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Era no Tempo do Rei traz nova ótica sobre Memórias de um Sargento de Milícias

Obra de Edu Teruki Otsuka investiga “espírito rixoso” presente na narrativa de Manuel Antônio de Almeida

imagem“Era no tempo do Rei”. A primeira frase de Memórias de um Sargento de Milícias foi escolhida como título da nova obra de Edu Teruki Otsuka, fruto de sua tese de Doutorado orientada pelo Professor José Antonio Pasta Júnior. No trabalho, ele mostra como o romance de Manuel Antônio de Almeida se organiza conforme uma lógica regida por conflitos interpessoais, que se manifestam no romance de maneiras diversas, mas que podem ser unificadas na noção de rixa. “São pequenos conflitos entre personagens, que na maior parte pertencem ao setor social dos homens livres e pobres, e ocorrem na forma de disputas pessoais, rivalidades, vinganças, zombarias etc”, explica Otsuka, professor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Segundo essa leitura, a lógica do espírito rixoso desempenha um papel estruturante na obra, sendo o ponto de articulação entre o plano da ficção e a matéria histórica e social que o romance elabora. Além de ser um dado temático, esse princípio “rege a configuração das personagens, modula a prosa, dita o ritmo da narrativa e organiza os episódios, dando consistência ao romance como um todo”, detalha Otsuka.

Como sublinha o próprio pesquisador, há uma diferença entre a leitura que ele propõe em Era no Tempo do Rei e o clássico Dialética da Malandragem, de Antonio Candido. Na interpretação de Candido, a alternância entre ordem e desordem sugere uma imagem da sociedade brasileira caracterizada pela flexibilidade tolerante. Já a obra de Otsuka procura mostrar os conflitos e as relações violentas na camada de homens livres e pobres, acentuando a pouca coesão social decorrente da escassez de trabalho.

O estudo levou o autor a investigar o sentido histórico e social do espírito rixoso, que o conduziu à hipótese de que seu fundamento material está na disputa por trabalho, acentuada na época em que o romance foi escrito. “A rixa será, para as personagens pobres, o precário recurso que prolifera especialmente quando se está fora tanto do circuito econômico do trabalho quanto das relações de favor”, diz o autor.

Serviço

Era no Tempo do Rei – Atualidade das Memórias de um Sargento de Milícias

Formato: 12,5 x 20,5 cm

Número de páginas: 216

ISBN: 978-85-7480-748-5

Preço: R$ 39,50

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

Site: www.atelie.com.br

Blog: blog.atelie.com.br

Twitter: @atelieeditorial

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Tel: (11) 4402-3183/(11) 98384-3500

 

 

Ateliê lança Paulinho da Viola e o Elogio do Amor

Obra de Eliete Eça Negreiros investiga algumas modalidades da representação do amor na obra do compositor

paulinho2“Paulinho da Viola e o Elogio do Amor é uma reflexão sobre a lírica amorosa das composições de Paulinho, cujo eixo é a separação dos amantes”, explica Olgária Matos na apresentação da obra que a Ateliê Editorial acaba de lançar. A autora, Eliete Eça Negreiros, além de cantora e escritora, é Doutora em Filosofia pela Faculdade de Filosofia da USP (FFLCH) e uma apaixonada pela obra do compositor. Para ela, Paulinho da Viola é não apenas um inovador, mas também um guardião da memória do samba, “coisa rara e de uma riqueza cultural e brasileira incalculável”, diz.

O livro, que nasceu da tese de doutorado de Eliete Negreiros, é composto de quatro partes. Na primeira, “O Amor Breve”, a autora trata do amor que não resiste à ação do tempo, o amor fugaz. O tema filia-se à tradição do pensamento ocidental, que desde os gregos reflete sobre a fragilidade da condição humana e a brevidade da vida, segundo a autora. Na segunda, “O Amor e a Melancolia”, Eliete Negreiros fala do amor que não consegue se realizar e que fica preso a um mundo de ruínas e perdas, preso na lembrança do que já foi e não é mais. “Para refletir sobre esta intrigante dimensão da alma humana, busquei compreender como o amor e a melancolia se entrelaçam, partindo dos ensinamentos de Freud em seu escrito ‘Luto e melancolia’ e de pensadores que se debruçaram sobre este tema, como Aristóteles, Montaigne, Walter Benjamin, entre outros”, explica Eliete, que cita “Nada de novo”, “Flor esquecida” e “Estou marcado” como sambas de Paulinho da Viola representantes do amor melancólico. Na terceira parte, “O Amor Feliz”, o enfoque fica em torno da busca da felicidade enquanto plenitude associada ao encontro entre amado e amante. Por fim, em “Educação Sentimental”, a autora fala como encontramos, por meio das canções, uma filosofia que nos orienta sobre os movimentos dos sentimentos. “Paulinho da Viola constrói o tema do amor como reflexão que abrange a totalidade da existência, aproximando-se de uma espécie de ’educação sentimental’ que culmina em máximas morais, como experiência e conhecimento”, diz a autora.

Este é o segundo livro que Eliete Negreiros escreve sobre a obra de Paulinho da Viola. O primeiro foi Ensaiando a Canção: Paulinho da Viola e Outros Escritos, também da Ateliê Editorial. No livro anterior, no entanto, ela trabalhou mais a estrutura de algumas canções. Neste, a abordagem é temática, segundo ela mesma explica: “Através de uma ampla reescuta – pois conhecia as canções que escolhi – fui buscando ver como o amor é retratado na obra do Paulinho da Viola. Digamos que neste livro há um viés mais reflexivo, mais filosófico, mais abrangente”, conclui.

Lançamento de Paulinho da Viola e o Elogio do Amor

Dia 9 de novembro (quarta-feira)

Horário: das 18h30 às 21h30

Local: Livraria da Vila

Rua Fradique Coutinho, 915, Pinheiros, São Paulo

Tel.: (11) 3814-5811

Serviço

Paulinho da Viola e o Elogio do Amor

Formato: 14 x 21 cm

Número de páginas: 148

ISBN: 978-85-7480-537-5

Preço: R$ 41,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

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Antologia Fantástica da Literatura Antiga compila textos que misturam sonho com realidade

Durante anos Marcelo Cid garimpou trechos de textos antigos que têm características do fantástico, mesmo antes do gênero existir

antologiaÉ na infância, com a leitura dos contos de fadas ou de mitos, que geralmente começa o nosso fascínio pela literatura fantástica, diz Marcelo Cid, diplomata, escritor e organizador da obra Antologia Fantástica da Literatura Antiga. O livro contempla trechos relativamente curtos que podem ser entendidos como literatura fantástica – um gênero que só passa a ter esse nome no século XX, mas é encontrado ao longo de narrativas históricas ou poéticas, ou mesmo em obras filosóficas de séculos passados.

A Antologia reúne trechos de obras que vão do século 7 a.C ao 5 d.C, escritos por nomes como Platão, Virgílio, Horácio, Ovídio e Tales de Mileto. Por outro lado, Marcelo Cid procurou sair da lista de autores antigos mais conhecidos e muitos nomes não são comuns a grande parte dos leitores, como Jâmblico, Aulo Gélio e Artemidoro.

Cid explica que no fantástico quase sempre haverá algum elemento estranho, algum desconforto — mais ou menos leve — em nossas crenças, em nossas expectativas. Uma mistura de sonho com realidade. “O fantástico em literatura tem certa dose de pathos, ausente no maravilhoso. Remete ao insólito, ao onírico, ao inconsistente, e funciona especialmente bem quando o autor diminui o estranhamento do que narra, aumentando sua credibilidade ou sua conexão emocional com o leitor, por meio de artifícios que este logo aprende a reconhecer”, afirma. No entanto, ele acredita que o leitor não dispõe de tempo para a caça dessas miniaturas, escondidas em livros que nem sempre são de fácil acesso. Durante anos, portanto, se dedicou a marcar os trechos do gênero fantástico que encontrava durante suas leituras de Literatura Antiga, com o objetivo de reuni-los em uma Antologia. “Mesmo com toda a tecnologia, com a facilidade das comunicações, ainda queremos ler o que não podemos ver, queremos uma história à beira da fogueira, sobre deuses e monstros e coisas mágicas”, conclui.

Veja um dos trechos que fazem parte da obra:

 OUTROS EXPERIMENTOS DO REI PSAMÉTICO

 […Clearco] relata que o rei egípcio Psamético criou escravos que só comiam peixe, porque ele queria [que esses escravos navegassem sempre rio acima para] descobrir as fontes do Nilo. Ele também tentou treinar escravos para que nunca bebessem água, para assim melhor explorarem o deserto da Líbia. Somente uns poucos sobreviveram. ATENEU DE NÁUCRATIS, O BANQUETE DOS SÁBIOS, VIII, 35.

Serviço

Antologia Fantástica da Literatura Antiga

Organizador: Marcelo Cid

Formato:  17 x 24,5 cm

Número de páginas: 264

ISBN: 978-85-7480-740-9

Preço: R$ 65,00

 

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Livros e Subversão traz seis estudos sobre período em que livros eram considerados ameaça ao Estado

Obra traz análise de documentos pouco estudados e até inéditos

livrosLivros e Subversão, organizado por Sandra Reimão, pesquisadora e professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, mostra, em seis estudos, como os livros eram vistos pela Ditadura (1964 a 1985) como possíveis instrumentos de subversão da ordem estabelecida e como potenciais inimigos a serem combatidos. A obra também apresenta estudos sobre editores e livreiros que fizeram de suas atividades profissionais uma forma de luta por mudanças da realidade social. Diferentes pesquisadores abordam a vigilância, as perseguições, intimidações, ameaças e atentados praticados pelo regime ditatorial contra os suspeitos de subversão. É o caso do jornalista Zuenir Ventura, perseguido e acusado de ser um simpatizante das ideias comunistas, como mostra estudo de Felipe Quintino.

Flamarion Maués aborda o caso da Global Editora, que na década de 1970 passa de uma editora generalista para uma editora de livros políticos. Já o estudo de Ana Caroline Castro mostra como a posse de vinte e um livros de “literatura comunista” foi o primeiro item arrolado na acusação de subversão contra Francisco Gomes, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN). Essa acusação é parte do processo do Projeto Brasil: Nunca Mais.

Andrea Lemos fala da Revista Civilização Brasileira, que chegou ao fim após um atentado a bomba contra a Livraria Civilização Brasileira, em outubro de 1968, assim como pelas restrições ao crédito bancário depois do golpe. As consequências de uma conjuntura de fechamento político sobre editores e livreiros são analisadas em dois artigos escritos por Sandra Reimão, Flamarion Maués e João Elias Nery. No primeiro, eles analisam como a publicação de O Estado e a Revolução, de Lenin, feita por uma pequena editora de Niterói, em outubro de 1968, levou à prisão dos editores da obra às vésperas do AI – 5. Em outro artigo os autores estudam a livraria que foi fundada em fevereiro de 1967 e que manteve-se em funcionamento no Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) até 17 de dezembro de 1968, quando tropas do II Exército invadiram o Conjunto.

Os estudos publicados envolveram análise de documentos, muitos deles pouco estudados ou mesmo inéditos. “Acreditamos que o conjunto dos textos que compõem este livro permite uma visão clara e ampla do sentido político e de intervenção social que a edição de livros tem, em especial em momentos nos quais as liberdades democráticas são atacadas”, diz a introdução da obra.

Serviço

Livros e Subversão – Seis Estudos

Formato:  14 x 21 cm

Número de páginas: 176

ISBN: 978-85-7480-743-0

Preço: R$ 47,00

 

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Realidades e Ficções na Trama Fotográfica ganha nova edição da Ateliê

Publicada pela primeira vez em 1999, obra de Boris Kossoy continua sendo referência, 17 anos depois, para amantes da fotografia e estudiosos de áreas como comunicação, jornalismo, história e ciências sociais

Realidades2

Segunda obra da trilogia de Boris Kossoy, Realidades e Ficções na Trama Fotográfica apresenta um conjunto de textos que representam as diferentes linhas de pesquisa desenvolvidas pelo pesquisador (as outras são Fotografia & História e Tempos da Fotografia). O livro traz reflexões sobre os mecanismos mentais que regem a representação (produção) e a interpretação (recepção) da fotografia. De maneira didática o autor explica o processo de construção de realidades e, portanto, de ficções que a imagem possibilita.

A 5ª edição da obra traz notas explicativas ao longo do texto com o objetivo de melhor contextualizar determinados temas tratados na narrativa. O livro é dividido em três partes. Na primeira, basicamente teórica, há a retomada de conceitos anteriormente esboçados e discutidos por Kossoy, alguns tratados em Fotografia & História e em outros trabalhos. “A proposta se estende ao estudo das fontes fotográficas, e não poderia ser de outra maneira pois interessa-nos, sobretudo, propiciar elementos para que se perceba em que medida essas fontes têm se prestado para registrar e direcionar nossa compreensão sobre os fatos da história”, esclarece o autor na introdução da obra.

Na segunda parte o autor aplica os conceitos discutidos inicialmente, sobre um dado momento histórico: a passagem do Império para a República. Desmonta o uso ideológico que os donos do poder econômico e político fazem da fotografia, com o objetivo de apresentar o Brasil como terra promissora de “esplendor e progresso”, que vive sua plena modernidade. Na realidade, trata-se de um projeto de divulgação do país no Exterior, planejado e executado como uma peça publicitária, na qual o documento fotográfico é transformado em instrumento de propaganda. Demonstra assim, Kossoy, como são construídas realidades (e ficções) a partir e, em torno da fotografia. Na terceira parte, Kossoy retoma questões ligadas à problemática da memória, um tema sempre presente nas obras do autor.

O cerne da obra está na sua demonstração do processo de criação/construção de realidades que a fotografia proporciona, sempre, e é por todos utilizada, independentemente de lugar, época ou sistema fotográfico. Daí a sua atualidade.

Após 17 anos de sua primeira edição o livro se constituiu em obra de referência aos pesquisadores e estudiosos de várias áreas das Ciências Humanas e Sociais.

 

Serviço

Realidades e Ficções na Trama Fotográfica

Formato:13 x 20 cm

Número de páginas: 152

ISBN: 978-85-7480-730-0

Preço: R$ 39,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

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Ateliê lança Palmeirim de Inglaterra, irretocável exemplar de uma novela de cavalaria

PalmeirimQuem foi Francisco de Moraes? O que vem a ser o Palmeirim de Inglaterra? Por que o texto mereceu coedição (Ateliê/Unicamp) tão zelosamente cuidada, planejada nos mínimos detalhes para integrar a coleção “Clássicos Comentados” da Ateliê? Afinal, que interesse o leitor de hoje pode ter em um livro cuja primeira edição é supostamente de 1544?

Comece-se por destacar que o esmero editorial faz jus à trabalhosa tarefa de organizar a atual edição: segundo os professores envolvidos (Lênia Márcia Mongelli, titular de Literatura Portuguesa da USP, Raúl Cesar Gouveia Fernandes (FEI), Fernando Maués (UFPA) e Nanci Romero (UNIFESP), todos doutorados pela USP), essa tarefa demandou em torno de oito anos de pesquisas, metade deles dedicados à transcrição das fontes, pois o grupo tomou por base o exemplar de 1567 (o mais conhecido), que se encontra na Biblioteca da Ajuda, em Portugal, devidamente cotejado com as edições posteriores de 1786, 1852 e 1946, todas baseadas naquela anterior. Ainda foi levada em conta a edição de 1592, bastante mutilada, mas supostamente oriunda da que seria a edição princeps, de 1544, descoberta na Biblioteca Cigarral del Carmen, em Toledo, na Espanha.

Francisco de Moraes teria gostado de ver a atenção dispensada à obra a que ele dedicou o melhor de seu apuradíssimo estilo,  aqui belamente preservado no frescor da estrutura sintática e das escolhas semânticas próprias do século XVI, modernizado apenas o suficiente para atender às necessidades do leitor de hoje. Se a obra teve o raro prestígio das tantas edições consecutivas é porque ela agradava principalmente aos cortesãos, em meio aos quais viveu Moraes, agregado à corte portuguesa de D. João III e como secretário de D. Francisco de Noronha, segundo conde de Linhares. Daí suas duas grandes viagens a Paris, experiências de que impregnou vivamente o Palmeirim, oferecendo-nos deliciosas descrições do modo de vida palaciano quinhentista.

Quando  Miguel de Cervantes, ao queimar todos os livros de cavalarias que teriam sido responsáveis pelas loucuras de D. Quixote, resolveu salvar da fogueira o Palmeirim de Inglaterra; quando Mario Vargas Llosa confessa que a leitura do Tirant lo Blanc, do mesmo gênero, é uma das mais gratas lembranças que ele trouxe da juventude – temos pelo menos dois importantes testemunhos de que a matéria cavaleiresca, cujo interesse, desde a Idade Média Central, se estendeu pelo século XVII afora, é bem mais do que as aventuras do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda ou a busca do Graal. No caso das novelas quinhentistas portuguesas – e o Palmeirim inaugura todo um vasto ciclo de títulos – não há que esquecer que o pano de fundo delas, histórico,  é o período das navegações ibéricas…  Magos, feiticeiras, animais monstruosos e gigantes invencíveis são pura fantasia ou povoaram mesmo o imaginário daqueles navegantes que se punham temerariamente ao mar? Palmeirim de Inglaterra e seu irmão gêmeo Floriano do Deserto, heróis da narrativa, equivalem aos corajosos marinheiros de outrora?  Confira por você mesmo, caro leitor!

Serviço

Palmeirim de Inglaterra

Formato:  18 x 27cm

Número de páginas: 744

ISBN Ateliê Editorial: 978-85-7480-735-5

ISBN Edições da Unicamp: 978-85-268-1335-9

Preço: R$ 182,00

 

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Cartas a Miranda, de Quatremère de Quincy, ganha primeira tradução em português

Ao tratar de temas como preservação e transferência de obras de arte, obra de 1796 guarda íntima relação com a atualidade

TesteQuatremère de Quincy publicou as Cartas a Miranda em 1796. O destinatário seria o general Francisco de Miranda, que propôs que Quatremère abordasse, sob o ponto de vista das artes, os perigos de espoliação dos monumentos de Roma depois das vitórias do General Bonaparte no norte da Itália. Por isso, as cartas abordam questões como preservação e o problema da transferência de obras de arte, questões entrelaçadas com a teoria do autor de como se aprende o fazer artístico e a apreciar a produção artística.

Cartas a Miranda: Sobre o Prejuízo que o Deslocamento dos Monumentos da Arte da Itália Ocasionaria às Artes e à Ciência tem tradução e organização dos pesquisadores Paulo Mugayar Kühl, professor do Instituto de Artes da Unicamp, e Beatriz Mugayar Kühl, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Usp. No livro, eles mostram que Quatremère de Quincy elabora de maneira original a intrínseca relação da obra com o contexto em que está inserida, e a importância capital desse contexto, entendido de modo alargado, abarcando variados aspectos como o clima, as formas da natureza, as fisionomias, as lembranças e as tradições locais, os jogos, as festas. Trabalha de modo articulado com aquilo que hoje chamamos de patrimônio material e imaterial, mostrando sua inter-relação e o fato de serem inseparáveis. A obra amplia os horizontes de reflexão da preservação de monumentos históricos e dá passos essenciais para a formação do campo disciplinar do restauro, que ocorre posteriormente. “Quatremère desenvolve seu raciocínio a partir de uma base ética em prol do interesse público e do bem comum”, afirma Beatriz Mugayar Kühl. “Seus textos oferecem vários pontos para reflexão e antecipam algumas das principais vertentes de atuação do século XIX, que ofereceram bases essenciais, a partir de releituras críticas, ao pensamento sobre o restauro ao longo do século XX, e até os dias de hoje”, conclui.

Em Cartas a Miranda: Sobre o Prejuízo que o Deslocamento dos Monumentos da Arte da Itália Ocasionaria às Artes e à Ciência os organizadores apresentam ainda ensaios introdutórios que precedem a tradução. No primeiro, Paulo Mugayar Kühl aborda o problema da transferência de obras de arte, inclusive no que respeita a repercussões para o Brasil. No segundo, Beatriz Mugayar Kühl explora algumas das questões levantadas por Quatremère de Quincy em suas implicações para a preservação de bens culturais.

 

Serviço

Cartas a Miranda: Sobre o Prejuízo que o Deslocamento dos Monumentos da Arte da Itália Ocasionaria às Artes e à Ciência

Formato: 20 x 12, 5 x 0, 8 cm

Número de páginas: 144

ISBN: 9788574807362

Preço: R$ 28,00

 

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Estimar Canções – Estimativas íntimas na formação do sentido é o novo livro de Luiz Tatit

Estimar

Na obra, autor faz uso de conceitos da Semiótica para explicar a construção de sentido nas canções brasileiras

Como estimar os elementos de uma canção? Segundo Luiz Tatit, é comum que se avalie uma canção do ponto de vista musical, o que pouco ajuda na compreensão sobre essa linguagem. Por isso, o mais novo livro do professor titular do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Estimar Canções – Estimativas íntimas na formação do sentido, traz um enfoque que em geral não é considerado: como se forma o sentido na canção.

Na obra, Tatit também chama atenção para as dosagens avaliativas e as quantificações subjetivas típicas do pensamento humano para, a partir disso, detalhar como essas estimativas ocorrem nas canções. Assim, o “estimar” do título tem um duplo significado. “A gente analisa aquilo que gosta”, diz o autor, para, em seguida, completar: “estimar também corresponde a ‘calcular’ o tanto de musicalização, oralização, tematização e passionalização que o compositor investe em cada canção produzida”.

Segundo Tatit, o estudo da linguagem da canção deve sempre focalizar o encontro da melodia com a letra. É esse encontro que faz a melodia (neutra) virar um modo de dizer, uma sequência entoativa semelhante a que usamos em nossa fala diária. Uma vez configurado o modo de dizer, o compositor pode submetê-lo a um tratamento musical apurado ou intensificar ainda mais o processo de oralização. “No caso da musicalização, as unidades entoativas valem menos, pois o compositor faz prevalecer os recursos harmônicos e rítmicos, ao mesmo tempo em que atenua a relevância da letra, criando versos avulsos (sem narrativa) ou aproveitando sobretudo suas aliterações e suas rimas. No caso da oralização, as unidades entoativas valem mais e, no extremo, chegamos à quase neutralização de parte dos elementos musicais para que a ênfase fique na mensagem do componente linguístico, como é o caso do rap,” explica o autor.

Em outros casos, o que o compositor acrescenta à canção pode fazer dela um gênero no qual prevalece a recorrência de motivos melódicos ou refrãos que se compatibilizam com letras de exaltação de algum conteúdo – como o amor, a terra natal etc. É o caso de algumas antigas marchinhas, baiões e música axé. A isso, Tatit chama de tematização. Já alguns boleros, sertanejos, sambas-canções e músicas românticas são exemplo de canções passionais, na medida em que apresentam melodias desaceleradas, que estendem a duração das notas sem formação clara de motivos, e estão ligadas à busca do objeto desejado.

Para o autor, esse processo é como uma receita culinária: “Se acrescentar oralização, a canção pode virar um gênero mais falado, como o rap por exemplo. Se insistir na pureza musical, a canção pode adquirir traços do jazz ou mesmo da nossa bossa nova dos anos 60”, diz Tatit, que explica que os aspectos da teoria semiótica utilizados na obra servem para “estimar” qualquer canção.

Serviço

Estimar Canções – Estimativas íntimas na formação do sentido

Formato:  14 x 21 cm

Número de páginas: 176

ISBN: 978-85-7480-737-9

Preço: R$ 34,00

 

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Ateliê lança Os Processos de Criação em À Sombra das Raparigas em Flor

Novo livro de Philippe Willemart aprofunda o estudo do segundo volume de Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust

A Ateliê EditorCapa2ial está lançando Os Processos de Criação em À Sombra das Raparigas em Flor – A Pulsão Invocante e a Psicologia no Espaço em Proust. O livro foi escrito por Philippe Willemart, prof. titular em literatura francesa pela USP, de formação psicanalítica. Na obra, ele analisa a primeira parte do primeiro capítulo de À Sombra das Raparigas em Flor, segundo dos sete volumes do clássico Em Busca do Tempo Perdido, obra-prima de Marcel Proust, escrita entre 1908 e 1922.

“Numa primeira parte, leremos treze análises que percorrem o livro até as numerosas páginas sobre o escritor Bergotte, onde parei”, afirma Willemart na introdução da obra. “Numa segunda parte, aperfeiçoei o que tinha elaborado sobre as rodas da escritura e da leitura nas obras anteriores, com a ajuda das descobertas proustianas e outras”, completa.

Ao longo do processo de criação de Em Busca do Tempo Perdido, Proust escreveu 75 cadernos de rascunho, conhecidos como os cadernos manuscritos. Willemart fez uso deles ao empregar em seu estudo um número considerável de passagens desse material, registrando assim etapas muito diferentes da criação do livro. Segundo o pesquisador, os rascunhos permitem distinguir o essencial da narrativa.

“Como ‘o analista que conclui as palavras do analisando’, faz parte da proposta dos livros de Philippe Willemart sobre Proust conseguir verbalizar o que ficou apenas sugerido pelo escritor”, reflete Guilherme Ignácio da Silva no prefácio do lançamento.

O ensaio teve origem na preparação de uma disciplina para estudantes do último ano da graduação em francês na Universidade de São Paulo, o que faz a obra apresentar um caráter didático sobre Proust.

Serviço

Os Processos de Criação em À Sombra das Raparigas em Flor – A Pulsão Invocante e a Psicologia no Espaço em Proust

Formato:  12,5 x 20,5 cm

Número de páginas: 224

ISBN: 978-85-7480-732-4

Preço: R$ 38,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

 

Site: www.atelie.com.br

Blog: blog.atelie.com.br

Twitter: @atelieeditorial

Facebook: https://pt-br.facebook.com/atelieeditorial

Contatos para Imprensa:

Milena O. Cruz

imprensa@rda.jor.br

Tel: (11) 4402-3183/(11) 98384-3500

Ateliê Editorial lança 5ª edição da Revista Livro

Para Marisa Midori Deaecto e Plinio Martins Filho, editores da revista, publicação guarda um projeto maior: preservar a memória do livro como guardião da humanidade

 PRIMEIRA CAPA REV LIVRO 5

 

Uma revista para quem ama os livros e, ainda mais, ama ler sobre eles. A Revista do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (NELE) une textos de vários professores e pesquisadores que, em várias seções, apresentam o livro como objeto de estudo. Acervo e Arquivo, por exemplo, trazem ao conhecimento o que antes estava guardado. Na primeira João Carlos de Oliveira e Álvaro Costa de Matos mostram ao público brasileiro alguns aspectos da composição da Hemeroteca de Lisboa. Na segunda, Felipe P. Rissatto e Leopoldo Bernucci apresentam novidades fresquinhas sobre Machado de Assis e Euclides da Cunha, mostrando que é possível (re)descobri-los.

 

Já Almanaque exibe peças curiosas do que há de melhor na seara brasileira. O leitor verá uma série de pequenas publicações destinadas a resgatar os vínculos de Mário de Andrade com os livros e uma faceta pouco conhecida do “poetinha” Vinícius de Moraes: sua atuação como editor.

 

A seção Letra & Arte dedica-se à tradução de poesias, em trabalhos inéditos, de autores gregos, latinos e modernos. Vale a pena destacar a colaboração de Augusto de Campos, no bloco dos Latinos. José de Paula Ramos Jr. explica que Augusto de Campos resgata do esquecimento os poetas Sousândrade e Pedro Kilkerry, e contribuiu de modo decisivo para a revalorização da obra de Oswald de Andrade e para o reconhecimento de Pagu (Patrícia Galvão), tanto como escritora quanto como militante política e cultural. Além disso, Augusto de Campos oferece dez poemas latinos de autores célebres, recriados por ele em língua portuguesa.

 

Já em Conversas de Livraria, o historiador Carlos Guilherme Mota relembra a influência que sua família e seus mestres tiveram em seu gosto pela leitura, mostra preocupação com os professores da atualidade, que, exaustos, leem pouco, e fala, entre outras coisas, dos desafios encontrados em 2014 quando passou a dirigir a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, em São Paulo.“Os livros, sobretudo certos livros, foram ao longo do tempo meus companheiros fundamentais e queridos”, diz.

 

A cada edição a Revista Livro apresenta ainda um Dossiê Temático em que os autores são convidados a escrever sobre algum campo em comum. Neste número, há o Dossiê Tipografias, que tem a participação de nomes como Gustavo Piqueira. Mas não para por aí. Esta edição traz ainda as seções Bibliomania, com resenhas de livros que falam sobre livros, e Leituras, que apresenta artigos como “As Marcas de um Autor Revisor – Graciliano Ramos à Roda dos Jornais e das Edições de seus Próprios Livros”, de Thiago Mio Salla, destacando o duplo papel do escritor alagoano. Já em “Paratextos: Expectativas de Leitura e Campo Editorial — A Editora Jose Olympio e o Caso Guimarães Rosa”,Mônica Gama destaca a “maneira severa e minuciosa de trabalhar” do autor mineiro.

 

 

Lançamento da Revista do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (NELE) nº 5

 

Dia 29 de junho (quarta-feira)

Horário: das 18 às 21:30

Local: Livraria da Vila – Fradique Coutinho

Rua Fradique Coutinho, 915, Pinheiros, São Paulo

Tel.: (11) 3814-5811

 

 

 

Serviço

Formato: 18 x 27 cm

Número de páginas: 392

ISBN: 9772179801009

Preço: R$ 70,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

 

Site: www.atelie.com.br

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