Booktrailer: conheça os novos volumes da Coleção Bibliofilia

A Ateliê Editorial junto com a Edições Sesc estão lançando cinco obras da Coleção Bibliofilia: Bibliofilia e Exílio, de Mikhail Ossorguin, A Vida Notável e Instrutiva do Mestre Tinius, de Johann Georg TiniusOs Admiradores Desconhecidos de “La Nouvelle Héloise”, de Daniel MornetAs Paisagens da Escrita e do Livro, de Frédéric Barbier, e As Bibliotecas Particulares do Imperador Napoleão, de Antoine Guillois. Os textos foram traduzidos pela primeira vez no país, as capas são artesanais, coladas uma por uma com serigrafia inédita e confeccionadas pela Casa Rex (Gustavo Piqueira e Samia Jacintho).

ASSISTA ABAIXO:

Número 4: As Paisagens da Escrita e do Livro

Em As Paisagens da Escrita e do Livro, de Frédéric Barbier, o leitor é convidado a empreender uma longa viagem através da Europa, da planície de Peste à Península Ibérica; das cidades alemãs do Norte à costa do Mediterrâneo, na Península Itálica e na Grécia. Se os livros são um produto da humanidade, nada mais natural do que perscrutar as rotas, os rios, os mares, as montanhas e as imbricações que possibilitaram séculos de comunicações e contatos entre os povos. Sem dúvida, uma narrativa que se apresenta como um modelo notável de geohistória do livro.

Número 5: Bibliofilia e Exílio

Bibliofilia e Exílio reúne textos de Mikhail Ossorguin, os quais foram coligidos e traduzidos diretamente do russo por Bruno Barretto Gomide. Ao longo de oito capítulos, dispostos em ordem temática, o leitor tem a rara oportunidade de conhecer referências e fatos relativos à história do livro russo, ou mesmo de edições em língua eslava.Mas a leitura pode também ser feita em outra chave: a do autor exilado que encontra um nexo com seu passado e com sua cultura através dos livros.Talvez, o aspecto mais importante dessas experiências no campo da bibliofilia e da bibliomania tenha sido justamente o fato dos livros, aqui compreendidos como o continente e o conteúdo, serem os protagonistas das histórias. Afinal, como o autor nos ensina, os homens vão, mas os livros permanecem.

Número 6: A Vida Notável e Instrutiva do Mestre Tinius

A Vida Notável e Instrutiva do Mestre Tinius constitui um registro biográfico e sensacional de um bibliófilo cujas práticas estabeleceram os parâmetros entre o amor e a loucura pelos livros, na Europa do século XVIII. Johann Georg Tinius (1764-1846) foi pastor em Poserna, na Saxônia, e notável bibliófilo. Logrou colecionar volumes tão preciosos e caros, valiosos demais para os limites de suas posses, que não demorou o tempo em que a loucura e a ganância o conduzissem por caminhos sombrios. Leitura indispensável e instigante para todos os bibliófilos e bibliômanos, este volume lança luz sobre um personagem pouco conhecido na história do colecionismo, embora seu perfil tenha ocupado as páginas policiais da imprensa germânica e o imaginário de seu povo desde o limiar do século XIX.

Número 7: Os Admiradores Desconhecidos de “La Nouvelle Héloise”

Em Os Admiradores Desconhecidos de La Nouvelle Héloïse, Daniel Mornet quebra a distância fria que amiúde se instala entre o Autor e o Leitor. A matéria-prima para a escrita deste ensaio vigoroso e original, publicado em 1909, foram as copiosas cartas que Jean-Jacques Rousseau recebeu dos leitores de seu romance epistolar, objeto de notável sucesso e que despertou a sensibilidade romântica do público no último quartel do século XVIII.

Número 8: As Bibliotecas Particulares do Imperador Napoleão

Em As Bibliotecas Particulares do Imperador Napoleão, Antoine Guillois compõe um retrato bastante original e pouco conhecido de uma figura épica. E que jamais descuidou das leituras e dos livros, mesmo (ou, talvez, sobretudo) nos momentos mais inglórios de uma jornada intensa. Ao ler este relato emocionante do processo de constituição das bibliotecas e de seleção das leituras de Napoleão, não raro de livros que eram encomendados durante as batalhas, mal se advinham as imagens e interpretações complexas e por vezes contraditórias que a história lhe reservou: de salvador da Revolução a Imperador, herói da França; de estrategista, homem de grandes batalhas, a conquistador e terror da Europa; ou herói trágico da Ilha de Santa Helena. Passados duzentos anos, Napoleão é objeto de debates, constrangimentos e defesas apaixonadas, seja por parte de acadêmicos, homens de Estado ou do próprio povo que ora o ama, ora o condena. Antoine Guillois compõe um retrato à prova de polêmicas. O que prevalece nesse belo ensaio destinado aos amantes dos livros é o leitor e bibliófilo dedicado e cioso de suas coleções.

CONHEÇA OS PRIMEIROS VOLUMES:

Volume 1: O Que É Um Livro?

Neste volume, João Adolfo Hansen nos convida a refletir sobre os múltiplos significados do livro, palavra que se converte em uma ideia; ideia que se materializa em um objeto. Os caminhos de exploração são abertos e se tornam tanto mais ricos quanto maior a erudição do autor. Tal perspectiva sugere imagens e situações diversas, até o momento em que o leitor descobre que ele também faz parte dessa construção.

Volume 2: Da Argila à Nuvem

Na obra, Yann Sordet aborda desde o seu aparecimento, no segundo milênio a.C., o desenvolvimento da cultura escrita, testemunhando uma ambição fundamental, ligada à própria origem da ciência e da cultura: nomear, descrever e classificar o universo. Das tabuinhas de argila aos catálogos hoje desmaterializados nas “nuvens”, essas ferramentas revelam uma tipologia complexa. Não obstante, elas foram concebidas com funções tão diversas quanto contraditórias: a busca de textos, a conservação da memória, o transporte de uma coleção, a censura aos livros, a disseminação de um fundo, o comércio e a circulação da escrita.

Volume 3: A Sabedoria do Bibliotecário

Neste livro, Michel Melot presta uma homenagem ao bibliotecário. A importância desse profissional se revela em diversas situações: ao auxiliar o leitor perdido em uma infosfera atordoante; no embate entre comunicação e preservação, considerando que a saciedade do leitor coloca em risco a própria integridade do objeto lido ou consumido; na condição de sujeito anônimo, destinado a servir sem ser visto e a acolher sem ser notado. Tudo isso porque o bibliotecário está imerso em um mundo muito particular, “em um lugar indispensável, onde o saber decanta”.

Deixe uma resposta