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Só cabe o essencial

Resenha: Jornal Rascunho

Marcos Pasche fala do novo livro, Pétala de Lamparina, do poeta Ricardo Lima:

Resenha do livro Pétala de Lamparina, de Ricardo Lima, no Jornal Rascunho

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Livro de poesia Pétala de Lamparina, de Ricardo LimaPétala de Lamparina

Ricardo Lima

O quinto livro de Ricardo Lima traz poemas agrupados em dois núcleos, Caro acordar e Tarde noite. Contemplativos, cheios de imagens do real, os versos evocam com nostalgia um mundo frágil, tomado pelo silêncio e pela impotência (“acordar com as rezas voltadas para o bar”; “assinar na parede algum pecado”, “nêsperas desesperadas mancham a mesa”).

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O trigo inesperado

Em Memória Futura, Paulo Franchetti esboça um modelo exemplar de escritura que dispensa rebuscamentos gratuitos

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Fonte: Rascunho

por Fabio Silvestre Cardoso

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Memória Futura, de Paulo FranchettiConforme a mitologia grega, Mnemosine é a deusa da memória. E, da união de Mnemosine com Zeus, nasceram nove musas, responsáveis pela poesia épica e romântica, pela história, pela música, pela dança, pela tragédia e pela comédia, entre outras coisas. Em seu recente livro de poemas, Memória Futura, editado pela Ateliê, Paulo Franchettti esboça um elogio à deusa da memória. Ainda que os poemas não estejam alinhados a essa premissa de forma evidente, é possível lê-los dessa forma não apenas em virtude do título da obra, mas, sobretudo, porque o autor privilegia a idéia da memória como esteio dos poemas que compõem o livro. Além das alusões diretas à temática central da obra, existem, ainda, os temas correlatos, como a velhice e a passagem do tempo, sem mencionar a proposta da reflexão pretendida pelos versos do autor. Leia a matéria completa

A trilha da cultura

Fonte: Rascunho

Resenha por Patricia Peterle

Pequeno Guia Histórico das Livrarias Brasileiras, de Ubiratan MachadoPensar numa historiografia das livrarias brasileiras é repercorrer também os passos trilhados pela cultura do país. Como se sabe, em 1900 o mercado editorial local não era bem desenvolvido. Um cenário que já começa a mudar na segunda década do século 20, com a vinda de filiais de editoras européias, como a Garnier, e com a iniciativa de alguns imigrantes que decidem apostar nesse ramo, como o alemão Eduardo Laemmert e o português Francisco Alves.

É na verdade essa dobra da história cultural que o livro de Ubiratan Machado procura dar conta, mesmo tendo consciência da complexidade do tema. É, talvez, por isso que o livro tenha como título Pequeno guia histórico das livrarias brasileiras.

Pequeno? Um desejo ambicioso de escrever e divulgar essa história, mas que se bate com a problemática da impossibilidade da sua totalidade, já que para atingir o objetivo seria preciso uma grande equipe de pesquisadores, sem contar com as lacunas nas informações que se perderam ao longo do tempo, como é o exemplo da Livraria do Povo, em São Paulo, cuja existência foi até a década de 1970, e, em alguns casos, o embate com algumas livrarias que não quiseram colaborar. “Quando as pesquisas recuam para os séculos 17, 18 e inícios do 19, surgem outros tipos de dificuldades. Não mais pessoas que se recusam a dar informações, mas a mudez das fontes escritas (…) Assim sabemos que no século 17 (e até mesmo no 16) já circulavam livros nas principais cidades, mas é quase certo a inexistência de pontos de venda. Tais obras vinham de Portugal trazidas pelos colonos, por encomenda de marinheiros de navios estrangeiros, como ainda era comum no início do século 19”, ele afirma.