Daily Archives: 14/06/2022

Segunda edição de ‘Angola e Moçambique’, de Rita Chaves, em promoção no site da Ateliê Editorial

De volta ao catálogo da Ateliê Editorial, a obra Angola e Moçambique – Experiência Colonial e Territorial, de Rita Chaves, está em promoção – por tempo limitado – no site, de R$65,00, por R$40,30. O volume, em 2ª edição, ortografia revisada e acréscimo de novos capítulos, tem ilustração de capa por Henrique Xavier.

Este volume reúne textos sobre a literatura dos dois maiores países africanos de colonização portuguesa. Em ambos, o passado de lutas pela emancipação é transfigurado em arte por autores que buscam a construção, quase utópica, de uma identidade nacional. A autora, professora da USP, faz análises contundentes – por exemplo, sobre a obra do angolano Manuel Rui Pepetela. Neste livro, destaca-se também uma entrevista dada por José Craveirinha, poeta que lutou pela independência de Moçambique.

A autora, professora e pesquisadora, Rita Chaves, escreveu: “Conhecer a África é, sem dúvida, abrir os olhos a matrizes que nos compõem, que interferem em nosso modo de ser, em nossa forma de estar no mundo. Perceber as similitudes e as diferenças é um dos objetivos que anima o estudioso e esteve presente no desenvolvimento de algumas reflexões que têm lugar nesses artigos”.

Rita Chaves

Rita Chaves é professora de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo. Foi professora visitante na Yale University, entre 1996 e 1997, e na Universidade Eduardo Mondlane, entre os anos de 1998 e 2000. Entre outros títulos, publicou A Formação do Romance Angolano. É coorganizadora de Portanto… Pepetela (Ateliê Editorial).

Nova edição de ‘Finnegans Wake’ será lançada no Bloomsday da Casa das Rosas; na programação, Henrique P. Xavier falará sobre ‘Ulisses a 18 vozes’ – nova tradução do romance por dezoito renomados autores-tradutores

Ateliê Editorial realiza o lançamento da nova edição de Finnegans Wake, de James Joyce, traduzido por Donaldo Schüler, na Casa das Rosas durante a comemoração do Bloomsday, nesta quinta-feira (16), a partir das 17h. Também, durante a programação, às 18h, Henrique P. Xavier falará sobre Ulisses a 18 vozes – nova tradução do romance por dezoito renomados autores-tradutores -, a ser lançada em setembro pela Ateliê Editorial, de modo a celebrar o centenário da obra-prima joyciana. A Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura fica localizada na Avenida Paulista, 37.

FINNEGANS WAKE

Ateliê Editorial publica a famosa edição de seu catálogo – agora em volume único e não bilíngue – de Finnegans Wake, último romance de James Joyce, lançado em 1939. A obra, que inaugura a coleção rolarriuana, vem com a premiada tradução e notas explicativas do professor Donaldo Schüler, assim como o prefácio do estudioso da obra joyciana, Henrique P. Xavier. A edição, originalmente lançada em cinco volumes, já recebeu os prêmios Jabuti de Tradução (2004), Prêmio John Jameson pela contribuição à difusão da cultura irlandesa, Prêmio APCA de Tradução (2003), “Fato Literário” da Feira do Livro de Porto Alegre (2003).

O tradutor Donaldo Schüler é doutor em letras e professor livre-docente pela UFRGS. Traduziu Heráclito, Sófocles e Joyce. Pela Ateliê, traduziu Finnegans Wake, trabalho ganhador do Jabuti de 2004, Prêmio APCA de 2003, entre outros. No texto introdutório da nova edição, Schüler destaca: “A beleza sonora, rítmica e verbal de Finnegans Wake esconde violência, sentimentos proibidos, indecências. Parte da obscuridade dirigida a leitores atilados tem esta origem. Para se fazer entendido, o texto oferece muitas versões do mesmo código cifrado. Os nomes e caracteres emergem lentamente, às apalpadelas, aos pedaços”

ULISSES A 18 VOZES

Leia na íntegra no jornal, publicado n’O Globo – 2/2/2022 (clique aqui)

No dia 2 de fevereiro de 2022, data do centenário de Ulisses, a Ateliê Editorial anunciou a publicação da nova tradução do romance de James Joyce por dezoito renomados autores-tradutores. O livro está previsto setembro deste ano. A edição tem o apoio da Embaixada da Irlanda no Brasil, assim como a concepção e coordenação de Henrique P. Xavier.

Os tradutores e as tradutoras e seus respectivos capítulos são Aurora Fornoni Bernardini (Telêmaco); Dirce Waltrick do Amarante (Nestor); Julián Fuks (Proteu); Luisa Geisler (Calipso); Guilherme Gontijo Flores (Os Lotófagos); Carlos de Brito e Mello (Hades); João Adolfo Hansen (Éolo); Alípio Correia de Franca Neto (Os Lestrigões); José Roberto O’Shea (Cila e Caribde); Eclair Antônio Almeida Filho (As Rochas Ondulantes); Willy Corrêa de Oliveira (As Sereias); Henrique Piccinato Xavier (O Ciclope); Antonio Quinet (Nausícaa); Élide Valarini Oliver (Gado do Sol); Donaldo Schüler (Circe); Piero Eyben (Eumeu); Denise Bottmann (Ítaca) e Luci Collin (Penélope).

Para Henrique P. Xavier, a necessidade de uma nova tradução provém da extrema peculiaridade da estrutura estilística e de conteúdo do romance que, capítulo a capítulo, não apenas “transmigra” a Odisseia de Homero para a moderna Odisseia de um dia na vida de Leopold Bloom (que perambula pela cidade de Dublin), mas também possui uma segunda ambição literária ainda mais inusitada: realizar, por meio de seus dezoito capítulos, uma verdadeira “odisseia de estilos”.

BLOOMSDAY 2022

James Joyce

O BLOOMSDAY de 2022 – ano em que se completam 100 anos do lançamento do romance Ulysses, 35º em São Paulo, adota o tema “Coletivo Joyce” para mostrar a representação polifônica da vida e da humanidade criada por esse escritor cuja obra transcende os limites do indivíduo inserido em seu espaço e em seu tempo, para alcançar o universal e o eterno.

Leituras, performances, apresentações de música e dança irlandesa compõe o programa da Casa das Rosas e da Casa Guilherme de Almeida, que também evocará ressonâncias da obra de Joyce na obra de escritores brasileiros, entre eles Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Haroldo de Campos e Clarice Lispector. Programação completa aqui.

O Bloomsday é um evento tradicionalmente realizado em diversos países, dedicado à obra do escritor irlandês James Joyce. O Bloomsday paulistano – o mais longevo evento literário da cidade – foi criado por Haroldo de Campos e Munira Mutran em 1988, dando origem a eventos em diversas outras partes do país. —