Penteado, e coedição Transparência Brasil, traz textos de autores brasileiros clássicos e contemporâneos, cujo tema versa sobre a questão da corrupção. A obra está à venda no site da Ateliê Editorial.

A entidade – ligada a Transparency International (TI) – com o resultado do projeto, abordou o cenário da corrupção por meio da literatura, com narrativas que tem como enredo a desonestidade política, a sexualidade, os desvios de ordem existencial e os conflitos ligados à cobiça humana. “Trata-se de uma mostra da nossa literatura que pretende ser um breve panorama literário da vida brasileira”, apontou Penteado.

Autores que fazer parte da antologia são: Carlos Eduardo de Magalhães, Clóvis Bulcão, Cristovão Tezza, Domingos Pellegrini, Flávio Moreira da Costa, Luiz Ruffato, Luiz Vilela, Márcia Denser, Marcos Santarrita, Moacyr Scliar, Nelson de Oliveira, Ruy Tapioca, Zulmira Ribeiro Tavares, João do Rio, Lima Barreto (com dois contos) e Machado de Assis (com dois contos).

Publicada logo na virada do milênio, a obra contribuiu para a reflexão em torno da atemporalidade da corrupção no país. No texto de apresentação, Claudio Weber Abramo destacou: “O poder da literatura reside em propiciar a abordagem de seus temas de modo metafórico […] Nos contos reunidos nesta coletânea, a corrupção é quase sempre abordada sob a perspectiva das consequências pessoais que acarreta sobre os protagonistas. Ao reunir essas histórias, a Transparência Brasil espera contribuir para o aumento da consciência quanto à necessidade de combater a corrupção”.

‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha (6ª edição)

Comemorando os 120 anos da sua publicação, Ateliê Editorial lança a 6a edição de Os Sertões, de Euclides da Cunha, com aparato crítico do Prof. Leopoldo Bernucci, reconhecidamente o melhor estudo dessa obra-prima. Edição com a ortografia atualizada, com revisão e acréscimos do Prof. Bernucci, contando, ainda, com as ilustrações do artista plástico Enio Squeff.

O projeto gráfico foi alterado, com aproveitamento dos espaços em branco, mantendo o formato, o tamanho da fonte e da entrelinha e, também, o texto integral. Apesar da redução do número de páginas, mantivemos o mesmo texto das edições anteriores, sem reduções ou cortes.

Cinco livros com 50% de desconto no site da Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial realiza a promoção de Dia dos Pais em seu site (clique aqui), uma seleção de livros com 50% de desconto. Confira abaixo cinco obras indicadas pelo Blog da Ateliê. Presenteie com livros!

A Mão do Deserto, de Paulo Franchetti (de R$51,00 – por R$25,50)

Neste volume, Paulo Franchetti narra sua aventura solitária, sobre uma motocicleta, até o Atacama. Mas este não é apenas um livro de viagem, embora se estruture sobre um trajeto de 11.000 km. É sobretudo uma obra literária de escopo mais amplo, na qual os vales acolhedores e a solidão da cordilheira e do deserto convocam lembranças, despertam outras histórias que se vão entrelaçando com a paisagem e os imprevistos do caminho, e por fim renovam a conversa interior com os vivos e os mortos.

Os Maias (3ª edição), de Eça de Queirós (de R$83,00 – por R$41,50)

Se é fato que a ironia é um dos grandes trunfos para a grandeza da escrita queirosiana, em Os Maias ela serve como potencializadora da tarefa trágica e também tão irônica do Destino. Talvez isso explique em parte a força de um romance, que, mais de um século depois de sua primeira publicação, é ainda capaz de atrair tantos leitores e de criar tamanho interesse, a  ponto de inspirar a realização de uma minissérie pela televisão brasileira, que, diga-se de passagem, já terá sido válida se for capaz de instigar-nos à revisitação da obra maior de um dos mais consagrados escritores da literatura portuguesa. 

Amor, Luta e Luto – No Tempo da Ditadura, de Maria do Socorro Diógenes (de R$40,00 – por R$20,00)

Amor, Luta e Luto tem por objetivo mostrar um recorte do período da ditadura civil-militar de 1964 a 1985, principalmente durante a fase mais violenta, a fase das prisões, das torturas, dos assassinatos e dos desaparecimentos dos opositores. Denuncia o brutal assassinato de Ramires Maranhão do Valle, ex-companheiro da autora, um jovem pernambucano morto aos 23 anos, no Rio de Janeiro em 1973.

A Casa dos Seis Tostões, Paul Collins (de R$69,00 – por R$34,50)

Paul Collins e sua família abandonaram as colinas de San Francisco para se mudarem para o interior do País de Gales – para se mudarem, na verdade, para a vila de Hay-on-Wye, a “Cidade dos Livros”, que ostenta mil e quinhentos habitantes e quarenta livrarias. Convidando os leitores a entrarem em um santuário para os amantes dos livros, A Casa dos Seis Tostões é uma meditação sincera e muitas vezes hilária sobre o que os livros significam para nós.

A Capa do Livro Brasileiro – 1820-1950, de Ubiratan Machado (de R$320,00 – por R$160,00)

O autor costura a história das capas na trajetória das principais escolas literárias do período em tela, ressaltando as interações entre forma e conteúdo. Dessa forma, passamos pelo romantismo, pelo naturalismo, pelo simbolismo e vemos um grande quadro do modernismo. A alguns dos grandes artistas da capa são reservados capítulos inteiros: J. U. Campos, Di Cavalcanti, Belmonte, Dorca e, talvez aquele que seja pintado com as cores mais belas, Santa Rosa. Naturalmente, há todo um capítulo dedicado à obra infantil de Monteiro Lobato, artista de talentos múltiplos, cuja biografia se confunde com a história do livro na primeira metade do século XX.

ATELIÊ EDITORIAL

A história da Ateliê Editorial começa em 1995, com o objetivo de discutir a importância do livro como objeto que, para além de bonito, seja um projeto estético que possa servir da melhor maneira às palavras do autor. Por isso, todos os detalhes são levados em conta: o melhor papel, projeto gráfico, belas ilustrações, imagens tratadas com delicadeza, textos preparados e revisados com atenção.

O nome escolhido, Ateliê Editorial, reflete o cuidado e o capricho com que a casa realiza suas edições. O trabalho é artesanal, feito como em um ateliê de arte, priorizando o conceito do livro como um suporte material digno da boa literatura. Por isso, as publicações da Ateliê primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão, com o objetivo de celebrar o livro como um objeto de desejo e admiração.

Antonio Candido, 104 anos

Candido durante a 9º Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), em 2011, que homenageou o escritor Oswald de Andrade.

“Os primeiros estudiosos da nossa literatura, no tempo do Romantismo, se preocuparam em determinar como ela surgiu aqui, já que o relativismo então reinante ensinara que as instituições da cultura radicam nas condições do meio, variando segundo elas. E como a época era de exigente nacionalismo, consideravam que lutara dois séculos para se formar, a partir do nada, como expressão de uma realidade local própria, descobrindo aos poucos o verdadeiro caminho, isto é, a descrição dos elementos diferenciais, notadamente a natureza e o índio. Um expositor radical desta corrente, Joaquim Norberto, chegou a imaginar a existência de uma literatura indígena, autenticamente nossa, que, a não ter sido sufocada maliciosamente pelo colonizador, teria desempenhado o papel formador que coube à portuguesa…”

– Do capítulo “Letras e Ideias no Período Colonial”, do livro ‘Literatura e Sociedade’ (11ª edição. Ouro Sobre Azul).