Monthly Archives: junho 2010

Livro conta breve história da escrita com ilustrações e documentos originais

O livro Letras de Memória – Uma Breve História da Escrita, de Adovaldo Fernandes Sampaio traz ricas informações a respeito da escrita, em seus variados aspectos, desde os tempos antigos. As ilustrações, incluindo documentos de difícil obtenção conduzem o leitor numa viagem pelo mundo das escritas. Na última parte do livro o leitor tem acesso a mais de cem línguas, através de um breve histórico e classificação de cada língua com textos-amostras.

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O Pai-Nosso em aramaico

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As curiosidades que envolvem a escrita não param por aí. O Engenheiro Civil, Dercy Valentim Guaitoli, ensina por meio de vídeo-aulas, técnicas para melhor a caligrafia e a coordenação motora, para aqueles que desejam melhorar a escrita ou até ganhar dinheiro sobrescritando orações, certificados, diplomas, convites.

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Visite o site http://www.caligrafiagratis.com.br/

Dica do Guia da Folha

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INTERIOR VIA SATÉLITE

O interior sempre esteve presente na poesia de Marcos Siscar, poeta nascido em Borborema e autor de Não se Diz e Metade da Arte, entre outros. No entanto, este tema se entrelaçava com outros, principalmente com a sua preocupação com o desgaste da palavra na poesia, e com as possibilidades da expressão, sempre tão escorregadia. Em Interior Via Satélite, seu quarto livro de poemas, o poeta explora as acepções da palavra “interior”, que é tanto um lugar à margem do grande centro quanto a subjetividade do poeta. Para isso, ele trabalha num jogo vertiginoso de aproximação e distanciamento, vendo as coisas de perto e de longe, de seu miolo e de sua casca.

A beleza do livro nasce desse enfoque com vários desfoques, ou dessa “discordância” do olho, como ele mesmo diz num poema. Algo que toca a estrutura dos poemas, ora em verso, ora em prosa, ora pontuado, ora correndo solto. Os temas do livro – a memória afetiva, a linguagem da poesia, o olhar para o mundo da mercadoria – são perpassados por este paradoxo. (HFM)

Alunos da EAD-USP encenam contos de James Joyce

O trabalho, dirigido por Luiz Damasceno e interpretado por alunos da EAD (Escola de Arte Dramática), é baseado na obra Dublinenses, de James Joyce. Dos quinze contos contidos na obra, os alunos apresentam dez, abordando as experiências vividas na cidade de Dublin. [Veja obras de James Joyce]

As apresentações serão nos dias 26 a 30/06 (de sábado a quarta), às 20h, na sala 24 prédio de Artes Cênicas da USP. O ingresso é gratuito e deve ser retirado com antecedência de uma hora na bilheteria da Escola.

Para mais informações mande um email para a produção: berthash@usp.br


Resenha de Sérgio Medeiros do livro Escrito sobre Jade no Sibila

LI PO E MAO TSÉ-TUNG EM PORTUGUÊS
Sérgio Medeiros

O poeta e tradutor Haroldo de Campos (1929-2003) “reimaginou”, em língua portuguesa, a poesia clássica da China. Publicada originalmente em 1996, a antologia Escrito sobre Jade, acrescida de novas traduções de sua autoria, saiu em segunda edição apenas em 2010. A novidade, que comentarei, é a inclusão de poemas “clássicos” do líder revolucionário Mao Tsé-tung. Mas, a meu ver, os poemas de Li Po, que já constavam da primeira edição, ainda são o ponto culminante desse pequeno volume.

O lúcido e irrequieto Haroldo indaga, em um texto inserido quase no final desse volume (pena que, em edição tão cuidadosa, as letras das partes em prosa sejam incompreensivelmente miúdas): “Como fazer para que essa poesia, procedente de uma linguagem isolante, monossilábica, de sintaxe posicional, resulte eficaz em idiomas analítico-discursivos, mais lógicos do que analógicos, mais hipotáticos do que paratáticos?” (Campos, 2010, pp. 97-98).

Para obter, em português, versos poeticamente eficazes, que correspondessem ao seu exigente padrão de poesia, o tradutor recorreu, nessas versões, a um procedimento hiperpoundiano, que comentarei a seguir. Mas talvez seja necessário, antes de tudo, apresentar, em poucas linhas, o poema chinês clássico, ou, pelo menos, alguns nomes exponenciais do período literário em questão, destacando, a partir daí, certos temas e procedimentos recorrentes. [Resenha completa]

Suplemento Literário destaca poesia de Mariana Botelho

Mariana Botelho terá seu primeiro livro de poesia lançado pela Ateliê Editorial em breve, mas mesmo antes de chegar ao grande público sua obra já é destaque no Suplemento Literário de Minas Gerais. Leia alguns dos poemas selecionados pelo periódico para sua edição de abril.

amanhecer

ter o silêncio incrustado de
pássaros

vê-lo desfazer-se logo em
crianças

sentir-se pleno de
chuva nos
olhos

.

dor

cada dor
que passa
arranca lascas
desses ombros frágeis

fico cada
vez
menor
quando essa dor
me escreve

.

gruta

um corpo feito de aberturas
onde
silêncios entram
saem
como águas de longe

fonte

foz de um rio

vozes

Visite o blog da autora

Ateliê lança newsletter mensal com sorteio

Clique para ler a Newsletter de Maio

No intuito de manter informados todos aqueles que acompanham a editora, a Ateliê Editorial passará a publicar uma newsletter mensal, contendo o resumo de notícias, lançamentos, e eventos de cada mês. Além disso, a newsletter terá matérias sobre assuntos diversos como arte, literatura, design, fotografia, arquitetura e poesia. Estarão em pauta também os temas que interessarem ao público da Ateliê. [Sugira temas aqui]

A assinatura da newsletter pode ser feita pelo site da Ateliê ou clicando diretamente neste link. Basta preencher o formulário com seu nome, região, email e outras áreas de interesse.

Todos que assinarem a newsletter nessa semana concorrerão ao livro Semiótica da Arte e da Arquitetura, de Décio Pignatari, que será sorteado na próxima sexta, dia 25. Na sexta-feira, antes das 18hs, a Ateliê enviará um email para o ganhador parabenizando-o e divulgará o resultado do sorteio pelo twitter.

Em caso de dúvida, você pode mandar um email para contato@atelie.com.br ou uma mensagem direta para o twitter da Ateliê Editorial.

Coletivo Angú – Teatro que se diferencia pela urgência do assunto

Após sete anos de estrada, três peças no repertório, o grupo consolida linguagem e linha estética próprias, ganhando reconhecimento nacional

“É lindo!”, entre todas as críticas e elogios que o ator Fábio Caio esperava ouvir depois da estreia da peça Angu de sangue (2004), esse era o único comentário inesperado. “A gente se perguntava se as pessoas iam sair de casa para assistir a um espetáculo com esse nome indigesto”, confessa Fábio. A encenação, baseada no livro homônimo do autor pernambucano Marcelino Freire, trata de violência urbana, miséria e outros temas estampados nas manchetes dos jornais. Durante os dois meses da primeira temporada, as arquibancadas do teatro Hermilo Borba Filho, no Recife, ficaram cheias. Para Marcondes Lima, diretor da montagem, um novo filão foi descoberto. “O diferencial do nosso teatro é a urgência dos assuntos”, afirma.

Hoje, os integrantes do grupo – que agora se chama Coletivo Angu de Teatro – comemoram. São três peças no repertório em apenas sete anos, o reconhecimento nacional e a consolidação de linguagem e linha estética próprias. [Clarissa Falbo – Continente Online]

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Angu de Sangue – Marcelino Freire

Em seu primeiro livro de contos, Marcelino Freire faz um retrato realista e inusitado do submundo das grandes cidades. Os protagonistas são violentados pelas dores e frustrações de uma sociedade injusta, que os estigmatiza. O autor aborda a realidade dos conflitos urbanos sem demagogias, escapando de uma armadilha comum da ficção social: a sentimentalização da miséria. Seus contos “irradiam uma terceira dimensão que ainda nem tivemos tempo de decifrar”, segundo o escritor João Gilberto Noll.

Marcelino Freire e Lirinha batem papo sobre música e poesia

José Paes de Lira (Lirinha) e Marcelino Freire se encontrarão no próximo sábado para um bate-papo sobre poesia e música. No evento Parcerias: a Voz da Poesia, poetas e compositores conversam e tocam poemas musicados. O evento acontece na Biblioteca Alceu Amoroso Lima e a entrada é franca. [mais informações]

Marcelino Freire é um dos mais criativos autores da nova geração e começou a publicar pela Ateliê Editorial. Publicou Angu de Sangue, EraOdito, BaléRalé e organizou Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século.

José Paes de Lira (ou Lirinha) é mais conhecido como membro do grupo Cordel do Fogo Encantado, onde atua como vocalista, percussionista e compositor. Compôs trilhas para teatro e cinema, e ganhou em 2007 o prêmio de melhor compositor pela APCA. Sua estreia no teatro aconteceu com o espetáculo solo, baseado no livro Mercadorias e Futuro. Trata-se da história do vendedor de livros Lirovsky, cuja tarefa é “vender poesia, vender o sublime, pregoar o invisível, botar preço no que não tem preço”.