Insólita Metrópole – São Paulo nas Crônicas de Paulo Bomfim

Caio Liudvik  | Guia da Folha | 29.06.2013

Insólita Metrópole: São Paulo nas Crônicas de Paulo Bomfim

“Ah, São Paulo de 1932, um só corpo e uma só alma!”. “Trinta e dois não foi uma Revolução, foi uma Paixão! Vida, Paixão e Glória de São Paulo”. Assim vibra Paulo Bomfim, recordando a euforia do movimento popular que lançou os paulistanos contra o governo de Getúlio Vargas e por uma nova constituição – um dos episódios mais marcantes da história da “insólita metrópole” que é tema dos itinerários de memória e de afeto do “Príncipe dos Poetas Brasileiros”.

Da rua Augusta ao mosteiro de São Bento, passando pelo relógio da Sé, passeamos com ele por esta “capital de todos os absurdos”, palimpsesto em que diferentes eras e valores se entrechocam. As crônicas falam também do convívio de Bomfim com Monteiro Lobato, Mário de Andrade e Anita Malfatti. A excelente edição, pela historiadora Ana Luiza Martins, é enriquecida por fotografias de famílias históricas, que deixam ainda mais evidente – ao estilo de imaginação sociológica tão bem ensinada por José de Souza Martins, que assina o prefácio – a representatividade geral do singular, o histórico que vige no biográfico. Perpassando ambos, está aquilo que resiste a cotidianidade repetitiva e alienada que convive com a grandeza e o vigor de São Paulo, provinciana e cosmopolita, um “inconsciente urbano” que se dá a ver em seu metrô, em suas ruas que conglomeram todos os vícios e virtudes.

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