Notícias

Notícia de Publicação: Manual de Editoração E Estilo

Lênia Márcia Mongelli*

Há livros cuja divulgação é obrigatória, é quase um serviço de “utilidade pública” para o meio acadêmico em geral, de medievalistas – daí o excelente veículo do Jornal da ABREM – ou não.

Estou falando do Manual de Editoração e Estilo, de Plinio Martins Filho, considerado por seus pares o “maior editor brasileiro em atividade” (diz Marisa Midori Deaecto no Prefácio) e merecidamente recém-premiado com o “Jabuti” em sua área de especialização. Afinal, são quase 50 anos de prática, quer como professor de editoração da ECA/USP, quer à frente da Edusp ou da Ateliê, esta de sua propriedade.

Se o Manual é uma defesa apaixonada da beleza do livro enquanto objeto, bem como a apresentação de caminhos/instrumentos para sua melhor e mais refinada realização, ele é, antes de tudo, um modelo possível para padronização de originais – inclusive dissertações e teses universitárias, evitando tantos descompassos entre autores, orientadores, departamentos e casas editoras. Normas relacionadas a ortografia, pontuação, citação de textos em língua estrangeira, notas de rodapé, bibliografia etc. – estão todas ali, ordenadamente tratadas.

 

É obra que, indiscutivelmente, facilita – e muito! – a vida do pesquisador!

 

 Professora Titular de Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo, filiada ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Formada em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade Mackenzie (1969), fez todas as demais etapas de sua carreira acadêmica na USP: Mestrado (1978), Doutorado (1982), Livre-Docência (1988) e Titularidade (1996). Na mesma USP, atua hoje como professora-sênior. Especializada em Literatura Medieval, foi sócia-fundadora da Abrem – Associação Brasileira de Estudos Medievais (1995) e secretária de sua revista impressa Signum, sendo responsável pela edição e distribuição dos dez números dela, até 2008. Orientou cerca de 30 trabalhos, entre mestrados e doutorados; participou de aproximadamente 55 bancas examinadoras de trabalhos acadêmicos; organizou em torno de 80 eventos, atuando inclusive como palestrante; publicou cerca de 85 artigos e 40 capítulos de livros, além de vários “roteiros de leitura”. Livros publicados nos últimos anos, pela Ateliê Editorial: E Fizerom taes Maravilhas… Histórias de Cavaleiros e Cavalarias (org.) [2012], A Idade Média no Cinema (org. com José Rivair Macedo) [2009], Palmeirim de Inglaterra (org.) [2016] e As Pastorinhas de Pirenópolis – GO.

Conheça outras obras de Lênia Márcia Mongelli

4 Ensaios sobre Oscar Niemeyer: uma resenha

Carina Pedro*

O livro Quatro Ensaios sobre Oscar Niemeyer, publicado pela Ateliê Editorial, é uma ótima oportunidade de conhecer mais a fundo o trabalho do arquiteto brasileiro e os detalhes de seus projetos que viraram ícones do modernismo no Brasil e no mundo, assim como daqueles que nunca saíram do papel. A leitura dos ensaios também nos permite transitar pelas críticas que Niemeyer recebeu no decorrer de sua longa carreira, como isso influenciou seu desenho e o de outros profissionais contemporâneos. E, ainda, por meio de suas próprias reflexões, é possível sabermos o que pensava sobre a arquitetura e seu papel social.

O primeiro ensaio, “A Obra de Oscar Niemeyer em São Paulo”, de Paulo Bruna, trata dos projetos do arquiteto na capital paulista e no interior do estado, especialmente, aqueles realizados no início dos anos 50, pela filial do seu escritório em São Paulo, administrado pelo arquiteto Carlos Lemos. Essa fase de produção foi marcada quase que exclusivamente por um único cliente, o Banco Nacional Imobiliário (BNI), cujos acionistas principais eram Orozimbo Rouxo Loureiro e Otávio Frias. Entre os primeiros projetos na capital, o autor destaca o Edifício e Galeria Califórnia, com seu criticado pilar em V na fachada, e o Edifício Montreal, cuja planta de “sala e kitchenette” reflete as mudanças no estilo de vida dos moradores das grandes cidades.

No mesmo período, nasce o projeto do Conjunto Copan, que recebeu diversas alterações e foi concluído apenas nos anos 70. A ideia inicial de ser um misto de hotel e residência não se concretizou, o que não impediu que o edifício se tornasse uma referência de obra urbana, com suas galerias públicas e os seus 1120 apartamentos de diferentes metragens. Na sequência, Paulo Bruna comenta detalhes sobre outra obra de vulto, os edifícios construídos no Parque Ibirapuera, para a exposição do IV Centenário de São Paulo. A simplificação do projeto, por custo e prazo, foi considerada uma “mutilação” na época. Após diferentes propostas e reformas, os edifícios adquiriram diferentes usos e o conjunto foi tombado pelo Iphan.

Edifício Itatiaia em Campinas (1952), fachada posterior. Fonte: Hugo Segawa.

No segundo ensaio, “Entre dois pavilhões: a repercussão internacional de Oscar Niemeyer”, Hugo Segawa nos apresenta a visão dos estrangeiros sobre o trabalho do arquiteto. O projeto do pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Nova York, em 1939, foi o início do seu reconhecimento crescente, levando-o a participar do grandioso projeto das Nações Unidas, na mesma cidade, iniciado no período pós-guerra. Os bastidores dessa obra foram marcados por discordâncias entre o representante francês Le Corbusier e o diretor de planejamento norte-americano Wallace Harrison. Do projeto conciliatório, do qual Niemeyer e Le Corbusier participaram, pouco foi aproveitado no projeto final da ONU.

Entre as críticas positivas ao jovem arquiteto, o autor destaca as de Pierre Guegen, que apontam o uso da curva como uma marca de sua originalidade, sendo a igreja da Pampulha um belo exemplo de ousadia. Já as de Nikolaus Pevsner, nos anos 60, colocavam os projetos de Niemeyer, com os de outros arquitetos contemporâneos, entre os exemplos de obras antirracionais. Segundo Segawa, essa crítica pós-moderna, mesmo na intenção de ser negativa, deu sentido à preferência do arquiteto brasileiro pela forma e beleza, já que o tempo comprova que as funções inevitavelmente se modificam, enquanto a forma se preserva.

O terceiro ensaio, “A revisão crítica de Niemeyer”, escrito por Rodrigo Queiroz, apresenta as principais mudanças ocorridas nos projetos realizados pelo arquiteto entre 1940 e 1960, do conjunto da Pampulha à construção de Brasília. O autor destaca as críticas de Luís Saia e Max Bill, no ano de 1954, às soluções formais utilizadas na Pampulha e adotadas de maneira exaustiva em outros projetos. Na sequência, em uma revisão do próprio trabalho, Niemeyer demonstra seu interesse por uma nova estratégia de projeto, em busca de maior clareza e objetividade formal.

No “Depoimento” de 1958, Niemeyer afirma que Brasília e o projeto para o Museu de Caracas marcam o início de uma nova etapa profissional. Sua justificativa para as mudanças foi a viagem à Europa e o encontro com Le Corbusier. Ao reconhecer o desgaste de sua obra, o arquiteto busca um novo repertório formal no ateliê do seu mestre em Paris. Como consequência desse diálogo, Queiroz levanta a hipótese de que os estudos realizados por Le Corbusier para o Capitólio de Chandigarh influenciaram fortemente o projeto de Oscar Niemeyer para Brasília, sendo possível identificar nos palácios da capital federal as semelhanças e diferenças entre os dois projetos.

Ingrid Guerrero

O quarto e último ensaio, “O Espaço Sagrado em Oscar Niemeyer e alguns dos seus desdobramentos na América Latina”, de Ingrid Guerrero, trata primeiramente das poucas obras religiosas projetadas pelo arquiteto. Entre elas, a Igreja de São Francisco de Assis, que, embora rejeitada pelas autoridades religiosas de Minas Gerais, segue o simbolismo da arquitetura católica e a Catedral de Nossa Senhora Aparecida em Brasília, que se aproxima da arquitetura gótica. Na sequência, a autora discute os projetos realizados em países latinos, influenciados pelo desenho de Niemeyer, como o conjunto de igrejas projetado pelo colombiano Juvenal Moya, as releituras do espanhol Félix Candela no México e de Carlos Raúl Villanueva na Venezuela.

 

* Historiadora, designer de interiores e mestre em História Social pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É autora do livro Casas Importadoras de Santos e seus Agentes, publicado pela Ateliê Editorial, em 2015.

Ateliê na 19ª Festa do Livro da USP

A Ateliê marca presença, mais uma vez, na Festa do Livro da USP. Esta já é a 19ª edição da festa, que oferece livros com descontos de, no mínimo, 50%.

A Ateliê Editorial está na Tenda Azul, com uma grande lista de livros em promoção. Veja no mapa:

Veja a seguir alguns dos livros que estarão à venda no evento:

Almanaque Tipográfico Brasileiro

O Almanaque Tipográfico Brasileiro apresenta, de maneira divertida, a arte de transformar letras em objetos visuais. Conta com a colaboração de diversos especialistas, como o escritor Fernando Morais, o tipógrafo Cláudio Rocha e a bibliotecária Ana Virgínia Pinheiro. Juntos, eles compuseram este mix de artigos, brincadeiras, curiosidades e ilustrações, no típico estilo almanaque. O resultado é um registro irreverente da história da tipografia, dos primeiros tipos aos grafites urbanos.

De R$ 61,00 por R$10,00

 

Sobrecapa do livro “Capas de Santa Rosa”

Livro vencedor do Prêmio Jabuti 2016 (categoria Projeto Gráfico),  Capas de Santa Rosa mostra o trabalho de Tomás Santa Rosa, que se  dedicou a vários ofícios no campo das artes plásticas: executou pinturas e gravuras, criou capas, ilustrações e projetos gráficos para livros, revistas e jornais, elaborou cenários e figurinos para o teatro. Foi responsável pela cenografia da peça Vestido de Noiva, dirigida por Ziembinski em 1943, considerada um divisor de águas no processo de modernização do teatro brasileiro. A convivência com Portinari, com quem trabalhou e de quem se tornou amigo, permitiu que aperfeiçoasse o seu apurado senso estético. Com esse conhecimento, Santa Rosa passou a assinar a coluna de crítica de arte no Diário de Notícias em 1945, herdando o posto do aclamado Di Cavalcante. Luís Bueno destaca neste livro o que considera fundamental para o conhecimento da história da editoração e do design gráfico no Brasil: as capas criadas por Santa Rosa. De R$ 118,00 por R$ 50,00.

Ensaiando a Canção – Paulinho da Viola e Outros EscritosEnsaiando a Canção – Paulinho da Viola e Outros Escritos é um recorte da obra de Paulinho da Viola e reflexão sobre a canção brasileira. Eliete Negreiros analisa poesia e canção e encontra as temáticas, os procedimentos artísticos e a poética no trabalho do sambista. A primeira parte do livro mostra alguns sambas e mergulha na obra do compositor. Há também breve história do samba carioca e entrevista inédita com o artista. Já a segunda se detém em questões gerais do universo da canção e destaca mais o aspecto literário, considerando letra de música como poesia. De R$ 36,00 por R$ 5,50.

 

 

Em A Moeda da Arte – A Dinâmica dos Campos Artístico e Econômico no PatrocínioEduardo Fragoaz examina as complexas relações entre o campo financeiro-econômico e o campo artístico. Sua tese geral é que mesmo que, em última instância, o marketing que obedece ao primeiro campo tenda a prevalecer, a lógica do campo artístico não é passiva e reativa, negociando possibilidades de ações e espaços com resultados significativos para vida cultural e para a experiência do público. De R$ 63,00 por R$ 15,00.

 

 

Por Minha Letra e Sinal é o fruto de sete anos de pesquisas do Projeto Filologia Bandeirante. A partir do exame de manuscritos, os estudiosos obtiveram informações sobre a época das bandeiras e sobre a língua portuguesa do período. Além disso, identificaram, por meio de entrevistas, traços linguísticos que permanecem até hoje nas cidades erguidas sobre os antigos caminhos do ouro. Ao revelar parte fundamental do passado brasileiro, a obra torna-se referência para historiadores e linguistas. De R$ 77,00 por R$ 16,00.

 

 

Hypnerotomachia Poliphili  é uma reprodução fac-similar do exemplar que pertenceu à Biblioteca Guita e José Mindlin. Em iniciativa conjunta da Imprensa Oficial, Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes e Biblioteca Paulo M. Levy (com apoio da Engep e Biblioteca Vinária Reppucci) edita-se o notável incunábulo que saiu das prensas de Aldo Manuzio em 1499. Intitulado Hypnerotomachia Poliphili (Batalha de Amor em Sonho de Polifilo), é considerado obra-prima de composição tipográfica, em especial pela incrível harmonia alcançada no casamento do texto com as mais de 170 xilografias. Por R$ 120,00

Prepare-se para a Black Week da Ateliê Editorial

Seguindo o sucesso dos dois últimos anos, a Ateliê mantém a Black Week, que esse ano vai de 20 a 27 de Novembro.

Serão mais de 390 livros com descontos de 50% a 75%, inclusive em alguns lançamentos.

Veja alguns títulos que estarão em promoção:

Um Lance de Dados
Tradução Álvaro Faleiros
De: R$ 44,00
Por: R$ 22,00
Um Lance de Dados
História da Língua Portuguesa
Segismundo Spina
De: R$ 93,00
Por: R$ 46,50
História da Língua Portuguesa
Cancioneiro
Francesco Petrarca
De: R$ 160,00
Por: R$ 80,00
Cancioneiro de Petraca
Viva Vaia
Augusto de Campos
De: R$ 145,00
Por: R$ 65,25
Livro Viva Vaia
Olga Savary – Erotismo e Paixão
Marleine Paula Marcondes e Ferreira de Toledo
De: R$ 41,00
Por: R$ 12,30
Olga Savary - Erotismo e Paixão
Lugar, Tempo, Olhar – Arte Brasileira na França Românica
Tradução: Rita Faleiros
De: R$ 75,00
Por: R$ 18,75

 

Lugar, tempo, olhar

Cadernos 1 e 2
Pedro Nava
De: R$ 30,00
Por: R$ 9,00
Cadernos 1 e 2 Pedro Nava
Bucólicas
Virgílio
De: R$ 69,80
Por: R$ 31,41
Bucólicas
Palmeirim de Inglaterra
Francisco de Moraes e
Lênia Márcia Mongelli
De: R$ 182,00
Por: R$ 91,00
Poema, O: Leitores e Leituras
Andrea Saad Hossne, Cláudia Arruda Campos, Ivone Daré Rabello, Viviana Bosi
De: R$ 34,00
Por: R$ 8,50

Clássicos para o vestibular em promoção e com desconto

Já é novembro! Durante os últimos meses, todos os estudantes que planejam fazer vestibular se dedicaram muito a estudar, fazer simulados e aprender mais. As provas de primeira fase da Fuvest e da Unicamp acontecem ainda neste mês. E ainda há muito por estudar. Uma das partes mais importantes é a lista de obras obrigatórias.

Para dar uma forcinha para os estudantes nesta reta final, a Ateliê preparou uma promoção com títulos clássicos, que fazem parte da lista de diversos vestibulares. As obras, que trazem estudos introdutórios e notas explicativas especialmente escritas para quem quer conhecer melhor os textos, estão com descontos de até 50%.

Além de títulos clássicos, como Dom Casmurro (Machado de Assis), Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto) e Mensagem (Fernando Pessoa), entre outros, também há livros que explicam melhor autores, obras e panoramas históricos.

É o caso de Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa, um excelente roteiro para o entendimento de um dos poetas mais importantes da língua portuguesa. A vida e a obra do autor de Mensagem são apresentadas de maneira integrada, em torno aos temas centrais de sua trajetória, tais como: a linguagem modernista, a criação dos heterônimos, as ideias políticas e estéticas e os diferentes projetos literários. Capítulo após capítulo, forma-se uma figura complexa e genial – verdadeira esfinge literária.

 

 

Eça de Queiroz. Uma Biografia, é a mais completa e rica biografia do escritor português. Neste volume o leitor encontrará não apenas a informação mais fidedigna sobre a vida do escritor, acompanhada de vasta e preciosa iconografia, mas também reflexões críticas de primeira ordem. Neste livro generoso, encontrará ainda o leitor uma sucinta apresentação editorial das mais notáveis obras queirozianas, acompanhada de resumo do enredo e seleta coletânea de excertos de opiniões críticas. A esse rigor de informação e cuidado documental se alia uma prosa limpa e sedutora, o que torna este volume tão agradável ao leitor comum quanto indispensável ao especialista e ao estudante interessado na cultura luso-brasileira do século XIX.

O Altar & o Trono, de Ivan TeixeiraO Altar & o Trono – Dinâmica do Poder em “O Alienista”  traz minucioso levantamento dos discursos artísticos e culturais de que Machado de Assis se apropriou para escrever O Alienista. Ao mesmo tempo, analisa os processos retóricos em que se articulam as matérias. O leitor encontrará neste livro hipóteses estimulantes para uma revisão conceitual de Machado de Assis. Pela primeira vez, o artista é examinado em intrínseca relação com os signos de sua época e em sua condição de homem de imprensa: associado a grupos de poder, afeito à dinâmica dos periódicos, atento à reciprocidade dos compromissos e integrado com projetos editoriais.

 

A lista completa das obras está aqui!

 

2º Conaler: Congresso Nacional de Leitura Online

Até 3 de novembro acontece o 2º Conaler – Congresso Nacional de Leitura. O evento, gratuito, é organizado pela Fundação Observatório do Livro e da Leitura. Acontece exclusivamente pela internet e reúne grandes especialistas do Brasil e do mundo para falar sobre a questão da leitura. São conferências, palestras virtuais e uma rica programação cultural, durante 6 noites seguidas, com transmissão ao vivo gratuita.

Participam desta edição, entre outros, o autor Pedro Bandeira, Ferrez e Zuenir Ventura; as autoras Alice Ruiz, Ana Paula Maia e Eliane Brun; além de intelectuais, pesquisadores e estudiosos do tema. Mais informações, acesse: http://www.conaler.org.br/

29 de outubro, Dia Nacional do Livro

Você sabe por que 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro? É que nessa data, em 1810, foi fundada a Biblioteca Nacional, considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo. A Biblioteca Nacional é também a maior da América Latina.

A coleção de livros da Biblioteca Nacional começou para substituir a coleção da Livraria Real, incendiada depois do terremoto de 1º de novembro de 1755, em Lisboa. Os primeiros exemplares do acervo chegaram em 1808, junto com a família real, que trouxe mais de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas. Dois anos depois, é aberta aos estudiosos e só em 1814 o acesso do público é permitido para consultas.

A princípio, a biblioteca chamava-se Biblioteca Real, e em 1822 torna-se Biblioteca Imperial e Pública. No mesmo ano, inicia-se uma prática que existe até hoje: por determinação do governo imperial, a Biblioteca passa a receber um exemplar de todas as obras, folhas periódicas e volantes impressos na Tipografia Nacional, fato precursor do que hoje é a Lei do Depósito Legal. Três anos depois, o Brasil adquire a Biblioteca, por uma grande quantia: 800 contos de réis.

Só em 1876 a biblioteca recebe seu nome definitivo: Biblioteca Nacional.  Nesse ano é lançado o periódico Anais da Biblioteca Nacional, a mais antiga publicação da instituição, que é editada até hoje. Seu objetivo é divulgar documentos preciosos, livros raros e peças curiosas, além de publicar manuscritos interessantes e trabalhos bibliográficos de merecimento. Foi a primeira forma encontrada de levar a público os tesouros da Biblioteca, antigos e contemporâneos.

Na virada do século XX, em 1900,  a Biblioteca ocupa um prédio que não comporta mais o seu acervo, calculado em 705.332 peças, sendo 292.541 livros impressos. O número de visitantes também impressionava: para uma cidade com cerca de 50 mil habitantes, a média de leitores era de 74 por dia, que consultavam cerca de 100 livros. Por isso, em 1905 inicia-se a construção do prédio atual (na Avenida Rio Branco). A nova sede é inaugurada no centenário da Biblioteca, em 1910. Em 1973, o edifício é tombado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Em 1982 acontece a automatização do catálogo e, dois anos depois, a incorporação do Banco de Teses. Em 1990, é criada a Fundação Biblioteca Nacional. Em 2006, é criado o BND Digital, que integra todas as coleções digitalizadas. Em 2017, inicia-se a restauração da fachada do prédio sede.

Para conhecer mais sobre a Biblioteca Nacional, acesse: https://www.bn.gov.br

1ª FliPUC – PUC faz Festa Literária para São Paulo

Com o tema “Literatura Transversal” e homenagem ao educador e escritor Paulo Freire, a 1ª. FliPUC acontecerá de 23 a 25 de outubro. Durante três dias, os estudantes da universidade e a população apaixonada por livros poderão desfrutar de instigantes mesas e de uma excelente seleção de livros a preços convidativos, com descontos que chegam a 50%.  As mesas debatem as seguintes questões: “Caminhos da Crítica”; “Literatura e Cultura Indígena”; “Repensar a Arte e a Literatura – Redes e Literatura”; “Ciência e Tecnologia na África – Racismo e Ciência”; “Literatura e Memória”; “Literatura e Política”; “Literatura e Arte do Passado ao Presente”; “Tudo na Literatura” e “Repensar a Cultura”.

Entre os debatedores, nomes como Renato Mezan, Raphael Montes, Marcelino Freire, Kaká Werá, Lira Neto, Laerte, Alexandra Loras e Bernardo Kucisnky. Os curadores do evento são José Luiz Goldfarb e Lucia Santaella. Todos os debates, assim como o show de encerramento, têm entrada franca. Veja aqui a programação completa: http://www.pucsp.br/flipuc

 

A cidade de São Paulo terá uma nova Festa Literária. De 23 a 25 de outubro acontece no campus Monte Alegre (rua Monte Alegre, 984, no bairro de Perdizes), a “1ª. FliPUC – Festa Literária Internacional da PUC-SP”. Durante três dias, no Tucarena os estudantes da universidade e a população apaixonada por livros poderão desfrutar de instigantes mesas e de uma excelente seleção de livros a preços convidativos, com descontos que chegam a 50%.  As mesas de debate ocorrem no Tucarena, enquanto a Feira de Livros estará montada no saguão em frente ao auditório. O evento terá como grande homenageado o educador, pedagogo e filósofo brasileiro Paulo Freire (19 de setembro de 1921, no Recife; a 2 de maio de 1997, em São Paulo), uma das personalidades mais importantes da história da PUC-SP.

A Festa Literária, que busca promover o debate em todas as áreas do conhecimento, incentivando a leitura e divulgando sua produção, é uma realização conjunta da Educ – a editora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da PUC-SP. Todos os debates, assim como o show de encerramento, com a banda internacional The Painted Bird, têm entrada franca. Veja aqui a programação completa:  http://www.pucsp.br/flipuc

Para sua 1a edição, a FliPUC propõe um debate sobre as múltiplas expressões e interfaces da literatura no mundo contemporâneo. Daí seu tema:  Literatura Transversal, com mesas que debatem as seguintes questões: “Caminhos da Crítica”; “Literatura e Cultura Indígena”; “Repensar a Arte e a Literatura – Redes e Literatura”; “Ciência e Tecnologia na África – Racismo e Ciência”; “Literatura e Memória”; “Literatura e Política”; “Literatura e Arte do Passado ao Presente”; “Tudo na Literatura” e “Repensar a Cultura”.

Participarão dos debates os seguintes convidados:  Marcelino Freire, Frederico Barbosa, Nita Freire, Kaká Werá, Ubiratan D’Ambrosio, Giselle Beiguelman, Carlos Machado, Alexandra Loras, Jacques Fux, Lira Neto, Laerte, Bernardo Kucisnky, Ana Pato, Fabio Cypriano, Raphael Montes e Jessé Andarilho,  Renato Mezan e Eliane Rorbert Moraes. As mesas serão conduzidas por José Luiz Goldfarb, Sérgio Basbaum, Diana Navas, Fernanda Alcântra, Vera Lúcia Bastazin, Ana Salles Mariano, Carlos Eduardo Siqueira e Annita Costa Malufe.

Participam da Feira de Livros, com descontos que chegam a 50%, os seguintes expositores: Educ – Editora da PUC-SP, Annablume Editora, Autêntica Editora, Editora Biblioteca Azul, Companhia das Letras,  Edgard Blucher Companhia Editorial, Editora Olho d’Água, Editora Peirópolis, Estação das Letras e Cores Editora, Editora Estação Liberdade, Globo Livros, Editora Unesp, Editora Iluminuras, Intermeios, Editora 34, Ateliê Editorial, Editora Brejeira Malagueta, Parábola Editorial, Paulus Editora, Percurso Revista de Psicanálise, Polar Editora, Grupo Editorial Record, Ubu Editora, Editora Todavia, Edufpa – Editora da Universidade Federal do Pará,  Edufba – Editora da Universidade Federal da Bahia e Edições Sesc.

“Hoje, as Festas Literárias são uma realidade por todo o Brasil, surgidas a partir de uma iniciativa pioneira de editores e autores que gostavam de curtir as férias em Paraty. A Flip iniciou há mais de uma década uma tradição que se expande por cidades espalhadas pelo país”, diz José Luiz Goldfarb, curador do evento, ao lado de Lucia Santaella.  “Esses eventos ganham espaço na mídia, tradicional e digital, atraem um público diverso, de amantes da literatura a novos leitores. Conhecer escritores ao vivo em deliciosas mesas de debate (que em geral são transmitidas pela internet), visitar uma grande Feira de Livros e, ainda, poder adquirir obras selecionadas a preços especiais, são momentos de incentivo à leitura em nosso país. É neste sentido que a editora da PUC extrapola sua função de apenas lançar livros para também realizar esse grande evento, dentro de sua missão de produzir material de alta qualidade, promovendo a leitura”, acrescenta Goldfarb.

 

                             1a FliPUC

                 Festa Literária da PUC-SP

Tema: Literatura Transversal

Quando: De 23 a 25 de outubro

Onde*: Campus Monte Alegre da PUC-SP, à rua Monte Alegre, 984, no bairro de Perdizes. (Debates e Show de Encerramento no Tucarena e Feira de Livros no saguão em frente ao auditório do Tucarena.)

Entrada para os debates e show de encerramento: franca.

Link com programação completa: http://www.pucsp.br/flipuc

Curadoria: José Luiz Goldfarb e Lucia Santaella.

Realização: PUC-SP e Educ – Editora da PUC-SP.

Patrocínio: FSM – Faculdade Santa Maria

Apoio: Editoras convidadas

Telefone para informações sobre o evento: 11-3670-8085

Contatos para imprensa: Gontof Comunicação, telefones 11-4508-4554 e 99109-0688 e e-mail redacao@gontof.com.br;

Tucarena: lugares: 210 (configuração para os debates); acesso para portadores de deficiência: sim. Lugares para portadores de deficiência: sim. Banheiros adaptados para portadores de deficiência: sim.

(*O Tucarena fica à rua Monte Alegre 1.024).

 

Programação

 

Dia 23 de outubro, segunda-feira – ABERTURA DA FliPUC

Marcelino Freire

 

10h30 – Caminhos da Crítica

Debatedores: Marcelino Freire e Frederico Barbosa

Mediação: Diana Navas

 

14h –  Autor Homenageado: Paulo Freire

Lançamento da biografia de Paulo FreirePaulo Freire: uma história de vida, de Nita Freire (Paz e Terra, 2017), viúva de Paulo Freire.

O evento contará com rápidas intervenções em áudio ou vídeo com textos e depoimentos de Paulo Freire

 

16h – Literatura e Cultura Indígena

Debatedores: Kaká Werá e Ubiratan D’Ambrosio

Mediação: José Luiz Goldfarb

 

19h30 – Repensar a Arte e a Literatura – Redes e Literatura

Debatedores: Lucia Santaella e Giselle Beiguelman

Mediação: Sérgio Basbaum

 

Dia 24 de outubro, terça-feira

 

10h30 – Ciência e Tecnologia na África – Racismo e Ciência

Debatedores: Carlos Machado e Alexandra Loras

Mediação: Fernanda Alcântara (revista Raça Brasil)

 

16h – Literatura e Memória

Debatedores: Jacques Fux e Lira Neto

Mediação: Vera Lúcia Bastazin

 

Laerte

19h30 – Literatura e Política

Debatedores: Laerte e Bernardo Kucisnky

Mediação: José Luiz Goldfarb

 

 

 

Dia 25 de outubro, quarta-feira

 

10h30 – Literatura e Arte do Passado ao Presente

Debatedores: Ana Pato e Fabio Cypriano

Mediação: Ana Salles Mariano

 

16h – Tudo na Literatura

Debatedores: Raphael Montes e Jessé Andarilho

Mediação: Carlos Eduardo Siqueira

 

Eliane Robert Moraes

19h30 – Repensar a Cultura

Debatedores: Renato Mezan e Eliane Rorbert Moraes

Mediação: Annita Costa Malufe

 

20h30 – Show de encerramento com a banda The Painted Bird, de música Klezmer, formada por sete integrantes dos seguintes países: Estados Unidos Letônia, Suécia, Brasil e França, além de dois alemães.

 

*Durante os três dias haverá no saguão em frente ao auditório (Tucarena), uma Feira de Livros, com obras selecionadas, com descontos que chegam a 50%.