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Ateliê Editorial é finalista em duas categorias do Prêmio Jabuti 2011

Finalistas Prêmio Jabuti 2011

Ficção Interrompida [uma caixa de curtas] e O Altar & o Trono – Dinâmica do Poder em O Alienista são os finalistas.

A CBL divulgou recentemente os finalistas do Prêmio Jabuti 2011. Este ano, a Ateliê concorre em duas categorias. O livro de contos curtos, Ficção Interrompida [uma caixa de curtas], de Diógenes Moura, concorre na categoria Contos e Crônicas. A obra venceu o Prêmio APCA 2010 de Literatura, na mesma categoria.  E o livro de ensaio, O Altar & o Trono – Dinâmica do Poder em O Alienista, de Ivan Teixeira,  está entre os melhores da Teoria / Crítica Literária. O autor da obra venceu, este ano, o Prêmio Senador José Ermírio de Moraes, da Academia Brasileira de Letras.
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A próxima fase do concurso acontece no dia 18 de outubro, quando serão anunciados os vencedores de cada categoria. A cerimônia de entrega do Jabuti – 4 de novembro –  revelará o Livro do Ano Ficção e o Livro do Ano Não-Ficção.
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Na edição anterior do concurso, a Ateliê venceu na categoria Biografia, com a obra Euclides da Cunha: Uma Odisseia nos Trópicos, de Frederic Amory
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O Altar & o Trono ganha prêmio da ABL

O Altar & o Trono, Ivan Teixeira

O Altar & o Trono: Dinâmica do Poder em O Alienista (Ateliê/Unicamp), de Ivan Teixeira, é o ganhador do Prêmio Senador José Ermírio de Moraes de 2011. Outorgado anualmente pela Academia Brasileira de Letras e pelo Grupo Votorantim, o prêmio destina-se a “autor brasileiro por obra de qualquer gênero que traga efetiva contribuição à cultura brasileira”. Seu valor este ano gira em torno de 80 mil reais.

Em anos anteriores, ganharam o prêmio: Roberto Campos, Décio de Almeida Prado, Evaldo Cabral, Luiz Felipe de Alencastro, José Mário Pereira e Walnice Nogueira Galvão.

Por meio de minuciosa análise de O Alienista, O Altar & o Trono investiga as relações da ficção de Machado de Assis com o discurso do jornalismo, editoração, política, ciência e religião no declínio do Segundo Reinado. O ensaio resultou de pesquisa financiada pela University of Texas em Austin, onde o autor lecionou Literatura Brasileira como Full Professor por três anos.

Fotos do Lançamento de O Altar & o Trono

Ivan Teixeira, Milton Torres e Emanuel Araujo no lançamento de O Altar & o Trono

Milton Torres, Ivan Teixeira e Emanuel Araújo / Foto: Cecília Bastos

O lançamento do livro O Altar & o Trono, de Ivan Teixeira, aconteceu na Livraria da Vila – Fradique e contou com a presença de Jerusa Pires Ferreira, Milton Torres, Emanuel Araújo, Prof. Antônio Medina Rodrigues e Prof. José de Paula Ramos Jr.

Confira abaixo algumas fotos do evento

Fotos: Cecília Bastos

Revista Veja sobre O Altar & o Trono: “Referência incontornável na bibliografia machadiana”

O Altar & o Trono, de Ivan Teixeira, é destaque na Revista Veja

(por Jerônimo Teixeira)

O escritor da moda

Uma análise renovadora de Machado de Assis mostra a importância de um jornal feminino para a composição de O Alienista.

Como muitos grandes escritores, Machado de Assis (1839-1908) tornou-se o centro de um culto – um culto laico, mas nem por isso desprovido de sua mitologia. A lenda machadiana, em sua versão mais corrente, fala de um homem dividido. Na face pública, era um discreto e acomodado funcionário público, fundador da Academia Brasileira de Letras, saudado por seus pares como o grande mestre das letras nacionais. Um verdadeiro “medalhão”, para usar o termo de um de seus contos. O escritor, porém, pairava além e acima desse figurino convencional: um demônio da crítica social, foi o flagelo da elite monárquica – que, tão perversa quanto estulta, jamais compreendeu a arte irônica e dissimulada contida em obras como Dom Casmurro.

Em O Altar & o Trono (Ateliê/Unicamp; 432 páginas; 79 reais), Ivan Teixeira, professor de literatura brasileira da Universidade do Texas, em Austin, procede a um minucioso exame de O Alienista, uma das obras mais conhecidas de Machado de Assis, e das circunstâncias de sua publicação em um jornal feminino do Rio de Janeiro (sim, o gênio imortal escrevia para uma folha de modas). Concluiu que Machado de Assis nunca foi o revolucionário escondido no armário que certos críticos criaram. Sua literatura, ao contrário, ecoava ideias de parte considerável da elite do tempo. Machado de Assis, o integrado: eis aí uma afirmação que soará como heresia naqueles meios acadêmicos dominados pela literatura ideológica de Machado, especialmente aquela proposta pelo crítico marxista Roberto Schwarz. Não é a única inovação de O Altar e o Trono, obra que desde já se destina a ser referência incontornável na bibliografia machadiana.

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Livro O Altar & o Trono, de Ivan Teixeira, na Revista VejaO Altar & o Trono, de Ivan Teixeira, na Revista Veja

Folha entrevista autor de livro que analisa O Alienista

(Por EUCLIDES SANTOS MENDES)

O Altar & o Trono – Dinâmica do Poder em O AlienistaEm entrevista ao caderno Ilustríssima, o professor de literatura brasileira na ECA-USP Ivan Teixeira comenta a novela “O Alienista”, em que Machado de Assis (1839-1908) discute o significado da loucura na sociedade do seu tempo. Teixeira é autor do livro O Altar & o Trono – Dinâmica do Poder em O Alienista (Ateliê/ Editora da Unicamp, 432 págs., R$ 79).

“O Alienista” foi originalmente publicado em 1882, na coletânea “Papéis Avulsos”.

Folha – Como surgiu a novela “O Alienista”, de Machado de Assis?

Ivan Teixeira – Há duas hipóteses. Em primeiro lugar, acredito que “O Alienista” tenha surgido da necessidade do escritor em preencher seu espaço regular em “A Estação – Jornal Ilustrado para a Família”. Esse periódico de moda feminina pertencia a um grupo internacional alemão que editava 20 jornais em 19 idiomas. Quando se tratou de atribuir feição local a ele, criou-se uma seção literária. Machado de Assis tornou-se não só o principal colaborador, mas também uma espécie de editor do caderno. Permeneceu 19 anos nessa função. Essa é uma das hipóteses de meu livro. Em segundo lugar, “O Alienista” explica-se como intervenção artística do autor em questões cruciais de seu tempo como: pretensões da igreja no Estado moderno, intervenção da medicina na vida da cidade, noção de unidade política no Império, conceito de loucura e função social do hospício. Além disso, a novela tematiza a necessidade de equilíbrio diante da moda e da vaidade. Fala também do mau uso da imprensa. Tudo isso é abordado por meio do humor. Integrada à dinâmica do periódico em que foi publicada, a novela pretendia oferecer à nascente elite feminina do Império um modo desconfiado de interpretar questões culturais relevantes para o momento. (Continue lendo a entrevista)