Plinio Martins aconselha novos editores em entrevista para Isabel Furini

Editor Plinio Martins aconselha novos editoresA escritora Isabel Furini apresentou breve trajetória da Ateliê Editorial e entrevistou o editor Plinio Martins, que tem trinta anos de experiência no mercado editorial. A matéria apresenta as funções e ponto de vista do editor no negócio dos livros. Confira um trecho da entrevista abaixo:

Que conselho daria aos escritores iniciantes?

Leia. Leia muito. Quanto mais uma pessoa lê, melhor ela domina sua linguagem e torna-se capaz de transmitir melhor suas próprias idéias. É importante também ter cuidado ao analisar sua própria produção criticamente. Vale a pena pedir opinião de terceiros ou até mesmo um parecer de outros autores que já tenham publicado obras similares.

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Ateliê convida para lançamentos em São Paulo

Arte pública digital invade Avenida Paulista

Até o dia 29 de agosto, quem passar pela Avenida Paulista poderá interagir com o projeto de arte pública digital do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica). As instalações, espalhadas ao longo da avenida, levam às pessoas experiências únicas com o mundo digital – e as lembram da intensa presença da tecnologia na vida urbana. Dentre as 12 estações de intervenções estão o SMSlingshot, que “atira” SMSs em paredes de prédios, e o SNIFF, um cão animado que segue quem passa por perto.

O SMSlingshot, criado pelo grupo VR/Urban, é um celular com o formato de estilingue. A mensagem de texto é digitada e atirada. Essa mensagem é então projetada numa fachada de prédio, no local onde a pessoa mirou. A ideia dos criadores é de incentivar os habitantes da cidade a terem uma postura ativa, de maneira que ocupem os espaços urbanos com suas próprias mensagens. O SMSlingshot pode ser encontrado próximo ao Metrô Brigadeiro.

Interior Via Satélite, de Marcos Siscar, debate o lugar da poesia

(Jair Ferreira dos Santos – Jornal do Brasil)

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Paira sobre a cena literária, há bom tempo, uma pergunta ainda sem resposta: qual é a poesia possível no mundo contemporâneo, que parece condenado à prosa? Pois formatada pelos objetos e saberes tecnocientíficos, assim como pela parolice comercial das mídias, nossa época descarta o poema, arcaísmo silenciado sob o império da informação em linguagem corrente. Há quem se escandalize com essa hegemonia, mas há também os que aderem a ela estrategicamente. É o que se propõe Marcos Siscar, poeta, tradutor e professor da Unesp em São José do Rio Preto e Campinas, em sua notável coletânea Interior via satélite, ao afirmar: “não importa onde a fisgada nas vísceras lhe corte o verso. ou que o curso da prosa o esconda sob água turva”. A opção não é nova, mas neste caso o tratamento recebido e seus frutos são incomparáveis.

Quatro blocos de poemas nos quais o verso dá lugar à frase, à estrofe, ao parágrafo, sem vírgulas ou capitulares, refazem sofisticadamente nossa percepção do que seja o cotidiano, as pequenas coisas, a ambiência tecnológica e a própria Terra, não sem flexibilidade suficiente para redescrever o amor doméstico ou produzir três tocantes narrativas sobre a Pietá.

Críticos e professores de literatura elegem as melhores editoras do Brasil

(Por Márcio Ferrari Valor Econômico)


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A pesquisa promovida pelo Valor não teve a intenção de medir a eficiência empresarial, mas indicar as editoras que mais se destacam culturalmente. A votação se encaminhou naturalmente para a ênfase nas áreas artístico-literária e das ciências humanas e muitos dos votantes mencionaram a capacidade de interferir na vida cultural e de formar leitores como critérios para medir a qualidade de uma editora. Aos 21 especiliastas consultados, foi pedido que fossem escolhidas as três melhores casas editoriais. Ficaram de fora as áreas mais especializadas, como as dos livros técnicos, os de autoajuda e os didáticos e paradidáticos, embora a grande movimentação nesses setores nos últimos anos, em que ocorreram grandes fusões e incorporações, certamente influi no quadro geral. [Leia a matéria completa]

Historiador discute relações entre Adoniran e sua grande musa, São Paulo

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O centenário de Adoniran Barbosa – que se comemora em 6 de agosto – é uma excelente ocasião para conhecer Adoniran Barbosa – O Poeta da Cidade, estudo inovador do historiador Francisco Rocha sobre as relações entre o compositor e radialista e sua grande musa, a capital paulista.

Nas palavras do crítico Antonio Candido, Adoniran “inventou um certo jeito de ser paulistano”. Afirmou-se como intérprete, expressão e extensão de uma metrópole no momento em que ela passava por radicais transformações que acentuaram a desigualdade social. Com uma visada crítica, Adoniran modelou a sua visão de São Paulo com uma poética da denúncia e da rebeldia, cheia de cômica ironia e peculiar dicção.