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Carlos Cardoso

O poeta Carlos Cardoso é apontado como destaque entre os escritores da sua geração. Seu último livro, “Na Pureza do Sacrilégio” (2017), recebeu elogios de grandes críticos literários, como Silviano Santiago, que assinou o prefácio e o aproximou a Fernando Pessoa e Octavio Paz, e o acadêmico Antonio Cicero, que escreveu na orelha da obra.
“O poema perambula, mas tudo permanece intacto — eis a lição de poesia”, ressaltou Silviano Santiago ao citar o trecho de um poema de Carlos Cardoso.

Claufe Rodrigues, Carlos Cardoso e Antonio Cicero

“É um grande prazer ler poesia como a de Carlos Cardoso que, fundindo o entendimento e a imaginação, e nos levando a percorrer caminhos originais, inesperados e abertos, enriquece nossa vida. Por isso, brado: viva Na Pureza do Sacrilégio”, escreveu Antonio Cicero.

O poeta chama atenção pela sua forma singular de escrever, conforme ressalta o jornalista especializado em livros Paulo Werneck, da revista 451, ao dizer que os poemas de Carlos Cardoso representam o “surgimento de uma nova paisagem poética no país”.
— Ele tem uma poesia singular, uma poesia que se destaca daquela que está sendo produzida no Brasil hoje.

Manuel da Costa Pinto, Carlos Cardoso e Paulo Werneck

O crítico Manuel da Costa Pinto endossa a aproximação feita por Silviano Santiago, que colocou Carlos Cardoso no mesmo patamar que Fernando Pessoa, e ressalta:

— Você pode encontrar aqui e ali intersecções, pontos de contato, mas a obra de um poeta quando ele já criou uma dicção própria é independente.

O professor livre-docente da Unesp Aguinaldo José Gonçalves aponta a escrita de Carlos Cardoso atinge a “excelência poética”, além de trazer a integração entre a tradição e a modernidade.

O leitor é convidado a mergulhar no universo poético criado pelo escritor, em Na Pureza do Sacrilégio, conduzido pelas linhas de seus versos e as ilustrações gráficas da artista Lena Bergstein. O livro foi publicado com uma edição luxuosa que o torna, por si só, uma obra de arte.
Sucesso entre os críticos do Brasil, seus poemas já foram traduzidos e publicados em revistas de países da América Latina, Europa e nos EUA, além de circular na mídia nacional em veículos como Canal Curta e outros.

Conheça mais sobre Carlos Cardoso

Manual do Estilo Desconfiado é exercício lúdico para quem quer e também quem não quer ser escritor

Se prestarmos atenção à trajetória profissional de Fernando Paixão, as razões pelas quais ele acaba de publicar Manual do Estilo Desconfiado ficam claras. Poeta, professor universitário e ex-diretor editorial da Ática, seu trabalho está profundamente ligado ao texto, de maneira provocadora e criativa. Para isso, questionar o próprio estilo e ter um olhar crítico sobre o texto é  fundamental. É isto o que ele enfoca neste Manual, que não serve apenas a jovens escritores ou a quem deseja tornar-se escritor. A seguir, ele fala ao Blog Ateliê:

 

Fernando Paixão, em foto de Maira Moraes Mesquita

Por que o título “Manual do Estilo Desconfiado”?

Fernando Paixão: Tem a ver com a origem do livro. Surgiu a partir de um curso de escrita, que dei na Universidade de São Paulo, e envolvia atividades práticas. Ali, no diálogo com os alunos e na leitura dos trabalhos, fui percebendo certos tiques que aparecem com frequência na redação dos textos. Por exemplo, o uso da palavra gorda, aquela que tem ansiedade de resumir tudo, abstrata quase sempre, mas que deixa a frase obesa, retórica demais. Também é preciso desconfiar da frase longa, que pode dar volteios e intercalações, mas sem perder o rumo do raciocínio.

E para cada item desse você criou um capítulo?

FP: Isso mesmo. Ao longo dos cursos, fui criando um repertório que acabou resultando nesse livrinho e preferi dar a ele um título que fosse sério e brincalhão ao mesmo tempo. Para dar unidade ao conjunto,  cada “lição” traz seis frases ou parágrafos, que alertam para os perigos da escrita viciada e repetidora de modelos. Algumas dessas frases sugerem também reflexões sobre o ato de escrever, como esta: “existem as vírgulas da gramática e as do afeto”.

É diferente de um manual redação e de estilo, então?

FP: Exatamente. Seria pretensioso querer ensinar a escrever ou coisa assim com um livro tão sucinto. Na verdade, é uma proposta mais lúdica, que visa fazer o leitor pensar, ganhar certa distância crítica com o ato da escrita. Daí o convite para manter o espírito desconfiado. Em síntese, o que este livrinho propõe são algumas dicas para o leitor desconfiar do próprio estilo.

O estilo dele, aliás, apresenta frases bem curtas e diretas.

FP: Como não sou especialista no assunto e sim um curioso, que aprendeu com a experiência prática, preferi um caminho pessoal e adotei a máxima como gênero de inspiração. Sou atraído pelo poder de síntese que ela carrega, ao mesmo tempo em que propõe o desafio de produzir frases marcadas por uma espécie de “curto-circuito cognitivo”. É por isso que elas permanecem em nossa memória com facilidade, porque oferecem uma chave de entendimento mais amplo.

Algumas frases têm sabor poético, inclusive. O que leva a perguntar se a sua atividade de poeta influenciou o “Manual”?

FP: Embora seja uma proposta diferente, mais racional, é possível que as máximas deste livro dialoguem com o meu trabalho em versos. Não sei explicar ao certo… Em ambos os casos, gosto da concisão e da imagem exata. E posso dizer que é tão difícil escrever uma boa assertiva quando criar um verso que valha a pena ao fim da tarde.

Você teve uma longa (e consagrada) carreira no mercado editorial. De que maneira essa experiência contribuiu para o Manual?

Fernando Paixão em foto de Maira Moraes Mesquita

FP: Sempre fui um profissional mais ligado ao texto do que ao visual, tenho clareza disso. Tive a sorte de ser um leitor voraz desde a  juventude. E no trabalho da Editora Ática, onde passei muitos e muitos anos como editor, pude conviver com diversos escritores e projetos. Creio que isso me deu alguma tarimba para perceber o estilo alheio, olhar de fora o fluxo produzido pela escrita. Foi por essa razão que, ao começar minhas atividades de professor na universidade, criei uma disciplina chamada “Escrita e estilo em estudos literários”, da qual resultou este livro.

No texto de contracapa, Luis Fernando Veríssimo enfatiza o ineditismo do seu trabalho. E o recomenda, tanto para aspirantes quanto para praticantes da arte da escrita…

FP: Generosidade dele, que é um dos nossos melhores escritores vivos, na minha opinião. Acho que ele gostou de verdade do espírito desconfiado proposto pelo livro e que faz bem a qualquer pessoa que gosta de escrever. É importante dizer que os tópicos do livro não se restringem aos itens da gramática ou da redação. Também devemos desconfiar da abstração, das citações e do próprio estilo. É bem conhecida aquela frase do Conde de Buffon afirmando que “ o estilo é o próprio homem”, mas eu acrescentei uma condição ao ditado do século XVIII: “ … desde que tenha caráter”. Por isso, digo que essas máximas misturam o lado sério com certa ironia.

E acredita que pode ser uma leitura interessante para quem não deseja se tornar escritor?

FP: Creio que sim, desde que esse leitor também seja interessado pelas artimanhas da escrita. E esse assunto pode interessar a advogados, filósofos, sociólogos… e muitas outras profissões.  Ao final das contas, é por via desse ímpeto desconfiado que se pode chegar ao melhor argumento, seja numa crítica literária ou num tratado semiótico. Estamos tratando de ideias com uma linguagem comum a todos – o desafio começa aí. Mas, sei que não se pode ter uma desconfiança exagerada, inibidora. O importante é o equilíbrio, pois “quem (des)confia demasiado termina no fiado”.

Conheça outras obras do autor

Notícia de Publicação: Manual de Editoração E Estilo

Lênia Márcia Mongelli*

Há livros cuja divulgação é obrigatória, é quase um serviço de “utilidade pública” para o meio acadêmico em geral, de medievalistas – daí o excelente veículo do Jornal da ABREM – ou não.

Estou falando do Manual de Editoração e Estilo, de Plinio Martins Filho, considerado por seus pares o “maior editor brasileiro em atividade” (diz Marisa Midori Deaecto no Prefácio) e merecidamente recém-premiado com o “Jabuti” em sua área de especialização. Afinal, são quase 50 anos de prática, quer como professor de editoração da ECA/USP, quer à frente da Edusp ou da Ateliê, esta de sua propriedade.

Se o Manual é uma defesa apaixonada da beleza do livro enquanto objeto, bem como a apresentação de caminhos/instrumentos para sua melhor e mais refinada realização, ele é, antes de tudo, um modelo possível para padronização de originais – inclusive dissertações e teses universitárias, evitando tantos descompassos entre autores, orientadores, departamentos e casas editoras. Normas relacionadas a ortografia, pontuação, citação de textos em língua estrangeira, notas de rodapé, bibliografia etc. – estão todas ali, ordenadamente tratadas.

 

É obra que, indiscutivelmente, facilita – e muito! – a vida do pesquisador!

 

 Professora Titular de Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo, filiada ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Formada em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade Mackenzie (1969), fez todas as demais etapas de sua carreira acadêmica na USP: Mestrado (1978), Doutorado (1982), Livre-Docência (1988) e Titularidade (1996). Na mesma USP, atua hoje como professora-sênior. Especializada em Literatura Medieval, foi sócia-fundadora da Abrem – Associação Brasileira de Estudos Medievais (1995) e secretária de sua revista impressa Signum, sendo responsável pela edição e distribuição dos dez números dela, até 2008. Orientou cerca de 30 trabalhos, entre mestrados e doutorados; participou de aproximadamente 55 bancas examinadoras de trabalhos acadêmicos; organizou em torno de 80 eventos, atuando inclusive como palestrante; publicou cerca de 85 artigos e 40 capítulos de livros, além de vários “roteiros de leitura”. Livros publicados nos últimos anos, pela Ateliê Editorial: E Fizerom taes Maravilhas… Histórias de Cavaleiros e Cavalarias (org.) [2012], A Idade Média no Cinema (org. com José Rivair Macedo) [2009], Palmeirim de Inglaterra (org.) [2016] e As Pastorinhas de Pirenópolis – GO.

Conheça outras obras de Lênia Márcia Mongelli

4 Ensaios sobre Oscar Niemeyer: uma resenha

Carina Pedro*

O livro Quatro Ensaios sobre Oscar Niemeyer, publicado pela Ateliê Editorial, é uma ótima oportunidade de conhecer mais a fundo o trabalho do arquiteto brasileiro e os detalhes de seus projetos que viraram ícones do modernismo no Brasil e no mundo, assim como daqueles que nunca saíram do papel. A leitura dos ensaios também nos permite transitar pelas críticas que Niemeyer recebeu no decorrer de sua longa carreira, como isso influenciou seu desenho e o de outros profissionais contemporâneos. E, ainda, por meio de suas próprias reflexões, é possível sabermos o que pensava sobre a arquitetura e seu papel social.

O primeiro ensaio, “A Obra de Oscar Niemeyer em São Paulo”, de Paulo Bruna, trata dos projetos do arquiteto na capital paulista e no interior do estado, especialmente, aqueles realizados no início dos anos 50, pela filial do seu escritório em São Paulo, administrado pelo arquiteto Carlos Lemos. Essa fase de produção foi marcada quase que exclusivamente por um único cliente, o Banco Nacional Imobiliário (BNI), cujos acionistas principais eram Orozimbo Rouxo Loureiro e Otávio Frias. Entre os primeiros projetos na capital, o autor destaca o Edifício e Galeria Califórnia, com seu criticado pilar em V na fachada, e o Edifício Montreal, cuja planta de “sala e kitchenette” reflete as mudanças no estilo de vida dos moradores das grandes cidades.

No mesmo período, nasce o projeto do Conjunto Copan, que recebeu diversas alterações e foi concluído apenas nos anos 70. A ideia inicial de ser um misto de hotel e residência não se concretizou, o que não impediu que o edifício se tornasse uma referência de obra urbana, com suas galerias públicas e os seus 1120 apartamentos de diferentes metragens. Na sequência, Paulo Bruna comenta detalhes sobre outra obra de vulto, os edifícios construídos no Parque Ibirapuera, para a exposição do IV Centenário de São Paulo. A simplificação do projeto, por custo e prazo, foi considerada uma “mutilação” na época. Após diferentes propostas e reformas, os edifícios adquiriram diferentes usos e o conjunto foi tombado pelo Iphan.

Edifício Itatiaia em Campinas (1952), fachada posterior. Fonte: Hugo Segawa.

No segundo ensaio, “Entre dois pavilhões: a repercussão internacional de Oscar Niemeyer”, Hugo Segawa nos apresenta a visão dos estrangeiros sobre o trabalho do arquiteto. O projeto do pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Nova York, em 1939, foi o início do seu reconhecimento crescente, levando-o a participar do grandioso projeto das Nações Unidas, na mesma cidade, iniciado no período pós-guerra. Os bastidores dessa obra foram marcados por discordâncias entre o representante francês Le Corbusier e o diretor de planejamento norte-americano Wallace Harrison. Do projeto conciliatório, do qual Niemeyer e Le Corbusier participaram, pouco foi aproveitado no projeto final da ONU.

Entre as críticas positivas ao jovem arquiteto, o autor destaca as de Pierre Guegen, que apontam o uso da curva como uma marca de sua originalidade, sendo a igreja da Pampulha um belo exemplo de ousadia. Já as de Nikolaus Pevsner, nos anos 60, colocavam os projetos de Niemeyer, com os de outros arquitetos contemporâneos, entre os exemplos de obras antirracionais. Segundo Segawa, essa crítica pós-moderna, mesmo na intenção de ser negativa, deu sentido à preferência do arquiteto brasileiro pela forma e beleza, já que o tempo comprova que as funções inevitavelmente se modificam, enquanto a forma se preserva.

O terceiro ensaio, “A revisão crítica de Niemeyer”, escrito por Rodrigo Queiroz, apresenta as principais mudanças ocorridas nos projetos realizados pelo arquiteto entre 1940 e 1960, do conjunto da Pampulha à construção de Brasília. O autor destaca as críticas de Luís Saia e Max Bill, no ano de 1954, às soluções formais utilizadas na Pampulha e adotadas de maneira exaustiva em outros projetos. Na sequência, em uma revisão do próprio trabalho, Niemeyer demonstra seu interesse por uma nova estratégia de projeto, em busca de maior clareza e objetividade formal.

No “Depoimento” de 1958, Niemeyer afirma que Brasília e o projeto para o Museu de Caracas marcam o início de uma nova etapa profissional. Sua justificativa para as mudanças foi a viagem à Europa e o encontro com Le Corbusier. Ao reconhecer o desgaste de sua obra, o arquiteto busca um novo repertório formal no ateliê do seu mestre em Paris. Como consequência desse diálogo, Queiroz levanta a hipótese de que os estudos realizados por Le Corbusier para o Capitólio de Chandigarh influenciaram fortemente o projeto de Oscar Niemeyer para Brasília, sendo possível identificar nos palácios da capital federal as semelhanças e diferenças entre os dois projetos.

Ingrid Guerrero

O quarto e último ensaio, “O Espaço Sagrado em Oscar Niemeyer e alguns dos seus desdobramentos na América Latina”, de Ingrid Guerrero, trata primeiramente das poucas obras religiosas projetadas pelo arquiteto. Entre elas, a Igreja de São Francisco de Assis, que, embora rejeitada pelas autoridades religiosas de Minas Gerais, segue o simbolismo da arquitetura católica e a Catedral de Nossa Senhora Aparecida em Brasília, que se aproxima da arquitetura gótica. Na sequência, a autora discute os projetos realizados em países latinos, influenciados pelo desenho de Niemeyer, como o conjunto de igrejas projetado pelo colombiano Juvenal Moya, as releituras do espanhol Félix Candela no México e de Carlos Raúl Villanueva na Venezuela.

 

* Historiadora, designer de interiores e mestre em História Social pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É autora do livro Casas Importadoras de Santos e seus Agentes, publicado pela Ateliê Editorial, em 2015.

Ateliê na 19ª Festa do Livro da USP

A Ateliê marca presença, mais uma vez, na Festa do Livro da USP. Esta já é a 19ª edição da festa, que oferece livros com descontos de, no mínimo, 50%.

A Ateliê Editorial está na Tenda Azul, com uma grande lista de livros em promoção. Veja no mapa:

Veja a seguir alguns dos livros que estarão à venda no evento:

Almanaque Tipográfico Brasileiro

O Almanaque Tipográfico Brasileiro apresenta, de maneira divertida, a arte de transformar letras em objetos visuais. Conta com a colaboração de diversos especialistas, como o escritor Fernando Morais, o tipógrafo Cláudio Rocha e a bibliotecária Ana Virgínia Pinheiro. Juntos, eles compuseram este mix de artigos, brincadeiras, curiosidades e ilustrações, no típico estilo almanaque. O resultado é um registro irreverente da história da tipografia, dos primeiros tipos aos grafites urbanos.

De R$ 61,00 por R$10,00

 

Sobrecapa do livro “Capas de Santa Rosa”

Livro vencedor do Prêmio Jabuti 2016 (categoria Projeto Gráfico),  Capas de Santa Rosa mostra o trabalho de Tomás Santa Rosa, que se  dedicou a vários ofícios no campo das artes plásticas: executou pinturas e gravuras, criou capas, ilustrações e projetos gráficos para livros, revistas e jornais, elaborou cenários e figurinos para o teatro. Foi responsável pela cenografia da peça Vestido de Noiva, dirigida por Ziembinski em 1943, considerada um divisor de águas no processo de modernização do teatro brasileiro. A convivência com Portinari, com quem trabalhou e de quem se tornou amigo, permitiu que aperfeiçoasse o seu apurado senso estético. Com esse conhecimento, Santa Rosa passou a assinar a coluna de crítica de arte no Diário de Notícias em 1945, herdando o posto do aclamado Di Cavalcante. Luís Bueno destaca neste livro o que considera fundamental para o conhecimento da história da editoração e do design gráfico no Brasil: as capas criadas por Santa Rosa. De R$ 118,00 por R$ 50,00.

Ensaiando a Canção – Paulinho da Viola e Outros EscritosEnsaiando a Canção – Paulinho da Viola e Outros Escritos é um recorte da obra de Paulinho da Viola e reflexão sobre a canção brasileira. Eliete Negreiros analisa poesia e canção e encontra as temáticas, os procedimentos artísticos e a poética no trabalho do sambista. A primeira parte do livro mostra alguns sambas e mergulha na obra do compositor. Há também breve história do samba carioca e entrevista inédita com o artista. Já a segunda se detém em questões gerais do universo da canção e destaca mais o aspecto literário, considerando letra de música como poesia. De R$ 36,00 por R$ 5,50.

 

 

Em A Moeda da Arte – A Dinâmica dos Campos Artístico e Econômico no PatrocínioEduardo Fragoaz examina as complexas relações entre o campo financeiro-econômico e o campo artístico. Sua tese geral é que mesmo que, em última instância, o marketing que obedece ao primeiro campo tenda a prevalecer, a lógica do campo artístico não é passiva e reativa, negociando possibilidades de ações e espaços com resultados significativos para vida cultural e para a experiência do público. De R$ 63,00 por R$ 15,00.

 

 

Por Minha Letra e Sinal é o fruto de sete anos de pesquisas do Projeto Filologia Bandeirante. A partir do exame de manuscritos, os estudiosos obtiveram informações sobre a época das bandeiras e sobre a língua portuguesa do período. Além disso, identificaram, por meio de entrevistas, traços linguísticos que permanecem até hoje nas cidades erguidas sobre os antigos caminhos do ouro. Ao revelar parte fundamental do passado brasileiro, a obra torna-se referência para historiadores e linguistas. De R$ 77,00 por R$ 16,00.

 

 

Hypnerotomachia Poliphili  é uma reprodução fac-similar do exemplar que pertenceu à Biblioteca Guita e José Mindlin. Em iniciativa conjunta da Imprensa Oficial, Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes e Biblioteca Paulo M. Levy (com apoio da Engep e Biblioteca Vinária Reppucci) edita-se o notável incunábulo que saiu das prensas de Aldo Manuzio em 1499. Intitulado Hypnerotomachia Poliphili (Batalha de Amor em Sonho de Polifilo), é considerado obra-prima de composição tipográfica, em especial pela incrível harmonia alcançada no casamento do texto com as mais de 170 xilografias. Por R$ 120,00

Prepare-se para a Black Week da Ateliê Editorial

Seguindo o sucesso dos dois últimos anos, a Ateliê mantém a Black Week, que esse ano vai de 20 a 27 de Novembro.

Serão mais de 390 livros com descontos de 50% a 75%, inclusive em alguns lançamentos.

Veja alguns títulos que estarão em promoção:

Um Lance de Dados
Tradução Álvaro Faleiros
De: R$ 44,00
Por: R$ 22,00
Um Lance de Dados
História da Língua Portuguesa
Segismundo Spina
De: R$ 93,00
Por: R$ 46,50
História da Língua Portuguesa
Cancioneiro
Francesco Petrarca
De: R$ 160,00
Por: R$ 80,00
Cancioneiro de Petraca
Viva Vaia
Augusto de Campos
De: R$ 145,00
Por: R$ 65,25
Livro Viva Vaia
Olga Savary – Erotismo e Paixão
Marleine Paula Marcondes e Ferreira de Toledo
De: R$ 41,00
Por: R$ 12,30
Olga Savary - Erotismo e Paixão
Lugar, Tempo, Olhar – Arte Brasileira na França Românica
Tradução: Rita Faleiros
De: R$ 75,00
Por: R$ 18,75

 

Lugar, tempo, olhar

Cadernos 1 e 2
Pedro Nava
De: R$ 30,00
Por: R$ 9,00
Cadernos 1 e 2 Pedro Nava
Bucólicas
Virgílio
De: R$ 69,80
Por: R$ 31,41
Bucólicas
Palmeirim de Inglaterra
Francisco de Moraes e
Lênia Márcia Mongelli
De: R$ 182,00
Por: R$ 91,00
Poema, O: Leitores e Leituras
Andrea Saad Hossne, Cláudia Arruda Campos, Ivone Daré Rabello, Viviana Bosi
De: R$ 34,00
Por: R$ 8,50

Clássicos para o vestibular em promoção e com desconto

Já é novembro! Durante os últimos meses, todos os estudantes que planejam fazer vestibular se dedicaram muito a estudar, fazer simulados e aprender mais. As provas de primeira fase da Fuvest e da Unicamp acontecem ainda neste mês. E ainda há muito por estudar. Uma das partes mais importantes é a lista de obras obrigatórias.

Para dar uma forcinha para os estudantes nesta reta final, a Ateliê preparou uma promoção com títulos clássicos, que fazem parte da lista de diversos vestibulares. As obras, que trazem estudos introdutórios e notas explicativas especialmente escritas para quem quer conhecer melhor os textos, estão com descontos de até 50%.

Além de títulos clássicos, como Dom Casmurro (Machado de Assis), Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto) e Mensagem (Fernando Pessoa), entre outros, também há livros que explicam melhor autores, obras e panoramas históricos.

É o caso de Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa, um excelente roteiro para o entendimento de um dos poetas mais importantes da língua portuguesa. A vida e a obra do autor de Mensagem são apresentadas de maneira integrada, em torno aos temas centrais de sua trajetória, tais como: a linguagem modernista, a criação dos heterônimos, as ideias políticas e estéticas e os diferentes projetos literários. Capítulo após capítulo, forma-se uma figura complexa e genial – verdadeira esfinge literária.

 

 

Eça de Queiroz. Uma Biografia, é a mais completa e rica biografia do escritor português. Neste volume o leitor encontrará não apenas a informação mais fidedigna sobre a vida do escritor, acompanhada de vasta e preciosa iconografia, mas também reflexões críticas de primeira ordem. Neste livro generoso, encontrará ainda o leitor uma sucinta apresentação editorial das mais notáveis obras queirozianas, acompanhada de resumo do enredo e seleta coletânea de excertos de opiniões críticas. A esse rigor de informação e cuidado documental se alia uma prosa limpa e sedutora, o que torna este volume tão agradável ao leitor comum quanto indispensável ao especialista e ao estudante interessado na cultura luso-brasileira do século XIX.

O Altar & o Trono, de Ivan TeixeiraO Altar & o Trono – Dinâmica do Poder em “O Alienista”  traz minucioso levantamento dos discursos artísticos e culturais de que Machado de Assis se apropriou para escrever O Alienista. Ao mesmo tempo, analisa os processos retóricos em que se articulam as matérias. O leitor encontrará neste livro hipóteses estimulantes para uma revisão conceitual de Machado de Assis. Pela primeira vez, o artista é examinado em intrínseca relação com os signos de sua época e em sua condição de homem de imprensa: associado a grupos de poder, afeito à dinâmica dos periódicos, atento à reciprocidade dos compromissos e integrado com projetos editoriais.

 

A lista completa das obras está aqui!

 

2º Conaler: Congresso Nacional de Leitura Online

Até 3 de novembro acontece o 2º Conaler – Congresso Nacional de Leitura. O evento, gratuito, é organizado pela Fundação Observatório do Livro e da Leitura. Acontece exclusivamente pela internet e reúne grandes especialistas do Brasil e do mundo para falar sobre a questão da leitura. São conferências, palestras virtuais e uma rica programação cultural, durante 6 noites seguidas, com transmissão ao vivo gratuita.

Participam desta edição, entre outros, o autor Pedro Bandeira, Ferrez e Zuenir Ventura; as autoras Alice Ruiz, Ana Paula Maia e Eliane Brun; além de intelectuais, pesquisadores e estudiosos do tema. Mais informações, acesse: http://www.conaler.org.br/