Concurso

“Minha avó me incentivou a gostar de ler”

Por: Renata de Albuquerque

Surpresa. Foi este o sentimento de Jardel Rodrigues Ferreira ao receber a notícia de que havia vencido o Concurso #tempodeler, promovido pela Ateliê Editorial, com o objetivo de dar dicas e ideias para que as pessoas consigam incluir o hábito da leitura em seu cotidiano. “Não imaginava que pudesse ganhar. Entrei no site da Ateliê cinco dias antes do prazo terminar, vi que o concurso estava acontecendo e resolvi me inscrever”, diz.

Jardel e sua avó compartilham o amor pela leitura

Jardel e sua avó compartilham o amor pela leitura

Jardel, que tem 19 anos e mora em Martinópolis, interior de São Paulo, terminou recentemente o Ensino Médio e planeja cursar Letras. A paixão pela literatura foi despertada pela convivência com sua avó, Marlene, ainda na infância. “Ela morava em São Paulo e eu só ficava mais com ela nas férias, quando ela vinha me visitar. Ela adora ler e lia muito. Então, ficávamos na cama, lado a lado, lendo juntos, noite adentro”, relembra ele, que hoje mora com a mãe e a avó no interior.

O hábito fez com que Jardel também passasse a ler muito. “No começo, eu dormia nas primeiras páginas, mas depois comecei a me interessar muito”. Hoje, ele escreve poemas, gosta de poesia e romances clássicos e cita autores como Hilda Hilst, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado e Dostoiévski entre os que já leu.

 

“Fico muito feliz em saber que ganhei, de verdade. Eu escrevo poesia e por isso tentei escrever o texto, em suas cinco linhas, o mais próximo de uma prosa poética que eu pudesse”, afirma.

Vencedores do Concurso #tempodeler

Arte de divulgação da campanha #tempodeler

Arte de divulgação da campanha #tempodeler

Parte da Campanha Tempo de Ler (que acontece até 2017), o Concurso #tempodeler terminou. Depois de dois meses intensos, em que as pessoas se manifestaram dando suas sugestões e dicas sobre como conseguir mais tempo para incluir a leitura no cotidiano, nos intervalos da correria do dia a dia, foram definidos os vencedores do Concurso #tempodeler. Promovido pela Ateliê Editorial, o concurso movimentou a internet no mesmo período em que a campanha mundial #diadelertododia, da CBL, aconteceu.

Confira, a seguir, os textos dos vencedores, escolhidos com base no objetivo do concurso:

O objetivo é o compartilhamento de ideias e sugestões que ajudem o leitor a encontrar tempo para inserir esse hábito em sua rotina diária, pois a falta de tempo é o principal motivo alegado pela maioria das pessoas segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”.

 

 

1-jardel-rodrigues-ferreira

 

Tempo de ler é todo tempo. Para mim não existe um tempo reservado ao exercício da leitura. Durante todo o dia, e noite, estamos em contatos com a leitura seja em um out door descascando em uma parede ou via, seja em um anúncio de moradia ou cartomante preso em um poste imundo. Mas quando sobe aquele formigamento do desejo de fuga ou no querer ser outro, estar não aqui: este é o tempo de ler.

Jardel Rodrigues Ferreira, 1º lugar

 

 

 

2-luisa-de-quadros-coquemala

Sempre busco tempo para ler, mas principalmente nas horas de “vazio” da vida: na fila de espera do banco ou do correio, voltando para casa no ônibus, viajando, enquanto ando na rua, antes de dormir e naqueles momentos onde muitas pessoas ficam no celular ou na internet. Dessa maneira, onde a vida seria chata ou vaga, eu passo o tempo imaginando, entrando em outros mundos e vivendo outras vidas. Onde há o nada, cria-se um mundo.

Luisa de Quadros Coquemala, 2º lugar

 

 

 

 

3-andrea-strevaA pergunta correta seria: como não arranjar tempo pra ler? É possível ler quase o tempo todo, se você for perspicaz. Para os que duvidam, vou ensinar meu método, que é muito simples: esteja sempre acompanhada de um livro e leia em cada brecha no trabalho, em cada intervalo na escola ou faculdade, em cada deslocamento (seja no carro, ônibus ou metrô) e, obviamente, em casa. Como efeito colateral, você notará seus olhos perdidos em outros horizontes e a cabeça em sonhos.

Andrea Moreira Streva, 3º lugar

 

Os vencedores ganharam cupons de desconto para usar em sua próxima compra no site da Ateliê.

A editora agradece a todos os participantes e parabeniza os vencedores!

 

Ler sempre é ler mais e melhor

Cecilia Felippe Nery*

livro com flor

A equação até parece simples e é. Lendo sempre, leremos mais e melhor, mas para se chegar lá é preciso paciência e vontade, como tudo na vida. No Brasil, no entanto, essa equação está longe de ser perfeita, mas avançou, ainda que a passos lentos.

No país há 104,7 milhões de leitores, o que representa 56% da população, segundo dados da quarta edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada em maio deste ano. O índice de leitura teve uma pequena melhora, mas é pouco, pois indica que o brasileiro lê somente 4,96 livros por ano.

Como mudar isso?

A questão é complexa e envolve muitas esferas, mas podemos fazer a nossa parte com método e disciplina até que o ato de ler se torne um hábito indispensável à nossa vida.

Antes de mais nada preciso confessar que sou uma leitora meio atípica, apaixonada por livros, mas atípica. Não leio tão rápido, meu ritmo é mais lento, embora constante. Isso porque gosto de refletir sobre as palavras, de sentir mais a leitura e de voltar as páginas para reler algo que ficou para trás e que só lá na frente fará sentido, assim demoro mesmo quando me aventuro em algum livro.

Além disso, não consigo ler dois livros ao mesmo tempo. Admiro quem consegue fazê-lo, e já tentei, mas percebi que acabo misturando as histórias e fico pensando onde li determinada cena ou passagem. Minha cabeça dá um nó e me sinto um pouco perdida. A não ser que leia coisas totalmente diferentes, como um romance e um livro técnico, ou ainda poesia.

Percebo também que alguns livros oferecem uma leitura mais fluida e agradável, prendendo o leitor de tal forma que ele se desliga facilmente de tudo ao seu redor. Outros, no entanto, embora de valor incontestável, são mais penosos, requerem maior atenção e exigem mais dedicação do leitor. Por isso é necessário começar devagar, sem correria, para criar o hábito, cultivado pouco a pouco.

 

O local

O primeiro passo é estar aberto à leitura e escolher o livro que se quer ler, sem pressa, sem cobranças, por prazer, para conhecer. Separe um tempo do dia para fazer isso e se disponha a ler, nem que seja por 20 ou 30 minutos e vá aumentando o tempo gradativamente. O local de leitura também é fundamental. Se você tem problema em se concentrar, procure um lugar tranquilo e sem interferências que possam lhe causar distração.

Eu, por exemplo, leio mais quando estou fora de casa. E o meu local preferido sempre foi o metrô. Sim, isso mesmo, o metrô, no trajeto de casa para o trabalho e do trabalho para casa. E, embora muitas vezes o trem esteja cheio, já li muitos livros nos vagões do metrô. Às vezes fico tão empolgada com a história que passo da estação em que iria descer, quando me dou conta tenho de sair do vagão e pegar o trem no sentido contrário, para voltar. Outras vezes me deixo passar mesmo, e vou até o final da linha, só para não parar e continuar a leitura. Aí depois retorno ao meu destino. Claro, quando estou com tempo.

Como leio muito no metrô, já aconteceu, vez por outra, de entrar em um trem e sem que eu veja ou pense em alguma coisa relacionada às histórias, vir à minha mente cenas e personagens de algum livro que li. Acontece assim, instantaneamente, sem que eu perceba. As imagens simplesmente aparecem para mim. É como se os vagões do metrô estivessem povoados das histórias, dos personagens e das cenas que leio – e vejo com a imaginação – nos livros. Acho que são como fantasmas, que vagueiam livremente por entre o emaranhado de fios que povoam a minha mente.

Mas estou divagando… e, claro, pode funcionar para mim, para outras pessoas não. Seja como for, o importante é encontrar um local adequado em que a pessoa se sinta bem e disposta a ler, independentemente de ser um livro físico ou virtual. Com o tempo é possível até que a pessoa leia em qualquer lugar, porque a leitura já se incorporou.

Outra importante dica é variar as leituras. Se recentemente você leu um romance, alterne com uma biografia, ou um livro de contos, ou ficção ou terror, ou ainda quadrinhos, que são excelentes para entreter e ampliar o conhecimento. Mescle seus interesses e aumente suas conquistas literárias dia a dia. Isso é muito bom.

 

Clubes de leitura

livros na estante

Para gostar de ler é fundamental também conversar sobre os livros, assim, procure pessoas que leem também e discuta os livros. Já se foi o tempo em que leitura era sinônimo de solidão, embora o ato seja solitário mesmo. Ler, porém, propicia um conhecimento tão grande que a vontade de compartilhar acontece naturalmente.

Hoje há muitos clubes de leitura que fazem essa função interativa. Além de proporcionar deliciosos debates sobre as leituras, é possível ainda fazer muitos amigos. Depois que me tornei uma leitora assídua, meu grupo de amigos se ampliou e conheci muitas pessoas ligadas aos livros, sejam elas virtuais ou presenciais. Os amigos leitores estimulam o prazer pela leitura e são ótimas companhias para dividir outros interesses.

Por fim, a partir do momento que a leitura te “pegar”, seria ideal começar a alçar novos voos e desafios. Estabeleça metas e aumente o tempo de leitura, escreva para memorizar e assim assimilar melhor o que se leu. É importante ler de tudo, porque a seletividade vem com o tempo, mas o fundamental é que se leia por prazer, por puro deleite.

Boas leituras.

*Cecilia Felippe Nery é jornalista e escreve para o blog www.leituraseobservacoes.blospot.com

 

E você? Como consegue #tempodeler ? Conte para a gente, participe do Concurso!

Ateliê Editorial inscreve sete obras para o Prêmio Jabuti 2016

A Ateliê Editorial inscreveu sete títulos publicados pela editora no ano passado para concorrer ao Prêmio Jabuti 2016, um dos mais importantes do país. Esta é a 58ª edição do prêmio, promovido pela Câmara Brasileira do Livro, que em 2016 vai premiar obras em 27 categorias diferentes. Confira a seguir a lista dos inscritos da Ateliê:

Antologia da Poesia Erótica BrasileiraAntologia da Poesia Erótica Brasileira – categoria poesia

Esta Antologia da Poesia Erótica Brasileira, fruto de rigorosa pesquisa, apresenta ao leitor as principais figuras de pensamento e formas de criação que compõem nossa lírica erótica desde o século XVII até os dias de hoje. Figuram nela poetas de épocas, estéticas e contextos bastante diversos – de Gregório de Matos a Hilda Hilst, de Gonçalves Dias a Carlos Drummond de Andrade, de Álvares de Azevedo a Ana Cristina César, de Olavo Bilac a Ferreira Gullar, entre muitos outros –, cujos versos se alternam entre a sensualidade meramente alusiva e a obscenidade mais provocante. Lado a lado, eles se reúnem aqui para dar voz a um excesso que é, antes de tudo, o da imaginação.

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Bibliomania – categoria projeto gráfico

“Escrever sobre livros é tarefa sem fim”, diz Marisa MidoriDeacto na abertura de Bibliomania. No entanto, o material que ela e o autor Lincoln Secco produziram sobre o tema nos dois anos que escrevem para a Revista Brasileiros permitiu a criação de uma bela edição, com capa dura e projeto gráfico de Gustavo Piqueira. Os textos, de curto formato, falam sobre todo tipo de assunto, sendo o livro sempre o protagonista: das mudanças no mercado editorial, até sonhos, fé e razão.

 

desconhecerDesconhecer – categoria poesia

Desconhecer contém 40 poemas, escritos ao longo de três anos – todos sem título, sem tema definido e em letras minúsculas. Isso porque, para o autor, o mais importante é a unidade formada por todos eles. “No caso dos meus poemas penso que títulos seriam limitadores, pois iriam sugerir uma leitura, direcionar a interpretação. Além disso, como os poemas são sempre curtos, a inexistência de títulos possibilita uma leitura mais ininterrupta do livro, como se fosse um grande poema”.

Ilustrações Lygia Eluf

 

Girassol Voltado para a Terra– categoria poesiagrassol

A obra traz ao público minicontos, microcontos e poemas que exploram a linguagem em sua potência alusiva. A intenção inicial de Renato Tardivo era a de que seu terceiro livro de ficção fosse um romance. No entanto, ele explica, frases curtas, enredos concisos, mistérios cotidianos e existenciais foram surgindo. Depois de entrar nas redes sociais, diz, passou a se interessar pelo exercício da comunicação imediata e concisa.“Há um ou outro poema também, mas, em que se pese a transgressão de gênero, considero que se trata de um livro escrito em prosa”, define.

 

portaretratoPorta-Retratos– categoria poesia

Porta-retratos reúne poemas escritos de 2011 a 2014. A obra é prefaciada pelo poeta Ricardo Aleixo e tem a contracapa assinada pelo também poeta e compositor Arnaldo Antunes, o que chancela essa estreia.O título vem do poema que abre o livro, “Escolha”, e que fala, no fim, sobre aseleção das fotos do porta-retratos como um ato solitário. Apaixonada por fotografia, Marise Hansen explica que muitos poemas surgem de imagens, momentos, flagrantes.

 

Viagem a um Deserto Interior– categoria poesiaImagem2

Resultado de um processo de produção que levou dois anos para ser concluído, o livro surgiu de um desejo da autora, Leila Guenther, até então com vasta experiência com a prosa, mais especificamente com os contos, de experimentar outro gênero.Reunindo poemas e haicais, Viagem a um Deserto Interior está dividido em cinco partes: Paisagens de Dentro, O Deserto Alheio, Castelo de Areia, Um Jardim de Pedra e A Possibilidade do Oásis.

 

 

voz que cantaA Voz que Canta na Voz que Fala- Poética e Política na Trajetória de Gilberto Gil – categoria teoria/crítica literária

Nesta obra da Ateliê Editorial em coedição com a Editora Universitária Tiradentes, o autor Pedro Henrique Varoni de Carvalho trafega pela análise do discurso e aponta como Gilberto Gil trouxe o seu discurso poético-tropicalista ao ministério, sugerindo e promovendo mudanças até então inéditas no que toca ao tratamento dado à cultura brasileira pelo Estado.

Inscrições para Prêmio CNNP 2016 já estão abertas

livro com flor

O Concurso Nacional Novos Poetas (Prêmio CNNP 2016) recebe inscrições até 5 de setembro. O Prêmio é realizado pela Vivara Editora Nacional com apoio cultural da Revista Universidade. Podem participar brasileiros natos ou naturalizados, com mais de 16 anos. Cada candidato pode concorrer com até dois poemas de autoria própria e o tema é livre. A única exigência é que o texto seja escrito em português. Os vencedores participarão de uma antologia poética. Mais informações no site: www.cnnp.com.br

Prêmio Escola Voluntária recebe inscrições até o dia 30 de junho

15o escola voluntaria

As inscrições para a  já estão abertas. Projetos de voluntariado realizados por alunos de escolas do Ensino Fundamental e Médio podem ser inscritos na 15ª edição do Prêmio Escola Voluntária. A premiação é uma iniciativa da Fundação Itaú Social e da Rádio Bandeirantes e tem como objetivo formar, incentivar e reconhecer escolas de Ensino Fundamental e Médio, públicas ou privadas, que desenvolvem projetos de voluntariado junto à comunidade. O projeto deve contar com a participação voluntária de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e/ou em qualquer série do Ensino Médio. Podem participar instituições de ensino dos seguintes estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal.

 

Mais informações no site http://www.escolavoluntaria.com.br

 

 

Concurso de contos recebe inscrições até 27 de maio

concurso ufob

O Concurso Literário Osório Alves de Castro, promovido pela Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), está com as inscrições abertas até 27 de maio. O concurso aceita apenas contos inéditos, com tamanho entre cinco e dez laudas, escritos em português, de autoria exclusiva do participante (não serão aceitos contos em coautoria). Cada escritor pode inscrever apenas um conto.

Mais informações no site: http://www.ufob.edu.br/index.php/noticias2/item/662-concurso-literario-homenageia-o-romancista-osorio-alves-de-castro

 

 

Concurso de poemas em Porto Alegre tem inscrição até 20 de maio

concurso PoA
Quer estampar seus poemas em ônibus e nos trens?  Até dia 20 de maio a Prefeitura de Porto Alegre recebe inscrições para a 25ª edição do Concurso Poemas no Ônibus e 13ª edição do Poemas no Trem, que selecionará até 50 (cinquenta) poemas para veiculação na frota de ônibus de Porto Alegre e nos trens da Trensurb,

O objetivo é estimular e divulgar, de forma abrangente, a produção poética. Por isso, o concurso só aceita poemas inéditos. Os vencedores terão seus poemas veiculados em matrizes adesivadas nas janelas dos ônibus de Porto Alegre e trens da Trensurb.

Mais informações no link http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/default.php?reg=502&p_secao=184