Monthly Archives: janeiro 2011

Mostra fotográfica traz São Paulo em miniatura

Flávio Meyer, fotógrafo e artista digital, presenteia a cidade de São Paulo em seu aniversário de 457 anos com a Mostra Fotográfica que transforma a metrópole, através da ilusão de ótica, em uma surpreendente maquete.

De 25 de janeiro a 18 de fevereiro de 2011

IQ Art Gallery

Instituto Cultural Chakras

Rua Dr. Melo Alves, 294

Jardins, São Paulo – SP

Livros para o Vestibular Unicamp e Fuvest 2012

Livros Vestibular Comvest e Fuvest 2012

por Alex Sens | @alexsens

A Comvest, Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp, anunciou a lista de livros exigidos para o vestibular de 2012, que é a mesma da Fuvest. Ao todo são nove livros, os mesmos aplicados nas provas de 2010 e 2011 (lista: http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/livros.html), e cinco deles estão na Coleção Clássicos Ateliê, da Ateliê Editorial: Dom Casmurro, A Cidade e as Serras, Iracema, Memórias de um Sargento de Milícias e Auto da Barca do Inferno. Seguindo o elegante visual e o cuidado gráfico desta coleção de clássicos, os livros contam com ricas apresentações e notas de importantes acadêmicos em literatura, assim como escritores e tradutores.

Obra mais emblemática de Machado de Assis, Dom Casmurro tem apresentação de Paulo Franchetti, professor titular de Teoria Literária da Unicamp e Diretor Presidente da editora da mesma universidade. Em seu prefácio, Franchetti deslinda várias interpretações históricas do romance, começando por suas primeiras resenhas, passando pelo período de consolidação de sua grandeza artística, até chegar aos últimos estudos acadêmicos, dando uma nova perspectiva ao juízo machadiano. As notas de Leila Guenther, ficcionista e estudiosa de Literatura, têm a função de clarificar o funcionamento do romance. Outros dois romances de Eça de Queirós e José de Alencar, A Cidade e as Serras e Iracema respectivamente, também trazem a organização de Paulo Franchetti, com introdução crítica e ensaística, além de notas e comentários de Guenther.

Os 10 mais vendidos de 2010 da Ateliê

Estes foram os livros que mais venderam no site da Ateliê em 2010:

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Os Manuais de Desenho da Escrita, de Maria Helena Werneck BomenyOs Manuais de Desenho da Escrita

Maria Helena Werneck Bomeny

A partir da releitura dos principais manuais de desenho da escrita de quatro épocas consideradas renovadoras – o Renascimento, o Neoclássico, as vanguardas do século XX (com destaque para os trabalhos/manifestos de Jan Tschichold), e o Estilo Internacional ou Suíço e a obra de Emil Ruder (1967) –, Maria Helena Werneck Bomeny oferece uma análise das letras no aspecto particular de seu desenho, principalmente em suas relações com os suportes em que elas eram impressas ou gravadas.

Tipografia | Design

R$ 105,00 | 21,6 x 35,6 cm | 288 pp

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Os Domínios de Natureza no Brasil, de Aziz Ab'SáberOs Domínios de Natureza no Brasil

Aziz Ab’Sáber

O professor e geógrafo Aziz Ab’Sáber é um dos pesquisadores brasileiros mais dedicados à compreensão espacial e territorial do país. Essa é a condição, segundo ele, para que os espaços não sejam usados inadequadamente, em benefício de poucos e em detrimento das gerações futuras. Este livro trata das características e potencialidades das grandes paisagens que compõem o mosaico ecológico brasileiro. Constitui rico material para as necessidades teóricas e práticas de planejadores, professores e alunos.

Geografia | Ecologia

R$ 36,00 | 16 x 23 cm | 260 pp

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Dicionário Grego-Português – Vol. 5Dicionário Grego-Português – Vol. 5

Resultado de longos anos de meticuloso trabalho, o Dicionário Grego-Português foi elaborado por uma equipe de professores e pesquisadores de várias universidades brasileiras. Sem renunciar ao rigor científico e metodológico, o dicionário se destaca pela clareza e simplicidade, oferecendo respostas diretas para subsidiar atividades de leitura e tradução do grego clássico e bíblico. Uma obra jamais realizada em português e preciosa ferramenta de trabalho. Encerrando o projeto, é lançado agora o quinto e último volume, que traz verbetes das letras Sigma a Ômega.

R$ 76,00 | 18 x 25 cm | 296 pp

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O trigo inesperado

Em Memória Futura, Paulo Franchetti esboça um modelo exemplar de escritura que dispensa rebuscamentos gratuitos

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Fonte: Rascunho

por Fabio Silvestre Cardoso

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Memória Futura, de Paulo FranchettiConforme a mitologia grega, Mnemosine é a deusa da memória. E, da união de Mnemosine com Zeus, nasceram nove musas, responsáveis pela poesia épica e romântica, pela história, pela música, pela dança, pela tragédia e pela comédia, entre outras coisas. Em seu recente livro de poemas, Memória Futura, editado pela Ateliê, Paulo Franchettti esboça um elogio à deusa da memória. Ainda que os poemas não estejam alinhados a essa premissa de forma evidente, é possível lê-los dessa forma não apenas em virtude do título da obra, mas, sobretudo, porque o autor privilegia a idéia da memória como esteio dos poemas que compõem o livro. Além das alusões diretas à temática central da obra, existem, ainda, os temas correlatos, como a velhice e a passagem do tempo, sem mencionar a proposta da reflexão pretendida pelos versos do autor. Leia a matéria completa

Jovem escritora mineira e blogueira lança coletânea de poemas

Fonte: Jornal Estado de Minas

por Carlos Herculano Lopes

Mariana Botelho, autora de O Silêncio Tange o SinoBem além do artesanato, da boa música, do folclore e de tantas histórias para se contar – coisas típicas do Vale do Jequitinhonha – a cidade de Padre Paraíso, a 550 quilômetros de Belo Horizonte, tem também uma ótima escritora, a jovem Mariana Botelho. Com 27 anos, há algum tempo ela lançou O Silêncio Tange o Sino, coletânea de poemas que, independentemente da estreia, a coloca entre os melhores autores de sua geração. Como não vive em BH nem no Rio ou São Paulo, por enquanto pouca gente a conhece. No entanto, isso não impediu de a moça de ser descoberta pelos editores das páginas de literatura da Revista Ciência e Cultura, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na qual publicou seus primeiros poemas, que acabaram despertando o interesse da Ateliê Editorial. Antes havia feito circular alguns textos seus no seu site, Suave Coisa com o qual, desde as lonjuras sem fim de Padre Paraíso, fica conectada com o mundo. “Foi principalmente graças à internet que pude conhecer outros autores, descobrir novos caminhos, outras vozes, com as quais tenho me comunicado”, conta Mariana. Vivendo na sua cidade, fora

Antonio Miranda resenha Clusters, de Pedro Marques

Fonte: Antonio Miranda

Resenha por Antonio Miranda

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Clusters, de Pedro MarquesSempre entendi cluster como um coletivo formado por forças convergentes em razão de alguma causalidade. Venho da Ciência da Informação e sempre acreditei que as leis que regem a informação na sociedade em geral, assim como no universo como um todo, também atuam no processo criativo e (também) na poesia. As palavras se aglomeram, vêm durante a formulação do texto (linear ou não), numa situação específica, irrepetível. Um poema acontece em tais circunstâncias. Um poeta está imerso nesta criação fractal, amalgamando um vocabulário comum para expressar-se sobre um algo que vai ser compartilhado, mesmo quando pense que não escreve para ninguém… O poeta, como o cientista, qualquer criador, é um ser plural, um porta-voz que ousa expressar-se enquanto tal. Um poema é um acontecimento histórico.

A diferença é que alguns se entendem num processo de inscrição a partir do que vivenciam, outros — e cada vez mais criadores nesta linha de produção — preferem reinterpretar, ou mesmo inventar as situações. Trata-se de uma opção. Ser naturalista ou ser um criador de situações novas. Sugerir em vez de descrever, referir-se a fatos concretos ou imaginários.

Por exemplo, Konstantinos Kavafis reinterpretou a trajetória humana em seu poema sobre a chegada dos bárbaros. Helênico, em tempos modernos, entre os fundamentalismos muçulmano e cristão em sua Alexandria, dava seu testemunho . ” [À espera real dos bárbaros]”, de Pedro Marques, também parte de uma experiência de mundo, mas se projeta em situações bem mais fluídas, menos datadas e localizadas. “Eles chegam de todos os lados“, no diz, como a dizer que todos vivemos nesta situação. “Principalmente pelo céu e pelas mercadorias/ que não temos“. Condição aberta para uma interpretação livre, irrecusável, porque o poeta sabe da universalidade da condição humana. Pedro Marques até “ilustra” a situação referindo-se a fatos históricos vagos, de uma guerra próxima de nós, em Paris, “aos beijos com aquelas moças brancas/ como nossa areia“, como que saindo do geral para uma situação coloquial, para dessacralizar o discurso. Aí segue despistando, como-que desmontando o cenário, com referencialidades desencontradas:”Mas o filme por estrear é bem outro”/ “Para as aldeias sem escolas e hospitais/ enviam cinquenta milhões em bombas“/ Em toda nossa pobreza semianimal,/ nós, os mesopotâmios, acreditamos numa cilada“.

Livros para não deixar de ler em 2011: Lista do Sabático

O Sabático publicou no primeiro dia do ano uma lista de sugestões de livros que devem ser lidos em 2011. Foram escolhidos 11 escritores e críticos que indicaram cada um 11 obras fundamentais. Dentre os sugeridos estão Tirant Lo Blanc, No Fim das Terras e Clepsidra, da Ateliê.

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Romance Tirant Lo Blanc, de Joanot MartorellTirant Lo Blanc

Joanot Martorell

Este romance épico, escrito por um rei valenciano em meados do século XV, é um clássico da literatura universal e influenciou Miguel de Cervantes. Narra as façanhas de um cavaleiro andante que se transforma em grande general. Cláudio Giordano traduziu o texto a partir da edição integral catalã, publicada em 1947 aos cuidados de Martí de Riquer. O volume conta com prólogo de Mario Vargas Llosa.

R$ 91,00 | 16 x 23 cm | 856 pp

Prêmio Jabuti de Tradução 1998

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Livro No Fim das Terras, de Milton TorresNo Fim das Terras

Milton Torres

A conquista e o aniquilamento cultural das colônias por Portugal e Espanha são o ponto de partida de No Fim das Terras. O livro chega aos anos da ditadura militar no Brasil e, finalmente, ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro. A postura crítica, o compromisso social e as preocupações formais revelam uma produção madura, poliglota e polifônica, da qual emergem imagens impregnadas de história e experiência. O livro conta com prefácio de Leopoldo Bernucci e posfácio de Ivan Teixeira.

R$ 60,00 | 18 x 25,5 cm | 225 pp

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Clepsidra, de Camilo PessanhaClepsidra

Camilo Pessanha

Apesar de ter uma obra pouco vasta, Camilo Pessanha é uma referência central da lírica portuguesa. A recusa ao sentimentalismo confessional e o apurado senso rítmico, que violenta os princípios da métrica tradicional, marcam-no como escritor singular de seu tempo. Não à toa, seus poemas influenciaram as obras de Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. Além do ensaio crítico e das notas explicativas de Paulo Franchetti, esta edição conta com biografia, cronologia e bibliografia sobre o autor.

R$ 23,00 | 12 x 18 cm | 192 pp

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