Ateliê Editorial e Edições Sesc São Paulo lançam obra que retrata a trajetória de Tomás Santa Rosa como capista

Publicação reúne cerca de 300 capas do artista, em um trabalho que Luís Bueno levou dez anos para realizar

Tomás Santa Rosa dedicou-se a vários ofícios no campo das artes plásticas: executou pinturas e gravuras, criou capas, ilustrações e projetos gráficos para livros, revistas e jornais, elaborou cenários e figurinos para o teatro. Foi responsável pela cenografia da peça “Vestido de noiva”, dirigida por Ziembinski em 1943, considerada um divisor de águas no processo de modernização do teatro brasileiro. A convivência com Portinari, com quem trabalhou e de quem se tornou amigo, permitiu que aperfeiçoasse o seu apurado senso estético. Com esse conhecimento, Santa Rosa passou a assinar a coluna de crítica de arte no “Diário de Notícias” em 1945, herdando o posto do aclamado Di Cavalcanti.

Luís Bueno destaca neste livro o que considera fundamental para o conhecimento da história da editoração e do design gráfico no Brasil: as capas criadas por Santa Rosa. Com isso, permite ao leitor acompanhar a transição das capas predominantemente tipográficas para as ilustradas, bem como compreender o aprimoramento crescente do campo editorial.

CapasA obra contém textos do autor e reúne cerca de 300 capas, até então dispersas em sebos, coleções particulares e bibliotecas, e que servem como fonte de pesquisa para futuros trabalhos sobre a história do livro e das artes visuais. Segundo Ricardo Assis, designer responsável pela capa do livro, a estratégia foi a de utilizar as mesmas fontes escolhidas por Santa Rosa, que se tornaram a marca de seu trabalho: “Partindo delas fizemos uma composição inspirada no estilo dele, com cores e fundos que lembrassem ao leitor as características principais de seu trabalho.”

A ideia da obra surgiu em 1999, quando Luís Bueno redigia sua tese de doutorado e leu vários romances brasileiros da década de 1930. Sua entrada no universo de Santa Rosa começou pelos textos dos livros para os quais ele criou capas. Para o autor, “é natural que neste livro o artista seja apresentado, sobretudo, como um leitor”. Bueno afirma ainda que: “Foi a partir dos textos que as capas começaram a chamar minha atenção para alguma coisa que está para além da beleza das ilustrações ou do equilíbrio da distribuição dos elementos que as compõem. É que nelas se percebe que o Santa Rosa é um artista de formação muito ampla”. Como esse material estava disperso, com o tempo se tornava cada vez mais inacessível. Nesse sentido, Bueno tentou reunir o maior número possível de capas desenhadas pelo artista: “Reuni-lo num volume é uma forma de preservá-lo – ainda que o contato direto com os livros seja importante – para que outras pessoas se animem a enfrentar a tarefa de avaliar a posição de Santa Rosa na cultura brasileira do século XX”.

FICHA TÉCNICA

Formato: 23 x 27 cm

Páginas: 288 páginas

ISBN Ateliê Editorial: 978-85-7480-727-0

ISBN Edições Sesc SP: 978-85-69298-59-5

Preço: R$ 118,00

SOBRE O AUTOR

Doutor em Teoria e História Literária pela Unicamp, Luís Gonçalves Bueno de Camargo é professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e bolsista produtividade do CNPq. Publicou em 2006 o livro Uma história do romance de 30 (Edusp/ Editora da Unicamp, 712 p.). É coorganizador de A confederação dos Tamoios: edição fac-similar seguida da polêmica sobre o poema (Editora UFPR, 2007, 540 p.) e de A tradição literária brasileira entre a periferia e o centro (Argos, 2013, 271 p.). Publicou dezenas de artigos e capítulos de livros no Brasil e no exterior. Foi diretor da Editora UFPR entre 2002 e 2007.

SOBRE A ATELIÊ EDITORIAL

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

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