Dia da Consciência Negra na Ateliê Editorial

O Dia da Consciência Negra, ou Dia de Zumbi, é comemorado em 20 de novembro em todo o país. A data homenageia Zumbi, um pernambucano que nasceu livre, mas foi escravizado aos seis anos de idade.

Mais tarde ele voltaria para sua terra natal e seria líder do Quilombo dos Palmares, morrendo assassinado em 20 de novembro de 1695. Assim, Zumbi representa a luta dos negros e a consciência negra.

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‘Romance de Formação: Caminhos e Descaminhos do Herói’ vence prêmio da Fundação Biblioteca Nacional

A obra Romance de formação: caminhos e descaminhos do herói, de Maria Cecilia Marks e Marcus Vinícius Mazzari (Orgs.), publicada pela Ateliê Editorial, recebeu a posição de terceiro lugar do Prêmio Mário de Andrade, da Fundação Biblioteca Nacional, na categoria Ensaio Literário.

Milton Hatoum escreveu sobre a obra:

Talvez Dom Quixote seja o mais nobre e distante precursor do romance de formação, mas o modelo ou paradigma do Bildungsroman é atribuído a outra obra monumental do Ocidente: Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, de Goethe.

Se o romance da desilusão do século XIX pode ser lido como desdobramento ou variante do romance de formação, na literatura moderna e contemporânea, grandes narradores também assimilaram elementos estruturais desse gênero, dando-lhe nova feição.

Não por acaso, Wilhelm Meister é citado no Ulisses, de James Joyce como “Uma alma hesitante armando-se contra um mar de problemas, dilacerada por dúvidas conflitantes, como vemos na vida real”. De fato, esse tipo de narrativa evoca uma viagem no mar conturbado da vida, em que a personagem é acossada por dificuldades materiais e dilemas morais, filosóficos. Ela busca um sentido para sua existência numa sociedade desagregada e numa época em que as normas, já instáveis, devem ser questionadas.

Os ensaios densos e sugestivos deste volume analisam romances que, em graus diferentes, apresentam características do Bildungsroman ou de seus correlatos. Daí a rica diversidade de contexto histórico, cultural e linguístico dos livros comentados.

Para o modesto autor destas linhas, o romance de formação, que sonda e analisa a passagem da juventude à maturidade, com seus desafios, implicações e mudanças, tem sido uma espécie de bússola, de inspiração e, por que não dizer, de paixão.

Neste tempo de colapso do humanismo, a formação educacional plena (ou ao menos razoável) é essencial para impedir o avanço de qualquer forma de obscurantismo e barbárie.

AUTORES

Marcus Vinicius Mazzari é professor de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo. Traduziu para o português textos de Adelbert von Chamisso, Bertolt Brecht, Gottfried Keller, Heinrich Heine, Karl Marx, Walter Benjamin, Jeremias Gotthelf e outros. Entre suas publicações estão Romance de Formação em Perspectiva Histórica (Ateliê Editorial, 1999), Labirintos da Aprendizagem (2010) e A Dupla Noite das Tílias. História e Natureza no Fausto de Goethe (2019). Elaborou comentários, notas, apresentações e posfácios para o Fausto de Goethe (Primeira e Segunda Parte), em tradução de Jenny Klabin Segall.  

Maria Cecilia Marks é mestre e doutora em Letras – Teoria Literária e Literatura Comparada – pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Desenvolve uma linha de estudos  comparativistas em torno da obra de Guimarães Rosa, em diálogo com autores como Goethe, Rabelais, Thomas Mann e Dostoiévski, entre outros. Já publicou artigos em revistas acadêmicas tais como RUS e Literatura e Sociedade. É editora de periódicos e livros e atua como mediadora de leitura com grupos dedicados ao estudo de obras de Guimarães Rosa e Robert Musil.

Conheça ‘Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais’, novo livro do historiador Hilário Franco Júnior

Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais, novo livro do premiado historiador Hilário Franco Júnior, uma parceria Ateliê Editorial e Editora Mnêma, está com preço especial de lançamento durante todo o mês de novembro. DE R$180,00 >>> POR R$102,60

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O monasticismo, a teocracia papal, o milenarismo, o império do Preste João, a Magna Carta, o país de Cocanha, as comunidades heréticas, o reino do Graal, a Roma de Cola di Rienzo, a comunidade florestal de Robin Hood, a Florença de Savonarola e tantos outros fenômenos históricos e literários medievais exerceram influências duradouras, que merecem ser melhor conhecidas. Mas na análise deles quase sempre falta um elemento essencial – sua condição de utopias.

Há, de fato, clara hesitação historiográfica quanto à pertinência de aplicar à Idade Média o conceito de utopia. Este é muitas vezes reduzido a um gênero literário que seria nascido com Tomás More, não sendo válido para os séculos anteriores. Uma discussão conceitual cuidadosa, realizada na Primeira Parte deste livro, indica, porém, que as relações entre a palavra e a coisa são mais complexas que isso, e sugere a necessidade de matizar, se não revisar, a noção de gênero literário utópico.

Na Segunda Parte, o leitor é encaminhado para diversas utopias medievais, vistas não separadamente, como num repertório, mas descritas, analisadas e cruzadas por suas características. Esse reagrupamento temático permite propor uma tipologia, e nela estudar as conexões e oposições entre os tipos utópicos, alcançando assim uma melhor compreensão do significado dos “sonhos coletivos” para aquela época.

Um último passo é dado nessa direção a Terceira Parte, onde se identifica o material essencial utilizado pelos pensadores, escritores, poetas, cronistas e artistas medievais na elaboração de suas utopias – a rica, ampla e diversificada tradição sobre o Éden, erudita e popular, textual e iconográfica, latina e vernácula, ortodoxa e herética.

A partir desse amplo estoque de fontes primárias e de trabalhos oriundos de diferentes ciências humanas, este requintado estudo de história das ideias, da sociedade e da sensibilidade coletiva demonstra que para a Idade Média (e em certa medida também para períodos posteriores) utopias é reflexão ou ação que pretende funcionar como sucedâneo do Paraíso terreno.

O AUTOR

HILÁRIO FRANCO JÚNIOR é professor de pós-graduação de história social na Universidade de São Paulo. Obteve o pós-doutorado em história medieval na École des Hautes Études en Sciences Sociales, na França. Recebeu dois prêmios Jabuti. Tem diversos livros publicados, sempre focando temas medievais. Publicou pela Ateliê Dante – O Poeta do Absoluto e Cocanha – Várias Faces de uma Utopia.

‘Lavour’Arcaica’, vinte anos da estreia do filme

Cena do filme Lavour’Arcaica

Há vinte anos estreava o filme Lavour’Arcaica, dirigido por Luiz Fernando Carvalho e adaptação do livro homônimo de Raduan Nassar. A Ateliê Editorial publicou, em 2002, a obra Sobre o Filme Lavour’Arcaica.

Lavour’Arcaica entrou para a história do cinema brasileiro como um sucesso de crítica, com diversos prêmios nacionais e internacionais. Este livro traz a entrevista que o diretor Luiz Fernando Carvalho concedeu em 2001 a um grupo de teóricos e críticos. Além de revelar detalhes da produção do filme, ele fala de sua carreira como diretor de TV e sua formação quase autodidata. Essa fala constitui um interessante documento sobre a criação cinematográfica no cenário nacional de hoje.

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Ateliê Editorial é finalista do Prêmio Jabuti 2021

Conheça nossos livros finalistas na 63ª edição do Prêmio Jabuti:

Categoria: Tradução

Os Evangelhos – Uma Tradução

Tradução: Marcelo Musa Cavallari

Coleção Clássicos Comentados

Edição bilíngue

Coedição: Editora Mnema

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Categoria: Ciências Humanas

Por um Cinema Popular – Leon Hirszman, Política e Resistência

Autor: Reinaldo Cardenuto

Capa: Gustavo Piqueira

Projeto Gráfico: Casa Rex

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Categoria: Projeto Gráfico

William Morris – Sobre as Artes do Livro

Projeto gráfico: Gustavo Piqueira e Samia Jacintho

Coleção As Artes do Livro

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