Lançamentos Ateliê 2021

Já é maio. O ano está passando muito rápido, mas muita coisa já aconteceu. Na Ateliê, já tivemos lançamentos e reimpressões. Uma das mais esperadas e comentadas é a Divina Comédia, de Dante Alighieri, que está em pré-venda. Mas, antes que a metade do ano chegue, decidimos fazer uma lista de tudo o que já aconteceu em 2021 na editora, para que você possa ter, em um só lugar, compiladas, as novidades até agora. Confira!

Caio Cesar Esteves de Souza compilou, nas Obras Poéticas de Alvarenga Peixoto, poemas inéditos do carioca que foi figura conhecida da Inconfidência Mineira mas cuja poesia tem sido pouco estudada no Brasil. O livro é fruto de seus estudos para o Mestrado. Para ele, a obra de Alvarenga é, apesar de concisa (são apenas 40 poemas), complexa e multifacetada – tanto assim que os poemas foram usados tanto pela defesa quanto pela acusação no processo da Inconfidência.

Os Maias, publicado em 1888 por Eça de Queirós, conta a história da família Maia. Em dezoito capítulos, cheios de ironia e crítica social, o leitor conhece a história de três gerações diferentes. O autor disseca a sociedade portuguesa de sua época, que ele se esmera em expor para apontar os males e a degeneração. Veem-se assim, no grande quadro social anatomizado pelo realismo de Eça de Queirós: o clero e a sua influência danosa ao pensamento e modo de vida portugueses; as moléstias sociais das média e alta burguesias lisboetas, com seus inúmeros e desastrosos casos de adultério; os ambientes literários e políticos, sua corrupção e tacanhice intelectual. 

A pandemia expôs a fragilidade humana. Mas, já antes dela, exclusão social, problemas ambientais, políticos e sociais já eram graves problemas que precisávamos enfrentar todos os dias. E, mesmo sendo, a um só tempo, causa e consequência desse cenário, será que a humanidade ocupa o lugar de protagonismo que lhe é devido, pensando sobre esses problemas e tentando encontrar saídas para eles? Em seu novo livro, Educar para o Imponderável – Uma Ética da Aventura, Luís Carlos de Menezes discute como educar os jovens para ocupar esse lugar de protagonismo. 

Cocanha é um lugar utópico. Uma terra imaginária onde há fartura, ociosidade, juventude e liberdade, algo que mobiliza as pessoas através dos séculos, qualquer que seja sua origem geográfica. Por isso, a lenda, que surgiu na França, ganhou o mundo e tem até uma versão brasileira. Em Cocanha – Várias Faces de Uma Utopia, o professor, doutor e livre-docente em história medieval pela USP, Hilário Franco Júnior reúne várias versões desta história. 

O Livro das Origens: Uma Leitura Descomprometida do Gênesis, como diz o título, busca ser uma leitura imparcial do Gênesis da Bíblia cristã. O texto bíblico é analisado, na medida do possível, como narrativa autorreferente, livre da carga exegética de natureza semântica, sectária, erudita ou confessional. O leitor terá a atenção chamada a todo instante para a literalidade da narração, com suas incoerências e contradições.
Documento literário histórico, o Gênesis terá sofrido a irremediável influência de mitos e de textos literários religiosos de civilizações a ele anteriores ou dele coetâneos. O presente texto detém-se constantemente nesse aspecto intercultural e literário.

Em comemoração aos 700 anos da morte de Dante Alighieri (1265-1321),  a Ateliê Editorial reedita a Divina Comédia, uma das obras-primas da literatura mundial. E reedita mantendo o texto e o projeto gráfico inovador da edição anterior. Além de trazer de volta a primorosa tradução do erudito italiano João Trentino Ziller publicada originalmente em 1953, em Minas Gerais – a presente reedição do poema oferece as ilustrações de Sandro Botticelli, perdidas durante séculos e identificadas somente na década de 1980.

E então, qual destas você quer na sua estante?

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