Ateliê Editorial

Trecho de ‘Modernidade Entre Tapumes’, de Vagner Camilo

“Em A Rosa do Povo, é impressionante a ênfase dada ao espaço exterior, sobretudo a rua ou ainda a praça, e associado a ele, não só a ideia de circulação, trânsito, e a referência constante aos diversos meios de transporte, mas ainda a ação da caminhada seguida, num crescendo, pela travessia e pela viagem que, transpondo mares e grandes distâncias, ultrapassam as fronteiras não só da cidade, mas do país. (trecho do texto Figurações espaciais e mapeamentos na lírica social de Drummond, presente no livro A Modernidade Entre Tapumes, de Vagner Camilo).

Dia Nacional da Poesia e de Carlos Drummond de Andrade na Ateliê Editorial

O poeta
declina de toda responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas
prometa ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta
um verme.

(Nosso Tempo, Carlos Drummond de Andrade)

dia 31 de outubro remete à data de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, conhecido por ser um dos principais nomes da Literatura Brasileira. A data, além de homenagear os poetas e as poetas, também serve para lembrar da riqueza e importância cultural que a arte poética representa.

A trajetória pessoal e literária de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) merece ser ainda muito iluminada. Um dos maiores nomes da poesia brasileira de todos os tempos, Drummond levou uma existência aparentemente modesta e avessa aos holofotes enquanto burilava uma obra vasta e rigorosa. Vivendo no Rio de Janeiro entre 1934 e 1987, o mineiro atravessaria boa parte do século XX produzindo poesia, crônica para os jornais e marcando, sobretudo com sua obra, todas as gerações posteriores da literatura produzida no Brasil.

Carlos Drummond de Andrade

Confira as obras, com descontos, publicadas pela Ateliê Editorial tendo a poesia de Drummond como tema:

A Modernidade entre Tapumes (De R$112,00 >>> Por R$57,76)

A tendência neoclássica na lírica do pós-guerra de Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Jorge de Lima e Augusto Meyer é examinada aqui com base nos paradigmas internacionais e por meio do confronto com o programa da Geração de 45, a fim de se refletir sobre a lógica da dinâmica histórica e o sentido desses retornos, comumente interpretados como resposta à conversão das conquistas modernistas em convenção, levando à perda de sua eficácia estética e de seu alcance crítico. O encerramento dessa voga neoclássica toma por baliza o poema drummondiano dedicado à demolição emblemática de um marco arquitetônico de 1910 para abrir espaço a um novo. Os destroços figuram como alegoria das contradições que cercam o processo de modernização periférica no Brasil.

Matéria Lítica: Drummond, Cabral, Neruda e Paz (De R$60,00 >>> Por R$28,80)

Nos capítulos deste livro, o poema constituirá o espaço onde o “combate entre clareira e ocultação” se trava diante do leitor, combate que busca não apenas fazer emergir pela abertura, ou clareira do poema, o sentido que se oculta nos interstícios de sua malha textual, mas também, e sobretudo, o efeito de espanto do pensamento que a desocultação desse sentido produz. Com isso, o ato de leitura crítica se desenvolve na direção de um saber e de uma experiência imbricados, pelo quê o poema se instaura como fonte de conhecimento e autoconhecimento para o leitor.

Drummond – Da Rosa do Povo à Rosa das Trevas (De R$80,00 >>> Por R$38,40)

Vagner Camilo, professor de Literatura Brasileira na USP, faz um lúcido inventário dos acertos e equívocos cometidos pela crítica sobre a guinada poética de Carlos Drummond de Andrade em Claro Enigma. Neste premiado estudo, o autor evidencia o impacto causado pela obra e a rejeição que o escritor recebeu por parte dos que viam indícios de alienação em sua nova fase. Camilo analisa esse período controverso sob uma nova ótica e acaba por lançar luzes sobre a obra do grande poeta de Itabira.

Ateliê e Mnêma realizam a live de lançamento da obra ‘Elegia Grega Arcaica – Uma Antologia’

Na sexta-feira, 5 de novembro, às 19h, no Youtube da Ateliê Editorial, acontece a live de lançamento da obra Elegia Grega Arcaica: Uma Antologia, de Giuliana Ragusa e Rafael Brunhara, publicada em parceria Ateliê Editorial e Editora Mnêma. Além dos autores, o bate-papo conta com a participação de João Ângelo Oliva e Alexandre Hasegawa. Saiba mais sobre o livro, que está com desconto promocional – de R$ 95,00 / por R$ 45,00 -, no site da Ateliê Editorial (CLIQUE AQUI).

Assista ao lançamento abaixo:

Elegia Grega Arcaica: Uma Antologia apresenta o que para nós é o alvorecer desta tradição poética, cuja recepção até hoje se estende, e os seus principais poetas, no original e em rigorosas traduções de Rafael Brunhara e Giuliana Ragusa. Acompanham-nas textos introdutórios, bem como alentados comentários sobre as nuances poéticas do original e o contexto histórico, linguístico e cultural subjacente a cada poema – esforço raro em antologias deste tipo –, num convite tanto ao leitor contemporâneo de poesia, quanto ao estudante que se inicia nos estudos clássicos.

Das elegias da Grécia Arcaica (sécs. VIII – V a.C.) ouvimos, entre outras, as vozes de Sólon, criticando os excessos das oligarquias e pavimentando a trilha à democracia; de Tirteu, Calino e Simônides, enaltecendo homens comuns ao status de guerreiros épicos; de Arquíloco, dizendo que melhor do que ser épico é estar vivo; de Mimnermo, celebrando o mundo de Afrodite e seus prazeres; de Teógnis, mostrando as alianças, traições e afetos que agitam um mundo em transformação. Como gênero poético destacadamente versátil, a elegia nos permite conhecer os mais variados aspectos da existência do indivíduo na pólis.

AUTORES

Giuliana Ragusa é Professora Associada (Livre-Docente) de Língua e Literatura Grega na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (DLCV) da Universidade de São Paulo, onde ingressou como docente em 2004, e foi aluna de graduação e de pós (1995-2008). Fez estágio de doutorado (Capes, 2006-2007) e pós-doutorado (Fapesp, 2012-2013) nos EUA (University of Wisconsin, Madison). Tem publicado trabalhos científicos e de divulgação científica continuamente. Dos livros, destacam-se Fragmentos de uma deusa (Editora da Unicamp, 2005, apoio Fapesp, Prêmio Jabuti 2006, Teoria/Crítica Literária), Lira, mito e erotismo (Editora da Unicamp, 2010, apoio Fapesp, Prêmio Capes – Menção Honrosa, 2009), Lira grega: antologia de poesia arcaica (Hedra, 2013), e a 2ª edição revista, atualizada e ampliada, bilíngue, Safo de Lesbos. Hino a Afrodite e outros poemas (Hedra, 2021). Integrante do PPG-Letras Clássicas, tem orientado trabalhos de iniciação científica, mestrado e doutorado, centrados na poesia grega arcaica e clássica. E tem se interessado pela recepção dos clássicos, mais recentemente.

Rafael Brunhara é Professor Adjunto de Língua e Literatura Grega na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde atua desde 2013. É Bacharel (2010), mestre (2012) e doutor (2017) em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo. É autor de As Elegias de Tirteu (2014) e de diversos artigos científicos e trabalhos de divulgação em poesia grega antiga.

Trecho da obra ‘O Que É Um Livro?’, de João Adolfo Hansen

João Adolfo Hansen

“Quando falamos de leitura, estamos necessariamente falando da forma do tempo. A forma do tempo marca a forma do ‘eu’ de qualquer leitor, a ordem do que veio antes, do durante, do aqui e agora e do que ainda deve vir. Experiência do passado, sensação do presente, expectativa do futuro” (trecho da obra “O Que É Um Livro?”, de João Adolfo Hansen, publicada em 2019, pela Coleção Bibliofilia, uma parceria Ateliê Editorial e Edições Sesc).

Confira mais sobre a obra no site da Ateliê Editorial (CLIQUE AQUI).

Dia Nacional do Livro na Ateliê Editorial

Em 29 de outubro, comemora-se o Dia Nacional do Livro. A escolha deu-se em homenagem ao dia em que também foi fundada a Biblioteca Nacional do Brasil, localizada no Rio de Janeiro, quando a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para a colônia, em 1810.

Para comemorar a data, confira os últimos lançamentos da Ateliê Editorial (CLIQUE AQUI)