Editorial Ateliê

Ateliê realiza a live de lançamento do livro ‘Presente’, de Ésio Macedo Ribeiro

A Ateliê Editorial realiza, na quinta-feira, 14 de outubro, às 19h, a live de lançamento do livro de poemas Presente, de Ésio Macedo Ribeiro. Além do autor, o encontro conta com a presença dos escritores Antônio Carlos Secchin, Luiz Ruffato e Nicolas Behr, com a mediação do escritor e jornalista Jorge Ialanji Filholini. A obra está com preço promocional de lançamento (clique aqui e confira).

Primeiro Passo Depois de Alguma Coisa

“Em 27 de novembro de 2015, num quarto do Palmer Hotel, em Chicago, minha vida virou do avesso com a notícia da morte do meu pai no Brasil. No mesmo dia, tomado por uma vertigem, comecei a expurgar toda a dor que eu sentia, escrevendo poemas em sua lembrança. Sabia que dali para frente nada seria como antes. Dezembro foi um mês de choro e de escrita ininterruptos.

Estes poemas foram, portanto, escritos no calor da emoção. Depois, trabalhados à exaustão no tempero da lucidez. Que eles lhes provoquem o riso, a lágrima e, sobretudo, uma reflexão sobre o bicho esquisito chamado MORTE. Por alegrias que tivemos. Por tristezas que tivemos. Pela VIDA que nos foi dada. Não podia deixar que seus dias por aqui morressem com ele”.  (Da “Apresentação” do Autor).

O AUTOR

Ésio Macedo Ribeiro (Frutal – MG, 10/02/1963) é doutor em Literatura Brasileira pela USP, escritor, bibliófilo e fotógrafo. É autor de, entre outros, E Lúcifer Dá Seu Beijo (1993), Marés de Amor ao Mar (1998), Brincadeiras de Palavras: a Gênese da Poesia Infantil de José Paulo Paes (1998), Pontuação Circense (2000), O Riso Escuro ou o Pavão de Luto: um Percurso pela Poesia de Lúcio Cardoso (2006), 40 Anos (2007), Estranhos Próximos (2008), Drama em Sol para o Século XXI (2011), É o que Tem (2018), Um Olhar sobre o que Nunca Foi: (2019), Augusto 90 de Fevereiros Campos (2021); e organizador e editor da Poesia Completa de Lúcio Cardoso (2011), dos Diários de Lúcio Cardoso (2012), de O Vento da Noite, de Emily Brontë, trad. de Lúcio Cardoso (2016), e de Ana Karenina, de Liev Tolstói, trad. de Lúcio Cardoso (no prelo), e, com Marília de Andrade, de Maria Antonieta d’Alkmin e Oswald de Andrade: Marco Zero (2003). Atualmente, vive em Chicago, EUA.

Ésio Macedo Ribeiro

Ateliê e Mnêma formam parceria editorial

A Ateliê Editorial e a Editora Mnêma formam uma parceria para lançar, neste ano, três importantes obras de estudo, pesquisa e para leitores interessados em Literatura Antiga (grega, latina e em outras línguas indo-europeias).


Com uma editoração muito bem caprichada, a primeira obra a ser publicada será Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais, do premiado historiador Hilário Franco Júnior.


Na parceria ainda lançarão Dicionário Grego-Português, organizado pelas professoras Daise Malhadas, Maria Celeste Dezotti e Maria Helena Moura Neves, assim como Elegia Grega Arcaica: Uma Antologia, dos professores e pesquisadores Giuliana Ragusa e Rafael Brunhara.


A proposta das duas editoras é colocar as obras no mercado ainda neste ano.

A Ateliê Editorial oferece descontos especiais em seus livros sobre Design, Editoração, Tipografia e Livros sobre Livros

A Ateliê Editorial oferece descontos especiais em seus melhores livros sobre Design, Editoração, Tipografia e Livros sobre Livros.

São mais de vinte títulos em promoção

Veja os títulos:

Produção Gráfica para Designers: De R$148,00 >>> Por R$88,80

Os Tempos da Fotografia – O Efêmero e o Perpétuo: De R$55,00 >>> Por $33,00

Pequeno Guia Histórico das Livrarias Brasileiras: De R$53,00 >>> Por R$31,80

Paratextos Editoriais: De R$91,00 >>> Por R$54,60

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AS PALAVRAS E A FELICIDADE, por Marcelo Musa Cavallari

Em 2015, uma prestigiosa editora com a qual eu havia feito duas parcerias bem-sucedidas me convidou para discutir novos projetos de “livros de religião”. Como sou católico praticante desde os 22 anos e gosto de estudar a doutrina e a história do catolicismo, acharam que eu poderia ter ideias úteis. (Marcelo Musa Cavallari na Revista Piauí.)

LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA AQUI

Os Evangelhos – Uma Tradução

Esta nova tradução dos Evangelhos procura trazer ao frescor de um português literário contemporâneo a “surpresa e o encantamento” da leitura do original grego, como diz o próprio tradutor em sua apresentação. Algo obliterados por dois mil anos de uso como Escritura Sagrada dos cristãos, os quatro textos “conturbados, perigosos, áridos e difíceis” aparecem aqui no vigor de suas diferentes estratégias literárias. Textos que fundaram, no seio da cultura clássica do Mediterrâneo conturbadamente habitado por gregos, romanos, judeus, um gênero que só eles mesmos ocupam e fundaram o cristianismo e o Ocidente. Sem as divisões em capítulos e versículos, mais de mil anos posteriores aos textos, as versões de Mateus, Marcos, Lucas e João podem ser lidas como aquilo que foram escritas para ser: uma narrativa contínua da vida e dos ditos de Jesus de Nazaré. A proposta de uma tradução dos Evangelhos com esmero literário em edição bilíngue é uma iniciativa da Ateliê Editorial e da Editora Mnema. A amplitude da introdução, a profundidade das notas e comentários buscam esclarecer as escolhas da tradução, que nunca serão definitivas e infalíveis, e, por isso mesmo, sempre justificam uma nova edição dos Evangelhos em português.

Lançamento da obra ‘Graciliano na Terra de Camões – Difusão, Recepção e Leitura (1930-1950)’

Na última quinta-feira (7), aconteceu a live de lançamento do livro Graciliano na Terra de Camões – Difusão, Recepção e Leitura (1930-1950), de Thiago Mio Salla. Além do autor, o encontro virtual exibido no canal no Youtube da Ateliê Editorial contou com a participação de Ieda Lebensztayn, Ricardo Ramos Filho, Luís Bueno e com a mediação de Luciana A. Marques. A obra está à venda nas livrarias e no site da Ateliê Editorial (Confira aqui).

No início do bate-papo, o editor e professor Plinio Martins Filho exaltou a obra de Mio Salla: “Um editor sempre fica feliz quando consegue editar um livro e lançar pessoas iguais o Thiago é sempre um grande prazer. O Thiago é uma dessas pessoas que tem um grande futuro no nosso meio literário e de crítica, além de ser tornar um grande estudioso da literatura brasileira”.

Durante o evento, o autor comentou sobre o processo de pesquisa e escrita, tendo a trajetória do autor de S. Bernardo como escopo: “Para eu entender o lugar do Graciliano [Ramos] em Portugal, eu tenho que entender o livro brasileiro em Portugal. Essa questão que existia a respeito de como a produção editorial chegava em Portugal. É muito interessante me aventurar por esse caminho, daí eu pude constatar uma série de elementos, por exemplo, a gente escuta aqui [no Brasil] que na década de 1930 houve um crescimento exponencial da nossa produção editorial, considerando que ela não seja vultosa, mas no contexto ela teve uma repercussão muito grande e a gente percebe que ela cruzou o Atlântico”. Mio Salla finalizou: “Eu consegui levantar os inquéritos feitos por editores portugueses que estavam apavorados com a chegada do livro brasileiro em Portugal, invertendo ao que seria usual na relação colônia e metrópole, ou seja, os editores [portugueses] tomavam o Brasil como um mercado consumidor. Eles [editores portugueses] começaram a perceber que o mercado vinha diminuindo e, não só isso, o mercado deles estava sendo inundado com a produção de autores brasileiros”.

Assista ao lançamento na íntegra abaixo:

Escrito pelo premiado professor, crítico e pesquisador Thiago Mio Salla,  Graciliano na Terra de Camões investiga as diferentes facetas da recepção e da divulgação da obra do autor de Vidas Secas e, por extensão, do romance de 1930 brasileiro, em Portugal ao longo dos anos de 1930, 1940 e 1950. Trata-se de um período singular, marcado, entre outros aspectos:  pela ampliação, em termos editoriais, da indústria do livro brasileira, o que teria dado início a um processo irreversível de inversão da influência tipográfica entre Portugal e Brasil;  pela emergência, no âmbito artístico, do neorrealismo luso e pela singular presença, em terras portuguesas, da literatura brasileira, algo nunca antes observado no intercâmbio literário entre os dois países; em termos políticos e culturais, pelo esforço de aproximação formal entre os governos de Getúlio e Salazar, que celebraram o emblemático acordo de 1941, voltado à promoção de “íntima” cooperação artística e intelectual entre as duas nações.

Com ênfase nas dimensões jornalística, epistolar e editorial relativas à chegada e à ressonância de Graciliano em Portugal, Thiago Mio Salla procurou observar como, para além de leituras e apropriações feitas quer por neorrealistas à esquerda, quer por estadonovistas à direita, as produções do autor alagoano se firmaram no panorama cultural português e consolidaram seu nome, de modo ampliado, como um dos principais prosadores de nosso idioma.

Graciliano na Terra de Camões constitui-se, portanto, em um trabalho de caráter interdisciplinar que procura conjugar, sobretudo, as áreas de Letras e Editoração, com ênfase em estudos literários e de recepção, história do livro, da edição e do intercâmbio político e cultural entre Brasil e Portugal na primeira metade do século XX. Em chave metonímica, o livro toma o caso concreto da chegada e da difusão da obra de Graciliano Ramos em Portugal para discutir, sobretudo, as relações literárias e editoriais entre os dois países, num contexto pós-revolução de 1930, em que nossos livros e nossa literatura, invertendo o fluxo até então prevalente entre ex-metrópole e antiga colônia, se expandiram pelo mercado e pelo universo cultural português. 

Diante da carência de dados e estudos a respeito do tema investigado, a pesquisa que embasou o livro ora apresentado aos leitores pautou-se pela recuperação e exame de um rol diversificado de fontes primárias. Mais especificamente, contemplou a localização, inventariação e interpretação de artigos, cartas, dedicatórias, livros, encontrados em bibliotecas, hemerotecas e diferentes espólios literários brasileiros e portugueses.

Como complemento bastante rico, o livro ainda apresenta uma compilação de imagens de textos avulsos de Graciliano Ramos publicados em diferentes periódicos lusos, bem como uma proposta de edição anotada de toda a desconhecida fortuna crítica de Graciliano Ramos em Portugal entre os anos de 1930 e 1950. Mediante essa segunda iniciativa de coletar, transcrever, apor notas e normalizar um conjunto variado de artigos e ensaios sobre o autor alagoano e de entrevistas por ele concedidas e publicadas, fundamentalmente, na imprensa lusitana, Salla procurou disponibilizar tal material para outros pesquisadores interessados no estudo da recepção crítica do autor de Vidas Secas ou mesmo do romance brasileiro de 1930 em terras portuguesas.

Thiago Mio Salla é professor do Departamento: Jornalismo e Editoração – CJE . Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

O AUTOR

Thiago Mio Salla é doutor em Ciências da Comunicação e em Letras pela Universidade de São Paulo. Enquanto docente e pesquisador da Escola de Comunicações e Artes da USP e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa da FFLCH/USP, dedica-se às áreas de Literatura Brasileira, Teorias e Práticas da Leitura e Editoração. Entre outros trabalhos, publicou o livro Garranchos – Textos Inéditos de Graciliano Ramos (Record, 2012) e Graciliano Ramos e a Cultura Política (Edusp, 2017), bem como, em parceria com Ieda Lebensztayn, as obras Cangaços (Record, 2014) e Conversas (Record, 2014), ambas também a respeito do autor de Angústia.

HOJE – live de lançamento da obra ‘Graciliano na Terra de Camões – Difusão, Recepção e Leitura (1930-1950)’, de Thiago Mio Salla

Hoje, 7 de outubro, às 20h, no Youtube da Ateliê Editorial, acontece a live de lançamento da obra Graciliano na Terra de Camões – Difusão, Recepção e Leitura (1930-1950), de Thiago Mio Salla. Além do autor, o encontro virtual tem a participação de Ieda Lebensztayn, Ricardo Ramos Filho, Luís Bueno e mediação de Luciana A. Marques.

O livro já está à venda com 50% de desconto no site da Ateliê: De R$80,00 >>> Por R$40,00

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Assista o bate-papo abaixo:

Dia do Compositor Brasileiro na Ateliê Editorial

O Dia do Compositor Brasileiro é celebrado anualmente em 7 de outubro. Essa data foi criada em 1948 pelo cantor e compositor Herivelto Martins, que integrou a União Brasileira dos Compositores (UBC) na década de 1940.

O cantor e compositor Herivelto Martins

Confira a composição de livros da Ateliê Editorial e venha fazer parte dessa letra (CLIQUE AQUI)

Entrevista com Thiago Mio Salla no Suplemento Pernambuco

Thiago Mio Salla é professor do Departamento: Jornalismo e Editoração – CJE . Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

Deslocamento é uma palavra cara a Vidas secas (1938), principal obra de Graciliano Ramos (1892–1953). Ora deslocamento geográfico, da família de Fabiano em trânsito para o litoral, ora o deslocamento da posição de sujeito dos personagens e suas intempéries. Como definira o crítico e escritor Silviano Santiago, em Graciliano temos uma obra com outra natureza de deslocamento: uma espécie de entrecruzamento de gestos, “entre a reflexão sobre a espontaneidade dos sentimentos cotidianos e o trabalho duradouro que a arte deve exercer sobre eles, a posteriori”.

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Sobre a bibliodiversidade: editores, livreiros e leitores na cartografia sentimental e nos circuitos culturais da cidade. Por Marisa Midori Deaecto, Patricia Sorel e Lívia Kalil

“Desde minha infância lido com livros. Gosto de vê-los enfileirados nas prateleiras; gosto de acariciá-los; gosto até mesmo de lê-los”, escreve Herbert Caro. A experiência desse notável tradutor, a quem devemos, entre tantos trabalhos, o desvendamento das letras de Thomas Mann para o nosso vernáculo, traduz o sentimento de muitos ratos de livrarias, de outros tantos passantes, que fazem das livrarias um local de repouso ou de sociabilidade, ou mesmo do leitor apenas interessado em cumprir com dignidade as tarefas do programa escolar. Afinal de contas, não importa com que intensidade vivemos esse momento único de descobertas em meio às estantes dos livros. Interessa pensar, ou sonhar, que haverá sempre uma biblioteca ou uma livraria para nos acolher.

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