O que você está lendo?

Durante o isolamento social imposto pela pandemia de coronavírus, muita gente teve o privilégio de poder maratonar séries, ver filmes que estavam há muito numa lista e colocar as leituras em dia. A cultura e a arte são grandes aliados sempre, mas, no momento do distanciamento social, cultura e arte são uma janela para o mundo, uma forma de viajar e de manter a sanidade e a esperança diante de uma realidade tão dura.

Por isso, a Ateliê decidiu fortalecer ainda mais a comunidade de leitores que nos acompanha, com diversas ações nas redes sociais (a melhor forma de interação possível em tempos de isolamento). Uma dessas ações foi perguntar o que as pessoas estavam lendo no momento do isolamento.

As respostas foram muito diversas, o que mostra que as pessoas têm interesses diferentes e que essa troca de informações pode gerar curiosidade e fazer os leitores conhecerem títulos muito diferentes daqueles com que eles já estão familiarizados.

Poesia, textos acadêmicos, prosa, textos clássicos. Teve de tudo. Abaixo, compartilhamos algumas recomendações dos leitores:

Um Lance de Dados – Livro inovador que traz na poesia de Stéphane Mallarmé elementos visuais e gráficos até então quase desconhecidos para o público. Foi uma das inspirações da Poesia Concreta no Brasil.

Sonetos de Camões – Esta edição traz os poemas mais representativos do acervo camoniano, comentados por dois experientes professores de Literatura: Izeti F. Torralvo e Carlos C. Minchillo.

A Trágica História do Doutor Fausto – Reúne A Trágica História do Doutor Fausto, de Christopher Marlowe, e História do Doutor João Fausto, de 1587, de autor anônimo alemão. O primeiro texto foi traduzido por Luís Bueno e Caetano W. Galindo e o segundo por Mario Luiz Frungillo.

Passos da Semiótica Tensiva –  Luiz Tatit  apresenta conceitos estabelecidos pelo linguista Algirdas Julius Greimas, a trajetória de pesquisa de Claude Zilberberg,  e explica o que esta acrescentou àquela. A ênfase aqui é na prosódia e na tentativa de compreender como ela interfere na construção do sentido.

Coração, Cabeça e Estômago – Uma obra hilariante, fora dos padrões usuais de Camilo Castelo Branco. Por ser uma narrativa em primeira pessoa, seu ponto de vista é necessariamente parcial: o leitor acessa a uma das versões dos acontecimentos, segundo a sua ótica peculiar.

E você, o que está lendo?

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