Ateliê Editorial anuncia, para 2022, o lançamento do volume II de ‘Orlando Furioso’, com tradução de Pedro Garcez Ghirardi

Cada oitava de Ariosto é uma pequena estrutura primorosa, uma obra-prima em si; é a unidade mínima à qual a tradução deve começar a atender”.

Pedro Garcez Ghirardi

A Ateliê Editorial acaba de receber a tradução do segundo tomo do épico de Ludovico Ariosto (1474-1533). Em 2011 foi lançado o primeiro tomo, com 23 cantos, da tradução do professor Pedro Garcez Ghirardi para o poema publicado em 1516.

O leitor brasileiro desde então aguarda pela conclusão deste trabalho que traz em si todas as características de um épico. Orlando Furioso, com seu segundo volume, junta-se aos monumentos do Palmeirim de Inglaterra, dos cinco volumes do Bom Pantagruel, de François Rabelais, do Tirant lo Blanc e da Divina Comédia já editados pela Ateliê em sua coleção Clássicos Comentados. O segundo volume, como no primeiro, trará as ilustrações de Gustave Doré em edição bilíngue.

A tradução de poesia é um dos mais desafiantes trabalhos literários. Ghirardi procura ser fiel à obra e às suas características métricas:

A meu ver, quem traduz deve, tanto quanto possível, tentar reproduzir essas características originais. No contraste entre a “loucura” temática e “lucidez” métrica está uma das manifestações fundamentais da beleza do poema.

Uma tradução desse porte é trabalho de uma vida: são 46 cantos, 4 822 oitavas e 38 576  versos. Para efeitos de comparação, a Divina Comédia, com seus 100 cantos e 14 233 versos já se apresenta como uma tarefa hercúlea para qualquer tradutor. Apesar disso, é uma obra que justifica todo o tempo a ela dedicado e não pode estar condicionada a prazos comerciais. O resultado final é um livro que se diferencia no catálogo de qualquer editor.

Ludovico Ariosto

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