Cozinheiro Nacional – Coleção das Melhores Receitas das Cozinhas Brasileira e Europeias

(por Isabel Furini)

Cozinheiro Nacional – Coleção das Melhores Receitas das Cozinhas Brasileira e EuropéiasAlimentação é um assunto que, de alguma maneira, interessa a todos, seja pela procura de um sabor especial, seja pelo interesse em manter ou recuperar a saúde. Hoje continuaremos com o assunto gastronomia. Na semana anterior falamos do livro “Técnicas de Cozinha Internacional”, hoje falaremos de Cozinheiro Nacional – Coleção das Melhores Receitas das Cozinhas Brasileira e Europeias.

“Os animais pastam, os homens se nutrem, mas só o homem inteligente sabe comer.” Esse é um dos aforismos citados no livro “Cozinheiro Nacional”, prefaciado por Carlos Alberto Doria, revisão de Geraldo Gerson de Souza e Maria Cristina Marques.

No prefácio, Carlos Alberto Doria esclarece: “Trata-se de um livro que é, paradoxalmente, mais referido e citado do que lido. É quase um mito sobre a origem de nossa culinária que, inexplicavelmente, não teve qualquer edição integral depois de 1910, razão pela qual todo bibliófilo, estudante da alimentação, gourmet simples curioso deve saudar esta edição que Ateliê Editorial e Editora Senac São Paulo hoje oferecem…”

Cozinheiro Nacional (2009, 2º edição, 496 páginas) é um livro interessante para estudantes, profesores, profissionais da área de gastronomia. Também as pessoas que adoram cozinhar irão “curtir” as receitas e conselhos dessa obra.

“É um verdadeiro trabalho social da alimentação brasileira no século XIX, dando informações sobre o que as pessoas comiam na corte, nas províncias e no interior do país.

O livro dá receitas curiosas – algumas delas ainda bastante apreciadas em certas localidades do Brasil. Cozinheiro Nacional receitas da carne bovina e 104 de vitela. Começa pelo receituário das sopas. São 131 receitas, das quais 64 são de sopas gordas e magras, tendo por base algum caldo derivado de carne ou de fritura de gorduras. Posteriormente, 20 receitas de sopas tendo por base o vinho branco ou tinto, ou a cerveja. Em terceiro lugar, as sopas que derivam da cocção em leite (15 receitas) e, finalmente, as sopas de frutas (22 receitas).

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Marcelino Freire relembra seus dez anos de literatura

Marcelino Freire contou ao Suplemento Pernambuco dos seus dez anos de literatura e um pouco de sua trajetória desde quando saiu de Pernambuco para São Paulo.
[João Alexandre] foi a um encontro que eu e o escritor Evandro Affonso Ferreira organizávamos. “Vou ajudar você”, disse JAB
E ajudou.
Indicou-me para a Ateliê Editorial. Escreveu o prefácio do livro. Igualmente lembro: quando o telefone tocou. “Marcelino, é João Alexandre.” E, generosamente, leu o prefácio em primeira mão. Sim, ao telefone. Meu coração ouvindo, pulando, em silêncio. Publicou o mesmo prefácio na revista Cult.
Ave! Eternas saudades idem. Do grande João! Morto no ano de 2006. Inesquecível. Cada conselho que ele me deu. E outra alegria que ele me deu: a amizade que tenho até hoje com o editor Plínio Martins, da Ateliê. Parceiro pra valer. Plínio preparou a edição do Angu do jeito que eu havia imaginado. Com as fotos que o meu amigo Jobalo especialmente fez. Jobalo que, inclusive, me emprestou o título do livro.
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Folha entrevista autor de livro que analisa O Alienista

(Por EUCLIDES SANTOS MENDES)

O Altar & o Trono – Dinâmica do Poder em O AlienistaEm entrevista ao caderno Ilustríssima, o professor de literatura brasileira na ECA-USP Ivan Teixeira comenta a novela “O Alienista”, em que Machado de Assis (1839-1908) discute o significado da loucura na sociedade do seu tempo. Teixeira é autor do livro O Altar & o Trono – Dinâmica do Poder em O Alienista (Ateliê/ Editora da Unicamp, 432 págs., R$ 79).

“O Alienista” foi originalmente publicado em 1882, na coletânea “Papéis Avulsos”.

Folha – Como surgiu a novela “O Alienista”, de Machado de Assis?

Ivan Teixeira – Há duas hipóteses. Em primeiro lugar, acredito que “O Alienista” tenha surgido da necessidade do escritor em preencher seu espaço regular em “A Estação – Jornal Ilustrado para a Família”. Esse periódico de moda feminina pertencia a um grupo internacional alemão que editava 20 jornais em 19 idiomas. Quando se tratou de atribuir feição local a ele, criou-se uma seção literária. Machado de Assis tornou-se não só o principal colaborador, mas também uma espécie de editor do caderno. Permeneceu 19 anos nessa função. Essa é uma das hipóteses de meu livro. Em segundo lugar, “O Alienista” explica-se como intervenção artística do autor em questões cruciais de seu tempo como: pretensões da igreja no Estado moderno, intervenção da medicina na vida da cidade, noção de unidade política no Império, conceito de loucura e função social do hospício. Além disso, a novela tematiza a necessidade de equilíbrio diante da moda e da vaidade. Fala também do mau uso da imprensa. Tudo isso é abordado por meio do humor. Integrada à dinâmica do periódico em que foi publicada, a novela pretendia oferecer à nascente elite feminina do Império um modo desconfiado de interpretar questões culturais relevantes para o momento. (Continue lendo a entrevista)

Debate sobre Adoniran Barbosa e Noel Rosa tem presença de Francisco da Rocha e Martinho da Vila na Bienal

Noel Rosa e Adoniran Barbosa na Bienal do LivroAutor de Adoniran Barbosa – O Poeta da Cidade, publicado pela Ateliê Editorial, o historiador Francisco Rocha participa de um debate no Salão de Ideias da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, sobre os sambistas que melhor cantaram São Paulo e o Rio de Janeiro: Adoniran Barbosa e Noel Rosa, cujos centenários de nascimento se comemoram neste ano. Rocha dividirá a mesa com o cantor e compositor Martinho da Vila, que falará sobre Noel Rosa, e com o jornalista Celso de Campos Jr., biógrafo de Adoniran. O público presente poderá fazer perguntas aos debatedores.
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O debate será realizado no dia 22 de agosto, domingo, às 17 horas. A Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece de 12 a 22 de agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi.
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