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Livros sobre Livros

Fonte: ICNews

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por Isabel Furini

Profissionais da área editorial, bibliotecários e leitores interessados em saber um pouco mais sobre a interessante arte dos livros podem consultar, entre outros, duas obras da Ateliê Editorial: A Arte Invisível ou a Arte do Livro e O Design do Livro.

Livro A Arte Invisível, de Plinio Martins FilhoA Arte Invisível (São Paulo: Ateliê, 2008, 160 páginas) organizado pelo professor e editor Plinio Martins Filho, é um pequeno livro (edição de bolso), mas prima pela qualidade, capa dura, excelente diagramação, e citações cuidadosamente selecionadas. A primeira citação é de Ricahard Hendel: “Se a impressão é a arte negra, o design do livro pode ser a arte invisível”. Essa frase inspirou o título do livro.

Ao folhear um livro penetramos em um universo diferente, nem sempre – ou quase nunca – percebemos as escolhas gráficas e tipográficas feitas pelo designer, mas o trabalho desse profissional pode tornar a leitura mais fácil e agradável.

Plinio Martins Filho é diretor-presidente da Edusp, doutor em editoração pela USP e atua no mercado editorial há mais de 35 anos. Ele sintetiza a seriedade de sua postura como editor: “A qualidade gráfica final de um livro nem sempre contribui para a venda do livro, mas revela se o editor, se o produtor leva a sério seu produto como um todo, ou se ele quer apenas causar impacto”.

A Arte Invisível é uma leitura agradável, especial para bibliotecários, diagramadores, ilustradores, ou seja, profissionais do livro e para bibliófilos.

A Arte Invisível

Fonte: http://designices.com/a-arte-invisivel

por Rogério Fratin | @rfratin

Capa do livro A Arte Invisível, de Plínio Martins Filho

Não é um palito de fósforo gigante, não. O livro é pequenino mesmo, literalmente é de bolso e tem capa dura. Mas o conteúdo do livro tem qualidade, bem grande por sinal. A ideia do livro é mostrar os elementos “invisíveis” na criação de um livro, como uma boa escolha de tipografia, elementos da capa, tamanhos, proporções, erros cometidos, integração interdisciplinar do designer com os outros envolvidos na produção do livro, tudo citado por “gente com opiniões de peso”, como Jan Tschichold, David Carson, Wolfgang Weingart, Robert Bringhurst, o próprio autor Plinio Martins Filho, entre outros. Só fera :D

As reflexões são curtas e praticamente pode-se ler essa publicação de forma não-linear. Inclusive é um bom livro pra ter ao lado da mesa do trabalho. Entre uma demanda, emails respondidos, cobranças de prazo e alterações nos layouts, ele se torna um bom companheiro, já que não leva nem 40 segundos pra vocé ler cada uma das 164 páginas. É aquele empurrãozinho que te dá forças pra continuar.

Alguns exemplos:

“A chave para uma boa tipografia é sempre deixar que as palavras ditem o design” –Humphrey Stone

“Um axioma da produção de livros é… que, se se deixar que alguma coisa comece errado, há muita probabilidade de que saia errado. Grande parte do trabalho do designer é explicar suas exigências a estranhos distantes” – Hugh Williamson

“Se um texto pede algum tipo de Renascença, também exige uma tipografia da Renascença. Isso geralmente significa proporções de página e margens da Renascença, e ausência de negrito” – Robert Bringhurst