Monthly Archives: março 2022

Conheça a obra-prima de François Rabelais

A obra-prima de François Rabelais com 50% de desconto. IMPERDÍVEL. Aproveite, a promoção vai até dia 31 de março Acesse o site: www.atelie.com.br.

CONHEÇA A OBRA

Os dois primeiros livros de Rabelais, respectivamente, Pantagruel e Gargantua, podem ser vistos como pertencendo a um conjunto de paradigmas similares: a fundação da genealogia de uma família de gigantes; a reflexão entre história e estória; a fundação de uma mitologia que abarca a historiografia, a toponímia e a ficção sob a mirada da sátira.


A obra completa fornece, portanto, elementos de análise que conduzem o leitor e o estudioso a apreciar a evolução dos interesses, o aprofundamento dos tópicos , o refinamento de estilo que tomaram forma ao longo da obra do escritor.


Significativamente, os dois primeiros livros são assinados sob o pseudônimo de Alcofrybas Nasier, e depois Alcofrybas, anagrama de Françoys Rabelais, seguido do epiteto “abstrair a quinta essencia”, o Terceiro e o Quarto Livro já aparecem com o nome de François Rabelais, seguido de Doutor em Medicina.
A primeira edição de Pantagruel se dá em 1532, por Claude Nourry, em Lyon. O livro é um sucesso e contará com várias reedições. Também nesta data, saem as “Prognosticações Pantagruelinas” para 1533, sendo reeditadas em 1535, 1537, 1538 e depois servindo para o “ano perpétuo”; tais prognósticos são seguidos do “Almanaque para o Ano 1533” (assinado por Rabelais, doutor em medicina e professor de astrologia).


Em 1542, Juste publica uma reedição de Pantagruel e Gargantua mas expurgados. A edição de Doler, entretanto, sai não expurgada. Rabelais está na lista de livros censurados pela Sorbonne de 1543.
Em 1546, O Terceiro Livro é publicado em Paris. O livro vai para a lista de censura da Sorbonne. Uma primeira versão parcial do Quarto Livro sai em 1548.


A edição definitiva do Quarto Livro sai em 1552, por Michel Fezandar, em Paris, que publica no mesmo ano uma edição do Terceiro Livro, Revista e Corrigida pelo Autor Segundo a Censura Antiga (censura aqui significando ortografia). Em 1562, depois da morte de Rabelais (provavelmente em 15530), sai a “Isle Sonante”. Em 1564, é publicado o Quinto Livro.

O AUTOR

François Rabelais (1494-1553) foi escritor, padre e médico francês do Renascimento. Ficou para a posteridade como o autor das obras-primas cômicas Pantagruel e Gargântua, que exploravam lendas populares, farsas, romances, bem como obras clássicas. O escatologismo foi usado para condenação humorística. A exuberância da sua criatividade, do seu colorido e da sua variedade literária asseguraram a sua popularidade. Foi um sacerdote de fraca vocação, erudito apaixonado pelo saber, de espírito ousado e com propensão para as novidades e para as reformas.

Depois de aparentemente ter estudado Direito, tornou-se franciscano e iniciou os seus contatos com o movimento humanístico, trocou correspondência com G. Budé e com Erasmo de Roterdam. Depressa adquiriu fama de grande humanista junto dos seus contemporâneos, mas a sátira religiosa, o humor escatológico e as suas narrativas cômicas abriram-lhe o caminho para a perseguição. A sua vida estava dependente do poder de várias figuras públicas, nos tempos perigosos de intolerância que se viviam na França. Por ordem da Sorbonne, viu confiscados os seus livros, tendo então passado para a ordem dos beneditinos. Interessou-se pelo Direito e sobretudo pela Medicina. Médico em Lyon, aí publicou uma edição dos Aforismos de Hipócrates, Pantagruel (1532), seguido por Gargântua (1534).

A proteção do cardeal J. Du Bellay salvou-o da repressão da Sorbonne que lhe condenara a obra. Depois de receber a permissão para o abandono do hábito, obteve o doutoramento em Medicina.  O Quarto Livro, concluído em 1552, só foi publicado 11 anos após a sua morte. Pretendeu libertar as pessoas da superstição e das interpretações adulteradas que a Idade Média alimentara, não indo entretanto contra o Evangelho nem contra o valor divino. A obra de Rabelais constituiu uma das mais originais manifestações da crença do homem nas suas capacidades, simbolizadas pelo gigantismo das personagens. Inimigo da Idade Média, atacou a cavalaria, a mania conquistadora, o espírito escolástico e sobretudo o sistema de educação.  

Assista ao lançamento virtual da obra ‘Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais’, do premiado historiador Hilário Franco Júnior

Hilário Franco Júnior durante a live de lançamento

Ateliê Editorial e a Editora Mnêma em parceria com o LATHIMM (Laboratório de Teoria e História das Mídias Medievais), realizaram, no dia 29 de março de 2022pelo canal no Youtube do LATHIMM, a live de lançamento da obra Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais, do premiado historiador Hilário Franco Júnior. Além do autor, participaram do encontro virtual Eduardo Henrik Aubert, Maria Cristina Pereira, Gabriel Castanho, Marcelo Azevedo, Plinio Martins Filho e Wanesa Asfora Nadler. A apresentação e mediação ficou a cargo de Carlos Gustavo Araújo do Carmo.  

Adquira o livro no site da Ateliê Editorial (CLIQUE AQUI).

ASSISTA A LIVE NA ÍNTEGRA:

A OBRA

Desde meados do século passado ampliaram-se muitos nossos conhecimentos sobre a Idade Média, na qual se reconhece a matriz da civilização ocidental cristã. Mas ainda subsistem múltiplas facetas interessantes a explorar, uma delas a produção utópica da época, que a historiografia tende a negar.

De um lado, argumenta-se não ser possível falar em utopia antes de Tomás More ter criado a palavra, no começo do século XVI. De outro lado, afirma-se que as pessoas da Idade Média pensavam demais na perfeição do Além para poderem imaginar uma sociedade perfeita nesta vida.

O livro mostra, contudo, com refinamento conceitual e erudição, que houve várias utopias na Idade Média, cuja compreensão ajuda a lançar luz sobre não poucos aspectos do Ocidente atual.

HILÁRIO FRANCO JÚNIOR é professor de pós-graduação de história social na Universidade de São Paulo. Obteve o pós-doutorado em história medieval na École des Hautes Études en Sciences Sociales, na França. Recebeu dois prêmios Jabuti. Tem diversos livros publicados, sempre focando temas medievais.  Publicou pela Ateliê Dante – O Poeta do Absoluto e Cocanha – Várias Faces de uma Utopia.

Leia cinco trechos da obra ‘Baú de Receitas – História, Sociologia e Antropologia da Alimentação na Obra de Pedro Nava’

A Ateliê Editorial realiza o lançamento da obra Baú de Receitas – História, Sociologia e Antropologia da Alimentação na Obra de Pedro Nava, escrita por Luciano Gomes Filippo. Acesse o site da editora e aproveite o desconto de lançamento (Clique aqui).

O livro é resultado da interseção da obra memorialística de Pedro Nava, à qual o título referencia e homenageia, com temas históricos, sociológicos e antropológicos que constituem a alimentação no Brasil. A partir das descrições detalhistas e sensoriais de Nava presentes em obras como Baú de OssosBeira-Mar e Chão de Ferro e de uma preciosa bibliografia teórica acerca da história da alimentação e da formação do Brasil, Luciano Filippo esmiúça a origem de pratos nacionais, explica hábitos alimentares ancestrais e recentes, além de desvendar para o leitor algumas iguarias regionais inexploradas, exaltando o valor da cozinha brasileira e a importância de sua investigação.

Leia cinco trechos da obra:

CACHAÇA

As conversas, teorias, descrições e relatos de Pedro Nava sobre a cachaça constituem um verdadeiro passeio pela história dessa bebida, a mais nacional de todas. Percebe-se também a predileção do autor pela bebida, que – dentre as alcoólicas e não alcoólicas – é uma das mais mencionadas, perdendo apenas para o café.

QUEIJO CURTIDO NA CERVEJA

A citação da iguaria preferida de Halfeld não é da mais agradáveis na obra de Pedro Nava, pelo contrário, causa até certa repulsa. Mas ela se insere num contexto em que o autor descreve a incrível adaptação que o alemão passou para se adequar ao território brasileiro de meados do século XIX, acostumando-se à dureza de uma vida sem muitos confortos, principalmente durante a preparação do Relatório.

FEIJOADA É PRATO NACIONAL

Pedro Nava diz que a feijoada possui o mesmo valor da língua, da religião, da estrutura jurídica e da unidade nacional. Quis dizer que, em todos os cantos onde se fala a língua portuguesa, onde existe uma igreja ou capela, em que as pessoas e instituições devem respeito à mesma Constituição, serve-se a feijoada nacional.

FAROFA

A menção que Nava faz de “Farofa embolada na hora” diz respeito à preparação da farofa na hora; mas o prato a que o autor se refere é a farofa d’água, também conhecida como farofa de bolão, dado o tamanho dos grãos.

QUINDIM

Para Pedro Nava, o quindim tem sua origem no ovo mole de Aveiro. O ovo mole de Aveiro é um doce típico da região que vai no nome, que fica no litoral de Portugal, entre o Porto e Coimbra. É mais uma das invenções – à base de açúcar, água e gema de ovo – provenientes de conventos portugueses.

***

Pedro Nava nasceu em Juiz de Fora (MG) em 1903. Formou-se em medicina e foi médico reumatologista, poeta bissexto e memorialista. Sua obra recebeu diversos prêmios. Suicidou-se em 13 de maio de 1984.

Luciano Gomes Filippo – advogado, mestre e doutor pela Universidade Panthéon-Assas, Paris 2.

Ateliê e Mnema publicam ‘Plínio, O Jovem – Epístolas Completas’

A Ateliê Editorial e Editora Mnema publicam a obra Plínio, O Jovem – Epístolas Completas. Com tradução, introdução e notas de João Angelo Oliva Neto, assim como leitura crítica por Paulo Sérgio de Vasconcellos. O livro, em edição bilíngue – Latim/Português -, está em pré-venda com desconto especial (clique aqui).

Se hoje todos somos missivistas, se somos hoje contumazes escritores de mensagens por e-mail e WhatsApp – em geral breves, mas nem sempre –, não será ocioso lembrar que os antigos romanos sentiam a mesma vontade de comunicar-se, que todo dia queriam contar e saber as novidades, que de contínuo desejavam também comentar e fazer a resenha do que havia de novo na vida pública da Cidade, não menos do que na vida privada de amigos e parentes. E eles o faziam, alguns diariamente, por meio de cartas, ou melhor dizendo, de epístolas, que são cartas escritas para ser publicadas.

Os dez livros de epístolas de Plínio, o Jovem (62-c. 114 d.C.) –, que ao lado de Cícero (106-43 a.C.) e Sêneca, o Filósofo (c. 4 a.C.-65 d.C.) foi um dos três grandes epistológrafos da antiga Roma – são como que a crônica diária da vida romana por volta de 100 d.C. no esplendoroso tempo do imperador Trajano.

Nada escapa ao olhar testemunhal de Plínio, o Jovem, nada é estranho ou alheio a suas epístolas: a erupção do Vesúvio, que destruiu cidades e matou Plínio, o Velho, seu tio; as decisões importantes no Senado; o interrogatório de cristãos presos por causa de sua fé; o assassinato de um senhor pelos escravos, mas também a doença de um parente, a educação de um jovem, a opinião de Plínio sobre a qualidade da poesia e da oratória do tempo e princi///palmente o modo extraordinário como descreve (como quem pinta) a beleza de uma região, de um lago, de uma propriedade, de uma estátua.

Nada lhe escapa, nem mesmo a mágoa de não receber mensagens, que registra em bilhetes tão curtos como são hoje os de aplicativo. Os romanos nos legaram magníficos escritores que registraram eventos grandiosos (Cícero, César, Virgílio, Tito Lívio) e legaram igualmente escritores como Plínio, o Jovem, que além de tratar de assuntos maiores, soube, mais do que todos, com muita delicadeza tratar também de assuntos menores e até de coisas pequenas, matéria que nem por isso deixa de importar muito a nosso dia a dia.

PLÍNIO, O JOVEM

Caio Plínio Cecílio Segundo – também conhecido como Plínio, o Jovem, o Moço ou o Novo, foi orador famoso,  jurista, político e governador. Sobrinho-neto de Plínio, o Velho, que o adotou, estava com ele no dia da grande erupção do Vesúvio (79 d.C.), mas não o acompanhou na viagem de barco até o vulcão em erupção que se revelaria mortal. Seus escritos sobre esse dia, no qual Pompeia foi arrasada, são o principal documento escrito que versam a respeito de como sucedeu tal erupção.  As cartas trocadas entre Plínio e o imperador Trajano,  preservadas até os dias de hoje, são consideradas um dos mais valiosos documentos para entender a organização e a vida cotidiana do império romano da época. Nelas, Plínio cita pela primeira vez o cristianismo num documento romano conhecido.

Os agraciados do III Prêmio Amigo do Livro

Homenagens: da esq. para dir. – Marcello Rollemberg (Jornal da USP), Cida Saldanha e Alexandre Martins Fontes

No dia 24 de março, na Livraria João Alexandre Barbosa – Edusp, aconteceu a terceira edição do Prêmio Amigo do Livro. As personalidades agraciadas foram Cida Saldanha (Livraria da Vila), Alexandre Martins Fontes (Livraria Martins Fontes) e Jornal da USP. O prêmio é uma realização da revista Livro, editada pelo Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (NELE), e homenageia profissionais que contribuem para o desenvolvimento do livro e da editoração no Brasil. A cerimônia foi conduzida por Carlos Gustavo Araújo do Carmo e contou com as participações dos editores da LIVRO Marisa Midori Deaecto e Plinio Martins Filho.

Amigos e Livros são raros. É preciso cultivá-los, reconhecer suas idiossincrasias, seus silêncios, suas manifestações efusivas e, principalmente, seus espaços. O Prêmio Amigo do Livro se destina a essas pessoas raras que permitiram aos livros entrar em suas vidas, construindo por meio deles seus sonhos, seus trabalhos e seus laços de amizade.

Livro – a Revista é uma publicação do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição), da USP, juntamente com a Ateliê Editorial. É um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que tem na palavra impressa seu objeto principal.

Agraciados na terceira edição do Prêmio Amigo do Livro 2021

O escritor e tradutor Ubiratan Machado, que recebeu o prêmio em 2019, condecorou Cida Saldanha. O artista gráfico Gustavo Piqueira, também vencedor em 2019, homenageou Alexandre Martins Fontes. O editor e professor Plinio Martins Filho agraciou Marcello Rollemberg, editor-chefe do Jornal da USP.

CIDA SALDANHA – Livreira há mais de 35 anos e há quase três décadas na tradicional Livraria da Vila, da rua Fradique Coutinho, em Pinheiros.

ALEXANDRE MARTINS FONTES – Editora e Livraria Martins Fontes.

JORNAL DA USP (representado por Marcello Rollemberg – editor-chefe do periódico) – Mais antiga publicação jornalística universitária do Brasil, publicado há mais de 35 anos.

CONFIRA FOTOS DO EVENTO:

Agraciados nas edições anteriores

2018

Claudio Giordano:
Editor, escritor e tradutor, criador da Oficina de Livros Rubens Borba de Moraes.

Ricardo Assis:
Designer e proprietário da Negrito Editorial

Leonardo Guimarães Ferreira:
proprietário da Lis Gráfica.

Maria Arminda do Nascimento Arruda:
Socióloga, escritora, ex-diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), ex-Pró-Reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP e vice-reitora da USP.

2019

Gustavo Piqueira:
Artista gráfico, escritor, designer e pesquisador com mais de 40 livros publicados, nos quais mistura livremente texto e imagem, ficção e não ficção, design, história e tudo mais que encontrar pelo caminho

Ubiratan Machado:
carioca, jornalista aposentado, tradutor e escritor.

Antonio Agenor Briquet de Lemos:
Editor e livreiro

Geraldo Moreira Prado:
Professor universitário, apaixonado por livros e também conhecido como Mestre Alagoinha – apelido recebido na época de estudante da USP.

Lançamento: ‘Baú de Receitas – História, Sociologia e Antropologia da Alimentação na Obra de Pedro Nava’

A Ateliê Editorial realiza o lançamento da obra Baú de Receitas – História, Sociologia e Antropologia da Alimentação na Obra de Pedro Nava, escrita por Luciano Gomes Filippo. Acesse o site da editora e aproveite o desconto de lançamento (Clique aqui).

“Não é uma questão de viver para comer ou comer para viver, mas apenas de viver comendo. Como, então, não desejar relatar pela escrita um processo tão complexo?” O trecho de Philippe Gillet, epígrafe que ilumina e orienta o percurso de Baú de Receitas, condensa o empenho da obra de Luciano Gomes Filippo em registrar a história da alimentação também como um registro da história do próprio homem.

O livro é resultado da interseção da obra memorialística de Pedro Nava, à qual o título referencia e homenageia, com temas históricos, sociológicos e antropológicos que constituem a alimentação no Brasil. A partir das descrições detalhistas e sensoriais de Nava presentes em obras como Baú de OssosBeira-Mar e Chão de Ferro e de uma preciosa bibliografia teórica acerca da história da alimentação e da formação do Brasil, Luciano Filippo esmiúça a origem de pratos nacionais, explica hábitos alimentares ancestrais e recentes, além de desvendar para o leitor algumas iguarias regionais inexploradas, exaltando o valor da cozinha brasileira e a importância de sua investigação.

A obra-prima de François Rabelais com desconto

A Ateliê Editorial realiza, em coedição Editora Unicamp, a publicação das obras de François Rabelais:  A Vida muito Horrífica do Grande Gargantua, Pai de Pantagruel e Pantagruel, Rei dos Dipsodos, Restituído do seu Natural com os Feitos e Proezas Espantosas

O Primeiro Livro. A Vida Muito Horrífica do Grande Gargantua (CLIQUE AQUI)
Rabelais, ainda sob o pseudônimo de Alcofrybas Nasier, lança essa obra onde o foco é o pai de Pantagruel, o gigante Gargantua. A primeira edição, sem data, pode ter sido publicada em 1534. Na obra, Rabelais conta a estória de Gargantua: seu estranho nascimento pela orelha, sua genealogia, seu apetite gigantesco, sua precocidade, educação, e muito mais em episódios inesquecíveis.

O Segundo Livro do Bom Pantagruel, Rei dos Dipsodos (CLIQUE AQUI)
Escrito em 1532, sob o pseudônimo Alcofrybas Nasier, Pantagruel é sucesso imediato, e terá várias reedições. O livro introduz o leitor a Panurge, o anti-herói provocador, mercurial, pícaro, libertino, canalha, covarde, e ao grupo de outros personagens que acompanham Pantagruel em suas aventuras nas obras seguintes. A presente tradução é feita diretamente a partir da primeira edição e posteriores correções do autor, publicada por Claude Nourry, em Lyon (1532).

CONFIRA TAMBÉM

O Terceiro Livro dos Fatos e Ditos Heroicos do Bom Pantagruel (2a. edição – CLIQUE AQUI)
Parnuge, companheiro de Pantagruel, quer se casar. Mas tudo indica que, se o fizer, será traído, roubado e espancado pela esposa. Então, eles vão consultar alguns especialistas: um mago, um médico, um louco, um filósofo, entre outros. Esta premiada tradução recria a riqueza da sátira rabelaisiana, com seus sofisticados jogos de palavras. No estudo introdutório, a professora e escritora Élide Oliver analisa a vida e a obra do autor, a época em que ele viveu e as sutilezas de seu estilo.

O Quarto Livro dos Fatos e Ditos Heroicos do Bom Pantagruel (CLIQUE AQUI)
O mais radicalmente satírico de toda a obra de Rabelais, reflete, na história de sua publicação, os perigos aos quais o próprio Rabelais se expôs, no fim da vida. Uma primeira edição parcial foi publicada em 1548, em Lyon. Em 1552, sai a edição definitiva, em Paris. O livro tem como pressuposto continuar as aventuras do Terceiro Livro, onde Panurge busca resolver a dúvida se deve casar-se ou não.

Obras de Sófocles em pré-venda

Ateliê Editorial e a editora Mnēma dão início ao projeto de publicação primorosa das tragédias completas de Sófocles, em sete volumes. Aproveite o preço especial.

Ajax

de: R$79,00 por: R$37,92 (acesse aqui)

O mito de Ájax ganha admirável versão dramática com a tragédia homônima de Sófocles, que a Coleção Clássicos Comentados, da Ateliê Editorial, associada com a editora Mnēma, dá ao público, em edição bilíngue, com inspirada tradução de Jaa Torrano, acompanhada de agudos e reveladores estudos do tradutor e de Beatriz de Paoli, bem como de um útil e oportuno Glossário Mitológico de Antropônimos, Teônimos e Topônimos. Com o lançamento de Ájax, a Ateliê Editorial e a Mnēma dão início ao projeto de publicação primorosa das tragédias completas de Sófocles, em sete volumes.

As Traquínias

de: R$76,00 por: R$36,48 (acesse aqui)

O episódio final da vida de Héracles é o tema de As Traquínias, segundo volume das tragédias completas de Sófocles, que a Coleção Clássicos Comentados, da Ateliê Editorial, associada à editora Mnēma, tem a satisfação de oferecer para deleite do leitor sensível e exigente. A edição bilíngue oferece o texto grego original e a precisa e brilhante tradução poética de Jaa Torrano, acompanhados de esclarecedores e eruditos estudos do tradutor e de Beatriz de Paoli. Completa o volume um útil e conveniente Glossário Mitológico de Antropônimos, Teônimos e Topônimos.

O AUTOR

Sófocles (Atenas, 496 a.C. – Atenas, 406 a.C.) é considerado um dos grandes representantes do teatro grego antigo e presenciou o período de maior desenvolvimento cultural de Atenas. Viveu sempre nesta cidade-estado e lá morreu, nonagenário, por volta de 406/405 a.C. É o segundo dos três poetas trágicos canônicos, pois suas obras são posteriores às de Ésquilo e anteriores às de Eurípedes. Foi ainda em vida o mais bem-sucedido autor de tragédias do século V a.C. e os testemunhos antigos atribuem ao autor cerca de 120 tragédias e dramas satíricos, dos quais somente sete tragédias chegaram até nós na íntegra.

O TRADUTOR

José Antonio Alves Torrano (Jaa Torrano) fez a graduação (1971-74) em Letras Clássicas (Português Latim e Grego) na Universidade de São Paulo, onde começou a lecionar Língua e Literatura Grega como auxiliar de ensino na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas em 1975. No Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade São Paulo defendeu o mestrado em 1980 com a dissertação “O Mundo como Função de Musas”, o doutorado em 1987 com a tese “O Sentido de Zeus: o Mito do Mundo e o Modo Mítico de Ser no Mundo”, a livre-docência em 2001 com a tese “A Dialética Trágica na Oresteia de Ésquilo” e desde 2006 é professor titular de língua e  literatura grega.

III Prêmio Amigo do Livro homenageia Cida Saldanha, Alexandre Martins Fontes e Jornal da USP

No dia 24 de março, quinta-feira, a partir das 18h, na Livraria João Alexandre Barbosa – Edusp (Cidade Universitária 78, Complexo Brasiliana, São Paulo – SP), acontece a terceira edição do Prêmio Amigo do Livro. As personalidades agraciadas são Cida Saldanha (Livraria da Vila), Alexandre Martins Fontes (Livraria Martins Fontes) e Jornal da USP. O prêmio é uma realização da revista Livro, editada pelo Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (NELE), e homenageia profissionais que contribuem para o desenvolvimento do livro e da editoração no Brasil.

Amigos e Livros são raros. É preciso cultivá-los, reconhecer suas idiossincrasias, seus silêncios, suas manifestações efusivas e, principalmente, seus espaços. O Prêmio Amigo do Livro se destina a essas pessoas raras que permitiram aos livros entrar em suas vidas, construindo por meio deles seus sonhos, seus trabalhos e seus laços de amizade.

Livro – a Revista é uma publicação do NELE (Núcleo de Estudos do Livro e da Edição), da USP, juntamente com a Ateliê Editorial. É um fórum aberto à reflexão, ao debate e à difusão de pesquisas que tem na palavra impressa seu objeto principal.

Agraciados na terceira edição do Prêmio Amigo do Livro 2021

CIDA SALDANHA – Livreira há mais de 35 anos e há quase três décadas na tradicional Livraria da Vila, da rua Fradique Coutinho, em Pinheiros

Cida Saldanha faz parte daquela estirpe de livreiros e livreiras que, para muitos, está em fase de extinção: a dos vendedores de livros que adoram ler livros. E Cida é um grande exemplo dessa espécie. Uma das mais festejadas livreiras de São Paulo, Cida, desde pequena, vivia rodeada de publicações – leu com voracidade a prazer as do Círculo do Livro – e se imaginava dona de uma banca de jornais. A banca não veio, mas os livros permaneceram em sua vida, cada vez mais, isso desde que começou como vendedora na Livraria Kairós, lá se vão quase quatro décadas.

“É muito difícil trabalhar com livros e não ficar encantada. Trabalhar em livraria é uma coisa muito interessante porque você descobre um monte de coisas que nem imaginava que você gostava”, declarou ela em uma recente entrevista.

Para muitos daqueles que têm o livro como um dos grandes amores da vida, é um prazer especial ir até a Livraria da Vila e conversar com Cida Saldanha. Ela, com brilho nos olhos, vai dar dicas importantes sobre os últimos lançamentos, especialmente romances, e vai falar com prazer de títulos que sequer saíram em resenhas de jornais – mas que ela conhece muito bem e indica, sem medo de errar.

ALEXANDRE MARTINS FONTES – Editora e Livraria Martins Fontes

Diretor executivo da editora WMF Martins Fontes, além de publisher da Martins Fontes, Alexandre é formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, a FAU, e já trabalhou como designer gráfico e ilustrador no Brasil e nos Estados Unidos.

Herdeiro de Waldir Martins Fontes, que em 1960 abriu a primeira livraria com o nome da família em Santos (SP) e, pouco mais de uma década depois, fundou a Editora Martins Fontes, em São Paulo, Alexandre é um empresário que tem os olhos voltados com atenção para o mercado editorial brasileiro, principalmente em relação aos últimos anos, quando o negócio do livro pareceu tremer mais do que o bom senso aconselha.

“Nada, absolutamente nada se compara a isso que estamos vivendo hoje”, afirmou ele em uma entrevista recente ao PublishNews, referindo-se à crise – apontada por muitos como sem precedentes na história editorial e livreira do Brasil – que tirou o sono de muita gente que trabalha com livros no País.

Em sua carreira como executivo do mercado editorial, Alexandre Martins Fontes formou uma ideia categórica sobre o livro no Brasil – e que vai na contramão daquilo que muitos – equivocadamente – pensam. “É um absurdo dizer que livro é produto de elite”, afirma ele, que está à frente de projeto contra taxação de 12% do livro proposta pelo governo. Além disso, o publisher da tradicional rede também luta pelo preço fixo do livro e tem uma visão assertiva sobre o modelo de consignação, em vigência no mercado livreiro brasileiro: “É impossível que a gente consiga comprar todos os livros que estão ali dentro”, afirmou ele, certa vez, referindo-se aos milhares de títulos disponibilizados pela grande livraria Martins Fontes da Avenida Paulista. “A livraria não tem como absorver tudo o que se produz e muita coisa boa está sendo produzida, inquestionavelmente. Então, não vejo o fim do modelo de consignação”.

Jornal da USP – Mais antiga publicação jornalística universitária do Brasil, publicado há mais de 35 anos

O Jornal da USP, em especial sua editoria de Cultura, sempre abriu espaço para os livros em suas páginas – fossem elas em papel, semanalmente, e, a partir de 2016, de forma virtual e diária. A seção de Cultura do Jornal da USP sempre privilegiou os livros, e não necessariamente apenas aqueles editados pela Editora da USP (Edusp), mas sim aqueles que possam dar uma contribuição para a formação cultural, acadêmica e humanística do seu leitor.

Agraciados nas edições anteriores

2018

Claudio Giordano:
Editor, escritor e tradutor, criador da Oficina de Livros Rubens Borba de Moraes.

Ricardo Assis:
Designer e proprietário da Negrito Editorial

Leonardo Guimarães Ferreira:
proprietário da Lis Gráfica.

Maria Arminda do Nascimento Arruda:
Socióloga, escritora, ex-diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), ex-Pró-Reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP e vice-reitora da USP.

2019

Gustavo Piqueira:
Artista gráfico, escritor, designer e pesquisador com mais de 40 livros publicados, nos quais mistura livremente texto e imagem, ficção e não ficção, design, história e tudo mais que encontrar pelo caminho

Ubiratan Machado:
carioca, jornalista aposentado, tradutor e escritor.

Antonio Agenor Briquet de Lemos:
Editor e livreiro

Geraldo Moreira Prado:
Professor universitário, apaixonado por livros e também conhecido como Mestre Alagoinha – apelido recebido na época de estudante da USP.

François Rabelais na Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial anuncia para este ano, em coedição Editora Unicamp, a publicação das obras de François Rabelais:  A Vida muito Horrífica do Grande Gargantua, Pai de Pantagruel e Pantagruel, Rei dos Dipsodos, Restituído do seu Natural com os Feitos e Proezas Espantosas. Confira as capas.

François Rabelais (1494-1553) foi escritor, padre e médico francês do Renascimento. Ficou para a posteridade como o autor das obras-primas cômicas Pantagruel e Gargântua, que exploravam lendas populares, farsas, romances, bem como obras clássicas. O escatologismo foi usado para condenação humorística. A exuberância da sua criatividade, do seu colorido e da sua variedade literária asseguraram a sua popularidade. 

Terceiro e Quarto O Livro dos Fatos e Ditos Heroicos do Bom Pantagruel, com a tradução, introdução, notas e comentários de Élide Valarini Oliverassim como ilustrações de Gustave Doré. As obras também são coedições Editora Unicamp e já estão à venda no site da editora (CLIQUE AQUI).