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Os Manuais de Desenho da Escrita, título da coleção Artes do Livro, estuda a evolução do percurso tipográfico

"Os Manuais de Desenho da Escrita", de Maria Helena Werneck Bomeny

Depois da invenção da escrita, a invenção da tipografia é considerada como o avanço mais importante da civilização, pois permitiu a expansão da palavra escrita em escala global. A letra é a unidade básica da escrita alfabética, parte fundamental do sistema de comunicação universal. Ela passou e continua passando por constantes adaptações às novas tecnologias, que implicam em alterações formais de seu desenho. Ao longo de séculos, sua configuração visual sempre foi determinada pela criatividade do designer e pela busca permanente de formas de letra mais simples e rápidas, no intuito de acelerar sua execução e leitura.

Os Manuais de Desenho da Escrita, oitavo título da Coleção Artes do Livro, da Ateliê Editorial, oferece uma análise das letras no aspecto particular de seu desenho, principalmente em suas relações com os suportes em que elas eram impressas ou gravadas.

O ponto de partida de Maria Helena Werneck Bomeny é a releitura dos principais manuais de desenho da escrita de quatro épocas consideradas renovadoras: o Renascimento, da chancelesca de Ludovico degli Arrighi (1522); o Neoclássico e a tipografia de Giambattista Bodoni (1818); as vanguardas do século XX e os traba- lhos/manifestos de Jan Tschichold (1928) e, finalmente, o Estilo Internacional ou Suíço e a obra de Emil Ruder (1967).

Estes manuais representam verdadeiras compilações das essências conceituais mais significativas de cada período. São testemunhos fundamentais do desenvolvimento da escrita e da maneira de se apresentar uma mensagem a um leitor. Estudando-os, torna-se possível entender e interpretar a evolução conceitual, formal e tecnológica que aconteceu no percurso tipográfico e quais os vínculos formais criados entre os processos caligráficos, tipográficos e digitais.

Maria Helena Werneck Bomeny é graduada em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado, mestre e doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. É professora de design gráfico da Escola Panamericana de Artes e do Centro Universitário Senac. 

Acesse o livro no site da Ateliê

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Nova edição do DiaTipo reúne interessados por tipografia em Brasília

Dia Tipo
Com sua primeira edição realizada em São Paulo em 2008, o DiaTipo é um evento dedicado à tipografia. Trata-se da metodologia técnica e artística da produção gráfica, desde a criação de caracteres até a impressão e acabamento, envolvendo, portanto, design, comunicação visual e editoração. No dia 27 de agosto, o DiaTipo acontece pela primeira vez em Brasília na Faculdade de Tecnologia da UnB e será composto por palestras e debates entre tipógrafos, calígrafos, designers, pesquisadores, profissionais da área da comunicação visual e demais interessados no assunto.
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A temática principal desta edição, dividida em design editorial e identidade visual, contará com oito palestrantes que trabalham em revistas, editoras e no mercado de comunicação com a criação de fontes corporativas e projetos gráficos. Entre eles estão Dino dos Santos, Elaine Ramos, Fabio Haag e Frederico Antunes. Também com patrocínio da Ateliê, o evento terá transmissão pela internet e as inscrições, tanto para ele quando para os workshops de produção de fontes digitais que acontecem nos três dias precedentes, podem ser realizadas no site http://www.tipocracia.com.br/diatipo/DF/index.html.
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Alex Sens

..Alex Sens | Colunista de Cultura e Literatura

..Twitter: @alexsens

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A Arte Invisível

Fonte: http://designices.com/a-arte-invisivel

por Rogério Fratin | @rfratin

Capa do livro A Arte Invisível, de Plínio Martins Filho

Não é um palito de fósforo gigante, não. O livro é pequenino mesmo, literalmente é de bolso e tem capa dura. Mas o conteúdo do livro tem qualidade, bem grande por sinal. A ideia do livro é mostrar os elementos “invisíveis” na criação de um livro, como uma boa escolha de tipografia, elementos da capa, tamanhos, proporções, erros cometidos, integração interdisciplinar do designer com os outros envolvidos na produção do livro, tudo citado por “gente com opiniões de peso”, como Jan Tschichold, David Carson, Wolfgang Weingart, Robert Bringhurst, o próprio autor Plinio Martins Filho, entre outros. Só fera :D

As reflexões são curtas e praticamente pode-se ler essa publicação de forma não-linear. Inclusive é um bom livro pra ter ao lado da mesa do trabalho. Entre uma demanda, emails respondidos, cobranças de prazo e alterações nos layouts, ele se torna um bom companheiro, já que não leva nem 40 segundos pra vocé ler cada uma das 164 páginas. É aquele empurrãozinho que te dá forças pra continuar.

Alguns exemplos:

“A chave para uma boa tipografia é sempre deixar que as palavras ditem o design” –Humphrey Stone

“Um axioma da produção de livros é… que, se se deixar que alguma coisa comece errado, há muita probabilidade de que saia errado. Grande parte do trabalho do designer é explicar suas exigências a estranhos distantes” – Hugh Williamson

“Se um texto pede algum tipo de Renascença, também exige uma tipografia da Renascença. Isso geralmente significa proporções de página e margens da Renascença, e ausência de negrito” – Robert Bringhurst