Camila de Ávila explica o que é lomografia

por Camila de Ávila | @caavila

Afinal, o que é a lomografia? Com certeza vocês já devem ter ouvido falar, mas são raros os que sabem o que é ou como funciona. “Lomo” é a sigla de Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedinenie, que em português significa “União de Óptica Mecânica de Leningrado”. Sua origem é de São Petersburgo, Rússia.

A lomo, nada mais é, do que uma câmera analógica automática, que possui alta sensibilidade, sendo capaz de capturar cor e movimento sem o uso de flash e sem deformação. Sua característica nas fotos são as cores saturadas, borrões, luzes em movimento. Falando assim soa estranho, porém a prática da lomografia tornou-se movimento artístico.

Obra analisa O Alienista como “caricatura dos desentendimentos do clero com o Estado”


por Daniel Piza | sabático

Como toda obra-prima, O Alienista tem dado margem às mais diversas e muitas vezes contraditórias interpreteções. Ainda assim, todas convergem para uma leitura comum: a novela de Machado de Assis seria uma sátira ao autoritarismo da ciência, na figura de Simão Bamacarte, o médico que se arroga a definir quem é louco na cidade de Itaguaí; em consequência, seria também uma sátira ao autoritarismo político. Mas há muito mais em O Alienista do que supõe o senso comum. Machado, como sempre, trata de questões universais a partir de um contexto local e não faz uma simples sátira unilateral, e sim uma obra de arte sutil e complexa, que mostra como tantas vezes doi inimigos declarados são bem mais parecidos do que gostariam.

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Sandra Pagano fala do I Varal Fotográfico da APSP

Foto do Varal Fotográfico da APSP
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A fotógrafa Sandra Pagano conversou com a Ateliê sobre o varal fotográfico que aconteceu no dia 16 de outubro, no bairro do Jardins, em São Paulo. Ela organizou o evento junto com o grupo de fotógrafos Amadores e Profissionais de São Paulo (APSP), que já planejam o II Varal Fotográfico.

Como surgiu a ideia do Varal Fotográfico?

Trabalhei no Rio de Janeiro este ano e fui num varal fotográfico do clube FotoRio, num lugar charmoso no centro da cidade e voltei certa da ideia de fazer um. Além disso, meio ambiente sempre foi uma das minhas preocupações.

Crítica dialética em tempos pós-modernos?

Resenha de Marx, Zola e a prosa realista

Autora: Salete de Almeida Cara

por Edvaldo A. Bergamo | Revista UFG

O próprio título do novo livro de Salete de Almeida Cara chama a atenção de imediato. Por que Marx e Zola aparecem juntos numa obra que pretende analisar a prosa realista? Para a estudiosa, ambos são referências obrigatórias quando se têm em mira os acontecimentos históricos do século XIX que não apenas são a matéria viva da narrativa romanesca do período, como também fatores decisivos para a compreensão crítica do gênero, entendido tal qual a maior expressão artística de um tempo marcado pelo avanço desenfreado do capitalismo industrial e finan-ceiro e pelo aprofundamento dos modos de exploração das classes trabalhadoras.

O ensaio da referida pesquisadora almeja não só a compreensão dos acertos e descompassos da obra de Zola, bem como apresentar uma refinada reflexão crítico-teórica sobre os desafios da prosa realista num momento histórico em que o romance é a forma privilegiada de representação de conflitos econômicos, ainda significativos pelos seus desdobramentos em nossa época, é preciso assinalar. E a obra do precursor do naturalismo é um terreno fértil para especular sobre as potencialidades e os limites do gênero no enfrentamento de problemas sociais que ocupavam cada vez mais espaço nos compêndios científicos, na imprensa e na vida cotidiana.

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