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Livros que dão Samba

Romance e estudo acadêmico mostram que o mais brasileiro dos ritmos inspira literatura de qualidade e permite interpretações valiosas sobre a cultura nacional

João Paulo | Correio Braziliense

Quando pôs o samba em leilão em “Quem Dá Mais”, o pregoeiro de Noel Rosa defendia que a música exprimia “dois terços do Rio de Janeiro”. Corria o ano de 1930, tempo de profundas transformações políticas e de afirmação de um dos elementos mais fortes da cultura brasileira. O país buscava o rumo da modernização e a música popular surgida na periferia se fincava no coração da cidade e da nascente indústria cultural. Noel (1910 – 1937) sabia das coisas e tinha pouco tempo. Em 26 anos de vida, compôs quase 300 sambas, estabeleceu os marcos da moderna canção popular e saiu de cena.

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Noel Rosa

Noel Rosa, o poeta da vila, é capa do Jornal Hoje em Dia

Fonte: Jornal Hoje em Dia (BH)

Livro Noel Rosa – O Humor na Canção, da pesquisadora Mayra Pinto, volta a jogar luzes sobre o instigante manancial de um dos mais notáveis compositores da música popular brasileira, Noel Rosa.

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Capa do Jornal Hoje em Dia

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Noel Rosa – O Humor na CançãoNoel Rosa – O Humor na Canção

Mayra Pinto

O modo como Noel Rosa criou uma obra de alta carga poética, articulando a coloquialidade da língua falada à musicalidade, é tratado com acuidade por Mayra Pinto. Na análise de suas canções, Mayra mostra como o tom coloquial, próprio do samba, se apoia em estrofes construídas com base em paralelismos poéticos, entoativos e rítmico-musicais. A única alteração nessa “fórmula” está na letra, que a cada estrofe descreve com mais detalhes a situação do locutor. Este livro é uma contribuição original ao estudo da obra de Noel Rosa e, ao mesmo tempo, à toda canção brasileira.

R$ 35,00 | 14 x 21 cm | 216 páginas

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Veja trechos do livro abaixo


Vidas de Dante – Escritos Biográficos dos Séculos XIV e XV

Vidas de Dante – Escritos Biográficos dos Séculos XIV e XV

Lançamento da Ateliê Editorial recupera escritos sobre Dante Alighieri dos séculos XIV e XV que permitem situar e comparar informações das biografias modernas do poeta

Dante Alighieri foi objeto de várias biografias ao longo das décadas seguintes à sua morte. São elas que em boa parte fundamentam suas biografias posteriores até hoje. Mas tal material acabou sendo diluído nessas sínteses e ficando à sombra da figura luminosa que ele próprio ajudou a criar. Neste livro Eduardo Henrik Aubert reúne e traduz pela primeira vez em português alguns desses testemunhos dos séculos XIV e XV sobre Dante. O contato direto com esses relatos permite ao leitor situar, cruzar e comparar informações que em muitas biografias modernas do poeta nem sempre foram bem aproveitadas.

Entendendo que a obra de Dante Alighieri (1265–1321) está intimamente articulada às condições concretas da vida do autor, este livro propõe a tradução anotada de todas as biografias de Dante escritas até a década de 1430. A leitura desses textos mostra que a vida de Dante e as Vidas de Dante – suas biografias – não pertencem a planos autônomos da realidade, mas se imbricam como atos e processos responsáveis pela estruturação do mundo social. Assim, esta coletânea instiga o leitor a correlacionar história literária, biografia histórica e história social, e, por fim, possibilita que se faça sua arqueologia, oferecendo a oportunidade de examinar tanto a obra do poeta como fonte do indivíduo quanto o indivíduo como fonte da sua obra.

Eduardo Henrik Aubert é Mestre em História Social pela USP e doutorando em Histoire et Civilisations na École des Hautes Études en Sciences Sociales – Paris. Publicou diversos artigos e capítulos de livros sobre história medieval e historiografia no Brasil e no exterior.

Uma Arqueologia da Memória Social – Autobiografia de um Moleque de Fábrica

Uma Arqueologia da Memória Social, de José de Souza MartinsIncomum entre os profissionais das ciências humanas, autor aventura-se em autobiografia interpretativa, em uma história marcada por episódios com momentos de ruptura no destino e estranhamentos propícios à descrição e à interpretação sociológica

“A busca parecia ter chegado ao fim naquela manhã de 1976. Ao morrer, meu pai, um homem do século XIX, deixara aos filhos pequenos um legado de enigmas e silêncios, o desencontro de sobrenomes, distanciamentos entre os membros da família, ainda que próximos pela vizinhança e pelos ritos para fingir proximidade, como o compadrio, onde a proximidade estava comprometida desde o começo pelas adversidades que o tornaram necessário. Coisas que crianças estranham e que se tornam os mistérios a desvendar, as perguntas a responder, as impertinências a incomodar. Naquela manhã tudo parecia, finalmente, claro. Parecia, mas não era. Aqueles enigmas eram apenas os componentes de incertezas que constituíam o extenso terreno em que nascem e crescem os sem história, os que nascem para servir e trabalhar. Aqueles cujo destino ganha sentido na trama de acasos que só se articulam num todo no fim da trajetória, no fim da vida, na história que faz dos simples mais objeto do que sujeitos.” Assim, José de Souza Martins inicia o “prólogo breve” de Uma Arqueologia da Memória Social, apresenta o seu livro, cria grande curiosidade pela história e anuncia como será sua autobiografia interpretativa.
Uma Arqueologia da Memória Social mostra uma trajetória pessoal de adversidades e superações, expondo o Brasil pela margem de dentro de seus dilemas, dias de blecaute e racionamento da Segunda Guerra Mundial, a morte de Getúlio Vargas, a greve dos 400 mil, em 1957, a violência doméstica resultante do embate entre a ordem rústica que se desagregava e o urbano anômico que se impunha. Com seu olhar microscópico e cotidiano, José de Souza Martins conta sua infância e adolescência, na roça e na fábrica, traçando o retrato de uma era decisiva no advento da modernidade no Brasil: a era Vargas. Sua história é um convite à iniciação nas ciências humanas. Um jeito diferente de conhecer o que elas têm a dizer sobre o homem comum sem desconhecer-lhe o imaginário que dá sentido às incertezas do viver sem rumo.
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José de Souza Martins é sociólogo e Professor Titular de Sociologia da Faculdade de Filosofia da USP, onde se tornou Professor Emérito em 2088. Foi professor visitante da Universidade da Flórida (EUA) e da Universidade de Lisboa. Foi o terceiro brasileiro eleito para a Cátedra Simón Bolivar da Universidade de Cambridge (Inglaterra), em 1993/94, e Fellow de Trinity Hall. Foi membro da Junta de Curadores do Fundo Voluntário da ONU contra as Formas Contemporâneas de Escravidão (1996-2007). Prêmio “Érico Vanucchi Mendes” – 1993, do CNPq, pelo conjunto de sua obra. Prêmio “Florestan Fernandes” – 2007, da Sociedade Brasileira de Sociologia.
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Ficha Técnica
Título: Uma Arqueologia da Memória Social – Autobiografia de um Moleque de Fábrica
Autor: José de Souza Martins
ISBN: 978-85-7480-555-9
Formato: 15,5 x 22,5 cm
Páginas: 464
Preço: R$60,00

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Biografia de Euclides da Cunha ganha Prêmio Jabuti

Biografia de Euclides da Cunha ganha Prêmio Jabuti

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Euclides da Cunha: Uma Odisseia nos Trópicos, de Frederic Amory, venceu o Prêmio Jabuti de 2010, na categoria Biografia, anunciado pela CBL na última sexta-feira. A obra também ganhou em 2009 o Prêmio Euclides da Cunha, da Academia Brasileira de Letras (ABL). Segundo a ABL, o prêmio destinou-se a distinguir o melhor livro, inédito ou publicado depois de 1º de janeiro de 1999, sobre a vida ou a obra de Euclides.

Este livro abandona os mitos de alguns biógrafos e dá destaque ao gênio de Euclides da Cunha sem separá-lo de suas misérias. Frederic Amory dedicou-se como poucos a entender a personalidade e as ideias do autor de Os Sertões. Para isso ele confrontou, de modo rigoroso e objetivo, as problemáticas fontes de informação sobre o escritor. Esta biografia aprofunda e esclarece aspectos da vida e da obra de Euclides da Cunha até então pouco estudados.