Folha entrevista autor de livro que analisa O Alienista

(Por EUCLIDES SANTOS MENDES)

O Altar & o Trono – Dinâmica do Poder em O AlienistaEm entrevista ao caderno Ilustríssima, o professor de literatura brasileira na ECA-USP Ivan Teixeira comenta a novela “O Alienista”, em que Machado de Assis (1839-1908) discute o significado da loucura na sociedade do seu tempo. Teixeira é autor do livro O Altar & o Trono – Dinâmica do Poder em O Alienista (Ateliê/ Editora da Unicamp, 432 págs., R$ 79).

“O Alienista” foi originalmente publicado em 1882, na coletânea “Papéis Avulsos”.

Folha – Como surgiu a novela “O Alienista”, de Machado de Assis?

Ivan Teixeira – Há duas hipóteses. Em primeiro lugar, acredito que “O Alienista” tenha surgido da necessidade do escritor em preencher seu espaço regular em “A Estação – Jornal Ilustrado para a Família”. Esse periódico de moda feminina pertencia a um grupo internacional alemão que editava 20 jornais em 19 idiomas. Quando se tratou de atribuir feição local a ele, criou-se uma seção literária. Machado de Assis tornou-se não só o principal colaborador, mas também uma espécie de editor do caderno. Permeneceu 19 anos nessa função. Essa é uma das hipóteses de meu livro. Em segundo lugar, “O Alienista” explica-se como intervenção artística do autor em questões cruciais de seu tempo como: pretensões da igreja no Estado moderno, intervenção da medicina na vida da cidade, noção de unidade política no Império, conceito de loucura e função social do hospício. Além disso, a novela tematiza a necessidade de equilíbrio diante da moda e da vaidade. Fala também do mau uso da imprensa. Tudo isso é abordado por meio do humor. Integrada à dinâmica do periódico em que foi publicada, a novela pretendia oferecer à nascente elite feminina do Império um modo desconfiado de interpretar questões culturais relevantes para o momento. (Continue lendo a entrevista)

Debate sobre Adoniran Barbosa e Noel Rosa tem presença de Francisco da Rocha e Martinho da Vila na Bienal

Noel Rosa e Adoniran Barbosa na Bienal do LivroAutor de Adoniran Barbosa – O Poeta da Cidade, publicado pela Ateliê Editorial, o historiador Francisco Rocha participa de um debate no Salão de Ideias da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, sobre os sambistas que melhor cantaram São Paulo e o Rio de Janeiro: Adoniran Barbosa e Noel Rosa, cujos centenários de nascimento se comemoram neste ano. Rocha dividirá a mesa com o cantor e compositor Martinho da Vila, que falará sobre Noel Rosa, e com o jornalista Celso de Campos Jr., biógrafo de Adoniran. O público presente poderá fazer perguntas aos debatedores.
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O debate será realizado no dia 22 de agosto, domingo, às 17 horas. A Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece de 12 a 22 de agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi.
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Edson Nery declama poema de Freyre na Flip 2010

Na primeira mesa da Flip, Edson Nery recitou o poema “Bahia de todos os santos (e de quase todos os pecados)”, contou histórias e analisou o estilo literário do homenageado Gilberto Freyre. Confira abaixo a matéria publicada no Prosa Online.

Edson Nery declama poema na Flip 2010Flip 2010: Nery arrebata com declamação de poema de Freyre

Com uma apaixonada declamação de cor do poema “Bahia de todos os santos (e de quase todos os pecados)”, de Gilberto Freyre, o biblioteconomista Edson Nery da Fonseca, 89 anos, arrebatou a plateia na primeira mesa desta quinta-feira, na Flip, que reuniu também o escritor Moacyr Scliar e o historiador Ricardo Benzaquen. Com um debate que alternou entre a análise do estilo literário de Freyre, seu trabalho como ensaísta e as contradições de suas obras clássicas, os três traçaram um perfil do autor homenageado desta edição da Flip.

Após declamar o longo poema, o qual consultou com apenas duas olhadelas numa pequena cola que levava consigo por precaução, Nery foi aplaudido por longos minutos. Pouco antes, ele apontou as três características principais do estilo de Freyre: o imagismo, absorvido da poeta americana Amy Lowell; a enumeração caótica, captada do poeta americano Vachel Lindsay; e o expressionismo, uma vez que Freyre “teve a sorte de ir à Alemanha em 1923, no auge do movimento”.

G1 traz cenários e personagens que viraram samba de Adoniran

Cenários que inspiraram Adoniran Barbosa

Foto: Raul Zito/G1

A matéria publicada pelo G1 SP ontem, 05 de agosto, mostra os principais cenários e personagens que inspiraram Adoniran e “virou samba”. O advogado Ernesto Pauleli, por exemplo, foi o motivo principal para o “Samba do Arnesto”. Ele revela em entrevista que, logo quando conheceu Adoniran, seu nome entrou em pauta nas composições do sambista.

Outras revelações são feitas com relação às origens dos sambas de Adoniran, como o “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”. A matéria inclusive apresenta um mapa, com pontos de marcações espalhados, onde o leitor pode clicar e ver uma imagem e um samba referentes áquele local.

Leia a matéria completa

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