Fonte: Jornal do Brasil
“O risco das emissões eletromagnéticas emanadas pelos telefones celulares existe há tempos”, alerta Paulo Rosenbaum, roteirista do documentário O Nome do Cuidado
O recente alerta epidemiológico não pode ser tomado como uma grande novidade: o risco das emissões eletromagnéticas emanadas pelos telefones celulares existe há tempos. Ele só não tinha sido publicado e respaldado pela OMS. E quanto às antenas, um problema com potencial nocivo muito mais grave? E as redes wireless que agora com microfrequências empesteiam todos os ambientes? Como se vê o principal problema está muito longe de ser resolvido.
E como a sociedade pode saber a verdade? Com centros de pesquisas e pesquisadores independentes. Com verba para diagnosticar por que parte dos cientistas se tornou acrítica, submissa ou simplesmente refém dos interesses políticos e econômicos. [Leia o artigo completo]
.
Paulo Rosembaum é Médico, PHd. pós-doutor em Medicina Preventiva pela FMUSP, Pesquisador associado da FMUSP e integrante do Grupo de Pesquisa do CNPq. Autor de O Nome do Cuidado, documentário e livro publicado pela Ateliê Editorial.
.
Fonte: EGO
Marcelo Camelo e Mallu Magalhães prestigiaram o lançamento do livro Ensaiando a canção: Paulinho da Viola e Outros Escritos, de Eliete Negreiros. O evento aconteceu na Livraria da Travessa, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, nesta quarta-feira, 13.
.
.
.
Hélio Franchini Neto
R$ 35,00 | 14 x 21 cm | 184 pp
No futuro, as sociedades e seus conceitos sofreram transformações amplas e dramáticas. Divididos em “mundos”, inimigos entre si, democratas, libertaristas e teologistas lutam em uma guerra permanente, estagnada e sem saída. Em meio à animosidade geral que reina nas linhas de combate, um jovem funcionário democrata realiza visita a uma das frentes de batalha. Planejada como uma breve experiência para novos burocratas, a viagem acaba por avançar – por acasos e “acasos” – ao desconhecido.
“Somos resultado de uma possível [...] perda de sentido, cujos produtos são nosso mundo, ou nossos mundos, completamente distintos dos sonhos antigos. Nossa consequência é a distopia.”
.
Fonte: Poesia à Mão
Pedro Marques
Antes de reunir seus poemas neste primeiro livro, Pedro Marques já vinha de uma longa convivência com a poesia, não apenas como poeta, mas como editor – de revistas (Salamandra, Camaleoa e Lagartixa), sites, antologias -, como professor e pesquisador, tendo publicado, também pela Ateliê Editorial, Manuel Bandeira e a Música (2008). É essa convivência que se faz notar nas dez partes que compõem Clusters. A proximidade do estilo é com nossa tradição modernista, inclusive no modo de temperar o lirismo com a ironia é, por vezes, com uma espécie de humor comedido, de ar propositalmente ingênuo ou “inocente”.
Em Memória Futura, Paulo Franchetti esboça um modelo exemplar de escritura que dispensa rebuscamentos gratuitos
.
Fonte: Rascunho
por Fabio Silvestre Cardoso
.
Conforme a mitologia grega, Mnemosine é a deusa da memória. E, da união de Mnemosine com Zeus, nasceram nove musas, responsáveis pela poesia épica e romântica, pela história, pela música, pela dança, pela tragédia e pela comédia, entre outras coisas. Em seu recente livro de poemas, Memória Futura, editado pela Ateliê, Paulo Franchettti esboça um elogio à deusa da memória. Ainda que os poemas não estejam alinhados a essa premissa de forma evidente, é possível lê-los dessa forma não apenas em virtude do título da obra, mas, sobretudo, porque o autor privilegia a idéia da memória como esteio dos poemas que compõem o livro. Além das alusões diretas à temática central da obra, existem, ainda, os temas correlatos, como a velhice e a passagem do tempo, sem mencionar a proposta da reflexão pretendida pelos versos do autor. Leia a matéria completa
Fonte: Antonio Miranda
Resenha por Antonio Miranda
.
Sempre entendi cluster como um coletivo formado por forças convergentes em razão de alguma causalidade. Venho da Ciência da Informação e sempre acreditei que as leis que regem a informação na sociedade em geral, assim como no universo como um todo, também atuam no processo criativo e (também) na poesia. As palavras se aglomeram, vêm durante a formulação do texto (linear ou não), numa situação específica, irrepetível. Um poema acontece em tais circunstâncias. Um poeta está imerso nesta criação fractal, amalgamando um vocabulário comum para expressar-se sobre um algo que vai ser compartilhado, mesmo quando pense que não escreve para ninguém… O poeta, como o cientista, qualquer criador, é um ser plural, um porta-voz que ousa expressar-se enquanto tal. Um poema é um acontecimento histórico.
A diferença é que alguns se entendem num processo de inscrição a partir do que vivenciam, outros — e cada vez mais criadores nesta linha de produção — preferem reinterpretar, ou mesmo inventar as situações. Trata-se de uma opção. Ser naturalista ou ser um criador de situações novas. Sugerir em vez de descrever, referir-se a fatos concretos ou imaginários.
Por exemplo, Konstantinos Kavafis reinterpretou a trajetória humana em seu poema sobre a chegada dos bárbaros. Helênico, em tempos modernos, entre os fundamentalismos muçulmano e cristão em sua Alexandria, dava seu testemunho . ” [À espera real dos bárbaros]“, de Pedro Marques, também parte de uma experiência de mundo, mas se projeta em situações bem mais fluídas, menos datadas e localizadas. “Eles chegam de todos os lados“, no diz, como a dizer que todos vivemos nesta situação. “Principalmente pelo céu e pelas mercadorias/ que não temos“. Condição aberta para uma interpretação livre, irrecusável, porque o poeta sabe da universalidade da condição humana. Pedro Marques até “ilustra” a situação referindo-se a fatos históricos vagos, de uma guerra próxima de nós, em Paris, “aos beijos com aquelas moças brancas/ como nossa areia“, como que saindo do geral para uma situação coloquial, para dessacralizar o discurso. Aí segue despistando, como-que desmontando o cenário, com referencialidades desencontradas:”Mas o filme por estrear é bem outro”/ “Para as aldeias sem escolas e hospitais/ enviam cinquenta milhões em bombas“/ Em toda nossa pobreza semianimal,/ nós, os mesopotâmios, acreditamos numa cilada“.








