Daily Archives: 29/01/2016

Ateliê apresenta o primeiro lançamento de 2016: Rumo à Vertigem ou a Arte de Naufragar-se

CapaLivro de poesias de Wassily Chuck faz uma viagem através da linguagem e mostra o embate entre o homem e a ausência de destino

Diplomata, Wassily Chuck naturalmente “navega pelas mais diferentes águas”. Sua relação com o mar, no entanto, ultrapassa o sentido simbólico e começou muito antes de sua chegada ao Itamaraty: “Nasci numa cidade junto ao mar. O sal e o rumor das ondas são minha marca de nascença”, diz. “O mar permeia todos os meus escritos e é sempre protagonista, mesmo quando não nomeado.”

Além do mar, outra constante nos escritos de Wassily Chuck é a referência ao silêncio. “Não nas palavras, nos silêncios do texto jaz o poema. As palavras somente tecem o espaço para que o silêncio se expresse”, afirma o autor. Nesse sentido, ele explica, a poesia seria a forma possível para dizer o indizível, a tentativa, sempre imperfeita (daí a tristeza em todo poema), de dar voz à secreta sintaxe do silêncio. Assim, com Rumo à Vertigem ou a Arte de Naufragar-se não poderia ser diferente.

O livro de poesias, que tem ilustrações de Luise Weiss, apresenta onze cantos, que somados ao prólogo e ao epílogo perfazem um total de treze capítulos, “indicando o número aziago que rege a viagem”, destaca o autor. Para Chuck, a imagem da vertigem liga-se diretamente à ideia do naufrágio. “Rumar à vertigem é rumar à linguagem, pois, para mim, escrever é mais que um verbo, é uma vertigem. E rumar à linguagem é buscar o abismo de silêncio de onde toda palavra emerge, é buscar o naufrágio”, afirma.

O volume é dedicado ao amigo do poeta, o crítico literário, professor e também escritor Ivan Teixeira – que morreu em 2013, mas que tomou conhecimento dos poemas de Rumo à Vertigem e discutiu parte deles com Chuck.

Segundo o autor, o livro narra a busca de uma “palavra cheia de silêncios”, que possa recriar e refundar um sentido para a vida em nosso mundo atual. “Trata-se, assim, de uma viagem através do niilismo de nosso tempo, do utilitarismo de nossas palavras, buscando um porto, um passo além do nada, uma voz mais nova e mais viva”, ressalta.

Sobre o processo de criação do livro, Wassily Chuck cita o poeta Rainer Maria Rilke, lembrando que a natureza de um poema está entre as coisas mais indizíveis e inexplicáveis. “Para mim, o poema é bicho de sombra, e o excesso de claridade o fere”, diz. “Quando escrevo, não traço um projeto exato do que escrever, para que um poema não vire um esquema. O livro navega e eu vou com ele, rumo à vertigem.”

Serviço

Rumo à Vertigem ou a Arte de Naufragar-se

Formato: 15 x 23 cm

Número de páginas: 184

ISBN: 978-85-7480-717-1

Preço: R$ 49,00

Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

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Agora é científico: quem lê é mais feliz que quem não lê

Por Renata de Albuquerque

meninalendo

“O leitor tem a chance de viver a vida de muitos personagens”; “Quem lê, viaja sem sair do lugar”. Você já ouviu ou leu essas frases, com certeza. A sensação de felicidade que um leitor experimenta – e que era difícil de comprovar, porque só quem lê é que sente – deixou de ser empírica e agora pode ser comprovada cientificamente.

Pesquisadores da Universidade de Roma 3 (Itália), fizeram uma pesquisa com 1100 pessoas e concluíram que quem lê é mais feliz. No estudo, intitulado The happiness of reading, eles escrevem: “Leitores, na Itália, encaram a vida em uma perspectiva mais positiva, em comparação com não-leitores e sabem como aproveitar seu tempo livre de uma maneira mais enriquecedora e mais cheia de propósitos”.

O estudo se restringiu à população italiana. Mas alguém discorda que isso vale para todas as partes do mundo?