Monthly Archives: novembro 2010

A Arte Invisível

Fonte: http://designices.com/a-arte-invisivel

por Rogério Fratin | @rfratin

Capa do livro A Arte Invisível, de Plínio Martins Filho

Não é um palito de fósforo gigante, não. O livro é pequenino mesmo, literalmente é de bolso e tem capa dura. Mas o conteúdo do livro tem qualidade, bem grande por sinal. A ideia do livro é mostrar os elementos “invisíveis” na criação de um livro, como uma boa escolha de tipografia, elementos da capa, tamanhos, proporções, erros cometidos, integração interdisciplinar do designer com os outros envolvidos na produção do livro, tudo citado por “gente com opiniões de peso”, como Jan Tschichold, David Carson, Wolfgang Weingart, Robert Bringhurst, o próprio autor Plinio Martins Filho, entre outros. Só fera :D

As reflexões são curtas e praticamente pode-se ler essa publicação de forma não-linear. Inclusive é um bom livro pra ter ao lado da mesa do trabalho. Entre uma demanda, emails respondidos, cobranças de prazo e alterações nos layouts, ele se torna um bom companheiro, já que não leva nem 40 segundos pra vocé ler cada uma das 164 páginas. É aquele empurrãozinho que te dá forças pra continuar.

Alguns exemplos:

“A chave para uma boa tipografia é sempre deixar que as palavras ditem o design” –Humphrey Stone

“Um axioma da produção de livros é… que, se se deixar que alguma coisa comece errado, há muita probabilidade de que saia errado. Grande parte do trabalho do designer é explicar suas exigências a estranhos distantes” – Hugh Williamson

“Se um texto pede algum tipo de Renascença, também exige uma tipografia da Renascença. Isso geralmente significa proporções de página e margens da Renascença, e ausência de negrito” – Robert Bringhurst

Sorteio entre visitantes da Festa do Livro da USP

Livro: Orações Insubordinadas, de Carlos CasteloEstamos na feira do livro da USP com uma fichas de cadastro pra preencher e participar de 2 sorteios, que serão realizados na próxima semana.

Sortearemos o livro Orações Insubordinadas, de Carlos Castelo, e um acesso VIP à loja virtual. O ganhador deste segundo poderá comprar no site da Ateliê com 50% de desconto durante 1 ano.

Se você estiver na feira e quiser participar, procure alguém com os cupons de sorteio. O resultado será divulgado no Blog e no Twitter da ateliê e os ganhadores serão avisados por email.

Dicas para a Balada Literária

Fonte: http://baladaliteraria.zip.net/

BALADA LITERÁRIA 2010
Balada LiteráriaDe 18 a 21 de novembro
QUINTO ANO ENTRADA FRANCA

Autora homenageada:
Lygia Fagundes Telles


Criação e curadoria:
Marcelino Freire

A BALADA LITERÁRIA completa cinco anos. E se consolida como um dos mais importantes e descontraídos eventos literários do país. É quase uma centena de artistas, nacionais e internacionais, em mesa de debate, em mesa de bar, no palco, trocando ideias, festejando lançamentos.

Desta vez, de 18 a 21 de novembro, estarão na Vila Madalena Alberto Manguel, Antonio Nóbrega, Alice Ruiz, Augusto de Campos, Beth Goulart, Botika, Cid Campos, Emicida, Eunice Arruda, Jorge Furtado, José Castello, Luiz Antonio de Assis Brasil (que também coordenará uma oficina de criação), Marcelo Rubens Paiva, Siba e Vitor Ramil, etc.

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Versos de Cesário Verde são decisivos para a moderna literatura portuguesa

Livro: Poemas Reunidos, de Cesário Verdepor Alcir Pécora | especial para a Folha

Em edição escolar bem anotada e comentada por Mario Higa, a Ateliê acaba de lançar Poemas Reunidos, do português Cesário Verde (1855-1886).
Toma por base a primeira edição de O Livro de Cesário Verde (1887).
São 22 poemas, na maioria quadras ou quintilhas, com decassílabos ou alexandrinos heroicos, de rimas cruzadas. Todos excelentes. Ao menos dois, decisivos para a moderna poesia portuguesa: “Sentimento dum Ocidental” e “Nós”.
A edição inclui outros 18 poemas de Cesário Verde, segundo a edição de 1988 da “Obra Completa”, estabelecida por Joel Serrão. Constata-se, a cada leitura deles, que a lírica moderna realmente “entra por todos os poros”, como pregava Álvaro de Campos na “Ode Marítima”.
O mais perceptível desses poros é a paráfrase irônica do ideário romântico. Por exemplo, a típica “femme fatale” é ameaçada pelo poeta impaciente com a vingança dos “povos humilhados”; ou é contraposta à feiura de uma “velhinha suja” que o aborda a pedir cigarro.

Festa do Livro da USP traz 15 mil títulos com 50% de desconto

Festa do Livro USP

por @AlexSens

Nos dias 24, 25 e 26 de novembro acontece a 12ª edição da Festa do Livro da USP. O evento tão aguardado contará com 15 mil títulos das principais editoras do país, e novamente a Ateliê Editorial estará lá. Todos os títulos terão um desconto mínimo de 50% sobre o valor de capa do mercado editorial, num amplo catálogo que traz desde livros lançados há alguns meses até os mais recentes, ainda quentinhos das gráficas.

Durante doze horas, das 9h às 21h, a Festa do Livro da USP reunirá editores, livreiros e, claro, leitores, sendo gratuita e aberta ao público no saguão do prédio de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da universidade (Avenida Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, São Paulo).

Informações no telefone: (11) 3091-4612

Camila de Ávila explica o que é lomografia

por Camila de Ávila | @caavila

Afinal, o que é a lomografia? Com certeza vocês já devem ter ouvido falar, mas são raros os que sabem o que é ou como funciona. “Lomo” é a sigla de Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedinenie, que em português significa “União de Óptica Mecânica de Leningrado”. Sua origem é de São Petersburgo, Rússia.

A lomo, nada mais é, do que uma câmera analógica automática, que possui alta sensibilidade, sendo capaz de capturar cor e movimento sem o uso de flash e sem deformação. Sua característica nas fotos são as cores saturadas, borrões, luzes em movimento. Falando assim soa estranho, porém a prática da lomografia tornou-se movimento artístico.

Obra analisa O Alienista como “caricatura dos desentendimentos do clero com o Estado”


por Daniel Piza | sabático

Como toda obra-prima, O Alienista tem dado margem às mais diversas e muitas vezes contraditórias interpreteções. Ainda assim, todas convergem para uma leitura comum: a novela de Machado de Assis seria uma sátira ao autoritarismo da ciência, na figura de Simão Bamacarte, o médico que se arroga a definir quem é louco na cidade de Itaguaí; em consequência, seria também uma sátira ao autoritarismo político. Mas há muito mais em O Alienista do que supõe o senso comum. Machado, como sempre, trata de questões universais a partir de um contexto local e não faz uma simples sátira unilateral, e sim uma obra de arte sutil e complexa, que mostra como tantas vezes doi inimigos declarados são bem mais parecidos do que gostariam.

Leia a matéria inteira (PDF)

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