Monthly Archives: junho 2022

As ilustrações do artista plástico Enio Squeff para a nova edição de ‘Os Sertões’

Ilustração do artista plástico Enio Squeff

Comemorando os 120 anos da sua publicação, Ateliê Editorial lança a 6a edição de Os Sertões, de Euclides da Cunha, com aparato crítico do Prof. Leopoldo Bernucci, reconhecidamente o melhor estudo dessa obra-prima. Edição com a ortografia atualizada, com revisão e acréscimos do Prof. Bernucci, contando, ainda, com as ilustrações do artista plástico Enio Squeff. A obra está em pré-venda no site da Ateliê Editorial (acesse aqui).

Ilustração do artista plástico Enio Squeff

Enio Squeff iniciou sua carreira de ilustrador e pintor na década de oitenta, quando trabalhava na Folha de São Paulo, depois de ter atuado, sempre como jornalista e crítico musical, na revista Veja e em O Estado de S. Paulo. Ilustrou, entre muitos outros, a coleção, “Os Grandes Nomes da Literatura Internacional” (Riográfica, hoje Editora Globo), a Odisseia, de Homero (tradução de Odorico Mendes, Edusp), Com Palmos Medida (organização de Flávio Aguiar, Boitempo), etc.

Ilustração do artista plástico Enio Squeff

É autor do painel “De Saulo a Tarso a São Paulo”, de 118m2, hoje no SESC-Itaquera, além de “O Triunfo de Dom Quixote”, no SESC-Ipiranga, relativos, respectivamente, aos 450 anos da fundação de São Paulo, e aos 400 anos da edição do Dom Quixote de la Mancha, de Cervantes. Expôs, como pintor, no Brasil e no Exterior. É autor de vários livros, entre os quais, Vila Madalena, Crônica Histórica e Sentimenta, (Boitempo) e, com Helder Perri Ferreira, A Origem dos Nomes dos Municípios Paulistas (Cepam, IMESP).

Entrevista com o historiador Hilário Franco Júnior no podcast da revista Quatro Cinco Um

Está no ar o 66º episódio do 451 MHz, o podcast da revista dos livros. Será que estamos vivendo uma distopia no mundo de hoje? E qual seria a utopia dos dias atuais? O que é utopia para alguém pode ser a distopia para outro? Essas e outras questões são tratadas pelo historiador Hilário Franco Júnior, autor de Em busca do paraíso perdido: as utopias medievais (Editora Ateliê e Editora Mnema), e pela escritora Luisa Geisler, uma das autoras de Corpos secos. O episódio procura abarcar a visão desses temas tanto do ponto de vista histórico quanto literário. Acesse aqui e ouça a entrevista.

Sobre a obra:
Desde meados do século passado ampliaram-se muito nossos conhecimentos sobre a Idade Média, na qual se reconhece a matriz da civilização ocidental cristã. Mas ainda subsistem múltiplas facetas interessantes a explorar, uma delas a produção utópica da época, que a historiografia tende a negar.

De um lado, argumenta-se não ser possível falar em utopia antes de Tomás More ter criado a palavra, no começo do século XVI. De outro lado, afirma-se que as pessoas da Idade Média pensavam demais na perfeição do Além para poderem imaginar uma sociedade perfeita nesta vida.

Nova edição de ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha, com desconto especial de pré-venda no site da Ateliê Editorial – Leia um trecho do prefácio

Comemorando os 120 anos da sua publicação, Ateliê Editorial lança a sexta edição de Os Sertões, de Euclides da Cunha, com aparato crítico de Leopoldo Bernucci, reconhecidamente o melhor estudo dessa obra-prima. Edição com a ortografia atualizada, revisão e acréscimos do professor Benucci, contando, ainda, com as ilustrações do artista plástico Enio Squeff. A pré-venda já está no site da editora (acesse aqui), com desconto especial: de R$280,00 por R$135,00.

Leia um trecho do prefácio do novo volume:

Esta sexta edição comentada de Os Sertões foi revista e, até hoje, é a mais completa do clássico de Euclides da Cunha. Além do texto rigorosamente restaurado conforme as fontes mais autorizadas, possui cerca de três mil notas, auxiliando o esclarecimento do difícil vocabulário euclidiano. Originalmente publicada em 2001, é a primeira edição com minucioso e inédito índice onomástico de lugares e pessoas; acurada cronologia da vida e obra do autor; vinte e quatro páginas de iconografia, com informações desconhecidas sobre o assunto; e prefácio elucidativo do organizador, que aborda o problema das diferentes linguagens de Os Sertões e de suas qualidades artísticas.

Ilustração de Enio Squeff

Formato online do VII Salão do Livro Político vai até domingo (26/06) – Todo catálogo da Ateliê Editorial com 50% de desconto

Ateliê Editorial está no VII Salão do Livro Político. A editora participa de forma on-line, pelo site (acesse aqui), com 50% de desconto em seus livros (exceto ofertas, promoções e outlet). O formato virtual será de 20 a 26 de junho, O desconto será aplicado diretamente no carrinho ao concluir a sua compra.

Sobre o VII Salão do Livro Político

Em sua sétima edição, o Salão do Livro Político volta ao formato presencial em 2022. O evento acontece presencialmente entre 20 e 23 de junho, com debates e feira de livros presenciais no teatro Tucarena da PUC-SP, seguido de dois dias de atividades online nos dias 24 e 25. A programação contará com um curso e mais de quinze mesas de debates sobre democracia na América Latina, literatura e gênero, ecologia e questões raciais, dentre outros temas. 

As palestras serão transmitidas ao vivo pelos canais de YouTube do Salão do Livro Político, da PUC-SP, da Boitempo, da Autonomia Literária e de entidades apoiadoras.

O evento contará com lançamentos exclusivos, sessões de autógrafos após cada mesa com os participantes e alguns convidados e uma feira de livros com mais de 70 editoras independentes.

Centenário de José Craveirinha: leia um trecho da entrevista com o poeta moçambicano presente no livro ‘Angola e Moçambique – Experiência Colonial e Territórios Literários’, de Rita Chaves

José Craveirinha

O último dia 28 de maio foi marcado pelo centenário do poeta moçambicano José Craveirinha. Considerado o maior poeta do país, José Craveirinha também foi jornalista, cronista, contista e romancista. Um dos pioneiros africanos do movimento Negritude, seus textos abordam questões como o racismo e a dominação colonial portuguesa de Moçambique. 

No ano de 1997, Craveirinha recebeu o Prêmio Camões – considerado o primeiro autor africano a ganhar a honraria lusófona – e foi indicado várias vezes para o Prêmio Nobel de Literatura. O escritor e poeta morreu, aos 80 anos de idade, em Joanesburgo, na África do Sul, em 2003.

Na obra Angola e Moçambique – Experiência Colonial e Territórios Literários, que volta ao catálogo da editora em 2ª edição, ortografia revisada e acréscimo de novos capítulos, a professora, pesquisadora e autora Rita Chaves entrevistou, ao lado de Omar Thomaz, o poeta moçambicano José Craveirinha. Separamos alguns trechos dessa conversa – ao final da matéria – , que poderá ser lida na íntegra no livro.

Este volume reúne textos sobre a literatura dos dois maiores países africanos de colonização portuguesa. Em ambos, o passado de lutas pela emancipação é transfigurado em arte por autores que buscam a construção, quase utópica, de uma identidade nacional. A autora, professora da USP, faz análises contundentes – por exemplo, sobre a obra do angolano Manuel Rui Pepetela. Neste livro, destaca-se também uma entrevista dada por José Craveirinha, poeta que lutou pela independência de Moçambique.

TRECHOS DA ENTREVISTA COM JOSÉ CRAVEIRINHA

Pergunta: E nós sabemos que o José Craveirinha é uma espécie de régulo desse bairro. A leitura da sua obra leva-nos a conhecer um pouco dessa mitologia que explica a magia desse lugar. Mas a sua relação com o universo literário começa antes.

Resposta: Eu, muito novo, folheava Victor Hugo, lia Eça de Queirós, Zola, e gostava muito de poesia de Antero de Quental e, principalmente, Guerra Junqueira, que o meu pai gosta de declamar. Ele também dizia Camões todo. Essa vivência foi muito importante para despertar o gosto pela leitura. Eu ainda tenho aí o Soeiro Gomes daquele tempo. Os neorrealistas tiveram muita repercussão aqui. Mas depois veio aquela avalancha de brasileiros: O Cacau e o Suor, do Jorge Amado, o Jubiabá… Eu era um dos grandes fãs da Rachel de Queiroz. Eu e muitos, todo o grupo. Íamos para a Livraria Spanos esperar pelo O Cruzeiro, ansiosos pela crônica da Rachel. Quando soube que ela tinha sido contemplada com o Prêmio Camões, fiquei emocionado. Essa livraria importava livros portugueses e brasileiros, inclusive aqueles livros que estavam no índex para serem aprendidos. Ás vezes, essas proibições, atingiam até as revistas se eles considerassem que havia matérias impróprias para os moçambicanos.

Pergunta: Essas leituras estão na base de sua formação como escritor. Como é que o poeta José Craveirinha vê a poesia?

Resposta: Eu aprendi uma coisa com esses escritores, que se tornaram meus companheiros. A poesia foi sempre para mim um instrumento, uma ferramenta de reivindicação. Os meus poemas têm sempre uma dimensão social, sociopolítica. Mesmo quando falo de coisas como flores… É também um refúgio para minhas dores pessoais.

Comemorando os 120 anos da sua publicação, Ateliê Editorial lança a sexta edição de ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha – Pré-venda, com desconto especial, já está no site da editora

Comemorando os 120 anos da sua publicação, Ateliê Editorial lança a sexta edição de Os Sertões, de Euclides da Cunha, com aparato crítico de Leopoldo Bernucci, reconhecidamente o melhor estudo dessa obra-prima. Edição com a ortografia atualizada, revisão e acréscimos do professor Benucci, contando, ainda, com as ilustrações do artista plástico Enio Squeff. A pré-venda já está no site da editora (acesse aqui), com desconto especial: de R$280,00 por R$135,00.

Esta sexta edição comentada de Os Sertões foi revista e, até hoje, é a mais completa do clássico de Euclides da Cunha. Além do texto rigorosamente restaurado conforme as fontes mais autorizadas, possui cerca de três mil notas, auxiliando o esclarecimento do difícil vocabulário euclidiano. Originalmente publicada em 2001, é a primeira edição com minucioso e inédito índice onomástico de lugares e pessoas; acurada cronologia da vida e obra do autor; vinte e quatro páginas de iconografia, com informações desconhecidas sobre o assunto; e prefácio elucidativo do organizador, que aborda o problema das diferentes linguagens de Os Sertões e de suas qualidades artísticas.

Euclidianista reconhecido internacionalmente, Leopoldo M. Bernucci ocupa a cátedra Russel F. and Jean H. Fiddyment de Estudos Latino-americanos na University of California Davis, EUA, onde leciona literaturas brasileira e hispano-americana. No Brasil, é conhecido por A Imitação dos Sentidos (Edusp, 1995), Discurso, Ciência e Controvérsia em Euclides da Cunha (Edusp, 2008) – ambos dedicados aos estudos sobre Os Sertões – e Paraíso Suspeito: A Voragem Amazônica (Edusp, 2017), onde Bernucci resgata as relações intertextuais entre Euclides da Cunha, Alberto Rangel e o famoso escritor colombiano José Eustasio Rivera.

EUCLIDES DA CUNHA

Euclides Rodrigues da Cunha (1866-1909) foi engenheiro, jornalista, historiador e escritor brasileiro. Em 1883 ingressa no Colégio Aquino, onde foi aluno de Benjamin Constant, que muito influenciou a sua formação na filosofia positivista.

Em 1885, ingressa na Escola Politécnica, e no ano seguinte, na Escola Militar da Praia Vermelha, onde novamente encontra Benjamin Constant como professor. Contagiado pelo ardor republicano dos cadetes e de Benjamin Constant, durante uma revista às tropas atirou sua espada aos pés do ministro da Guerra. A Escola tentou atribuir o ato à “fadiga por excesso de estudo”, mas Euclides negou-se a aceitar esse veredito e reiterou suas convicções republicanas. Por esse ato de rebeldia, foi julgado pelo Conselho de Disciplina.

Em 1888, desligou-se do Exército. Participou ativamente da propaganda republicana no jornal A Província de S. Paulo. Durante a fase inicial da Guerra de Canudos, em 1897, Euclides escreveu dois artigos intitulados A Nossa Vendeia que lhe valeram um convite d’O Estado de S. Paulo para presenciar o final do conflito como correspondente de guerra. Isso porque ele considerava, como muitos republicanos à época, que o movimento de Antônio Conselheiro tinha a pretensão de restaurar a monarquia. Dessa sua visita a Canudos surge sua obra-prima Os Sertões.

Aclamada edição de ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha, volta ao catálogo da Ateliê Editorial – Pré-venda começa nesta semana

Capa da nova edição (pré-venda começa nesta semana)

Atendendo a pedidos, de volta ao catálogo, a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, a mais completa e requisitada edição da Ateliê Editorial, realizada com prefácio, cronologia, notas e índices de Leopoldo M. Bernucci, assim como ilustrações de Enio Esqueff. A pré-venda começa nesta semana, pelo site da editora (acesse aqui).

Esta sexta edição comentada de Os Sertões foi revista e, até hoje, é a mais completa do clássico de Euclides da Cunha. Além do texto rigorosamente restaurado conforme as fontes mais autorizadas, possui cerca de três mil notas, auxiliando o esclarecimento do difícil vocabulário euclidiano. Originalmente publicada em 2001, é a primeira edição com minucioso e inédito índice onomástico de lugares e pessoas; acurada cronologia da vida e obra do autor; vinte e quatro páginas de iconografia, com informações desconhecidas sobre o assunto; e prefácio elucidativo do organizador, que aborda o problema das diferentes linguagens de Os Sertões e de suas qualidades artísticas.

Euclidianista reconhecido internacionalmente, Leopoldo M. Bernucci ocupa a cátedra Russel F. and Jean H. Fiddyment de Estudos Latino-americanos na University of California Davis, EUA, onde leciona literaturas brasileira e hispano-americana. No Brasil, é conhecido por A Imitação dos Sentidos (Edusp, 1995), Discurso, Ciência e Controvérsia em Euclides da Cunha (Edusp, 2008) – ambos dedicados aos estudos sobre Os Sertões – e Paraíso Suspeito: A Voragem Amazônica (Edusp, 2017), onde Bernucci resgata as relações intertextuais entre Euclides da Cunha, Alberto Rangel e o famoso escritor colombiano José Eustasio Rivera.

EUCLIDES DA CUNHA

O escritor Euclides da Cunha

Euclides Rodrigues da Cunha (1866-1909) foi engenheiro, jornalista, historiador e escritor brasileiro. Em 1883 ingressa no Colégio Aquino, onde foi aluno de Benjamin Constant, que muito influenciou a sua formação na filosofia positivista.

Em 1885, ingressa na Escola Politécnica, e no ano seguinte, na Escola Militar da Praia Vermelha, onde novamente encontra Benjamin Constant como professor. Contagiado pelo ardor republicano dos cadetes e de Benjamin Constant, durante uma revista às tropas atirou sua espada aos pés do ministro da Guerra. A Escola tentou atribuir o ato à “fadiga por excesso de estudo”, mas Euclides negou-se a aceitar esse veredito e reiterou suas convicções republicanas. Por esse ato de rebeldia, foi julgado pelo Conselho de Disciplina.

Em 1888, desligou-se do Exército. Participou ativamente da propaganda republicana no jornal A Província de S. Paulo. Durante a fase inicial da Guerra de Canudos, em 1897, Euclides escreveu dois artigos intitulados A Nossa Vendeia que lhe valeram um convite d’O Estado de S. Paulo para presenciar o final do conflito como correspondente de guerra. Isso porque ele considerava, como muitos republicanos à época, que o movimento de Antônio Conselheiro tinha a pretensão de restaurar a monarquia. Dessa sua visita a Canudos surge sua obra-prima Os Sertões.

Ateliê Editorial participa, de forma virtual, do VII Salão do Livro Político – obras com 50% de desconto

Ateliê Editorial está no VII Salão do Livro Político. A editora participa de forma on-line, pelo site (acesse aqui), com 50% de desconto em seus livros (exceto ofertas, promoções e outlet). O formato virtual será de 20 a 26 de junho, O desconto será aplicado diretamente no carrinho ao concluir a sua compra.

O evento acontece entre 20 e 24 de junho, com debates e feira de livros presenciais no teatro Tucarena da PUC-SP de 20 a 23 de junho, seguido de um dia de atividades online na sexta-feira 24. A programação contará com um curso e mais de quinze mesas de debates sobre democracia na América Latina, literatura e gênero, ecologia, entre outras atividades.

A pesquisadora, professora e autora Marisa Midori Deaecto participa da programação, na segunda-feira (20), às 11h, do debate cujo tema será Livros sob ataque: como e por que defender o mercado editorial, o encontro será online, pelo Youtube, no do Salão do Livro Político. Assista abaixo:

Marisa Midori Deaecto é professora Livre-Docente em História do Livro, na Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), com estágios em diversas instituições estrangeiras de nível superior. Formou-se em História e doutorou-se em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP). Em 2017, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Eszterházy Károly, Eger (Hungria), por suas contribuições à difusão da história do livro e das bibliotecas em uma perspectiva transnacional. Pela Ateliê Editorial, faz parte, ao lado de Plinio Martins Filho, da editoração da revista “Livro”, do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (NELE), e publicou as obras Bibliodiversidade e Preço do LivroHistória de um LivroBibliomania – junto com Lincoln Secco -, e Edição e Revolução: Leituras Comunistas no Brasil e na França – ao lado de Jean-Yves MollierTodas as obras estarão com desconto no site durante o Salão do Livro Político. Midori Deaecto já recebeu os prêmios Jabuti da CBL (1º lugar em Comunicação) e Sérgio Buarque de Holanda, outorgado pela Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, na categoria Melhor Ensaio Social.

Sobre o VII Salão do Livro Político

Em sua sétima edição, o Salão do Livro Político volta ao formato presencial em 2022. O evento acontece presencialmente entre 20 e 23 de junho, com debates e feira de livros presenciais no teatro Tucarena da PUC-SP, seguido de dois dias de atividades online nos dias 24 e 25. A programação contará com um curso e mais de quinze mesas de debates sobre democracia na América Latina, literatura e gênero, ecologia e questões raciais, dentre outros temas. 

As palestras serão transmitidas ao vivo pelos canais de YouTube do Salão do Livro Político, da PUC-SP, da Boitempo, da Autonomia Literária e de entidades apoiadoras.

Entre os convidados, os destaques são a ex-presidenta Dilma Rousseff, Glenn Greenwald, Manuela D’Ávila, Don L, Guilherme Boulos, Sonia Guajajara, Ricardo Antunes, Preta Ferreira, Fernando Morais, Elias Jabbour, Ladislau Dowbor, Valério Arcary, Juliane Furno, Luiz Bernardo Pericás, Josélia Aguiar, Jones Manoel, Sérgio Amadeu e Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia entre 2006 e 2019, que participará da mesa de abertura “Resgatando a democracia na América Latina”, a ser realizada no Tuca. 

O evento contará com lançamentos exclusivos, sessões de autógrafos após cada mesa com os participantes e alguns convidados – como Renato Janine Ribeiro (dia 23, 18h), Martin Cesar Feijó (dia 22, 18h), entre outros – e uma feira de livros com mais de 70 editoras independentes.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA (CLIQUE AQUI)

Leia cinco trechos da obra ‘Joyce Era Louco?’, do premiado tradutor e escritor Donaldo Schüler

Com a publicação da nova edição de Finnegans Wake, a Ateliê Editorial reedita a obra Joyce Era Louco?, do premiado tradutor e escritor Donaldo Schüler.

Erasmo de Rotterdam enaltece, em O Elogio da Loucura (Encomium Moriae), a loucura dos artistas, contra deformações da loucura espúria, filha do prazer e do amor livre. Esquirol, o primeiro dos psiquiatras, elenca, no início do século XIX, peculiaridades de maníacos: sensibilidade, ilusões, exaltação, rupturas, ideias soltas, fugazes. Para Diderot, sem um grão de loucura grandes inteligências não há. Atraído pelos artistas desvairados de seu tempo: Breton, Beckett, Fellini, Oshima…, Lacan acompanha atentamente a expressão artística de princípios do século XX.

Em contato, ainda jovem, com a inventiva prosa de James Joyce, o inquieto pensador consagrou um ano de seu aplaudido Seminário, realizado em Paris, ao estudo do romancista irlandês. Lacan atribui a estonteante inventividade de Joyce à mania e lembra que o termo deve ser entendido em sentido psiquiátrico. As investigações que intrigaram seus ouvintes nos levam a refletir sobre psicanálise e invenção literária.

O psicanalista Edson Luiz André de Sousa destacou: “Donaldo Schüler como um exímio esgrimista calcula o golpe às cegas no corpo da língua ao confiar na liberdade poética que o habita”.

O tradutor Donaldo Schüler é doutor em letras e professor livre-docente pela UFRGS. Traduziu Heráclito, Sófocles e Joyce. Como ficcionista publicou Império CabocloO Homem que Não Sabia JogarMartim Fera, entre outros. Pela Ateliê, traduziu Finnegans Wake, trabalho ganhador do Jabuti de 2004, Prêmio APCA de 2003, entre outros. Publicou também pela Ateliê Na Conquista do Brasil, Joyce Era Louco? e Literatura Grega: Irradiações.

Leia cinco trechos da obra:

Ulisses reconquista com o poder da palavra as riquezas conquistadas pelas armas e devoradas pelo mar.

A narração de Ulisses assemelha-se às artes mágicas de Circe. O homem nasce da rebeldia contra os poderes que o superam. A insubordinação de Prometeu é exemplar. A rebeldia do poeta, assombrosa, contra feiticeiros, gigantes e deuses , distingue-se da do homem industrioso. o Poeta faz do infortúnio encanto.

Quem interpreta mergulha no rio das runas que revestem e impregnam o universo. Contemporâneos de Joyce começaram a desvendar os segredos do instrumento que nos permite divagar, pensar investigar e falar.

A consciência desperta interpela, ativa possibilidades, combate o a gente, ávido de consideração pública, de banalidades, Sou consciência quando o percebido tem sentido para mim. A consciência não me propõe um ideal vazio, coloca-me em situação. Atos internacionais constroem a identidade.

O real sem sentido foi legado da desastrosa Primeira Guerra Mundial, catástrofe vivida, pensada e reelaborada por pensadores, artistas visuais, cineastas, poetas, prosadores. Um deles chama-se James Joyce. Incapaz de responder ao real na linguagem da narrativa concatenada, Joyce fragmenta, recusa determinações impostas pela lei da causa e do efeito. Faíscam aproximações de pedaços que se repelem. Sonoridades verbais tomam o lugar do sentido. Circulam estilhaços de unidades rompidas.

Ateliê Editorial no VII Salão do Livro Político – que começa nesta segunda-feira; Marisa Midori Deaecto participa de debate na programação

Ateliê Editorial estará no VII Salão do Livro Político, que volta ao formato presencial em 2022. O evento acontece entre 20 e 24 de junho, com debates e feira de livros presenciais no teatro Tucarena da PUC-SP de 20 a 23 de junho, seguido de um dia de atividades online na sexta-feira 24. A programação contará com um curso e mais de quinze mesas de debates sobre democracia na América Latina, literatura e gênero, ecologia, entre outras atividades. A Ateliê Editorial participa de forma on-line, pelo site, com 50% de desconto em seus livros com temáticas sociais e políticas. O formato virtual será de 20 a 26 de junho, O desconto será aplicado diretamente no carrinho ao concluir a sua compra. O Salão do Livro Político é uma realização Autonomia Literária, Alameda, Anita Garibaldi, Boitempo e PUC-SP.

A pesquisadora, professora e autora Marisa Midori Deaecto participa da programação, na segunda-feira (20), às 11h, do debate cujo tema será Livros sob ataque: como e por que defender o mercado editorial, o encontro será online, pelo Youtube, no do Salão do Livro Político.

Marisa Midori Deaecto

Marisa Midori Deaecto é professora Livre-Docente em História do Livro, na Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), com estágios em diversas instituições estrangeiras de nível superior. Formou-se em História e doutorou-se em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP). Em 2017, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Eszterházy Károly, Eger (Hungria), por suas contribuições à difusão da história do livro e das bibliotecas em uma perspectiva transnacional. Pela Ateliê Editorial, faz parte, ao lado de Plinio Martins Filho, da editoração da revista “Livro”, do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (NELE), e publicou as obras Bibliodiversidade e Preço do Livro, História de um Livro, Bibliomania – junto com Lincoln Secco -, e Edição e Revolução: Leituras Comunistas no Brasil e na França – ao lado de Jean-Yves Mollier. Todas as obras estarão com desconto no site durante o Salão do Livro Político. Midori Deaecto já recebeu os prêmios Jabuti da CBL (1º lugar em Comunicação) e Sérgio Buarque de Holanda, outorgado pela Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, na categoria Melhor Ensaio Social.

Sobre o VII Salão do Livro Político

Em sua sétima edição, o Salão do Livro Político volta ao formato presencial em 2022. O evento acontece presencialmente entre 20 e 23 de junho, com debates e feira de livros presenciais no teatro Tucarena da PUC-SP, seguido de dois dias de atividades online nos dias 24 e 25. A programação contará com um curso e mais de quinze mesas de debates sobre democracia na América Latina, literatura e gênero, ecologia e questões raciais, dentre outros temas. 

As palestras serão transmitidas ao vivo pelos canais de YouTube do Salão do Livro Político, da PUC-SP, da Boitempo, da Autonomia Literária e de entidades apoiadoras.

Entre os convidados, os destaques são a ex-presidenta Dilma Rousseff, Glenn Greenwald, Manuela D’Ávila, Don L, Guilherme Boulos, Sonia Guajajara, Ricardo Antunes, Preta Ferreira, Fernando Morais, Elias Jabbour, Ladislau Dowbor, Valério Arcary, Juliane Furno, Luiz Bernardo Pericás, Josélia Aguiar, Jones Manoel, Sérgio Amadeu e Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia entre 2006 e 2019, que participará da mesa de abertura “Resgatando a democracia na América Latina”, a ser realizada no Tuca. 

O evento contará com lançamentos exclusivos, sessões de autógrafos após cada mesa com os participantes e alguns convidados – como Renato Janine Ribeiro (dia 23, 18h), Martin Cesar Feijó (dia 22, 18h), entre outros – e uma feira de livros com mais de 70 editoras independentes.

PROGRAMAÇÃO – DEBATES

SEGUNDA (20/06)

16h30-18h

Literatura, rap e política: o microfone como arma

Don L, Preta Ferreira e Mariana Felix, mediação de Emerson Alcalde 

19h-21h

Abertura: Resgatando a democracia na América Latina, no Teatro Tuca

Dilma Rousseff, Álvaro García Linera, Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila, mediação de Ivana Jinkings 

TERÇA (21/06)

11h – 12h30

Raça, classe e gênero: o front antifascista

Tamires Sampaio, Carlos Montaño, Letícia Parks e Deivison Faustino, mediação de Edson França

16h30 – 18h

A república dos militares: como acabar com o partido fardado

Piero Leirner, Jan Rocha e Rodrigo Lentz, mediação de Bia Abramo

19h-21h 

Hackeando o neofascismo para salvar a democracia

Pedro Serrano, Glenn Greenwald, Sergio Amadeu e Renata Mielli, mediação de Ana Mielke

QUARTA (22/06)

11h-12h30

Biografias: vidas que mudaram o Brasil

Fernando Morais, Camilo Vanucchi, Joselia Aguiar e Luiz Bernardo Pericás, mediação de Osvaldo Bertolino 

16h30-18h 

Ecologia sem luta de classes é jardinagem

Victor Marques, Murillo Van Der Laan e Sonia Guajajara, mediação de Luma Ribeiro Prado

19h-21h 

O retorno da onda rosa na América Latina?

Ana Prestes, Juliano Medeiros, Diana Assunção e Valério Arcary, mediação de Debora Baldin

QUINTA (23/06)

11h – 12h30 

Como combater a inflação e o desemprego

Ana Paula Salviatti, Ladislau Dowbor e Pedro Rossi, mediação de Rosa Marques

16h30-18h 

Como o imperialismo e a cruzada anticomunista moldaram nosso mundo

José Reinaldo Carvalho, Vincent Bevins e Juliane Furno, mediação de Pedro Marin

19h – 21h

Capitalismo de crise e crise das esquerdas

Helena Silvestre, Ricardo Antunes, Ludmila Abílio e Gabriel Tupinamba, mediação de Douglas Barros

PROGRAMAÇÃO EXCLUSIVAMENTE ONLINE (20, 24 e 25/06)

SEGUNDA (20/06)

11h – 12h30 (online)

Livros sob ataque: como e por que defender o mercado editorial

Marisa Midori e Cecilia Arbolave, mediação de Maria Borin

SEXTA (24/06)

11h – 12h30

Debate online: Golpe de Estado e neofascismo no século XXI 

Pedro Camarão, Iuri Tonelo e Newton Bignotto, mediação de Bianca Pyl

14h30-16h

Debate online: Astrojildo Pereira: o comunista que beijou a mão de Machado de Assis 

Dainis Karepovs, Gilberto Maringoni e José Luiz Del Roio, mediação de Renata Cotrim

16h30 – 18h

Debate online: Sexualidade e revolução 

Marília Moschkovich, Maíra Marcondes Moreira e Renan Lira, mediação de Kaic Ribeiro

SÁBADO (25/06)

11h – 12h30

Debate online: Pensar (e combater) o fascismo hoje

João Bernardo, mediação de Felipe Musetti

15h – 16h30

Fascismo e liberalismo 

João Alberto da Costa Pinto e Leo Vinicius, mediação de Rogério Duarte

PROGRAMAÇÃO DO CURSO

Revoluções: um outro mundo é possível

de 20 a 23/06, das 14h às 16h no Teatro Tucarena

SEGUNDA (20/06)

Revolução Africana, com Jones Manoel

TERÇA (21/06)

América Latina revolucionária com Osvaldo Coggiola

QUARTA (22/06)

Revolução Russa com Marly Vianna

QUINTA (23/06)

Revolução Asiática com Elias Jabbour

Inscrições: https://eventos.pucsp.br/viislp_minicurso/

Serviço

VII Salão do Livro Político 

Endereço: Tucarena (PUC-SP) – R. Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo – SP, 05014-001

Data: 20 a 24 junho

Feira do livro presencial: 20 a 23 de junho

Feira do livro online: 20 a 26 de junho

Site: https://salaodolivropolitico.com.br

Editoras participantes

34

Alameda

Anita Garibaldi

Artes do Tempo

Ateliê Editorial

Autêntica

Autonomia Literária

Bambual 

Bazar do Tempo

Boitempo

Cartola 

Cobogó

Companhia das Letras

Contracorrente

Cortez

Câmara Periférica do Livro 

Dandara

edições 100/cabeças 

Edições Sesc

Editora Da Vinci 

Editora FGV

Editora Unesp

Educ

Edusp 

Elefante

Estação Liberdade

Expressão Popular

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