O último Sabático do Estadão fala sobre o caminho incerto que escritores percorrem até sua publicação em uma grande editora. A matéria trouxe tanto o ponto de vista dos editores, que recebem muitos originais, quanto dos autores, que precisam decidir para qual ou quais editoras enviar seus originais. O critério da editora na seleção dos originais pode depender de indicações, da apresentação do original e até da habilidade dos agentes.
O Sabático enviou questões para dezenas de escritores para levantar revelar informações sobre as etapas para a publicação de um livro e para comparar o mercado editorial atual com o de décadas atrás.
O Sabático resolveu saber dos próprios autores qual o impacto de uma grande editora em sua carreira, como foi o caminho até ela e como se sentem a respeito numa época em que, cada vez mais, sugem boas casas de pequeno ou médio porte no País – como a 34, a Iluminuras e a Ateliê Editorial…
Dentre os entrevistados, Marcelino Freire, autor de alguns livros pela Ateliê, disse:
Já na Ateliê, com o Angu de Sangue, em 2000, minha vida literária mudou. Fui bastante resenhado, divulgado. Não sou desses que ficam com a bunda na cadeira, reclamando de editor.
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Professor da USP e poeta Michel Sleiman foi entrevistado por Oscar D’Ambrosio, no programa Perfil Literário, da Rádio Unesp FM. Na entrevista, o autor conta sobre seu contato com a poesia desde cedo e o porque resolveu voltar às suas origens e estudar as formas de expressão da poesia árabe, em especial, o zajal andalusino. O resultado disso foi a publicação da obra A Arte do Zajal – Estudo de Poética Árabe.
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Ouça a entrevista (32 minutos):
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A escritora Isabel Furini apresentou breve trajetória da Ateliê Editorial e entrevistou o editor Plinio Martins, que tem trinta anos de experiência no mercado editorial. A matéria apresenta as funções e ponto de vista do editor no negócio dos livros. Confira um trecho da entrevista abaixo:
Que conselho daria aos escritores iniciantes?
Leia. Leia muito. Quanto mais uma pessoa lê, melhor ela domina sua linguagem e torna-se capaz de transmitir melhor suas próprias idéias. É importante também ter cuidado ao analisar sua própria produção criticamente. Vale a pena pedir opinião de terceiros ou até mesmo um parecer de outros autores que já tenham publicado obras similares.
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Tradutor, junto com Alberto Marsicano, de Sementes aladas – Antologia poética de Percy Bysshe Shelley, John Milton nasceu em Birmingham, Inglaterra, e é professor associado de Língua Inglesa e Literaturas de Língua Inglesa da Universidade de São Paulo. É autor dos livros O poder da tradução (reeditado como Tradução: teoria e prática), O clube do livro e a tradução e Imagens de um mundo trêmulo, livro de viagens sobre o Japão. Milton também verteu para o inglês várias obras da literatura brasileira. Com Alberto Marsicano, traduziu também os livros Keats – Nas invisíveis asas da poesia e Wordsworth – O olho imóvel pela força da harmonia, pela Ateliê Editorial. Ele e Marsicano já trabalham na tradução de obras de Lord Byron.
Qual a importância da poesia de Percy Shelley no contexto do romantismo inglês?
Shelley é um dos poetas líricos mais importantes da literatura inglesa; ele cristalizou vários dos temas de Wordsworth, Coleridge e Keats: a importância da natureza; a liberdade do espírito; e a força da Imaginação. E a isso acrescentou radicalismo e militância políticos.
Qual o impacto de seus poemas na época em que ele viveu?
Relativamente pouco. Shelley teve muito mais influência nas gerações subsequentes, a partir da metade do século 19. Foi admirado por poetas vitorianos, como Robert Browning, Alfred Lord Tennyson, Dante Gabriel Rossetti, Algernon Charles Swinburne, e poetas posteriores, como Henry David Thoreau, William Butler Yeats e Edna St. Vincent Millay. Mais recentemente, sua poesia tem sido elogiada pelo crítico norte-americano Harold Bloom.
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