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Obra analisa O Alienista como “caricatura dos desentendimentos do clero com o Estado”


por Daniel Piza | sabático

Como toda obra-prima, O Alienista tem dado margem às mais diversas e muitas vezes contraditórias interpreteções. Ainda assim, todas convergem para uma leitura comum: a novela de Machado de Assis seria uma sátira ao autoritarismo da ciência, na figura de Simão Bamacarte, o médico que se arroga a definir quem é louco na cidade de Itaguaí; em consequência, seria também uma sátira ao autoritarismo político. Mas há muito mais em O Alienista do que supõe o senso comum. Machado, como sempre, trata de questões universais a partir de um contexto local e não faz uma simples sátira unilateral, e sim uma obra de arte sutil e complexa, que mostra como tantas vezes doi inimigos declarados são bem mais parecidos do que gostariam.

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Sandra Pagano fala do I Varal Fotográfico da APSP

Foto do Varal Fotográfico da APSP
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A fotógrafa Sandra Pagano conversou com a Ateliê sobre o varal fotográfico que aconteceu no dia 16 de outubro, no bairro do Jardins, em São Paulo. Ela organizou o evento junto com o grupo de fotógrafos Amadores e Profissionais de São Paulo (APSP), que já planejam o II Varal Fotográfico.

Como surgiu a ideia do Varal Fotográfico?

Trabalhei no Rio de Janeiro este ano e fui num varal fotográfico do clube FotoRio, num lugar charmoso no centro da cidade e voltei certa da ideia de fazer um. Além disso, meio ambiente sempre foi uma das minhas preocupações.

Crítica dialética em tempos pós-modernos?

Resenha de Marx, Zola e a prosa realista

Autora: Salete de Almeida Cara

por Edvaldo A. Bergamo | Revista UFG

O próprio título do novo livro de Salete de Almeida Cara chama a atenção de imediato. Por que Marx e Zola aparecem juntos numa obra que pretende analisar a prosa realista? Para a estudiosa, ambos são referências obrigatórias quando se têm em mira os acontecimentos históricos do século XIX que não apenas são a matéria viva da narrativa romanesca do período, como também fatores decisivos para a compreensão crítica do gênero, entendido tal qual a maior expressão artística de um tempo marcado pelo avanço desenfreado do capitalismo industrial e finan-ceiro e pelo aprofundamento dos modos de exploração das classes trabalhadoras.

O ensaio da referida pesquisadora almeja não só a compreensão dos acertos e descompassos da obra de Zola, bem como apresentar uma refinada reflexão crítico-teórica sobre os desafios da prosa realista num momento histórico em que o romance é a forma privilegiada de representação de conflitos econômicos, ainda significativos pelos seus desdobramentos em nossa época, é preciso assinalar. E a obra do precursor do naturalismo é um terreno fértil para especular sobre as potencialidades e os limites do gênero no enfrentamento de problemas sociais que ocupavam cada vez mais espaço nos compêndios científicos, na imprensa e na vida cotidiana.

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34ª Mostra Internacional de Cinema homenageia Wenders e Kurosawa

Mostra Internacional homenageia cineastas Wenders e Kurosawa

por @AlexSens

Entre os dias 22 de outubro e 4 de novembro acontece em São Paulo a 34ª Mostra Internacional de Cinema. Os homenageados deste ano são os cineastas Wim Wenders e Akira Kurosawa, que completaria 100 anos. Por esse motivo, o cartaz da Mostra tem duas versões.

O alemão Wenders, diretor de “Buena Vista Social Club” e “Paris, Texas”, inaugurou no MASP a inédita exposição de fotos “Lugares, Estranhos e Quietos” e estará na Mostra para a exibição da versão estendida de seu filme “Até o Fim do Mundo”. Já Kurosawa, diretor japonês de “Sonhos” e “Os Sete Samurais”, ganha em seu centenário uma cópia restaurada do clássico “Rashomon” e uma parceria da Mostra com o Instituto Tomie Ohtake que traz ao Brasil a exposição “Kurosawa – Criando Imagens para o Cinema”, com 80 storyboards originais do cineasta.

Manuel da Costa Pinto é o novo curador da Flip

Manuel da Costa Pinto novo curador da FlipFonte: flip.org.br

Jornalista e crítico literário, o paulistano Manuel da Costa Pinto é o novo curador da Flip. Com uma carreira marcada pela presença constante dos livros, foi um dos criadores da Cult, revista que editou por 6 anos, e assinou, de 2003 a 2010, uma coluna de literatura na Folha de S.Paulo. Atualmente, é editor dos programas de literatura “Entrelinhas” e “Letra Livre” da TV Cultura e editor do Guia Folha – livros, discos e filmes. Autor de Albert Camus – um elogio do ensaio (Ateliê Editorial, 1998), Literatura Brasileira Hoje (Publifolha, 2004) e Antologia comentada da poesia brasileira do século 21 (Publifolha, 2006), Costa Pinto mantém uma relação de longa data com a Flip. Presente em diversas edições da Flip, como jornalista de cultura e amante da literatura, participou da sexta edição, em 2008, como mediador da mesa de Alessandro Baricco e Contardo Calligaris.

Exposição de Fernando Pessoa apresenta um mundo poético-visual simples e profundo

Exposição de Fernando Pessoa no Museu da Língua Portuguesa

por Alex Sens

Até o dia 30 de janeiro de 2011, o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo apresenta a exposição “Fernando Pessoa – Plural como o Universo”, que tem projeto do cenógrafo Hélio Eichbauer e curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith. A mostra multimídia tem o papel de aproximar as pessoas do Fernando Pessoa por meio de vídeos, fotos, livros, projeções e espelhos.

Esta é a primeira vez que o museu dedica uma exposição a um escritor português, depois de comportar outras homenagens a escritores brasileiros como Clarice Lispector e Guimarães Rosa. Toda ela tem um caráter interativo e lúdico. O visitante pode passear por labirintos onde poemas e imagens de Fernando Pessoa retratam seus vários heterônimos e nuances literárias. Há também cabines com projeção de textos que são trocados por um sensor que capta os movimentos das pessoas. Com um simples toque em páginas virtuais os visitantes podem ampliar documentos fac-símiles, manuscritos e datilografados, movidos como um livro holográfico gigante.

A pluralidade de Fernando Pessoa se encontra não só em suas personas diversas e bem construídas, mas também no fato de atingir um público divergente que é tocado pelo simples, porém profundo, ou parafraseando o autor, que simplesmente sente com a imaginação, sem usar o coração. Suas obras são diferentes e fazem pensar. Com esta exposição o visitante pode entrar num mundo poético-visual e pensar junto, além de se envolver mais com a literatura portuguesa e com seus aspectos histórico-culturais.

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“Fernando Pessoa – Plural como o Universo”

De 24 de agosto de 2010 até 30 de janeiro

De terça a domingo, das 10h às 18h

Entrada: R$6,00 (inteira) / R$3,00 (meia)

Gratuita aos sábados e também para crianças de até 10 anos e idosos com mais de 60 em todos os dias.

http://www.visitefernandopessoa.org.br/

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