Notícias

Rosário Fusco ganha perfil escrito por Ronaldo Werneck

Ronaldo Werneck foi amigo de Rosário Fusco durante anos e acaba de lançar “Sob o signo do imprevisto”, em que traça um perfil do autor de ASA – Associação dos Solitários Anônimos.

O Correio Braziliense deu destaque ao lançamento: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2017/06/10/interna_diversao_arte,601515/ronaldo-werneck-traca-retrato-poetico-do-escritor-mineiro-rosario-fusc.shtml

Entre o Vivido e o Imaginado

Renato Tardivo*

 

Afonso Segreto

No dia dezenove de junho comemorou-se mais um dia do cinema brasileiro. Trata-se da data em que foram realizadas as primeiras filmagens no Brasil. O ítalo-brasileiro Afonso Segreto fez tomadas da Baía de Guanabara em 1898.

Desde então, o cinema brasileiro foi atravessado por uma série de tendências e movimentos culturais. Muitas vezes, mais uma de tendência esteve em cartaz simultaneamente – é o caso da Pornochanchada e do Cinema Marginal.

 

 

A vista da Baía de Guanabara feita por Afonso Segreto

Recentemente notamos duas tendências majoritárias: as comédias que visam ao entretenimento em uma linguagem muito próxima da televisiva e os filmes que, sem maior pretensão de bilheteria, filmam o Brasil e o brasileiro, convocando o espectador para dentro da tela.

O cineasta Kleber Mendonça Filho destaca-se, neste segundo grupo.. Seu cinema histórico e poético centra-se em Recife – em um quarteirão, como em O Som ao Redor (2012), ou em um edifício, como em Aquarius (2015). Até agora, esses são seus dois longas.

Em O Som ao Redor, a câmera transita entre o interior (das residências e personagens) e o exterior. Dentro, “ouve-se” a imagem de fora; fora, “ouve-se” a imagem de dentro. O foco narrativo são os ruídos. A temática do filme é abordada pelo mergulho no particular.

Esse mergulho  se potencializa em Aquarius. A câmera adentra tanto o apartamento de Clara, a protagonista, como a própria personagem. Com o câncer e os cupins como pano de fundo, ambos associados à destruição, o filme aborda a questão da resistência.

Conquanto os dois filmes enquadrem um perímetro muito restrito de Recife, suas temáticas são universais. Esse trânsito de dentro para fora reflete um cinema de ficção em íntima comunicação com a realidade. Kleber Mendonça Filho filma o Brasil e propõe um resgate inovador da História. Seu cinema de ficção comunica algo novo ao habitar a linha tênue, quase invisível, entre o vivido e o imaginado.

*Renato Tardivo é psicanalista e escritor. Doutor em Psicologia Social da Arte (USP). Autor, entre outros, do ensaio Porvir que vem antes de tudo – literatura e cinema em Lavoura Arcaica  (Ateliê/Fapesp) e do livro de poemas Girassol Voltado Para a Terra (Ateliê). 

As Bibliotecas de Maria Bonomi e a Revista LIVRO 6

Maria Bonomi dispensa apresentações, mas a próxima exposição com as xilogravuras que fez para a revista Livro merece comentários.

Ao conhecer a revista LIVRO, do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (NELE), da Universidade de São Paulo, Maria empolgou-se e resolveu fazer 23 xilogravuras de bibliotecas do mundo.

 

O NELE dedica-se a estudar os mais variados aspectos que se referem ao livro, desde sua produção, confecção e edição até os múltiplos assuntos que o fazem. Maria tratou de simbolizar, em suas xilogravuras, os espaços que o guarda: as bibliotecas. Juntos, fizeram a sexta revista LIVRO.

Em 3 de maio de 2017, na hoje conhecida Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, será inaugurada uma exposição com as Bibliotecas de Maria, xilogravuras, ao lado de outras obras que a artista fez ao longo de sua trajetória e que foram impressas em jornais e outras revistas. Também estarão expostas ilustrações que a artista produziu para o livro de poemas infantis de Cecília Meireles, Ou Isto ou Aquilo, assim como diversas matrizes de madeira que ela sulcou para diferentes publicações.

Esse conjunto de obras foi reunido para lançar o sexto número da revista LIVRO, que traz várias das bibliotecas da artista. Como afirma uma das curadoras da mostra, Mayra Laudanna, essa ideia de reproduzir obras de artistas na revista do grupo NELE possibilitou a montagem dessa exposição que procura evidenciar a diferença que existe entre as obras que são realizadas para ilustrarem livros de outras imagens impressas em publicações, como as que são inseridas em livros sem qualquer relação com o texto e os trabalhos que são feitos a partir de uma ideia, “como essas xilogravuras que Maria Bonomi fez, que referenciam bibliotecas do mundo, para serem reproduzidas em uma revista que trata das artes do livro”.

SERVIÇO

Curadoria: Mayra Laudanna e Bianca Dettino – IEB

Realização: NELE, Ateliê Editorial, Perceu USP, BBM, IEB

Apoio: Negrito, LIS, Confraria 17

Local: Sala Multiuso da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

Endereço: Av Prof. Luciano Gualberto, 78 – Cidade Universitária

Data: de 3 a 26 de maio de 2017

Tel: 2648-0310

Traduzir é uma ação política

Por: Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa*

 

Há muitas maneiras de se posicionar politicamente. Uma delas é traduzir. Escolher os clássicos gregos para verter ao português brasileiro é também um ato político. Em primeiro lugar, porque os gregos formaram, filosófica e literariamente, muitas das culturas ocidentais. Entender e conhecer o mundo helênico já é meio caminho andado para detectar as escolhas de múltiplos povos. Em segundo lugar, porque lá se plantaram raízes que ainda hoje dão frutos variados (decorrentes de escolhas mais ou menos acertadas) até mesmo nas terras brasílicas. Na literatura, por exemplo, vê-sea genética grega nas obras de Machado de Assis, Ariano Suassuna, João Guimarães Rosa, Dora Ferreira da Silva, Milton Hatoum, Chico Buarque de Hollanda, Ana Martins Marques e tantos outros.

O modo de lidar com a invenção de cidades e das formas de convivência urbana é, igualmente, um ato político. Com seus traumas e soluções próprias, o modo de viver coletivo transparece de forma diversificada, limpa e bela nas filosofias e literaturas de cada terra. Das palavras dos gregos, vários regimes de governo germinam.O senso comum difunde que eles inauguraram a democracia. Entretanto, esses clássicos que chamamos gregos inspiraram e inspiram não só monarcas sábios e oligarquias, mas também tiranias. De Édipo a Sócrates, muitas opções há de como governar. Conhecer as palavras da velha Hélade é percorrer um substrato basal que permite trocas e mudanças de posição com muita gente diferente: franceses, ingleses, norte-americanos, japoneses, indianos, alemães, árabes, australianos, portugueses, italianos, espanhóis, argentinos, chilenos, brasileiros… Através dos tempos, corpos e mentes desse mundão afora leram áticos, jônios, dórios e espartanos (sim, pois o conceito de “grego” tampouco é uno e monolítico). Nessa gente toda, palpitam ideias conflitantes nascidas desse terreno filosófico e literário que ainda lemos contemporaneamente. Cada língua, cada país, cada indivíduo escolhe o que mais palatável, saboroso, afim e útil lhe parece.

Assim também o tradutor. No momento da escolha de uma obra, já começa sua ação política. O que traduzir, como e por que, cabe a ele, de fato, definir. É também ele quem determina se os antigos falarão como subalternos, tiranos, democratas, oligarcas ou deuses inacessíveis e inabordáveis. Ao tradutor é dado arrebatar do dicionário a palavra que definirá, por exemplo, a famigerada πόλις: se pólis, metrópole, cidade, urbe, vila, pátria, torrão natal, província… E cada opção revela intenções e comprometimentos. Da mesma maneira, cada um lerá o que escolher, sob o influxo do afeto que carregar à hora da leitura. As escolhas de um tradutor e de um leitor vão do léxico à sintaxe, da clareza à obscuridade, do gênero textual ao tom que se dá na intepretação desse gênero; dependem do ritmo de leitura, da moda, do mercado, da circunstância ou mesmo de uma intervenção da sorte (para os gregos, τύχη, para os latinos, fortuna)…

A minha eleição é pelo teatro, manifestação que considero política já no nascedouro. As traduções que procuro fazer são quase sempre coletivas. Talvez esse tipo de arte tenha mesmo a cooperação como exigência de fundo, pois decorre do esforço do poeta e do tradutor congregado ao do elenco, do diretor, do cenógrafo, do iluminador, do figurinista e de toda uma equipe nos bastidores…Baseio-me, preferencialmente,nas pesquisas de Ariane Mnouchkine e de Augusto Boal. Isso significa adesão ao processo colaborativo de criação durante o desenvolvimento da tradução, flexibilidade hierárquica e comprometimento com a formação intelectual de um público diversificado. Por isso, tais traduções buscam se pautar por acessibilidade, horizontalidade e flexibilidade nas relações entre texto e espetáculo.O meu trabalho é permeado sempre por um ”nós”.

São traduções de natureza processual e aplicada, marcadas pela preocupação funcional, rítmica, sonora e interpretativa. A prosódia é imperativa: buscamos frases e palavras confortáveis para o ator, pois o texto precisa ser “falável”, agradável e compreensível. Sob a influência de Boal, nossa meta é pedagógica, política e extensiva a todos que a acolham; em razão disso, os textos de base para a tradução são tomados dentre os que estão no domínio público.

Há bons portais na internet de textos gregos, constituídos por um repositório comum e um saber partilhado tornado público; por motivos óbvios, não ferimos direitos autorais; parte da publicação é doada – porque financiada por órgãos governamentais – e os espetáculos são gratuitos e itinerantes.

Eu, particularmente, gosto de pensar que, assim, mesmo trabalhando com um legado tão refinado e acessível a tão poucos, posso estar fazendo democracia. Acredito que conhecer a cultura helênica é buscar compreender,lidando e dialogando, o humano com culturas de facetas múltiplas e de posições políticas particulares em todasas partesda terra. Isso alarga nosso campo de visão e nos torna capazes de trocar ideias; saímos de nós mesmos e comunicamo-nos facilmente com todos os que têm por território comum a cultura que chamou de γαῖα aquilo que chamamos terra.

 

*Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa é Professora Titular de Língua e Literatura Gregas na Universidade Federal de Minas Gerais. Tradutora de Medeia, Electra e Orestes pela Ateliê Editorial. Diretora da Trupe de Tradução de Teatro Antigo (Trupersa) e coordenadora do Grupo de Tradução de Teatro (GTT/CNPq/UFMG); bolsista de produtividade pelo CNPq.

 

Conheça as obras de Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa

Desconto para professores: quem constrói a educação no Brasil merece esse benefício!

A Ateliê Editorial acredita que educação e cultura são fundamentais para construir a base de um país melhor. Por isso, temos uma política de dar descontos a todos os professores que se cadastrarem em nosso site. Tanto que temos uma página exclusiva para os professores!

Para aproveitar o desconto de 50% nos preços dos nossos títulos, basta preencher o cadastro de professor.

O procedimento é muito simples. Primeiro, cadastre-se no link https://www.atelie.com.br/minha-conta/ com seus dados pessoais

Depois, vá ao link https://www.atelie.com.br/pagina-do-professor/cadastro-do-professor/ e preencha os dados da instituição em que leciona.

Envie-nos também seu último comprovante de pagamento (hollerite) para o e-mail professor@atelie.com.br ou passe por fax: (11) 4702-5915.

Pronto! Você já pode aproveitar os descontos de 50% a que o professor tem direito em todos os títulos da Ateliê!

as informações completas para o procedimento estão na página: https://www.atelie.com.br/pagina-do-professor/

 

“Dez Mitos Sobre os Judeus” na Espanha

Pablo Villarrubia Mauso*

No último dia 8 de fevereiro a Casa Sefarad-Israel, em pleno centro de Madri, acolheu a apresentação do livro Diez mitos sobre los judíos (traduzido para o espanhol  por Carol Colffield da versão  em português publicada pelo Ateliê Editorial-2014), de autoria da professora Maria Luiza Tucci Carneiro. Editada pela prestigiosa editora Cátedra (Grupo Anaya, Madri) dirigida por Raúl García Bravo, a obra chega agora às mãos dos leitores da Espanha com muita expectativa, pois a autora já é bem conhecida nos meios acadêmicos do país.

O prefácio do livro foi escrito por Xosé Manoel Nuñez Seixas, historiador e catedrático de História Contemporânea da Universidade de Santiago de Compostela (Galícia) e, desde 2012, da Universidad de Munich: “O livro é uma jóia….a autora encontra uma explicação para um aparente paradoxo, o da grande versatilidade ideológica dos mitos anti-judeus, particularmente sua capacidade para impregnar diferentes cosmovisões e ideologias política, tanto da extrema direita como da extrema esquerda”.

Participaram da apresentação do livro de Tucci Carneiro: o editor Raúl Garcia Bravo, o escritor e periodista Pablo Villarrubia e Uriel Macías, escritor e porta-voz da Embaixada de Israel na Espanha. Foto: Boris Kossoy

Antes da palestra, o editor Raúl Garcia Bravo enfatizou a atualidade do tema considerando as atuais manifestações de antissemitismo e questões relativas à intolerância presentes na Europa de hoje. O escritor Uriel Macías, especialista em bibliografia judaica e porta-voz da Embaixada de Israel na Espanha, analisou os mitos que, amplamente, têm sido endossados pela sociedade espanhola em relação aos judeus, dentre os quais o do deicísmo. Enfatizou que a persistência destes mitos geraram uma série de expressões que estão presentes no dia a dia, na linguagem. E exemplificou:

Há muitas pessoas que ainda dizem “esto es una judiada”, ou seja, uma atitude ruim ou perversa, ou ainda, expressões do tipo “qué judio!”, algo assim como “que pessoa danada!”.  Isto está arraigado em nossa sociedade – afirmou Macías.

A professora Tucci Carneiro mostrou, em projeção, várias imagens de obras de arte, cartazes, capas de livros e panfletos. Nelas foi apontando elementos pictográficos e simbólicos que revelam aspectos da manipulação das ideias e dos conceitos sobre o povo judeu ao longo de vários séculos. Também apresentou imagens recentes que têm circulado em sites e periódicos, nacionais e estrangeiros, que reproduzem os mesmos mitos valendo-se do humor sádico e de informações deturpadas.

Uma das imagens apresentadas por Tucci Carneiro
exemplificando a atualização do mito: pôster que circulou na Espanha por ocasião da visita de Obama. A imagem refere-se ao filme L’ Oligarquie et le Sionisme, de Béatrice Pignède, 2013.

O mito é uma construção que se organiza através de uma sucessão de imagens que, de forma dinâmica, tem o objetivo de reordenar o mundo ou alguma sociedade em especial. Se o imaginário coletivo da população for rico em imagens metafóricas, será muito mais fácil creditá-lo como verdade. Geralmente os indivíduos mal informados, com algum desequilíbrio mental ou desencantados com a sua posição socioeconômica, tornam-se alvos fáceis dos mitos racistas. São pessoas que se tornam, facilmente, receptivas às teorias conspiratórias e genocidas – observou a historiadora Tucci Carneiro.

A Casa Sefarad-Israel ( http://www.casasefarad-israel.es/) engloba vários institutos, entre eles o de Cultura Judia, o de Holocausto e AntiSemitismo, de Estudos Israelenses e o de Estudos Sefaraditas-Erensya. Portanto, o espaço ideal para a apresentação de Diez mitos sobre los judíos onde compareceram pouco menos de uma centena de pessoas não só do âmbito da instituição como um público amplo. Entre os presentes se encontrava o antropólogo galego José Luis Cardero, que realiza um importante trabalho sobre o estudo sobre simbologia nazista e sua implicação no apoio à política de extermínio dos judeus antes e durante a Segunda Guerra Mundial; a professora doutora Elda Gonzalez, pesquisa do CSIC – Centro Superior de Investigações Sociais (Governo de Espanha); Esteban González Lopez, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Autônoma de Madrid e  ex-becário do Yad Vashem; Rosa Rios Cortez, estudiosa do Holocausto também graduada pelo Yad Vashem; Diego Moldes González, escritor espanhol, ensaísta, critico e historiador de cine, dentre outros.

As pesquisas de Tucci Carneiro demonstram claramente, como a imagem vale mais que mil palavras e acabam arrastando, ao público a uma tergiversação da realidade. Confirma que tais imagens geram estereótipos que, por sua vez, incorporam mitos criados para perseguir e estigmatizar o povo judeu – explica Tucci. Segmentos destas pesquisas podem ser consultados no site www.arqshoah.com, hoje com reconhecimento internacional. Exemplares do livro Diez Mitos sobre los Judios, nas versões em espanhol e português podem ser adquiridos on-line.

*Jornalista e escritor, de Madri.

O Ateneu ganha nova edição da Ateliê Editorial

Clássico do século XIX, que mistura diversos estilos, estava esgotado

Lançada em 1888, O Ateneu é conhecido como uma obra que carrega em si características de diversas manifestações artísticas, que se evidenciam no romance de dimensão autobiográfica do autor, Raul Pompeia. Para Emília Amaral, professora de Literatura e Doutora pela Unicamp, como toda grande obra, o livro continua desafiando os leitores. “Ele (Raul Pompeia) combinou de maneira brilhante estilos díspares e até então impensáveis numa mesma obra: o realismo, o naturalismo, o simbolismo, o parnasianismo”, explica Emília, que assina a apresentação e as notas da obra, nas quais procura desvendar alguns de seus elementos fundamentais.

Além disso, O Ateneu apresenta caricaturas e ilustrações desenhadas pelo próprio autor, algumas das quais não utilizadas pelos editores na publicação original.

Parte da Coleção Clássicos Ateliê, a obra tem como pano de fundo o drama da solidão, o desajuste do indivíduo num ambiente que lhe é hostil. “Como se trata de um romance de formação, ele interessa muito, ao mostrar a passagem da adolescência para a vida adulta e assim trazer muitas questões existenciais pertinentes como objetos de reflexão”, afirma Emília.

 

Conheça a Coleção Clássicos Ateliê

Idealizada pelo professor Ivan Teixeira, a coleção nasceu em 1996. A ideia é apresentar ao vestibulando obras clássicas da literatura brasileira e portuguesa, com um estudo introdutório que facilite o entendimento sobre a época em que foram criadas, seus personagens e o contexto sociocultural.

As obras são sempre ilustradas, apresentam pesquisa iconográfica e a introdução e as notas são escritas por professores de renomadas instituições de ensino. Os textos, sempre na íntegra, buscam respeitar aquilo que seus autores desejaram, utilizando-se de primeiras edições, ou de edições revisadas por cada autor como texto-base.

A Coleção Clássicos Ateliê já tem 30 títulos e está sob a coordenação do professor José de Paula Ramos Jr., da ECA-USP.

 

Serviço

O Ateneu

Formato: 12 x 18 cm

Número de páginas: 335

ISBN: ISBN 978-85-7480-756-0

Preço: R$ 34,50

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

Site: www.atelie.com.br

Blog: http://blog.atelie.com.br/

Twitter: @atelieeditorial

Facebook: https://pt-br.facebook.com/atelieeditorial

 

Contatos para Imprensa:

Milena O. Cruz

imprensa@rda.jor.br

Tel: (11) 4402-3183/(11) 98384-3500

 

 

 

 

 

Obras da Ateliê fazem parte de novo comercial da Renault

Livros foram usados na decoração do cenário. Comercial será veiculado no exterior

A Ateliê Editorial teve alguns dos livros que edita usados na composição de cenário de uma nova propaganda da Renault, uma das mais importantes montadoras de carros francesa. Silvia Cunha, que decorou o cenário durante a produção do comercial, afirma que procurou a Ateliê porque a editora possui livros interessantes, que se encaixavam bem no perfil que ela buscava. “Utilizei os livros para ambientar a casa de uma das personagens, jovem e moderna”, diz.

Além de Clichês Brasileiros (foto), foram usados exemplares de publicações como  O Design do Livro,  A Forma do Livro – Ensaios sobre Tipografia e Estética do Livro, Os Manuais de Desenho da Escrita, Capas de Santa Rosa (vencedor do Prêmio Jabuti 2016 na categoria Projeto Gráfico) e Produção Gráfica para Designers (tradução da obra Production for Print, referência quando o assunto é produção e design). Todos possuem projetos gráficos primorosos e estão à venda no site da editora.

Não é a primeira vez que a Ateliê é escolhida para compor ambientes. Reconhecida pelo cuidado estético e editorial de suas obras, a marca já havia sido convidada pela Cerâmica Portinari – uma das maiores empresas de revestimento cerâmico do Brasil – a colocar alguns de seus títulos em uma estante que fazia parte do estande da marca na Expo Revestir 2016.

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

Site: www.atelie.com.br

Blog: blog.atelie.com.br 

Twitter: @atelieeditorial

Facebook: https://pt-br.facebook.com/atelieeditorial

 

Contatos para Imprensa:

Milena O. Cruz

imprensa@rda.jor.br

Tel: (11) 4402-3183/(11) 98384-3500

Ateliê lança Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa, escrita por Fernando Cabral Martins

Obra de um dos mais importantes críticos pessoanos é excelente roteiro para o entendimento do poeta português

Além de todo o trabalho conhecido de Fernando Pessoa, o autor deixou ainda um conjunto de textos inéditos. Segundo Fernando Cabral Martins, nos últimos anos foi considerável o avanço na publicação desse material, bem como no conhecimento dos vários aspectos de uma obra muito vasta. Por isso, em Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa ele buscou apresentar uma visão geral da escrita e da atividade pública do maior poeta português moderno, cujos documentos originais foram encontrados em 1935, ano de sua morte, em 91 envelopes arquivados numa célebre arca – a que se acrescentavam outros cinquenta guardados numa mala e em um armário.

“Se a obra poética de Pessoa pode ser hoje comparada a um sistema galático, composto de diversas constelações relacionadas aos seus escritos e escolhas estéticas, podemos então afirmar que a presente introdução serve como um verdadeiro mapa celeste”, diz o poeta e crítico Fernando Paixão na orelha da obra.

Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa constitui um excelente roteiro para o entendimento de um dos poetas mais importantes da língua portuguesa. A vida e a obra do autor são apresentadas de maneira integrada, em torno dos temas centrais de sua trajetória, tais como:  a linguagem modernista, a criação dos heterônimos, as ideias políticas e estéticas e os diferentes projetos literários. Ao mesmo tempo em que  oferece, por exemplo, uma leitura nova do intrincado poema cujo fac-símile vem reproduzido no prefácio, Fernando Martins explica que após 75 anos de edições de inéditos, pode dizer-se que pelo menos a poesia de Fernando Pessoa está praticamente toda publicada. Por isso, “o livro tem antes a intenção de apresentar uma panorâmica de Pessoa tal como se conhece hoje”, diz. “Meu objetivo foi propor uma descrição e um comentário coerentes e, tanto quanto possível, completos da obra de Pessoa, à luz das mais recentes publicações, e fazê-lo procurando manter uma exigência de clareza e simplicidade”, completa. Assim, o autor acredita que a obra pode interessar tanto a leitores iniciantes quanto aos antigos conhecedores da obra de Fernando Pessoa.

Fernando Cabral Martins é um crítico de referência nos estudos pessoanos e dedica-se ao autor há mais de duas décadas. No trabalho de pesquisa de Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa ele recorreu tanto ao espólio de Pessoa disponibilizado pela Biblioteca Nacional de Portugal, quanto à biblioteca do autor, que foi digitalizada e hoje pode ser consultada online no site da Casa Fernando Pessoa. Começou a estudar o poeta modernista no início dos anos 1990 e, desde então, sempre esteve envolvido com o acervo do autor, de quem organizou muitas edições para a editora lusitana Assírio &Alvim. Coordenou também um dicionário temático sobre Fernando Pessoa e o modernismo português, obra de referência nos estudos pessoanos. Fernando Cabral Martins também foi um dos organizadores de Poesia é Criação – Uma Antologia, obra da Ateliê que trata de um dos mais importantes artistas portugueses do século XX: Almada Negreiros.

 

Serviço

Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa

Formato: 14 x 21cm

Número de páginas: 264

ISBN:978-85-7480-753-9

Preço: R$ 42,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

Site: www.atelie.com.br

Blog: http://blog.atelie.com.br/

Twitter: @atelieeditorial

Facebook: https://pt-br.facebook.com/atelieeditorial

 

Contatos para Imprensa:

Milena O. Cruz

imprensa@rda.jor.br

Tel: (11) 4402-3183/(11) 98384-3500