O significado e a beleza das cores variam conforme o contexto

Um quadro com as cores e seus significados em diferentes culturas foi publicado no site The International Business Edge. A ilustração foi feita a partir da colaboração de internautas do mundo inteiro, que informaram os significados das cores de seus países. O site também indica outras referências de onde é possível pesquisar mais sobre o assunto, mas deixa claro que essa não é uma ciência exata, e que pode haver diferenças de significados dentro de um próprio país.

Em grandes países, como o Brasil, as culturas variam dependendo das regiões espalhadas pelo seu território. Além disso, o acréscimo no intercâmbio de informações entre países, por meio da internet e do cinema por exemplo ? pode alterar o significado das cores de uma cultura. Veja o quadro e contribua também com os significados que cada cor tem para você.

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No site Decorating Nature, Norm Magnusson aborda outros temas relacionados às cores em diferentes contextos. Ele pinta objetos naturais, os coloca de volta em seu habitat de origem e os fotografa. Os objetos pintados contrastam com os outros, formando uma bela combinação.

Além da beleza, o autor usa de sua arte para discutir a complicada e vasta relação entre homem e natureza. Segundo ele, “nós tentamos trazer ordem [à natureza], tentamos torná-la mais bela, e tentamos tirar algum proveito dela.” [Veja fotos do autor]

Livro conta breve história da escrita com ilustrações e documentos originais

O livro Letras de Memória – Uma Breve História da Escrita, de Adovaldo Fernandes Sampaio traz ricas informações a respeito da escrita, em seus variados aspectos, desde os tempos antigos. As ilustrações, incluindo documentos de difícil obtenção conduzem o leitor numa viagem pelo mundo das escritas. Na última parte do livro o leitor tem acesso a mais de cem línguas, através de um breve histórico e classificação de cada língua com textos-amostras.

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O Pai-Nosso em aramaico

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As curiosidades que envolvem a escrita não param por aí. O Engenheiro Civil, Dercy Valentim Guaitoli, ensina por meio de vídeo-aulas, técnicas para melhor a caligrafia e a coordenação motora, para aqueles que desejam melhorar a escrita ou até ganhar dinheiro sobrescritando orações, certificados, diplomas, convites.

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Visite o site http://www.caligrafiagratis.com.br/

Dica do Guia da Folha

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INTERIOR VIA SATÉLITE

O interior sempre esteve presente na poesia de Marcos Siscar, poeta nascido em Borborema e autor de Não se Diz e Metade da Arte, entre outros. No entanto, este tema se entrelaçava com outros, principalmente com a sua preocupação com o desgaste da palavra na poesia, e com as possibilidades da expressão, sempre tão escorregadia. Em Interior Via Satélite, seu quarto livro de poemas, o poeta explora as acepções da palavra “interior”, que é tanto um lugar à margem do grande centro quanto a subjetividade do poeta. Para isso, ele trabalha num jogo vertiginoso de aproximação e distanciamento, vendo as coisas de perto e de longe, de seu miolo e de sua casca.

A beleza do livro nasce desse enfoque com vários desfoques, ou dessa “discordância” do olho, como ele mesmo diz num poema. Algo que toca a estrutura dos poemas, ora em verso, ora em prosa, ora pontuado, ora correndo solto. Os temas do livro – a memória afetiva, a linguagem da poesia, o olhar para o mundo da mercadoria – são perpassados por este paradoxo. (HFM)

Alunos da EAD-USP encenam contos de James Joyce

O trabalho, dirigido por Luiz Damasceno e interpretado por alunos da EAD (Escola de Arte Dramática), é baseado na obra Dublinenses, de James Joyce. Dos quinze contos contidos na obra, os alunos apresentam dez, abordando as experiências vividas na cidade de Dublin. [Veja obras de James Joyce]

As apresentações serão nos dias 26 a 30/06 (de sábado a quarta), às 20h, na sala 24 prédio de Artes Cênicas da USP. O ingresso é gratuito e deve ser retirado com antecedência de uma hora na bilheteria da Escola.

Para mais informações mande um email para a produção: berthash@usp.br


Resenha de Sérgio Medeiros do livro Escrito sobre Jade no Sibila

LI PO E MAO TSÉ-TUNG EM PORTUGUÊS
Sérgio Medeiros

O poeta e tradutor Haroldo de Campos (1929-2003) “reimaginou”, em língua portuguesa, a poesia clássica da China. Publicada originalmente em 1996, a antologia Escrito sobre Jade, acrescida de novas traduções de sua autoria, saiu em segunda edição apenas em 2010. A novidade, que comentarei, é a inclusão de poemas “clássicos” do líder revolucionário Mao Tsé-tung. Mas, a meu ver, os poemas de Li Po, que já constavam da primeira edição, ainda são o ponto culminante desse pequeno volume.

O lúcido e irrequieto Haroldo indaga, em um texto inserido quase no final desse volume (pena que, em edição tão cuidadosa, as letras das partes em prosa sejam incompreensivelmente miúdas): “Como fazer para que essa poesia, procedente de uma linguagem isolante, monossilábica, de sintaxe posicional, resulte eficaz em idiomas analítico-discursivos, mais lógicos do que analógicos, mais hipotáticos do que paratáticos?” (Campos, 2010, pp. 97-98).

Para obter, em português, versos poeticamente eficazes, que correspondessem ao seu exigente padrão de poesia, o tradutor recorreu, nessas versões, a um procedimento hiperpoundiano, que comentarei a seguir. Mas talvez seja necessário, antes de tudo, apresentar, em poucas linhas, o poema chinês clássico, ou, pelo menos, alguns nomes exponenciais do período literário em questão, destacando, a partir daí, certos temas e procedimentos recorrentes. [Resenha completa]