Campanhas

Campanhas sobre leitura movimentam a internet com #diadelertododia e #tempodeler

Por: Renata de Albuquerque

A leitura está em alta no mundo virtual. No próximo dia 20 de setembro é #diadelertododia, uma campanha mundial pela leitura que tem o apoio da CBL e que foi destaque na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que aconteceu até o início do mês.

A campanha mobiliza pessoas do mundo todo, do Paquistão ao Canadá, passando por diversas cidades brasileiras. Para fazer parte da Campanha Mundial pela Leitura basta registrar uma imagem de alguém lendo e enviar para a coordenação. Mais informações no site http://www.diadelertododia.com/

Outra campanha que já está acontecendo é a #tempodeler. A campanha, promovida pela Ateliê Editorial, tem como objetivo incentivar as pessoas a buscarem mais tempo para ler, com dicas sobre como alcançar esse objetivo já que, segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, esta é uma das principais razões para que as pessoas não leiam mais.

Arte de divulgação da campanha #tempodeler

Arte de divulgação da campanha #tempodeler

Qualquer pessoa pode participar. Basta usar a #tempodeler no Twitter e dar a sua dica de como conseguir mais tempo para a leitura, essa atividade tão deliciosa e prazerosa.

Agora, se o problema é não ter o hábito da leitura, a Ateliê também dá uma ajuda. A editora fez uma lista de livros que são perfeitos para quem quer começar a adquirir esse hábito, porque são leituras tão rápidas e agradáveis que vai ficar fácil encontrar um tempinho para elas, mesmo na sua agenda lotada. Confira:

Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século

Organizado por Marcelino Freire, o livro parte do princípio de que, em tempos de Twitter, a linguagem tem de ser renovada, para ser ainda mais concisa e objetiva. O autor de Angu de Sangue convidou cem autores brasileiros (entre os quais Laerte, Manoel de Barros, Glauco Mattoso, Lygia Fagundes Telles, Millôr Fernandes e Marçal Aquino) paras escrever histórias de até 50 letras. O resultado são contos tão curtos quanto interessantes. Perfeito para quem tem apenas poucos minutos disponíveis, já que os contos podem ser lidos de maneira independente e não levam mais que alguns segundos para serem lidos.

 

Silêncios no Escuro

Primeiro livro adulto de Maria Viana reúne 16 contos que têm, como fios condutores, a morte e o silêncio. “Acho que o que me levou a escrever este livro foi o desejo de contar algumas histórias que de alguma maneira estavam esperando o momento certo para tomar forma de palavra escrita, já que povoavam meu imaginário e minha memória há muito tempo”, diz a autora.

 

ASA – Associação dos Solitários Anônimos

Romance ousado e divertido, cheio de sarcasmo, deixado inédito por Rosário Fusco, que morreu em 1976. O romance escrito em 1967 e teve sua primeira edição em 2003. Desde então encanta os leitores com sua  narrativa de andamento veloz, que dialoga com o surrealismo e naturalismo, explorando um recanto especial do cenário brasileiro: a marginalidade acumulada ao longo do cais.

 

Se você quiser conhecer toda a lista de livros em promoção, visite o link http://www.atelie.com.br/publicacoes/promocao/

Ateliê em clima de Olimpíadas

É tempo de Jogos Olímpicos. Em todos os lugares, as vitórias, as medalhas e as conquistas fazem parte das conversas. Mas, o que isso tem a ver com livros? Tudo!

A Ateliê tem diversos títulos premiados pelas mais importantes instituições do mundo e, por causa das Olimpíadas, resolvemos reuni-los e celebrar a data com descontos campeões.

Rodrigo LacerdaO Mistério do Leão Rampante 

Para livrar-se de um feitiço que a impede de amar, uma jovem inglesa do século XVII recorre aos mais diversos tratamentos – até conhecer o poder curativo do teatro. Narrada com humor refinado, a história tem Shakespeare como um dos personagens. O Mistério do Leão Rampante foi a estreia de Rodrigo Lacerda na ficção e o primeiro livro editado pela Ateliê Editorial.

Prêmio Jabuti 1996
Prêmio Caixa Econômica/CBN de Autor Revelação 1995

 

Orlando Furioso (Jabuti Tradução 2003)orlando

““Eu não sou quem pareço””, diz Orlando, enfurecido de paixão amorosa. Sua figura tresloucada era o que sobrara do paladino cristão, exemplo de sensatez. Narrada, ou melhor, cantada pela insuperável poesia de Ludovico Ariosto, criador de um universo que fascinou Cervantes e Voltaire, Bandeira e Borges. Publicado há quase cinco séculos (1516, com edição definitiva em 1532), Orlando Furioso é contemporâneo de nosso mundo, sempre a ponto de enlouquecer por “armas e amores”. Este primeiro volume em edição bilíngue e ilustrada por Gustave Doré traz 23 dos 46 cantos desta obra-prima da literatura mundial.

Vencedor do Prêmio Jabuti de Tradução de 2003

 

Sem título-2O Filho do Crucificado 

O Filho do Crucificado contém uma novela, que dá nome ao livro, e cinco contos, reunidos sob o título ““Flores e Pele à Flor da Pele””. Em todas essas narrativas, o jornalista e escritor Nelson de Oliveira trata de um tema que assombra a humanidade desde sempre: o fim do mundo. De um intercurso sexual com Deus a um bizarro suicídio coletivo, as situações envolvem o leitor da primeira à última linha. Em 2000, este foi considerado o melhor livro de contos pela Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Prêmio APCA Melhor Livro de Contos de 2000.

 

O Altar e o Trono – Dinâmica do Poder em O Alienistaaltar e trono

O Altar & o Trono traz minucioso levantamento dos discursos artísticos e culturais de que Machado de Assis se apropriou para escrever O Alienista. Ao mesmo tempo, analisa os processos retóricos em que se articulam as matérias. Lidando com questões polêmicas no Segundo Reinado, Ivan Teixeira preserva o máximo de imparcialidade no resgate do ambiente de produção e de circulação de O Alienista. O leitor encontrará neste livro hipóteses estimulantes para uma revisão conceitual de Machado de Assis. Pela primeira vez, o artista é examinado em intrínseca relação com os signos de sua época e em sua condição de homem de imprensa: associado a grupos de poder, afeito à dinâmica dos periódicos, atento à reciprocidade dos compromissos e integrado com projetos editoriais. Consciente do princípio de mobilidade cultural, O Altar & o Trono descobre e investiga, ainda, o empenho de Machado de Assis no projeto de incorporação da elite feminina aos núcleos letrados do Segundo Reinado.

Prêmio José Ermírio de Morais da Academia Brasileira de Letras 2011
Coedição: Editora Unicamp

 

de olhonamorteDe Olho na Morte e Antes 

Conheço Fernando Fortes, que a gente chamava de Carlos Fernando, quando éramos ambos jovens, ele mais novo que eu, impetuoso e comunicativo. Já então revelava um modo próprio de fazer seus poemas, que, mais apurados, publicaria depois em vários livros.
Estes poemas de agora têm outro tom e outra feitura. Fala-nos de alguém que já viveu uma longa vida, que experimentou as alegrias e sofrimentos por que todos passamos, de uma maneira ou de outra. É esse outro Fernando que estes poemas nos mostram, alguém que sofreu um duro golpe: a perda de um filho. Alguns deles nos falam dolorosamente dessa perda, enquanto outros, ainda que versando temas diversos, trazem a marca dessa dor presente. Isso não impede, porém, que ele consiga nos comover também com os achados poéticos, nascidos do domínio do verso e da palavra, que foi sempre uma qualidade sua. Como poeta que é, realiza a alquimia que transforma a dor em alegria. –[Ferreira Gullar]
Prêmio Literário Nacional Pen Clube do Brasil 2013.

Clichês Brasileiros

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Utilizando-se apenas de imagens de um antigo catálogo brasileiro de clichês tipográficos (Catálogo de Clichês D. Salles Monteiro, publicado em edição fac-similar pela Ateliê Editorial, em 2003), Gustavo Piqueira compõe uma inusitada narrativa visual contemporânea em seu novo livro, Clichês Brasileiros.
Os clichês tipográficos eram matrizes, gravadas em madeira ou metal, utilizadas como complemento figurativo ao conteúdo textual no processo tipográfico de impressão, método dominante na produção de impressos durante quase cinco séculos.
Mas o título do livro não se deve exclusivamente às matrizes usadas para a confecção das ilustrações. A cada virada de página, topamos com outro tipo de clichês brasileiros: dos históricos, como a chegada dos portugueses, a catequização dos índios ou os ciclos do café e do ouro, até clichês do Brasil de hoje, cheio de engarrafamentos, dívidas, condomínios fechados e alienação. Todos retratados com sutil irreverência e grande riqueza gráfica.

O livro possui capa em lâmina de madeira impressa em serigrafia, fixada com fita adesiva, e tem tiragem única de mil exemplares numerados.

Prêmio Good Design Awards 2013

Prêmio If Design Awards 2013

Prêmio Lusófono da Criatividade 2014

 

 

barrocoO Esplendor do Barroco Luso-Brasileiro

O que é o Barroco? Um universo onde todos componentes se interagem atingindo variedade e unidade indivisível. Nele as diferentes disciplinas artísticas atuam de forma integrada capazes de suscitar profundas emoções no observador, mobilizando recursos cenográficos, com vistas a atingir clima triunfante ou dramático.
Na arquitetura, onde indiscriminadamente são acolhidas as demais artes, as formas adquirem linguagem própria, movimentando-se e assimilando variadas formas de expressão: colunas torsas, ornatos, formas tomadas à natureza ou a pintura ilusionística capaz de romper a limitação da cobertura e induzir o observador a ingressar nas alturas celestes.
Objetiva o presente livro, produto de circunstanciado trabalho de pesquisa, oferecer ao leitor a oportunidade de ingressar e usufruir da riqueza desse universo com suas emoções e sua capacidade de surpreender e despertar inquietações. Estudo do ambiente humano construído e seus equipamentos enquanto produção histórico-social em que se conjugam trabalho, arte e técnica.
Sem o passado, não haveria o presente e sem este, não haveria o futuro. Nós vivemos o presente em permanente mutação.  Somos testemunhas da história. Ter sido é uma condição para ser.

Prêmio Jabuti – 1º lugar na categoria Arquitetura e Urbanismo em 2013

 

Euclides da Cunha: Uma Odisseia nos Trópicoscapa odisseia nos tropicos

Alguns biógrafos sugerem um Euclides herói, embora maltratado pela vida. Este livro abandona os mitos e dá destaque ao gênio sem separá-lo de suas misérias. Frederic Amory dedicou-se como poucos a entender a personalidade e as ideias do autor de Os Sertões. Para isso ele confrontou, de modo rigoroso e objetivo, as problemáticas fontes de informação sobre o escritor. Esta biografia aprofunda e esclarece aspectos da vida e da obra de Euclides da Cunha até então pouco estudados.

Prêmio Jabuti de Biografia 2010
Prêmio Euclides da Cunha da Academia Brasileira de Letras 2009

 

Aproveitamos e incluímos na lista outros títulos que também são “campeões de audiência”, que estão com descontos que valem ouro!  

10 livros para viajar sem sair de casa

Férias é sinônimo de descanso, diversão e viagem, certo? Só quem nem sempre dá para viajar durante esse período e as razões são diversas: as férias da faculdade não casam com as do trabalho; você gosta de praia mas estamos no inverno; a grana está curta e não dá pra viajar… Por isso mesmo a gente, aqui na Ateliê, decidiu dar uma forcinha para você viajar sem sair de casa.

Criamos uma lista de livros, com descontos especiais, que com certeza vão fazer a alegria de quem está com tempo livre, mas não vai viajar.

E, vamos ser sinceros, se você foi viajar nas férias, com certeza colocou na mala alguns bons livros, porque viajar sem sair do lugar é bom até quando a gente está de férias. Se esse é o seu caso, dê uma olhadinha na lista e se inspire a ler outros títulos que não levou, porque o site entrega em todo o Brasil!

 

capa afinador de passarinhoO Afinador de Passarinhos, Gil Perini

A obra é uma reunião de crônicas que o autor publicou no diário O Popular, de Goiânia, onde ele mora. Crônicas são uma ótima ideia para ler nas férias, pois são curtas, fáceis e podem ser lidas em qualquer ordem, dependendo do humor do leitor. Nos textos desta coletânea, Perini exercita seus dotes de observador, que recolhe o fato singelo e comezinho e a partir dele faz uma reflexão amena, mas nem por isso menos contundente.

 

 

 

Um Amor Literário, Letícia Malard Sem título-1

Muitas vezes, o tempo livre pode ser uma chance de ler textos de mais fôlego, como romances. Este é um livro de autoajuda às avessas, em que a autora  constrói uma narrativa sobre o que fazer diante das paixões fadadas ao fracasso. A protagonista, a viúva Lutécia, é uma literata na casa dos cinquenta. Ela tenta a todo custo ser correspondida por um amor dos tempos de criança que ressurge após a morte do marido.

 

 

 

angu de sangue bxAngu de Sangue, Marcelino Freire

O primeiro livro de contos do escritor pernambucano já pode ser considerado um clássico recente da literatura brasileira, um retrato realista e inusitado do submundo das grandes cidades. Aqui, os protagonistas são violentados pelas dores e frustrações de uma sociedade injusta, que os estigmatiza. O autor aborda a realidade dos conflitos urbanos sem demagogias, escapando de uma armadilha comum da ficção social: a sentimentalização da miséria.

 

 

Beira-Mar, Pedro Navabeiramar.indd

Mesmo que você não esteja passando férias na praia, esta é uma boa pedida. Beira-Mar apresenta dois momentos cruciais na vida de Pedro Nava. O primeiro é sua passagem pela Faculdade de Medicina. O segundo é o encontro com Miltom Campos, Abgar Renaut e João Aphonsus, responsáveis pela publicação modernista de A Revista. Marcado pela originalidade, este livro é um poema em prosa e verso sobre Belo Horizonte, onde o memorialista viveu a juventude.

 

 

Casa dos seis tostoesA Casa dos Seis Tostões, Paul Collins

Este é um livro sobre livros, uma obra perfeita para quem é apaixonado por este objeto que é capaz de carregar universos infinitos. Neste volume, Paul Collins conta a experiência de ter se mudado com a família para o interior do País de Gales – mais precisamente, para a vila de Hay-on-Wye, a “Cidade dos Livros”, um “verdadeiro paraíso” para os bibliófilos, com mil e quinhentos habitantes e quarenta livrarias.

 

 

 

Contos do Divã, Sylvia LoebConvite.qxd

O que há de literatura numa sessão de psicanálise? Entre quatro paredes, dois sujeitos enfrentam palavras e silêncios, revelações e resistências, tramas de desejo, sofrimento e angústia. São histórias assim que a psicanalista Sylvia Loeb relata neste livro. No sentido inverso dos textos técnicos, a autora optou pela ficção como forma de capturar o assombro e os impasses que pontuam esse encontro. A partir da relação entre analista e analisando, ela faz uma literatura das paixões humanas.

 

 

capa deuses chutam lata consolaçãoOs Deuses Chutam Lata na Consolação, Gílson Rampazzo

Um bom livro policial é diversão garantida. E o que mais se poderia querer durante as férias? Boas risadas. Neste livro, o autor consegue juntar esses dois ingredientes, em uma  narrativa ágil. Aqui estão presentes os ingredientes essenciais do romance policial, que têm como pano de fundo o humor, por meio do qual o autor faz uma paródia do gênero. A trama é conduzida pelo divertido detetive Ed Silver (Ednaldo Silveira, de nascença), que passo a passo vai descortinando grandes mistérios. Em seu romance de estreia, Gilson Rampazzo cria um suspense que faz rir.

 

 

Dissipatio HG – O Fim do Gênero Humano, Guido Morsellidissipatio

O tema da solidão, quando tratado pela ficção científica, resulta em obras como Perdido em Marte, que foi sucesso nos cinemas, e este  Dissipatio H. G. — O Fim do Gênero Humano, a última obra que Morselli escreveu antes de cometer o suicídio. O livro, perturbador, parte da premissa de que, de um dia para o outro, toda a humanidade desaparece sem deixar vestígio, e o protagonista desta narrativa se encontra sozinho no mundo. A condição humana é explorada pelo autor italiano numa elaboração kafkiana.

 

 

Sem título-2O Filho do Crucificado, Nelson Oliveira

Vencedor do Prêmio APCA de Melhor Livro de Contos, este volume traz também a novela que dá nome à obra.  Em todas essas narrativas, o jornalista e escritor Nelson de Oliveira trata de um tema que assombra a humanidade desde sempre: o fim do mundo. De um intercurso sexual com Deus a um bizarro suicídio coletivo, as situações envolvem o leitor da primeira à última linha.

 

 

O Fluxo Silencioso das Máquinas, Bruno ZeniCAPA ok

O livro de estreia do autor traz textos que captam instantes de uma cidade fraturada: a São Paulo do começo do século 21. Os contos oscilam entre a narrativa e a descrição da paisagem, o jornalístico e o confessional, a colagem e a poesia. Leituras conjuntas do autor e dos artistas convidados levaram a uma unidade orgânica entre os textos e as imagens, especialmente elaboradas para a edição.