Na primeira mesa da Flip, Edson Nery recitou o poema “Bahia de todos os santos (e de quase todos os pecados)”, contou histórias e analisou o estilo literário do homenageado Gilberto Freyre. Confira abaixo a matéria publicada no Prosa Online.
Flip 2010: Nery arrebata com declamação de poema de Freyre
Com uma apaixonada declamação de cor do poema “Bahia de todos os santos (e de quase todos os pecados)”, de Gilberto Freyre, o biblioteconomista Edson Nery da Fonseca, 89 anos, arrebatou a plateia na primeira mesa desta quinta-feira, na Flip, que reuniu também o escritor Moacyr Scliar e o historiador Ricardo Benzaquen. Com um debate que alternou entre a análise do estilo literário de Freyre, seu trabalho como ensaísta e as contradições de suas obras clássicas, os três traçaram um perfil do autor homenageado desta edição da Flip.
Após declamar o longo poema, o qual consultou com apenas duas olhadelas numa pequena cola que levava consigo por precaução, Nery foi aplaudido por longos minutos. Pouco antes, ele apontou as três características principais do estilo de Freyre: o imagismo, absorvido da poeta americana Amy Lowell; a enumeração caótica, captada do poeta americano Vachel Lindsay; e o expressionismo, uma vez que Freyre “teve a sorte de ir à Alemanha em 1923, no auge do movimento”.
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Foto: Raul Zito/G1
A matéria publicada pelo G1 SP ontem, 05 de agosto, mostra os principais cenários e personagens que inspiraram Adoniran e “virou samba”. O advogado Ernesto Pauleli, por exemplo, foi o motivo principal para o “Samba do Arnesto”. Ele revela em entrevista que, logo quando conheceu Adoniran, seu nome entrou em pauta nas composições do sambista.
Outras revelações são feitas com relação às origens dos sambas de Adoniran, como o “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”. A matéria inclusive apresenta um mapa, com pontos de marcações espalhados, onde o leitor pode clicar e ver uma imagem e um samba referentes áquele local.
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O último Sabático do Estadão fala sobre o caminho incerto que escritores percorrem até sua publicação em uma grande editora. A matéria trouxe tanto o ponto de vista dos editores, que recebem muitos originais, quanto dos autores, que precisam decidir para qual ou quais editoras enviar seus originais. O critério da editora na seleção dos originais pode depender de indicações, da apresentação do original e até da habilidade dos agentes.
O Sabático enviou questões para dezenas de escritores para levantar revelar informações sobre as etapas para a publicação de um livro e para comparar o mercado editorial atual com o de décadas atrás.
O Sabático resolveu saber dos próprios autores qual o impacto de uma grande editora em sua carreira, como foi o caminho até ela e como se sentem a respeito numa época em que, cada vez mais, sugem boas casas de pequeno ou médio porte no País – como a 34, a Iluminuras e a Ateliê Editorial…
Dentre os entrevistados, Marcelino Freire, autor de alguns livros pela Ateliê, disse:
Já na Ateliê, com o Angu de Sangue, em 2000, minha vida literária mudou. Fui bastante resenhado, divulgado. Não sou desses que ficam com a bunda na cadeira, reclamando de editor.
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Professor da USP e poeta Michel Sleiman foi entrevistado por Oscar D’Ambrosio, no programa Perfil Literário, da Rádio Unesp FM. Na entrevista, o autor conta sobre seu contato com a poesia desde cedo e o porque resolveu voltar às suas origens e estudar as formas de expressão da poesia árabe, em especial, o zajal andalusino. O resultado disso foi a publicação da obra A Arte do Zajal – Estudo de Poética Árabe.
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Ouça a entrevista (32 minutos):
entrevista
A escritora Isabel Furini apresentou breve trajetória da Ateliê Editorial e entrevistou o editor Plinio Martins, que tem trinta anos de experiência no mercado editorial. A matéria apresenta as funções e ponto de vista do editor no negócio dos livros. Confira um trecho da entrevista abaixo:
Que conselho daria aos escritores iniciantes?
Leia. Leia muito. Quanto mais uma pessoa lê, melhor ela domina sua linguagem e torna-se capaz de transmitir melhor suas próprias idéias. É importante também ter cuidado ao analisar sua própria produção criticamente. Vale a pena pedir opinião de terceiros ou até mesmo um parecer de outros autores que já tenham publicado obras similares.
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