Monthly Archives: abril 2016

Livro tem o mesmo nome da novela, mas com caráter documental

Em O Velho Chico ou A Vida é Amável autora compartilha histórias vividas entre a população ribeirinha, em uma viagem no ano de 1975

Velho ChicoMuito antes do sucesso da novela da Rede Globo, o Rio São Francisco já povoava mentes e corações daqueles que tiverem o prazer de conhecê-lo. O Velho Chico, como é carinhosamente conhecido, é tema da obra de Dirce de Assis Cavalcanti, lançada pela Ateliê Editorial.

Entretanto, ao contrário da novela, o livro O Velho Chico ou A Vida é Amável não é apenas uma ficção. É “um relato factual, mas cheio de poesia”, como definiu José Mindlin, no prefácio da obra. No livro, Dirce de Assis Cavalcanti narra uma viagem realizada em 1975 pelo Rio São Francisco. A autora, então colaboradora em programas culturais do governo federal, preparava uma exposição sobre carrancas e a vida ribeirinha. A obra mistura relatos do que a autora testemunhou durante sua viagem com impressões, pensamentos e emoções do que sentiu ao visitar o lugar e conhecer os habitantes do local. O que ela encontrou no caminho foram tocantes histórias de vida, transcritas num diário. Em paralelo a essa narrativa com personagens de um universo estranho, há uma viagem interior também surpreendente. Nesse encontro de mundos, o rio torna-se metáfora de algo maior.

O impacto dessa experiência foi tão grande que a autora afirma que sua vida se divide entre o antes e o depois do São Francisco. “Conhecer aquela gente extraordinária na sua pobreza, no asseio de suas casas de chão de barro liso, como que encerado, na sua generosidade, coragem e simpleza, foi um presente dos céus”, diz.

O Velho Chico ou A Vida é Amável desperta o desejo de saber mais sobre um rio cuja importância está ligada não somente à sua grandeza, mas à relação que mantém com as pessoas dos cinco Estados banhados por suas águas. Por isso, é uma leitura que vai satisfazer a curiosidade de quem quer ir além daquilo que passa na TV.

Serviço

O Velho Chico ou A Vida é Amável

Formato: 14 x 21 cm

Número de páginas: 160

ISBN: 85-85851-57-0

Preço: R$ 34,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

Site: www.atelie.com.br

Blog: blog.atelie.com.br 

Twitter: @atelieeditorial

Facebook: https://pt-br.facebook.com/atelieeditorial

Contatos para Imprensa:

Milena O. Cruz

imprensa@rda.jor.br

Tel: (11) 4402-3183/(11) 98384-3500

 

 

 

As listas de livros obrigatórios da Fuvest e da Unicamp para 2017

Renata de Albuquerque

Você já está se preparando para os vestibulares do final do ano? Uma das tarefas que exige mais tempo é a leitura dos livros de leitura obrigatória, as chamadas listas do vestibular. E, para 2017, tanto a Fuvest quanto a Unicamp inovaram.

Para falar a respeito deste assunto e para ajudar os estudantes que vão prestar os vestibulares, o Blog da Ateliê entrevista José de Paula Ramos Jr,  professor do curso de Editoração na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo autor do livro Leituras de Macunaíma: Primeira Onda (1928-1936), e diretor da Coleção Clássicos Ateliê.

fuvest2017

Das mudanças na lista da Fuvest, quais são as mais significativas e por quê?

José de Paula Ramos Jr. Para o vestibular de 2017, a Fuvest mantém o tradicional número de nove obras literárias, consideradas de leitura obrigatória. Em relação ao ano anterior, quatro livros foram substituídos e cinco mantidos. Os que permanecem são os romances Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis; O Cortiço, de Aluísio Azevedo; A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós; Capitães da Areia, de Jorge Amado; e Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Entre as quatro obras da nova lista há um livro de poemas, um de contos e dois romances, respectivamente: Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade; Sagarana, de João Guimarães Rosa; Iracema, de José de Alencar; e Mayombe, do escritor angolano Pepetela. Desses, os três primeiros já figuraram em listas da Fuvest. A grande novidade vem a ser a inclusão de Mayombe, cujo autor foi agraciado com o prestigioso prêmio Camões em 1997, por sua notável contribuição para a literatura e a cultura lusófona. Essa obra constitui a mais significativa mudança na lista da Fuvest não só por introduzir nela a literatura africana de língua portuguesa, mas porque induz o ensino médio a incluí-la em seu repertório, assim contribuindo, embora de modo muito restrito, para uma desejável maior aproximação entre a cultura brasileira e a africana lusófona. Além disso, vale notar, Pepetela é o único autor vivo que figurana lista da Fuvest. Não seria interessante incluir também, ao menos, uma obra de escritor português e uma de brasileiro que representem a produção literária nossa contemporânea?

 

Das mudanças na lista da Unicamp, quais são as mais significativas e por quê?

JPRJ: Por oito anos, a lista de obras literárias de leitura obrigatória para os vestibulares da USP e da Unicamp manteve-se unificada. A partir de 2016, a Unicamp optou por uma lista que, além de separada, passou de nove a doze obras. Essa foi a mudança mais importante, cujo modelo se reproduz para o vestibular de 2017, em cuja lista permanecem: uma coletânea de vinte sonetos de Camões; os contos “Negrinha” (do livro homônimo), de Monteiro Lobato, “Amor” (do livro Laços de Família), de Clarice Lispector, e “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (em Sagarana), de João Guimarães Rosa; a peça de teatro Lisbela e o Prisioneiro, de Osman Lins; e os romances Til, de José de Alencar, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, O Cortiço, de Aluísio Azevedo, e Terra Sonâmbula, do escritor moçambicano Mia Couto, único autor vivo da lista que, agora, introduz uma seleção de 45 poemas de Jorge de Lima e os romances Coração, Cabeça e Estômago, de Camilo Castelo Branco, e Caminhos Cruzados, de Érico Veríssimo. Convém advertir os vestibulandos que os poemas de Jorge de Lima pertencem a três obras distintas (Novos Poemas; Poemas Escolhidos; e Livro de Sonetos), que foram compilados no livro Poemas Negros, fora de catálogo, conforme informação da própria Comvest, instituição responsável pelo vestibular da Unicamp. Isso, certamente, é um problema que os candidatos deverão enfrentar.

Unicamp 2017

É possível depreender o que os examinadores esperam dos alunos, com base no conjunto de livros adotados em cada vestibular?

JPRJ: O que os examinadores da USP e da Unicamp esperam dos candidatos quanto aos estudos literários é que, antes de tudo, tenham lido as obras da lista. Todavia essas leituras serão questionadas, basicamente, por meio de duas vertentes: a da percepção crítica dos elementos estruturais dos textos – gênero, tema, narrador, personagens, tempo, espaço, ação e composição da ação (enredo ou trama), estilo (de época e autoral), efeitos de sentido produzidos pela linguagem (elementos de retórica como tropos e figuras) – e a interpretação desses elementos em relação a outras obras literárias, à história e à cultura. Em outras palavras, poderá ser questionada a leitura das obras entendidas quer como artefatos verbais, dotados de relativa autonomia (análise e interpretação intrínseca), quer como eventos culturais que dialogam com outros discursos da cultura, do passado e do presente, em que se manifestem usos, costumes, tradições e valores da sociedade (análise e interpretação extrínseca). O manual da Fuvest (2016) explicita:

 

No que se refere aos textos literários, espera-se o conhecimento das obras representativas dos diferentes períodos das literaturas brasileira e portuguesa. O conhecimento desse repertório implica a capacidade de analisar e interpretar os textos, reconhecendo seus diferentes gêneros e modalidades, bem como seus elementos de composição, tanto aqueles próprios da prosa quanto os da poesia. Implica também a capacidade de relacionar o texto com o conjunto da obra em que se insere, com outros textos e com seu contexto histórico e cultural.

Já para a Comvest, segundo seu manual de 2016:

 

Considerando-se que é possível acessar, por meio da literatura, um tipo específico de experiência acumulada numa cultura, espera-se que o candidato tenha tido contato com textos narrativos, líricos e dramáticos em língua portuguesa. Embora o texto literário se preste, por sua própria natureza, a múltiplas leituras e interpretações, que dependem em parte das circunstâncias histórico-sociais e dos objetivos do leitor, há sempre um núcleo de leituras possíveis que são delimitadas pelo próprio texto e constituem a base para qualquer interpretação posterior. No Vestibular Unicamp, essas leituras são usadas como parâmetro para elaborar as questões e avaliar o candidato quanto ao conhecimento de uma parte representativa de textos literários em língua portuguesa.

 

A partir desse conjunto de livros, podemos perceber que há poucos autores contemporâneos na lista. O que uma lista com tantos títulos clássicos pode representar?

JPRJ: Nas listas de leituras literárias obrigatórias para os vestibulares,a forte presença dos “clássicos” representa o prestígio e a força da tradição no ensino escolar. Afinal, “clássicas” são as obras cuja excelência artística as tornam dignas de serem estudadas em classe (ou seja, em sala de aula), porque são exemplares. Todavia, há obras de autores contemporâneos que poderiam ser contempladas com um quinhão, ao menos, um pouco mais representativo nas listas.

 

A lista da Unicamp tem mais títulos e é mais variada. Existe alguma hipótese do por que isso ocorre?

JPRJ: Quanto à variedade de gêneros, Fuvest e Unicamp selecionaram textos representativos da poesia lírica, do conto e do romance, para os vestibulares de 2017. A única diferença consiste em uma peça de teatro, que está presente na lista da Unicamp e ausente na da Fuvest. Todavia, o teatro já esteve contemplado em listas anteriores da Fuvest e nada impede que volte a figurar em futuras. A quantidade de títulos, por sua vez, não significa, necessariamente, maior número total de páginas de leitura. A Unicamp, por exemplo, requer a leitura de três contos (cada um de um autor diferente), dois deles curtos, enquanto a Fuvest demanda a leitura dos nove contos (mais ou menos longos) recolhidos no livro Sagarana, de Guimarães Rosa. Outro exemplo: enquanto a Unicamp prescreve a leitura de vinte sonetos de Camões e 45 poemas de Jorge de Lima, a Fuvest exige a leitura integral do livro Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, composto de 46 poemas cuja leitura será, provavelmente, mais árdua do que a dos poemas selecionados de Camões e de Jorge de Lima. Todavia, o modelo da Unicamp permite, de fato, a abordagem de um maior número de autores.

 

“A Casa dos Seis Tostões” mostra o paraíso para leitores inveterados

A Casa dos Seis Tostões, livro de Paul Collins, não é uma ficção, mas bem poderia ser. O livro se passa na vila de Hay-on-Wye, a “Cidade dos Livros”, que ostenta mil e quinhentos habitantes e quarenta livrarias, uma média de uma livraria para cada 37 habitantes.Um verdadeiro paraíso para quem gosta de ler. Só para se ter uma ideia, no Brasil, existe uma livraria para cada 64 mil habitantes. E, como a Ateliê Editorial é uma casa que adora livros e tem vários títulos de “livros sobre livros”, não poderia deixar de apresentar essa obra a seus leitores. Por isso, pediu a Marcelo Rollemberg que preparasse uma tradução do original e agora lança a edição brasileira do livro.Ficou curioso ou curiosa? Veja o que a crítica internacional já falou a respeito da obra:

 

Um academicismo pasmante e admirável está no centro de A Casa dos Seis Tostões, um cativante livro sobre as memórias dos casos de um bibliófilo quixotesco. Uma narrativa encantadora. – The Onion

 

Collins tem algo a dizer sobre o que os livros significam e sobre o que o tratamento que nossa sociedade dá a eles diz sobre nós […] [Collins é] um tipo de World Wildlife Fund (WWF) de um homem só para os livros fora de catálogo, quanto mais ameaçados de extinção, melhor. – Village Voice

 

A Casa dos Seis Tostões é uma ode à Inglaterra, uma elegia a um passado inalcançável e uma aceitação final e relutante da América. Acima de tudo, porém, é uma celebração de tudo que é curioso e estranho e que vem do coração. – The Oregonian

 

O delicioso livro A Casa dos Seis Tostões deve atrair aqueles que anseiam pelo odor de velhos tomos embolorados, gente que não consegue pensar em nada melhor que perambular sem rumo por vastas pilhas entulhadas de livros (de preferência conforme uma fina neblina ergue-se lá fora) […] Onde quer que esteja, é com os livros que Collins parece mais em casa. – Miami Herald

casa dos seis tostoes

Collins conta sua história com charme, temperando-a com citações e anedotas tiradas de livros encontrados em Hay e de sua própria memória. As personagens provincianas de Collins – do advogado imobiliário passivo-agressivo ao abastado e intratável Richard Booth, proprietário da livraria mal administrada na qual Collins tenta estabelecer uma seção de literatura americana – são todas traçadas de forma memorável, assim como os castelos dilapidados, as acomodações e os pubs da própria cidade. – Newsday

 

Collins é um excelente narrador […] Seus encontros com advogados, corretores, lojistas e proprietários de casas são irônica e intensamente cômicos. – New York Sun

 

A história da mudança e do período que passou em Gales […] se tornam o pano de fundo no qual pendurar algumas das mais fascinantes digressões que jamais tive o prazer de cruzar […] Collins me fez encasquetar com a leitura de livros como Treatise of Insanity in Its Medical Relations, do dr. William Hammond (1883) e The Gentil Art of Faking, de Riccardo Nobili (1922). – Readersville

 

Uma história encantadora, humana e atraente. – Library Journal

 

Collins tem um estilo sedutor, e a descrição da cidade galesa que adotou é informativa e divertida […] Ele escreve hilariamente sobre a publicação de livros […] Também devemos ao autor a apresentação de luminares literários que não mereciam ter sido esquecidos, como Erik von Kuehnelt-Leddhin. Um presente para o bibliófilo. – Kirkus Reviews

 

Um livro de memórias pessoais descontraído, agradavelmente incoerente, muitas vezes espirituoso. – Christian Science Monitor

 

A Casa dos Seis Tostões é um cativante livro sobre livros e sobre as pessoas que vivem em meio a um número incontável deles na pequena cidade galesa cujo nome se tornou sinônimo de bibliomania. Paul Collins descreve com igual afeição alguns dos estranhos volumes e estranhos tipos que habitam as prateleiras e os corredores das muitas livrarias de Hay-on-Wye. – Henry Petroski, autor de The Book on the Bookshelf

 

Se você sonha em viver cercado de livros, é impossível escolher um destino melhor que Hay-on-Wye, no País de Gales […] O amor [de Collins] por suas excentricidades chega ao leitor em alto e bom som, assim como seu amor pelos livros. Acrescente este aos clássicos das vidas livrescas nas suas estantes. – New Orleans Times-Picayune

 

Espirituoso e engraçado. – Publisher’s Weekly

 

A Casa dos Seis Tostões […] é mais do que um cativante diário de viagem sobre a aventura da família. É a história dos livros em si: como são escritos, lidos, ou não lidos, como vêm a ser publicados e deixam de ser publicados, e como são destruídos. E finalmente, mas não menos importante, é a história de como um jovem casal, com o filhinho a reboque, teve coragem o bastante para realizar seus sonhos. – Bookpage

 

“Um livro delicioso.” – Los Angeles Times

 

“O coração real e envolvente da história é o amor de Collins pelos livros e outras pessoas que também os amam […] Collins divaga sobre livros antigos da mesma forma que o resto de nós se lembra de amores perdidos.” – San Francisco Chronicle

 

“Divertido, informativo […] e repleto de referências interessantes.” – Washington Post

 

“Ler sobre essa lânguida estadia em Hay é tão agradável quanto visitar uma de suas livrarias, porque Collins – colaborador da McSweeney’s e bibliófilo versado em leituras estranhas – oferece, para cada ocasião, um divertido excerto tirado de algum velho volume esquecido.” – Entertainment Weekly

 

“O deleite de um amante dos livros […] Collins discorre muitas vezes sobre a impermanência dos livros, mas esse vai adornar as prateleiras por muitos anos.” – Booklist

 

“A resposta do bibliófilo a Um Ano na Provence.” – Boston Globe

 

Sucesso do americano Paul Collins, A Casa dos Seis Tostões ganha tradução da Ateliê Editorial

Em elogiada obra autor narra a própria experiência ao se mudar para a “Cidade dos Livros”

CasaPaul Collins e sua família abandonaram as colinas de San Francisco para se mudarem para o interior do País de Gales – para se mudarem, na verdade, para a vila de Hay-on-Wye, a “Cidade dos Livros”. O lugar é considerado um santuário para os bibliófilos, pois com apenas mil e quinhentos habitantes, possui quarenta livrarias. Parece ficção, mas não é.

Em A Casa dos Seis Tostões – Perdido Numa Cidade de Livros, o autor compartilha suas memórias sobre a nova vida, de maneira descontraída, muitas vezes cômica. A obra é a história dos livros em si: como são escritos, lidos, ou não lidos, como vêm a ser publicados e deixam de ser publicados, e como são destruídos.

Com tradução de Marcelo Rollemberg e capa do premiado designer Gustavo Piqueira, o projeto de lançar a obra no Brasil está alinhado com a filosofia da Ateliê Editorial: ser uma editora que tem como objetivo discutir a importância do livro para além de seu projeto estético, servindo da melhor maneira às palavras do autor.  “Se você sonha em viver cercado de livros, é impossível escolher um destino melhor que Hay-on-Wye, no País de Gales […] O amor [de Collins] por suas excentricidades chega ao leitor em alto e bom som, assim como seu amor pelos livros. Acrescente este aos clássicos das vidas livrescas nas suas estantes”, destaca o New Orleans Times-Picayune.

 

Serviço

Bibliomania

Formato: 14 x 21 cm

Número de páginas: 272

ISBN: 978-85-7480-729-4

Preço: R$ 58,00

 

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

Site: www.atelie.com.br

Blog: blog.atelie.com.br 

Twitter: @atelieeditorial

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Descendentes de Leonardo Da Vinci

Renata de Albuquerque

leonardo-da-vinci-retratoOs pesquisadores italianos Agnese Sabato e Alessandro Vezzosi anunciaram em abril a descoberta de descendentes da família do gênio Leonardo da Vinci.

Até então, acreditava-se que a família poderia ter sido extinta, mas as pesquisas, que começaram na década de 1970, mostraram o contrário. Segundo informações, foram encontrados 35 descendentes do autor de Os Cadernos Anatômicos de Leonardo da Vinci.

Como o artista italiano não teve filhos, os descendentes são da linhagem de seus irmãos e irmãs. Os pesquisadores conseguiram reconstituir sua árvore genealógica e identificar sepulturas de familiares de Da Vinci com a ajuda de documentos encontrados em igrejas e em registros prediais.

Sementes de sentido em Girassol voltado para a terra podem germinar em aulas de interpretação de texto

Katherine Funke*

 

Em Girassol voltado para a terra (Ateliê Editorial, 2016), o escritor e psicanalista Renato Tardivo (SP) nos presenteia com sementes para histórias nunca ditas ou escritas por inteiro, mas certamente, por isso mesmo, íntegras: vividas ou vislumbradas de modo singular a cada leitura.

A alta concentração de sentido em um mínimo espaço escrito expande o poder da ficção à máxima potência. Quando bem feito, o microconto “explode” dentro do olho/corpo/mente do leitor. Já o primeiro texto do volume deixa essa provocação:

 

Volta

Há dias que, de tão reais, dão a volta toda. Viram ficção.

Um cronista teria uma história real para justificar a ideia central de “Volta”. Um contista convencional inventaria outra, talvez até mesmo duas, paralelas, mas não chegaria a conclusão alguma, deixando algumas pistas para esta verdade oculta. Já um romancista escreveria 300 páginas e este seria o slogan do livro…

Girassol voltado para terra 1

Ilustração de Anna Anjos

Tardivo, econômico e direto, opta por ocultar qualquer enredo superficial, qualquer enredo exemplar que dê uma forma fechada à história. Em vez disso, deixa vir à tona apenas a “verdade”, aquilo que é essencial e inegável, mas quase sempre fica oculto no cotidiano do próprio uso da linguagem. O “resto”, no caso, a história não contada, o que o levou a chegar a este aforisma conclusivo, é com o leitor.

Dessa forma, Girassol surge como esfinge que pede para ser decifrada ou poderá nos devorar. A epígrafe escolhida abre caminhos para o entendimento desta proposta do livro. É de Maurice Merleau-Ponty: “Toda tentativa de elucidação traz-nos de volta aos dilemas”.

Embora traga contos curtíssimos, aforismas e sementes de sabedoria, o livro não nasceu rápido. Foram anos de maturação de cada palavra. Enquanto o escrevia, Renato lançou outros livros, continuou trabalhando, vivendo, elucidando e voltando aos dilemas, a cada dia.

A falta de pressa fez bem ao contista. Sementes de girassol precisam mesmo de tempo para, quando forem plantadas, eclodirem com toda força: de poesia.

 

Sala de aula

Quem pretende trabalhar com este livro em sala de aula recebeu um presente e tanto. Para quem quer propor exercícios de interpretação de texto, cada página do livro é uma possibilidade. Vejamos, por exemplo, a página 35 de Girassol voltado para a terra:

 

“Ponto final

 

Ela é exclamação; ele, interrogação.”

 

O que aconteceu? Alguém terminou um relacionamento? Mas quem? Como? Em um tempo em que a síntese está cada vez mais presente na vida cotidiana, instigar a interpretação de texto pede atenção plena do aluno e uso do pensamento lógico, além da sensibilidade poética. Estimula a expressão e a desinibição. Afinal, falar/escrever pouco, comunicar-se o tempo todo em códigos, pode levar a muitos malentendidos. Principalmente, o entendimento de si mesmo, que é a base da felicidade; depois, o entendimento do outro e do mundo, compreensão que é a base da comunicação e, portanto, de bons relacionamentos.

Para quem quer propor criação de texto, Girassol também surge como ponto de partida. De cada microconto, pode nascer um conto único, original, singular para cada leitor. Este é um exercício possível a partir do livro: os textos de Tardivo (com os devidos créditos, claro) podem ser levados para dentro de novos textos, tornando-se trechos de outras histórias.

Ilustração de Anna Anjos

Ilustração de Anna Anjos

Um segundo exercício de criação literária, um pouco mais complicado, é tentar, como Tardivo, chegar à exatidão com poucas palavras. Contudo, um bom microconto não pode desperdiçar tempo nem espaço. “Em um conto bem-feito, as três primeiras linhas têm quase a mesma importância das três últimas”, escreveu o uruguaio Horácio Quiroga no conhecido “Decálogo do perfeito contista”, um conjunto de ideias mais ou menos polêmicas sobre a arte do conto.

Quando tentamos aplicar essa premissa de Quiroga ao microconto, como fica? No micronto, todas as linhas, as primeiras e as últimas, coincidem em importância. Cada palavra, vírgula, pausa, ponto, deve assumir seu lugar exato, para que o contista passe adiante o vislumbre, a epifania ou iluminação profana que o levou a escrever.

Um exercício possível é propor uma ação incompleta e pedir para o aluno finalizar. Por exemplo: “Abriu o livro e leu…”? Cada um poderá completar como quer. Depois, colocar o título. Que pode fazer nascer, por exemplo, uma contradição iluminadora. (Como: “Cartório. Abriu o livro e leu seu atestado de óbito.” Acabo de inventá-lo; para ver como é um exercício fácil e divertido.)

Aprendi essa brincadeira boa com o escritor pernambucano Marcelino Freire,  em uma oficina literária em Curitiba (PR), e gosto de aplicar com os meus alunos. Adoro ver o que se passa a cada recriação da cena. Pode-se ir do poético ao escatológico, do humano ao desumano, do sublime ao diabólico, em menos de um minuto. Em duas ou três palavras diferentes. É o conhecimento do poder a linguagem exposto sem mediação.

Outro bom modo de iniciar-se na escrita de microcontos é escolher títulos abertos e propor aos alunos que escrevem sob este guarda-chuva inicial. Os títulos completam o sentido do que vem a seguir, em uma relação simbiótica que não se vê tão íntegra em todos os gêneros literários. O livro de Renato Tardivo está cheio de bons exemplos nesse sentido.

 

Olhos, foguetes, conchas

O cuidadoso trabalho gráfico da Ateliê Editorial torna o livro um ótimo presente. É um livro-objeto, com páginas cuidadosamente diagramadas e papel bem escolhido para dar vida e destaque aos microcontos.

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Na capa, o desenho de Anna Anjos mira o leitor: convida a abrir o livro e olhar para a terra para onde olha o Girassol, este solo onde linguagem é vida, onde vivemos todos, mas nem todos sabemos dizê-lo com tamanha precisão.

Nas páginas internas, os mesmos olhos abstratos e futuristas parecem ter se transformado em foguetes, onde o leitor pode entrar e partir para as dimensões ocultas nas verdades relevadas. Foguetes, sim, ou conchas, ou outra imagem à sua escolha (depende de quem olha, e quando o faz), isto é, lugares seguros onde se podem dizer certos segredos.

O chão que sustenta Girassol é formado de silêncios e de descobertas, vislumbres e epifanias. Portanto, solo fértil para o leitor atento, que se une ao movimento de Girassol. O escritor Nelson de Oliveira, no prólogo, destaca a interação proporcionada por esse tipo de escrita: o leitor é convidado a preencher a História, as camadas de história não-ditas, mas contidas na sabedoria do microconto.

Girassol Voltado para a Terra, com suas sementes de histórias, seus olhares, foguetes e conchas, nos convida a interagir e pensar. A leitura do livro de Renato Tardivo, se não elucida dilemas, ao menos nos mostra que pode valer a pena tentar. Mesmo que demore anos, que seja preciso antes outros voos, outros silêncios, este movimento de olhar para dentro (para a terra, de onde viemos, para onde vamos) é, talvez, o que nos falta em nossa rotina cada vez mais verborrágica, cheia de palavras mas tão vazia de sentido e plenitude.

 

 

* Escritora, 34 anos, está ministrando o Curso Livre de Contos na Biblioteca de Pirabeiraba (livre2016.tumblr.com ) , em Joinville (SC), em projeto selecionado pela Bolsa de Fomento à Literatura do Ministério da Cultura. Escreveu outra resenha de Girassol voltado para terra em seu blog pessoal, Histórias da Katherine (historiasdakatherine.wordpress.com) .

Unicamp – Lista de livros obrigatórios para o vestibular 2017

unicampA Unicamp divulgou a lista de leituras obrigatórias para quem vai prestar vestibular em 2017. São doze obras, todas em língua portuguesa, que contemplam teatro, contos, poesia e romance.  Entre as novidades, estão obras de Jorge de Lima, Camilo Casteli Branco e Érico Veríssimo. Confira:
Poesia:
Luís de Camões, Sonetos.
Jorge de Lima, Poemas Negros 

Contos:
Clarice Lispector, Amor, do livro Laços de Família.
Guimarães Rosa, A hora e a vez de Augusto Matraga, do livro Sagarana.
Monteiro Lobato, Negrinha, do livro Negrinha.

Teatro:
Osman Lins, Lisbela e o prisioneiro.

Romance:
Aluísio Azevedo, O cortiço.
Camilo Castelo Branco, Coração, cabeça e estômago.
Érico Veríssimo, Caminhos Cruzados.
José de Alencar, Til.
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Mia Couto, Terra Sonâmbula.

Para que os estudantes tenham acesso a edições comentadas, que ajudam a entender não só a obra, mas o contexto em que ela foi escrita, a Ateliê preparou um pacote promocional, com obras do vestibular da Unicamp.

E, se você também vai prestar a FUVEST, a Ateliê tem um pacote de livros da FUVEST também!

Lista de livros com leituras obrigatórias Fuvest 2017

fuvest

A Fuvest divulgou a lista de livros de leituras obrigatórias para quem vai prestar vestibular nos próximos três anos, tanto para a USP quanto para a Santa Casa. São nove obras, todas em língua portuguesa, de prosa e poesia, que acolhem desde autores já clássicos, como Machado de Assis, como contemporâneos, como Pepetela. Confira:

Iracema – José de Alencar;

Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis;

O cortiço – Aluísio Azevedo;

A cidade e as serras – Eça de Queirós;

Capitães da Areia – Jorge Amado;

Vidas secas – Graciliano Ramos;

Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade;

Sagarana – João Guimarães Rosa;

Mayombe – Pepetela.

Para facilitar a vida dos estudantes, a Ateliê preparou um pacote especial com livros da Fuvest.

E se você também vai prestar Unicamp, a Ateliê tem um pacote com os livros obrigatórios para esta prova também!

Âncora Medicinal: Um registro histórico sobre nutrição

Alex Sens*

Por mais que os meios de comunicação produzam e divulguem formas variadas de nutrição, hábitos alimentares e discutam culturas gastronômicas tão visualmente estimulantes a fim de se repensar a saúde e o bem-estar humano em diversas áreas do cotidiano, é uma tarefa mais difícil e talvez impossível tocar a história da alimentação, entender sua raiz, como ela teve início, onde e como se apoiam as publicações hodiernais e o quanto estas são ou não afetadas por antigas tradições. Existe um número absurdo de publicações impressas sobre como se alimentar bem, tanto a partir de receitas quanto a partir de pesquisas médicas, no entanto, a título de curiosidade e valor históricos, é interessante saber como chegamos até aqui, o que ainda comemos, bebemos e preparamos em comparação com nossos antepassados.

Sem t’tulo-8Publicado pela primeira vez em 1721 e reeditado com glossário e linguagem atualizada por uma equipe de professores universitários quase três séculos depois, o compêndio nutricional Âncora Medicinal — Para Conservar a Vida com Saúde, de Francisco da Fonseca Henriquez, não é apenas o primeiro tratado sobre alimentação em língua portuguesa, nem apenas um registro de historicidade médica, mas também, e sobretudo, uma obra que discute e enfatiza a importância de ter uma boa qualidade de vida e os meios para se obtê-la. O autor, mais conhecido como Dr. Mirandela, foi médico do rei D. João V e cuidadosamente criou essa espécie de manual que mostra em suas 300 páginas que tanto os alimentos quanto os sentimentos, as chamadas “paixões da alma”, afetam diretamente a saúde e o funcionamento do corpo.

Logo no início, o médico apresenta as seis coisas “não naturais” que conservam a saúde: o ar ambiente, o comer e o beber, o sono e a vigília, o movimento e o descanso, os excretos e os retentos, e finalmente as paixões da alma. Conforme explica, antes de longos capítulos em que destrincha cada um desses itens,

“quem respirar bons ares, quem, com moderação e prudência, usar bons alimentos, quem dormir com sossego as horas que bastem, quem fizer exercício como deve, quem trouxer a natureza bem regulada nas suas evacuações e quem não tiver paixões que lhe alterem a harmonia dos humores não pode deixar de ter boa saúde”.

Ao longo de várias seções, Dr. Mirandela cita os pensamentos e os legados de Pitágoras, Aristóteles e Hipócrates, usando a história para enfatizar suas próprias lições. Comenta a importância de comer com moderação, pois, mesmo os melhores alimentos, “tomados com insaciável voracidade”, são sempre danosos, além de discutir a frequência da alimentação e a famosa e antiga questão sobre o quanto comer no almoço e no jantar.

Algumas curiosidades saltam aos olhos durante a leitura das seções sobre alimentos específicos, como no caso dos pães, grãos e carnes, sendo estas “de animais machos melhores que as das fêmeas porque os machos têm maior calor e agilidade”, além da informação no capítulo sobre entranhas de que testículos de animais novos “nutrem muito”. Há um longo capítulo sobre ovos e peixes, outro sobre legumes, em que a chicória aparece como uma “hortaliça verdadeiramente toda medicamento” e a acelga que “purga as umidades da cabeça” quando seu sumo é sorvido pelo nariz. Em raízes, descobrimos que o cozimento da raiz e das sementes do aspargo era indicado para dor de dente. Em seguida, o médico registra uma rápida explicação sobre os diversos tipos de água, como bebê-la e sua temperatura ideal. Antes de concluir a edição com um glossário muito interessante que nos mostra o uso de algumas palavras de caráter médico do século XVIII, o leitor ainda descobre para quê e quando eram e não eram receitadas bebidas alcoólicas como cerveja e vinho, que quando doces, são recebidos pelas entranhas “com desejo”.

Âncora Medicinal é isso: um livro que mostra com clareza e simplicidade que a saúde se sustenta por duas bases muito ensinadas, repetidas e conhecidas até hoje: exercícios físicos e alimentação moderada. Além disso, é um retrato curioso, instigante, verdadeiro e às vezes estranho sobre um tempo distante num mundo distante, no entanto também muito próximos dos nossos.

*Escritor, nascido no ano de 1988 em Florianópolis, SC, e radicado em Minas Gerais. Publicou Esdrúxulas, pequeno livro de contos de humor negro e realismo mágico, seguido pelo livro artesanal Trincada. Teve contos e poemas publicados em sete coletâneas e em revistas literárias virtuais, assim como resenhas de livros, entrevistas e críticas em sites de jornalismo cultural. O Frágil Toque dos Mutilados (Autêntica Editora, 2015), seu romance de estreia, venceu o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2012 na categoria Jovem Escritor.

Ateliê Editorial lança Bibliomania

Marisa Midori Deacto e Lincoln Secco compartilham homenagens, impressões, histórias, memórias e ensaios sobre o mundo dos livros

Bibliomania“Escrever sobre livros é tarefa sem fim”, diz Marisa Midori Deacto na abertura de Bibliomania. No entanto, o material que ela e o autor Lincoln Secco produziram sobre o tema nos dois anos que escrevem para a Revista Brasileiros permitiu a criação de uma bela edição, com capa dura e projeto gráfico de Gustavo Piqueira. Os textos, de curto formato, falam sobre todo tipo de assunto, sendo o livro sempre o protagonista: das mudanças no mercado editorial, até sonhos, fé e razão.

“Recentemente o grande escritor alemão Gunther Grass disse que o livro voltará a ser o que era até um século atrás: um bem valioso que se coleciona e se deixa como herança aos filhos. Um livro assim poderá ser encadernado com beleza. O prazer de ler uma obra assim continuará a ser estético e físico e encantará os olhos antes das mãos, do olfato e talvez dos ouvidos”, diz Lincoln Secco em um dos textos da obra.

Marisa Deacto, por sua vez, afirma em outro: “O livro é uma obra de arquitetura modelar. A peça guarda entre duas capas toda a verdade do mundo. Mas também as maiores mentiras, as crenças, as decepções, as vitórias e as derrotas acumuladas e imaginadas pela humanidade. Não há, enfim, temática ou gênero literário que não caiba em sua superfície.”

Serviço

Bibliomania

Formato: 12 x 16 cm

Número de páginas: 232

ISBN: 978-85-7480-722-5

Preço: R$ 50,00

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

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