Ateliê Editorial lança a obra ‘Amor, Luta e Luto no Tempo da Ditadura’, de Maria do Socorro Diógenes

De leitura envolvente, a obra narra a experiência dolorosa de vida, a entrega total da autora ao ideal de liberdade e justiça.

“Contar para não esquecer”, afirma a autora Maria do Socorro Diógenes no livro Amor, Luta e Luto no tempo da ditatura, publicado pela Ateliê Editorial. De leitura envolvente, a obra narra a experiência dolorosa de vida, a entrega total da autora ao ideal de liberdade e justiça.

O livro é um recorte pessoal do período da ditadura civil-militar de 1964 a 1985, principalmente durante a fase mais violenta, a fase das prisões, das torturas, dos assassinatos e dos desaparecimentos dos opositores. Socorro Diógenes denuncia o brutal assassinato de Ramires Maranhão do Valle, seu ex-companheiro, um jovem pernambucano morto aos 23 anos, no Rio de Janeiro em 1973.

“Tomei consciência de que essa história subterrânea deveria ser escrita a várias mãos, incluindo-se a participação dos militantes sobreviventes. Decidi escrever o meu pedacinho, o que vivi, sendo uma parte ao lado de Ramires Maranhã do Valle. Escrevi como se estivesse conversando com ele ou lhe escrevendo cartas, falando dos momentos fugazes e intensos que passamos juntos na clandestinidade, da convivência com os companheiros, dos sobressaltos colocados pelas perseguições”, relata a autora.

Momentos marcantes da história do período são contatos por uma observadora que esteve presente e lutou por um país menos autoritário e violento, Maria do Socorro Diógenes conta da luta pela Anistia política, às lutas pelas Diretas Já, além das greves dos metalúrgicos do ABC no final da década de 1970.

Uma obra necessária para compreender um passado sócio-político e cultural sombrio do Brasil, tornando uma reflexão para que nunca mais se repita as truculências do poder.

A Autora

Maria do Socorro Diógenes é cearense de Jaguaribe. Formada em Letras, iniciou seus estudos na Universidade Estadual do Ceará, em Fortaleza e os concluiu na Fundação Santo André, no ABC, em São Paulo. Participou dos movimentos estudantis de 1968, foi militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, PCBR. Foi presa política em Recife, Pernambuco. Chegando a São Paulo, em 1974, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro, PCB. Trabalhou como professora de Português na Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, hoje, aposentada como Supervisora de Ensino. Atualmente, reside em São Bernardo do Campo (SP).

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