O guia 50 Livrarias de Buenos Aires será apresentado na próxima sexta-feira, 18 de novembro, às 19 horas, na Fundação Centro de Estudos Brasileiros (Funceb), na capital argentina. A apresentação acontece dento do seminário organizado pela Funceb para debater as políticas de apoio ao livro no Brasil e na Argentina, com a participação de representantes dos dois países, Bernardo Gurbanov, vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro e o presidente da Biblioteca Nacional da Argentina.
O guia 50 Livrarias de Buenos Aires será apresentado na próxima sexta-feira, 18 de novembro, às 19 horas, na Fundação Centro de Estudos Brasileiros (Funceb), na capital argentina. A apresentação acontece dento do seminário organizado pela Funceb para debater as políticas de apoio ao livro no Brasil e na Argentina, com a participação de representantes dos dois países, Bernardo Gurbanov, vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro e o presidente da Biblioteca Nacional da Argentina.Fonte: ICnews | Isabel Furini
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Quem gosta de cinema não só de assistir a filmes, mas de entender o fascínio que ele exerce sobre algumas cabeças brilhantes, como no caso de Mário de Andrade, vai deleitar-se com a leitura de A Lição Aproveitada, (Ateliê, 352 p., 2011), especialmente estudantes e profissionais das áreas de Letras, Cinema e Artes em geral, que desejem entender o início do cinema no Brasil e a influência que exerceu sobre a literatura. João Manuel dos Santos Cunha, professor na Faculdade de Letras e no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pelotas, doutor em Literatura Comparada (UFRGS), pós-doutorado em Literatura e Cinema (Sorbonne-Nouvelle, Paris III), realizou uma longa pesquisa que revela o impacto que a narratologia cinematográfica exerceu sobre Mario de Andrade e seus contemporâneos. Mário de Andrade escreveu na revista Klaxon (N. 1, p. 2, maio de 1922): “A cinematografia é a criação artística mais representativa de nossa época. É preciso observar-lhe a lição.”
João Manuel dos Santos Cunha fez uma densa pesquisa e conseguiu organizá-la de maneira que a linguagem e a didática ficaram muito claras e agradáveis para o leitor. Ele segue os passos de Mário de Andrade e mostra também o caminho do cinema desde o seu início. É interessante conhecer a visão que Mário de Andrade foi desenvolvendo numa época em que o cinema era só visual, sem som e arte muda.
No começo dos anos trinta, iniciou-se o cinema falado. A genialidade de Mário de Andrade permitiu-lhe ver a potencialidade da voz narrativa cinematográfica, considerou-a “arte infante”, pois ele entendeu que essa arte se desenvolveria com o tempo.
Em 1915, O Nascimento de uma Nação, (The Birth of a Nation, Griffith, USA, 1915), coloca em cena um personagem que se converteria em símbolo do cinema. Esse personagem é Carlitos, de Charles Chaplin. Esse personagem foi considerado peça chave para a cinematografia avançar como arte narrativa.
Após o impacto da Semana da Arte de 1922, é lançada a revista Klaxon, para refletir sobre arte. Andrade tinha a capacidade de refletir sobre as manifestações culturais de sua época. Entre os modernistas, ele se destaca na produção de crítica cinematográfica, numa época em que essa crítica estava nascendo.
“Como intelectual lúcido que busca refletir sobre as manifestações da cultura de seu tempo, Mário vai abordar o cinema como crítico, a partir de sua experiência como espectador constante nas salas de cinema e como teórico da arte moderna, utilizando o cinema como um referencial, ‘a criação mais representativa’ de sua época.”
O professor João Manuel dos Santos Cunha afirma que aprender uma lição não é repeti-la, mas recriá-la. Carlitos foi um mestre do cinema, e aqueles que o admiravam, como Mário de Andrade, entenderam e recriaram a visão narratologica desse personagem. Mário não era favorável à copia, aos artifícios, mas procurava a vida, o ser do personagem. Para ele, romance e cinema tinham suas próprias vozes.
O autor revela-nos um Mário de Andrade muito humano, um homem com visão de futuro, que entendeu a capacidade do cinema de contar histórias. E esse é também o objetivo do romance, contar uma história, mas romance e cinema têm linguagens, técnicas e meios diferentes.
Mario de Andrade argumentou contra o fato de forçar a “intenção da modernidade em detrimento da observação da realidade”. E a literatura, o cinema, a pintura e a escultura exigem observação do mundo, pois falam da realidade humana.
O livro A Lição Aproveitada leva-nos pelo mundo da literatura e do cinema e ajuda-nos a conhecer melhor a visão de Mário de Andrade. Vale a pena conferir.
Fonte: Pensar| Estado de Minas
Memória Futura, último livro de poesia de Paulo Franchetti, foi resenhado por Anelito de Oliveira para o jornal Estado de Minas. Leia alguns trechos:
O horizonte preferencial da poesia sempre foi o presente, mesmo, ou sobretudo, no seu “momento futurista” (Perloff). São apreensões do presente que movem as vanguardas das primeiras décadas do século 20 – reverberar na escrita, por exemplo, a velocidade das máquinas.
Memória futura, coletânea de poemas de Paulo Franchetti publicada pela Ateliê Editorial, apenas aparentemente abre mão do tensionamento do presente. No fundo, evoca uma perspectiva de futuro para se relacionar de modo mais crítico, digamos, com o presente – e o mais candente presente, o agora.
Pode-se dizer que Memória futura consiste num renitente esforço de presentificação desse lugar por signos de organicidade, de naturalidade, como carne (“Ouvir o chamado da carne”), terra (“Colocava a terra dentro dos vasos”), fogo (“Todos os fogos queimam”) e sangue (“O sangue insiste/ Como um pensamento”).
Nas conversas que trava com seus “precursores” remotos e recentes – Yeats, Hopkins, Pound, Hilda Hilst e Ana C. –, percebe-se, especialmente, a fatalidade como traço da relação entre poeta e mundo, como o estranho está fadado a se esbarrar nos muros do “bios”, em todos os sentidos, da vida.
Num dos mais belos poemas desta coletânea, que vale muito pelos problemas que circunscreve, diz, organicamente, o poeta Franchetti: “Na infância, inutilmente gritavam os porcos/ A caminho do abate./ Muitas vezes esses gritos me fizeram perguntar/ Para quem, por quem, com que sentido”. Assim são os poetas.
Fonte: Jornal do Brasil
“O risco das emissões eletromagnéticas emanadas pelos telefones celulares existe há tempos”, alerta Paulo Rosenbaum, roteirista do documentário O Nome do Cuidado
O recente alerta epidemiológico não pode ser tomado como uma grande novidade: o risco das emissões eletromagnéticas emanadas pelos telefones celulares existe há tempos. Ele só não tinha sido publicado e respaldado pela OMS. E quanto às antenas, um problema com potencial nocivo muito mais grave? E as redes wireless que agora com microfrequências empesteiam todos os ambientes? Como se vê o principal problema está muito longe de ser resolvido.
E como a sociedade pode saber a verdade? Com centros de pesquisas e pesquisadores independentes. Com verba para diagnosticar por que parte dos cientistas se tornou acrítica, submissa ou simplesmente refém dos interesses políticos e econômicos. [Leia o artigo completo]
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Paulo Rosembaum é Médico, PHd. pós-doutor em Medicina Preventiva pela FMUSP, Pesquisador associado da FMUSP e integrante do Grupo de Pesquisa do CNPq. Autor de O Nome do Cuidado, documentário e livro publicado pela Ateliê Editorial.
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