Notícias

Coletivo Angú – Teatro que se diferencia pela urgência do assunto

Após sete anos de estrada, três peças no repertório, o grupo consolida linguagem e linha estética próprias, ganhando reconhecimento nacional

“É lindo!”, entre todas as críticas e elogios que o ator Fábio Caio esperava ouvir depois da estreia da peça Angu de sangue (2004), esse era o único comentário inesperado. “A gente se perguntava se as pessoas iam sair de casa para assistir a um espetáculo com esse nome indigesto”, confessa Fábio. A encenação, baseada no livro homônimo do autor pernambucano Marcelino Freire, trata de violência urbana, miséria e outros temas estampados nas manchetes dos jornais. Durante os dois meses da primeira temporada, as arquibancadas do teatro Hermilo Borba Filho, no Recife, ficaram cheias. Para Marcondes Lima, diretor da montagem, um novo filão foi descoberto. “O diferencial do nosso teatro é a urgência dos assuntos”, afirma.

Hoje, os integrantes do grupo – que agora se chama Coletivo Angu de Teatro – comemoram. São três peças no repertório em apenas sete anos, o reconhecimento nacional e a consolidação de linguagem e linha estética próprias. [Clarissa Falbo – Continente Online]

.

Angu de Sangue – Marcelino Freire

Em seu primeiro livro de contos, Marcelino Freire faz um retrato realista e inusitado do submundo das grandes cidades. Os protagonistas são violentados pelas dores e frustrações de uma sociedade injusta, que os estigmatiza. O autor aborda a realidade dos conflitos urbanos sem demagogias, escapando de uma armadilha comum da ficção social: a sentimentalização da miséria. Seus contos “irradiam uma terceira dimensão que ainda nem tivemos tempo de decifrar”, segundo o escritor João Gilberto Noll.

Bloomsday na Ateliê é comemorado com desconto nos volumes bilíngues de Finnegans Wake

Daqui uma semana será o Bloomsday, dia especial para os irlandeses. Acompanhando essa comemoração, a Ateliê inicia uma promoção especial para quem curte James Joyce. Na compra de qualquer volume do romance Finnegans Wake até o Bloosmday, você ganha 30% de desconto.
.
O Bloomsday é um feriado comemorado na Irlanda em 16 de junho, dia dedicado à obra Ulisses, de James Joyce, muito conhecido pela sua literatura de vanguarda. Ulisses relata a odisséia do personagem Leopold Bloom durante 16 horas do dia 16 de junho de 1904. Esta data foi escolhida pelo autor por ter sido em 16 de junho a sua primeira relação sexual.
.
Em São Paulo tem comemoração do Bloomsday no Finnegan’s Pub todos os anos. Na próxima quarta-feira haverá leitura de trechos dos livros de James Joyce e apresentações musicais. A programação começa a partir das 19h30. [Site do Finnegan’s Pub]
.
O nome deste pub irlandes foi dado em homenagem ao último romance de Joyce, o Finnegans Wake. A edição brasileira desta obra foi publicada pela Ateliê Editorial. Trata-se da primeira tradução completa de Finnegans Wake para o português, o mais experimental e intrigante romance de James Joyce.
.
A obra, escrita ao longo de 16 anos, levou árduos quatro anos de trabalho para ser traduzido por Donaldo Schüler. Acompanham o texto ainda belas imagens produzidas por Lena Bergstein e Hélio Vinci produzidas especialmente para a edição. O texto original, um fluxo único de 628 páginas, foi dividido com o passar do tempo em 17 capítulos, a fim de facilitar a leitura.
.
James Joyce, a partir de um pequeno núcleo de personagens (o taverneiro Humphrey Earqwicker e sua família), tenta contar a história do mundo e da literatura, associando os mitos e ícones antigos e universais aos protagonistas do folclore e da história da Irlanda, terra natal do escritor e cenário deste que é o seu trabalho mais complexo e envolvente. Todos os volumes são bilíngues, sempre acompanhados de notas explicativas do pesquisador e tradutor Donaldo Schüler.

Senac promove pré-estreia de videodocumentário sobre fotojornalismo

O Senac promove a pré-estreia gratuita do videodocumentário Páginas Ilustradas, de Ana Raquel Merighi, Marion Dória e Nathália Cunha, dia 10 de junho no auditório da unidade Santana, às 19h. Após a sessão, haverá um debate aberto ao público sobre fotojornalismo. É necessário fazer inscrição antecipada na própria unidade ou pelo site www.sp.senac.br/santana.

Páginas ilustradas é uma produção inédita sobre os fotojornalistas de jornais impressos diários, que retrata o perfil do profissional ao mostrar a sua rotina, muitas vezes, imprevisível. O documentário não trata de questões técnicas, mas transmite uma visão humanizada dos fotojornalistas, pois destaca as particularidades de cada um dos quatro personagens principais, dois fotógrafos da Folha de S.Paulo e dois do Estadão, respectivamente, Mastrangelo Reino, Letícia Moreira, Paulo Pinto e J. F. Diório. A peça também traz reflexões sobre as tendências da profissão diante da democratização dos meios de produção de imagem. [Blog Páginas Ilustradas]

.

Trilogia teórica de Boris Kossoy

O livro Os Tempos da Fotografia complementa a trilogia teórica de Boris Kossoy, iniciada respectivamente com Fotografia & História (1989, 2001) e Realidades e Ficções na Trama Fotográfica (1999, 2000, 2002), títulos esses desta mesma editora.

A desmontagem da informação é a meta a que o autor se propõe nos livros que compõem a sua trilogia. Retoma questões abordadas nos livros anteriores como a reconstituição do processo que deu origem ao documento fotográfico, com o objetivo de determinar a “ocorrência do fato e a gênese do documento”.

O efêmero e o perpétuo estão na base de suas reflexões sobre imagem e memória. Um constante exercício de rebatimentos entre a representação e o fato, o aparente e o oculto, o documento e a memória. Reflexões instigantes que vêm, certamente, contribuir para o debate sobre a fotografia. [Release]


"Não é preciso derrubar árvore", diz arquiteto Carlos Motta

(Matéria de MARIO CESAR CARVALHO – Ilustrada)

Marcelo Justo/Folhapress

Em 2001, o designer e arquiteto Carlos Motta recebeu um fax da Ikea, no qual a rede de móveis que tem lojas de Pequim a Nova York o consultava sobre a possibilidade de fornecer 1 milhão de cadeiras e 500 mil mesas.

Ele nem titubeou diante do negócio milionário: “Não dá para atender. Como dar garantia para o resto da vida para uma quantidade dessas?”.

A exposição que Motta, 58, abre amanhã no Museu da Casa Brasileira, onde também lança um livro, radicaliza mais o processo: todos os móveis são de madeira reciclada, ou “madeira de redescobrimento”, como prefere.

A ideia de dar garantia aos móveis e de reaproveitar tábuas que já foram ponte ou assoalho fazem parte de um mesmo conceito: o de que a madeira é material nobre, que não pode ser descartado.

“Não precisamos derrubar árvore nenhuma para criar móveis. Está tudo aí”, disse.

Motta é um dos principais designers do país. Tem móveis em lugares tão díspares quanto a Pinacoteca do Estado e a basílica de Aparecida.

“Na minha lista pessoal, ele está sempre nos primeiros lugares”, diz Sergio Rodrigues, 82, espécie de patrono do mobiliário brasileiro.

Irritação

Os móveis de madeira velha têm propósito ecológico e estético. O primeiro é óbvio. Ao segundo, acrescenta responsabilidade social. “Pessoas que trabalham nesses móveis têm de ganhar bem”.

O viés estético é um pouco mais complexo. Motta diz que sempre teve grande irritação com o mobiliário feito com madeira reciclada, consagrado em São Paulo pelos “móveis velhos” do Embu.

“Sempre me entristeceu como a madeira velha é usada no interior. É tudo baseado no colonial brasileiro, mas quem copia, copia mal.”

Motta parte de outra escola, a de Sergio Rodrigues e de Zanini Caldas (1919-2001).

Os móveis de madeira velha buscam a essência das coisas, diz ele: “Mexo menos na matéria-prima. Interessa-me muito o simples, o básico, o óbvio. Se sente frio, pegue um casaco. Tá cansado? Toma uma cadeira”.

O resultado dessa simplificação lembra a arquitetura brutalista de Paulo Mendes da Rocha, de quem ele foi estagiário, mas tem um quê oriental, segundo Motta. Muitos dos objetos lembram as linhas de um ideograma.

A curadora de design Adélia Borges diz que o uso de madeira velha põe em xeque a defesa dos materiais sintéticos em voga na Europa.

“Esse trabalho mostra que é bobagem esse discurso de que a madeira tem de ser abandonada. Há usos ecologicamente corretos dela.”

Para azar dos brasileiros, a nova linha de móveis caiu no gosto de europeus e americanos. Há um mês, Motta expôs em Paris e vendeu um cabideiro feito à mão por R$ 57,7 mil. Num leilão da Phillips de Pury, o lance mínimo de uma cadeira era de R$ 27,7 mil.

Um contraponto aos preços estratosféricos será mostrado na exposição. É uma cadeira feita para as Havaianas. Deve custar de R$ 600 a R$ 700, segundo o designer.

CARLOS MOTTA – MÓVEIS DE MADEIRA REUTILIZADA
Quando: de amanhã a 4/7, de ter. a dom., das 10h às 18h
Onde: Museu da Casa Brasileira, av. Brig. Faria Lima, 2.705, tel. 0/ xx/11/3032-3727
Quanto: R$ 2 e R$ 4; dom., grátis

Especialista alerta sobre risco de plataformas fechadas para a leitura de e-books

O Globo – 02/06/2010 – Bruno Rosa

Em visita ao Brasil, Henry Jenkins, professor de Ciências Humanas e coordenador do Programa de Estudos de Mídia Comparada do prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), se curva ao celular iPhone e ao computador tablet iPad. Mas, ao mesmo tempo, faz um alerta: “A minha preocupação é que a nossa comunicação migre para uma plataforma fechada”. Tido como uma referência quando o assunto é a comunicação em diferentes mídias, ele, autor do livro Cultura da convergência, acredita que, como as empresa perderam o controle sobre seu conteúdo, elas não devem criar barreiras de acesso, limitando a informação. “Nosso lema básico é ‘se não pode espalhar, está morto’. As empresas já perderam o controle sobre a circulação de seu conteúdo. O público pode fazer o que quiser com o que é produzido e feito. As empresas podem processar, mas só vai fazer o público ficar mais unido e determinado. E o que as empresas têm de fazer, porém, é voltar para o jogo, envolver o público e facilitar o que eles querem. A essência é descobrir para onde o público está indo e, em seguida, gritar ‘siga me’. Não vejo como fazer isso com a plataforma fechada, embora eu entenda que se possa querer limitar a circulação de algum conteúdo premium”.

Álvaro Alves de Faria fala sobre livro da Ateliê


Editora Ateliê lança obra sobre Manuel Bandeira

Livro trata das relações entre o poema e a música, que sempre foi assunto do autor

O poeta e jornalista Álvaro Alves de Faria fala sobre lançamento de livros e eventos ligados à Literatura. (escutar Podcast)

“Mais um belo lançamento da Editora Ateliê, Manuel Bandeira e a Música – com três poemas visitados, de Pedro Marques. ”

(Publicado por Bruna Gavioli – 2009)

Retirado do site da Jovem Pan

Poesia tem lugar de destaque na Ateliê Editorial

Arte difícil de definir, em constante mutação ao longo da história e dotada de grande força expressiva, a poesia é uma das mais antigas e importantes expressões do fenômeno literário. Difundir a poesia brasileira e estrangeira é uma das missões da Ateliê Editorial. Dentre os lançamentos recentes de poesia estão Escrito sobre Jade, em que Haroldo de Campos recria a poesia clássica chinesa; Palavra e Rosto, de Fernando Paixão; Sementes Aladas, antologia poética de Percy Bysshe Shelley, com tradução de Alberto Marsicano e John Milton, e Interior Via Satélite, de Marcos Siscar.

Na apresentação de Palavra e Rosto, Fernando Paixão anota que o livro pode ser encarado como um “álbum de desenhos e pensamentos”, pois o volume agrupa situações, devaneios e reflexões surgidas a partir de estímulos do cotidiano. O tema da poética permeia o percurso, pontuado por gravuras – igualmente poéticas – de Evandro Carlos Jardim.

Sementes Aladas traz os poemas mais representativos de Percy Shelley, um dos maiores nomes do romantismo, em edição bilíngue. O romantismo de Shelley é visceralmente anticonformista: celebra a comunhão com a natureza e as ideias políticas libertárias. Dentre os poemas reunidos na antologia estão o soneto “Inglaterra 1819”, uma crítica impiedosa à monarquia; “Julian e Maddalo: Uma Conversação”, escrito em Veneza, inspirado por conversas que teve com Lord Byron e “Adonais: Uma Elegia sobre a Morte de John Keats”.

Em Interior Via Satélite, Marcos Siscar propõe uma viagem ao leitor, uma reflexão sobre a prática poética em meio ao movimento do cotidiano. Com uma escrita fraturada, cheia de cortes e pontuações heterodoxas, mas também densa e constante, atenta tanto ao detalhe quanto à visão de conjunto, Siscar faz “poesia para quem conhece o peso da palavra”, como diz um de seus versos.

(escrito por Alexandre Fernandez)

Artistas retratam o estilo de vida urbano com suas obras e intervenções

Por entre os inúmeros prédios, pedestres acelerados e trânsito carregado das grandes metrópoles, artistas urbanos exploram os espaços para intervirem na cidade. É o caso do fotógrafo Maurício Simonetti, que recentemente clicou alguns instantes urbanos expostos no Lugar Pantemporâneo, e de Alexandre Orion, que utiliza recursos para mesclar a fotografia com a pintura.

A exposição Fotografias Urbanas, de Maurício Simonetti, exibe fotos que retratam o ritmo veloz de pessoas anônimas da cidade. As pessoas não aparecem de forma nítida nas fotos, pois são ofuscadas pelas luzes, sombras, concreto e carros. Simonetti, que normalmente fotografa a natureza, “mistura-se, para melhor sentir e captar, ao concreto, aos automóveis e às multidões anônimas”, assim explica o poeta e editor Raimundo Gadelha.

Alexandre Orion vai além da fotografia. Em sua série Metabiótica, ele pintou muros e, depois de um tempo, fotografou um instante quando a imagem “interagiu” com uma pessoa que passou em frente ao mesmo muro. Já na série Ossário, Orion utilizou um recurso pelo qual limpa determinada parede, que está suja pela poluição produzida por carros, para formar desenhos de caveiras, como uma forma de crítica ao estilo de vida urbano.

Livros sobre fotografia

Sorteio no Twitter

Vote em um livro para o sorteio!

.

Estamos preparando mais um sorteio e contamos com a sua ajuda. Abaixo estão listados 4 livros da Ateliê com temas diversos. Você pode conferir, clicar, perguntar ou comentar, ler sobre os autores no nosso site e ao final do post, votar no livro que gostaria que fosse sorteado.

.

  • Início do sorteio: 24/05 (Segunda-feira)
  • Término do sorteio: 28/05 (Sexta-feira)
  • Critério: RT usando o link divulgado

.

Dicionário Brasileiro de Insultos

Altair J. Aranha

Para aliviar aquele sentimento negativo em relação a uma pessoa ou situação, nada mais eficiente do que um bom xingamento. Mas como você reagiria se lhe chamassem de liburno ou mancípio? Para acabar com esse tipo de dilema, Altair J. Aranha explica mais de três mil termos potencialmente ofensivos, usados em todas as regiões do país. Com definições esclarecedoras e exemplos de aplicação, o Dicionário Brasileiro de Insultos oferece ao leitor um verdadeiro inventário da riqueza vocabular brasileira.

.

Desculpe a Letra

Guto Lacaz

Desculpe a Letra é uma página à parte na vasta e sempre inovadora obra do multiartista, designer, cenógrafo e inventor Guto Lacaz. Dividida em catorze seções temáticas, esta coletânea traz os desenhos em preto e branco que, por muito tempo, ilustraram a coluna de Joyce Pascowitch no jornal Folha de S.Paulo. É uma ótima oportunidade de rever seus traços sagazes e bem-humorados, que marcam presença na história recente do jornalismo brasileiro.

.

Escrito sobre Jade – Poesia Clássica Chinesa

Haroldo de Campos

Mais que traduzir: transcriar, reimaginar. Essa é a proposta de Haroldo de Campos ao verter poemas da literatura chinesa clássica. Esta bela edição traz, lado a lado, os textos originais e as versões em português. Para compensar as características formais dos ideogramas, o autor se vale da concisão e da espacialização gráfica. Organizado por Trajano Vieira, o volume traz também um ensaio de Haroldo originalmente publicado na Folha de S.Paulo, seguido de sete outros poemas traduzidos do chinês. [Leia mais]

.

Semiótica da Arte e da Arquitetura

Décio Pignatari

Os efeitos culturais e tecnológicos da Revolução Industrial possibilitaram o surgimento do design e daquilo que se convencionou chamar de arquitetura moderna. Tais formas de expressão são também frutos da guerra e das transformações sociais da chamada “era dos extremos”. A partir de conceitos desenvolvidos por Charles Pierce, Pignatari analisa edifícios modernos e objetos para discutir de que modo eles estabelecem novas relações do homem com o espaço em que habita.

.