Monthly Archives: dezembro 2012

Novo Lançamento: Os Cadernos Anatômicos de Leonardo da Vinci

Os Cadernos Anatômicos de Leonardo da Vinci
Ateliê Editorial | Assessoria de Imprensa
Pintor, escultor, músico, cientista, arquiteto, engenheiro, inventor… Talvez nenhuma outra figura personifique tanto o ideal humanista do Renascimento quanto Leonardo da Vinci. Este homem polivalente, todavia, não se contentava em dominar uma dada técnica artística ou em registrar os mecanismos de uma invenção: guiado por uma curiosidade insaciável, ele procurava entender o porquê dos diferentes fenômenos. Seus escritos, interesses e reflexões permitem acessar os mais variados aspectos de sua mente incisiva, questionadora e investigativa que, não por acaso, mergulhou na aventura científica de estudar e representar os elementos constitutivos do corpo humano.
Lançamento da Ateliê Editorial e Editora Unicamp Os Cadernos Anatômicos de Leonardo da Vinci reproduz os mais de 1200 desenhos anatômicos de Leonardo, distribuí­dos em 215 gravuras feitas em preto e branco. Conhecidas por sua extraordinária beleza e precisão, tais imagens antecederam, em muito, trabalhos análogos que viriam a aparecer até o século XVII. Na presente edição, as figuras foram dispostas em ordem cronológica com o objetivo de apresentar, passo a passo, o aprimoramento de Leonardo como anatomista. Além disso, para facilitar a apreensão dos conteúdos, elas foram organizadas em nove grandes áreas de estudo: Sistema Esquelético, Sistema Muscular, Anatomia Comparada, Sistema Cardiovascular, Sistema Nervoso, Sistema Respiratório, Sistema Digestório, Sistema Urogenital e Embriologia.
As anotações de Da Vinci que acompanham as imagens oscilam entre um tom descritivo e explicativo e outro um tanto quanto autobiográfico e anedótico. Tais textos foram traduzidos do italiano para o inglês pelos eméritos professores Charles D. O’Malley e John Bertrand de C. M. Saunders, responsáveis também pela introdução biográfica que avalia a posição de Leonardo no desenvolvimento histórico da anatomia e do desenho anatômico. Coube aos já premiados Pedro Carlos Piantino Lemos e Maria Cristina Vilhena Carnevale verter todo esse trabalho monumental para o português.
Artistas, ilustradores, médicos, estudantes, professores e apreciadores do gênio extraordinário de Leonardo vão encontrar nos mais de 1200 desenhos aqui apresentados a união perfeita entre arte e ciência. Cuidadosamente detalhados, precisos, belos e vibrantes, eles permanecem ainda hoje, após cinco séculos, entre as melhores representações anatômicas jamais feitas.
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A síntese do Brasil em uma ferrovia centenária

Exposição e livro mostram a construção da imagem nacional em fotografias como a reproduzida ao lado, que registra as obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré no coração da Amazônia

Boris Kossoy | O Globo | 8.12.2012

Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

No século XIX, com o desenvolvimento da fotografia, as imagens visuais técnicas ingressaram na vida cotidiana do homem e da sociedade. Embora seu valor documental seja insubstituível como meio de informação, é importante que nos perguntemos sempre: qual é a verdade que nos mostra a imagem fotográfica? A verdade do registro da aparência, da indiscutível semelhança com o objeto-modelo materializada por um sistema de representação visual e moldada segundo um processo de criação/construção. De realidades. Um documento, pois, que se presta a comprovar múltiplas “verdades”: históricas, ideológicas, políticas, étnicas, religiosas. É nesse terreno de ambiguidades interpretativas que desliza a imagem fotográfica, ao mesmo tempo em que preserva a memória visual da cena passada, uma fonte histórica que não escapa do necessário exame crítico.
A partir de tal reflexão pensamos a fotografia e também a possibilidade de se lançar um olhar ao passado através e a partir das imagens da câmera, que é o objeto do projeto Um Olhar sobre o Brasil – A Fotografia na Construção da Imagem da Nação: 1833-2003 (Objetiva). Além de compor a obra, as fotos selecionadas no volume compõem uma exposição homônima, que está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, até 23 de janeiro.
Procurou-se, neste projeto, reunir um corpus documental que registrasse aspectos expressivos de fatos sociais, políticos, culturais, religiosos, científicos, artísticos, entre tantos outros, fios que tecem a trama histórica de uma nação. No entanto, as fontes fotográficas não se bastam em si mesmas: é preciso dar “voz” às mensagens codificadas nas imagens, ultrapassar sua tênue superfície iconográfica e buscar por significados não explícitos, ao nível das mentalidades, das ideologias.
O desafio do projeto residiu na construção de um roteiro que pudesse, de forma didática, conduzir o espectador pelos caminhos de luzes e sombras que permeiam a história do Brasil, segundo uma abordagem que privilegiasse a imagem fotográfica. Uma forma de dar um rosto, uma imagem, uma feição concreta aos cenários, personagens e fatos de uma história que, como todas as histórias, continua a ser, quase que exclusivamente, pensada e interpretada a partir do signo escrito. Um percurso iconográfico, enfim, onde imagens-síntese e micro-histórias se articulam e dialogam visando à construção da imagem da nação. Trata-se de um olhar sobre o Brasil, como, obviamente, exigem muitos outros olhares, outras imagens e outras leituras.
Neste ano em que se comemora o centenário da inauguração da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, destacamos uma dessas imagens-síntese que registra um aspecto da dramática implantação de uma ferrovia no interior da floresta amazônica. Trata-se de uma empreitada de gigantes levada a cabo entre 1907 e 1912 e que custou a vida de milhares de trabalhadores vitimados pela malária, disenteria e outras moléstias tropicais. Dana Merrill, fotógrafo norte-americano, foi especialmente contratado para a documentação das obras da ferrovia. A imagem que se vê registra aspecto do deslocamento dos trilhos da Madeira Mamoré Railway (Estrada de Ferro Madeira-Mamoré) em função de deslizamento de aterro causado pelas fortes chuvas e inundações que assolavam a região.
A ferrovia construída na fase áurea da borracha ligava Porto Velho e Guajará Mirim, numa distância de 370 quilômetros, aproximadamente, por via fluvial e onde existem cerca de 20 acidentes do rio, entre cachoeiras, corredeiras e saltos. Sua implantação se deveu ao compromisso assumido pelo Brasil de conceder uma passagem para a Bolívia sobre o Rio Madeira – episódio que ficou conhecido como “Questão do Acre”. O objetivo era permitir o escoamento de borracha até Porto Velho e, daí, seguir por via fluvial até encontrar o rio Amazonas, por onde prosseguia o trajeto até alcançar o Oceano Atlântico, tal como foi consignado pelo Tratado de Petrópolis, em 1903.
Desde o século XIX os ingleses levaram sementes de seringueiras (Hevea Brasiliensis) para suas colônias do sudeste asiático, e as plantaram sistematicamente em terrenos onde vingaram bem. Graças a um planejamento eficaz, a borracha asiática chegou ao mercado internacional derrubando os preços da borracha da Amazônia. Decorre da crise da borracha a crise da própria ferrovia que, aos poucos, foi sendo desativada.
Cem anos nos separam do primeiro apito do trem que, apesar de todo o sacrifício de recursos e vidas, chegou tarde ao destino. Em 2005, a ferrovia foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e, em fevereiro deste ano, foi instalado o Comitê Pró-candidatura da EFMM a Patrimônio Mundial da Unesco.
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Boris Kossoy é coordenador do livro Um Olhar Sobre o Brasil: A Fotografia na Construção da Imagem da Nação: 1833-2003 (Objetiva) e curador da exposição homônima de fotos, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. É professor titular do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicações e Artes da USP e autor de Fotografia e História (Ateliê Editorial) e Dicionário histórico-fotográfico brasileiro (IMS), entre outros livros.
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Conheça a trilogia de Boris Kossoy publicada pela Ateliê

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Participe da 14a Festa do Livro da USP!

Começou hoje, 12 de dezembro, a Festa do Livro da USP, feira de livros que reúne várias editoras anualmente. Este ano o evento acontecerá nos prédios da Escola Politécnica e a Ateliê estará novamente presente, com 240 títulos e descontos a partir de 50%. Aguardamos pela sua visita no prédio da Engenharia Civil!

Festa da USP 2012.

Informações: flusp2012@gmail.com | www.edusp.com.br/festadolivro

Mapa de localização das editoras

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Mês de Natal na Ateliê

Promoção de Natal

Ilíada

Ilíada, de HomeroHomero
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Por se tratar de um verdadeiro monumento linguístico da humanidade, a Ilíada mereceu o esforço de grandes tradutores, em muitos idiomas. Nós, brasileiros, tivemos a sorte de contar com o trabalho de Odorico Mendes. Para esta edição, o escritor Sálvio Nienkötter preparou notas elucidativas verso a verso, para reduzir as dificuldades apresentadas pelo texto. Assim, o leitor contemporâneo poderá travar um contato de fruição e deleite com esta que é uma das matrizes literárias do Ocidente.
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Tradução Odorico Mendes
Prefácio e notas Sálvio Nienkötter
Ilustrações Henrique Xavier
Coedição Editora Unicamp
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Poesia, Mitologia, Literatura estrangeira, Literatura clássica
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de R$ 88,00 | por R$ 52,80
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Livro, (lançamento)

Livro, de Michel MelotMichel Melot
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Contrariamente ao saber digital, o livro, nascido da dobra, fecha-se sobre si mesmo, solidário de sua mensagem. Seu espaço é concebido para produzir uma autoridade, ou mesmo uma transcendência. Confere ao conteúdo a forma de uma verdade e a credita ao autor.
Para compreender o poder fenomenal dessa construção, Michel Melot investigou sua topografia, sua arquitetura. Desceu até sua anatomia profunda, percorreu suas dobras e suas costuras, suas fibras físicas e simbólicas. Interrogou suas relações estranhas com as três religiões chamadas “do Livro”, com o profano, com o comércio, com o político, com a liberdade de pensar, de sonhar, de desejar.
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Fotografia Nicolas Taffin
Prefácio à edição brasileira Marisa Midori Deaecto
Prefácio à edição francesa Régis Debray
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de R$ 82,00 | por R$ 49,20
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O Mistério do Leão Rampante

Rodrigo LacerdaRodrigo Lacerda
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Para livrar-se de um feitiço que a impede de amar, uma jovem inglesa do século XVII recorre aos mais diversos tratamentos – até conhecer o poder curativo do teatro. Narrada com humor refinado, a história tem Shakespeare como um dos personagens. O Mistério do Leão Rampante foi o primeiro livro editado pela Ateliê Editorial e a estreia de Rodrigo Lacerda na ficção, recebeu os prêmios Jabuti (1996) e Caixa Econômica Federal/CBN de Autor Revelação (1995). Foi traduzido para o italiano e para o inglês.
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Prêmio Jabuti 1996
Prêmio Caixa Econômica/CBN de Autor Revelação 1995
Textos João Ubaldo Ribeiro e João Antonio
Ilustrações Negreiros
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Romance, Literatura brasileira, Humor
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de R$ 62,00 | por R$ 37,20
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Divina Comédia

Divina Comédia, de Dante AlighieriDante Alighieri
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Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), é uma das obras-primas da literatura mundial. Além de trazer de volta a primorosa tradução do erudito italiano João Trentino Ziller – publicada originalmente em 1953, em Minas Gerais – a presente edição do poema, coeditada pela Ateliê Editorial e pela Editora da Unicamp, oferece algo inédito ao leitor brasileiro: as ilustrações de Sandro Botticelli, perdidas durante séculos e identificadas somente na década de 1980.
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Tradução e notas João Trentino Ziller
Apresentação João Adolfo Hansen
Notas à Comédia de Botticelli Henrique Xavier
Coedição Editora Unicamp
Ilustrações Sandro Botticelli
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Poesia, Literatura clássica, Bilíngue, Arte
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de R$ 280,00 | por R$ 168,00
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História da Escrita

História da EscritaPacote Especial
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Os livros deste pacote convidam o leitor a fazer uma viagem à história da escrita, partindo do surgimento da escrita, suas variações, até o desenvolvimento das técnicas de registro. O pacote ainda traz a História da Língua Portuguesa, organizada pelo professor emérito Segismundo Spina. Saiba mais
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Letras e Memória – Uma Breve História da EscritaAdovaldo Fernandes Sampaio
História da Língua PortuguesaSegismundo Spina
Os Manuais de Desenho da EscritaMaria Helena Werneck Bomeny
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de R$ 246,00 | por R$ 147,60
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Arte, Dor – Inquietudes entre Estética e Psicanálise

Arte, DorJoão A. Frayze-Pereira
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Entender a percepção como fenômeno estético é o que motiva as reflexões deste livro. Os treze ensaios retomam ideias de Lyotard, Argan, Winnicott, Bachelard, Chauí, entre outros. No entanto, o pensamento de Frayze-Pereira gira em torno das obras de Freud, Merleau-Ponty e Foucault. Com eles, o autor mostra que a arte se faz no encontro de dois sentimentos: o da forma e o do mundo. A partir dessa conexão entre percepção e política, a obra lança nova luz sobre o entendimento humano. Resenha
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Psicanálise e Psicologia, Ilustrado, Arte
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de R$ 65,00 | por R$ 39,00
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A Ateliê lamenta profundamente a perda de Décio Pignatari

Décio Pignatari

Deixamos registrados aqui nossos sentimentos e homenagens a este grande poeta e sua família. Foi um imenso prazer e honra ter realizado projetos junto com um dos maiores poetas brasileiros. Veja abaixo a notícia publicada pelo G1.

Morreu de insuficiência respiratória neste domingo (2) o poeta paulista Décio Pignatari, aos 85 anos. Ele estava internado desde sexta-feira (30), no Hospital Universitário de São Paulo, e faleceu por volta das 9h da manhã, segundo a assessoria do hospital. Ele também sofria de Mal de Alzheimer, informou o hospital.

Décio nasceu em Jundiaí, São Paulo, em 1927, e ficou conhecido, ao lado dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, como um dos nomes do movimento concretista, que realizou experimentos formais nas artes brasileiras a partir da década de 50.

As primeiras poesias de Décio Pignatari foram publicadas na Revista Brasileira de Poesia, em 1949. O livro de estreia, Carrossel, saiu em 1950. Com os irmãos Campos publicou, em 1965, Teoria da Poesia Concreta.

“O Décio, numa carta que me escreveu, foi o primeiro poeta que usou para mim essa expressão [poesia concreta]. Ele caracterizava como concreta a poesia do [escritor americano E.E.] Cummings, distinguindo-a de outros poetas. E aquilo ficou na nossa correspondência”, conta Augusto ao programa Umas Palavras, sobre a adoção do rótulo pelo grupo.

“Além de poeta, Pignatari escreveu romance, peça de teatro e foi tradutor, professor e estudioso de semiótica, assunto de diversos de seus livros. Sua obra poética está reunida em Poesia Pois É Poesia (Ateliê Editorial, 1977)”, descreve em seu site a editora Cosac Naify, que lançou em 2009 seu livro Bili com Limão Verde na Mão.

Livros de Décio Pignatari pela Ateliê