Daily Archives: 11/01/2022

Oswald de Andrade na Ateliê Editorial

No dia 11 de janeiro de 1890 nascia Oswald de Andrade. Poeta, dramaturgo e ensaísta paulista do século XX, é considerado um dos principais escritores do Modernismo no Brasil. Sua principal obra é Marco Zero (2 volumes), publicada entre 1943 e 1946. Foi um dos escritores presentes na Semana de Arte Moderna de 1922.

Serafim Ponte Grande e as Dificuldades da Crítica Literária (CLIQUE AQUI).

Este é o primeiro livro inteiramente dedicado ao estudo desta que é uma das mais ousadas obras de Oswald de Andrade. Pascoal Farinaccio, professor da Unicamp, realiza um trabalho marcado pela clareza e pelo rigor investigativo. A fortuna crítica, a concepção de cultura no romance e as inovações formais de Serafim Ponte Grande são alguns dos aspectos que ele analisa. Trata-se de grande contribuição à história literária brasileira, por abordar o modernismo sob um enfoque novo e instigante.

Prêmio Literário José Saramago abre inscrições

José Saramago

A 12ª edição do Prêmio Literário José Saramago, voltado para escritores de países lusófonos, está com inscrições abertas até 31 de maio. Romances ou novelas inéditos, escritos por autores de até 40 anos, podem participar. Leia o regulamento.

Prêmio Literário José Saramago, instituído pela Fundação Círculo de Leitores em 1999, é atribuído a uma obra literária, escrita em língua portuguesa por jovens autores, cuja primeira edição tenha sido publicada num país da lusofonia. O prêmio e uma homenagem ao escritor português, e Nobel de Literatura, José Saramago.

Confira os vencedores das premiações anteriores:

1.ª – 1999 Natureza Morta Paulo, de José Miranda – Portugal
2.ª – 2001 Nenhum Olhar, de José Luís Peixoto – Portugal
3.ª – 2003 Sinfonia em Branco, de Adriana Lisboa – Brasil
4.ª – 2005 Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares – Portugal
5.ª – 2007 O Remorso de Baltazar Serapião, de Valter Hugo Mãe – Portugal
6.ª – 2009 As Três Vidas, de João Tordo – Portugal
7.ª – 2011 Os Malaquias, de Andréa del Fuego – Brasil
8.ª – 2013 Os Transparentes, de Ondjaki – Angola
9.ª – 2015 As Primeiras Coisas, de Bruno Vieira Amaral – Portugal
10.ª – 2017 A Resistência, de Julián Fuks – Brasil
11.ª – 2019 Pão de Açúcar, de Afonso Reis Cabral – Portugal

Leia um trecho da obra ‘Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais’, de Hilário Franco Júnior, publicada pela Ateliê Editorial e Mnêma

A Ateliê Editorial e a Editora Mnêma publicam a obra Em Busca do Paraíso Perdido: As Utopias Medievais, do premiado historiador Hilário Franco Júnior. Adquira o livro no site da Ateliê Editorial (CLIQUE AQUI).

Desde meados do século passado ampliaram-se muitos nossos conhecimentos sobre a Idade Média, na qual se reconhece a matriz da civilização ocidental cristã. Mas ainda subsistem múltiplas facetas interessantes a explorar, uma delas a produção utópica da época, que a historiografia tende a negar.

De um lado, argumenta-se não ser possível falar em utopia antes de Tomás More ter criado a palavra, no começo do século XVI. De outro lado, afirma-se que as pessoas da Idade Média pensavam demais na perfeição do Além para poderem imaginar uma sociedade perfeita nesta vida.

O livro mostra, contudo, com refinamento conceitual e erudição, que houve várias utopias na Idade Média, cuja compreensão ajuda a lançar luz sobre não poucos aspectos do Ocidente atual.

HILÁRIO FRANCO JÚNIOR é professor de pós-graduação de história social na Universidade de São Paulo. Obteve o pós-doutorado em história medieval na École des Hautes Études en Sciences Sociales, na França. Recebeu dois prêmios Jabuti. Tem diversos livros publicados, sempre focando temas medievais.  Publicou pela Ateliê Dante – O Poeta do Absoluto e Cocanha – Várias Faces de uma Utopia.

Leia abaixo um trecho da obra:

MEMÓRIA DO PARAÍSO

Se utopia – retomando nossa tentativa de definição no âmbito da cultura cristã medieval – é relato (o mito edênico) textual ou iconográfico sobre uma sociedade ideal (a adâmica antes da Falta) colocada num espaço (o jardim criado por Deus) e num tempo (o sexto dia da criação do mundo) imaginários, sociedade que se recuperada superaria as limitações e dificuldades do presente histórico (a Europa ocidental entre fins do século III e meados do XVII), a questão que evidentemente emerge é: como tal sonho coletivo pôde manter-se vivo e atuante socialmente durante tantos séculos e em tão variados territórios? A resposta obriga-nos a introduzir um último elemento conceitual, o de memória coletiva.

A avaliação do senso comum pela qual utopia é produto de mentes inquietas e imaginativas deve ser revista, atentando-se inicialmente para o fato óbvio, nem sempre devidamente considerado, de a imaginação não ser processo psíquico completamente autônomo. Ninguém imagina a partir do nada, e sim de determinados enquadramentos. A atual psicologia cognitiva ao estudar a memória de longo prazo demonstrou que ela não é conservação passiva do passado, e sim reconstrução ativa que ocorre num palco bem mais amplo do que apenas o do sujeito que rememora, razão pela qual a memória, além de biológica e pessoal, é também social e coletiva. Daí na dinâmica da imaginação o papel essencial desempenhado pela memoria, que de certa maneira articula todos os elementos da história social.

Morre Vanna Piraccini, fundadora da livraria Leonardo Da Vinci

Vanna Piraccini

No último domingo, 9, aos 96 anos, Vanna Piraccini, fundadora da livraria Leonardo Da Vinci. A Ateliê Editorial presta lembrança a essa incrível livreira.

Junto com seu marido, Andrei Duchiade, a livreira fundou a Leonardo da Vinci em 1952. Ao longo do tempo em que esteve à frente da Leonardo da Vinci, dona Vanna, como era conhecida pelos pares, fez da livraria um ponto de encontro de artistas, intelectuais e políticos. Nomes como Clarice Lispector, Glauber Rocha e Carlos Drummond de Andrade frequentaram o local.

Nas redes sociais, a livraria publicou o texto abaixo:

Com grande tristeza, comunicamos o falecimento no último domingo de dona Vanna Pirracini, fundadora da Livraria Leonardo da Vinci. Dona Vanna parte aos 96 anos deixando um imenso legado para a cultura do Rio de Janeiro e do Brasil. Seu papel como livreira da Da Vinci durante décadas, responsável pela formação de gerações de brasileiros na melhor tradição literária e científica produzida mundialmente, foi mais do que notável em um período carente de traduções e de forte repressão política. Fundada em 1952 pelos livreiros Vanna Piraccini e Andrei Duchiade, a Leonardo da Vinci foi considerada por décadas como a melhor livraria da cidade em uma época de grandes livrarias. Essa fama veio sobretudo em razão de Vanna Piraccini ou, melhor dizendo, dona Vanna. Dona Vanna foi uma livreira à moda clássica. Conhecendo pessoalmente seus clientes, formou uma geração de intelectuais. O nome escolhido por dona Vanna traduziu o que ela esperava que a livraria representasse: uma proposta de renascimento do homem e do saber. Que o espírito e a história maiúscula de dona Vanna nos inspirem e confortem sua família e amigos nessa hora. Obrigado por sua vida, dona Vanna.

Vanna Piraccini e Carlos Drummond de Andrade na Livraria Leonardo Da Vinci